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Paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V

De visita ao Príncipe Real, saiba quais são as paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V, das lojas aos restaurantes

Jamie's Italian Lisboa
Fotografia: Manuel Manso
Por Francisca Dias Real e Clara Silva |
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É no Príncipe Real que os valores das casas chegam a somas astronómicas: 5254 o metro quadrado, segundo os dados publicados o ano passado, a zona mais cara de todo o país. E também a melhor. Neste bairro parece haver uma só rua que o atravessa do início ao fim, mas na verdades são duas que se encontram na Praça do Príncipe Real. De um lado a Rua da Escola Politécnica, que vem do Rato, e do outro esta que tratamos aqui, a Rua Dom Pedro V. É aqui que parece que todas as semanas há uma razão nova para voltar, seja um novo cocktail, um novo prato ou uma nova loja. Para que não se perca, nós dizemos-lhe o que é que não pode mesmo perder. Estas são as paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V.

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Paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V

Coyo Taco
©Duarte Drago
Restaurantes, Mexicano

Coyo Taco

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

O azul eléctrico do Coyo Taco veio dar alguma luminosidade e (mais) animação ao Príncipe Real. Esta cadeia mexicana nasceu em Miami pela mão de três amigos e chegou a Portugal com a chancela Multifood. A carta de street food mexicana é bastante completa e tem tacos clássicos e twists, como o de carnitas de pato, burritos e quesadillas. Melhor ainda: à semelhança de outros restaurantes do grupo, como o Tapisco, ali ao lado, tem uma janela onde vende margaritas e outros cocktails para a rua. P.S.: Os tacos do Coyo foram elogiados por Barack Obama.

A Cevicheria
© Ana Luzia
Restaurantes, Global

A Cevicheria

icon-location-pin Princípe Real

N'A Cevicheria do chef Kiko, já se sabe, só os pisco-sours nos fazem esquecer o tempo de espera. Durante a viagem que fez pelo mundo, a cozinhar em casas de famílias, o chef Kiko Martins apaixonou-se pelo prato tradicional do Peru. Trouxe-o para A Cevicheria, um pequeno restaurante com um belíssimo balcão. O ceviche puro com peixe branco, puré de batata-doce, cebola, algas e leite de tigre vale a espera.

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solar antiques
©Inês Félix
Compras, Antiguidades

Solar Antiques

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

É a maior e mais antiga loja do mundo especializada em azulejos originais. Verónica Leitão é a terceira geração da família a abraçar o negócio que inclui um número infindável de azulejos portugueses dos séculos XV a XIX, painéis originais, como o Painel dos Saltimbancos que nasceu no século XVIII na Quinta dos Anjos de Carnide (por 8200€ é seu), muita porcelana das Caldas da Rainha, colunas em talha, portas, peças de exterior, um cantinho Bordalo – tudo, enfim, o que Manuel Leitão, filho do fundador, acredita ser a alma de um povo. 

Bernardo
Fotografia: Inês Félix
Compras

Bernardo Atelier Lisboa

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Minimalista e versátil, a Bernardo Atelier Lisboa é o mais recente bazar urbano do século XXI no Príncipe Real. Tem marca própria, designs estrangeiros com produção portuguesa e propostas para miúdos e graúdos, da moda à decoração, incluindo vasos em cerâmica e cortiça, cestos de verga, ilustrações emolduradas, sacos de pano, brinquedos de madeira, remos, artigos de papelaria e até colheres para mel. Os preços variam entre 1€ e 200€.

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Jamie's Italian
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Italiano

Jamie's Italian

icon-location-pin Princípe Real

A versão portuguesa do restaurante italiano do chef-estrela Jamie Oliver foi a adição ao bairro que mais buzz gerou nos últimos tempos. Três pisos, 174 lugares sentados e dois terraços com vistas para o castelo, além de uma  carta, que é extensa e semelhante à dos restantes da cadeira espalhados pelo mundo, mas com alguns ingredientes nacionais, como o queijo da Ilha adicionado ao The Jamie’s Italian Burger, por exemplo. 

Tapisco - Paelha Negra
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Petiscos

Tapisco

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Não é por acaso que todos os chefs se querem mudar para aqui. Como é o caso de Henrique Sá Pessoa e do seu Tapisco, onde a Península Ibérica cabe toda numa carta, com petiscos portugueses e tapas espanholas. Posto isto, na carta aparecem gambas al ajillo (15€) e amêijoas à Bulhão Pato (17€), bons lombos de atum com emulsão de pinhões (21€) e presas de porco ibérico (21€), e ainda açordas de gambas (19€) e paellas negras (28€) – este último, um dos pratos estrelas da casa. Outra grande aposta para este espaço é o bar de Vermute que, segundo o próprio, “será uma tendência”, uma vez que “os portugueses estão habituados a beber Martini”.

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charlie
Fotografia: Manuel Manso
Compras

Charlie

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

“Sweet dreams are made of this.” O néon brilha nesta concept store do Príncipe Real, um projecto de Marie Couderc, que antes de se mudar para cá trabalhava em França com grandes marcas. Ao contrário de muitas das lojas da mesma rua, aqui o objectivo é ter peças únicas e acessíveis (as mais caras rondam os 70 euros). Além da roupa e dos acessórios de mulher, a loja também tem um expositor só com chás da LisbonTea.co, com sabores como caipirinha e a amêndo aamarga, além das cerâmicas alentejanas da Barru Pottery.

Faz frio, restaurante, príncipe real, comida portuguesa, tradicional
Duarte Drago
Restaurantes, Português

Faz Frio

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Apesar de ter fechado portas no final de 2017, o restaurante Antiga Casa Faz Frio, no Príncipe Real, não entrou para a necrologia das lojas históricas: mudou de mãos e reabriu de cara lavada mas com a história intacta. O receituário português continua a ser o grande foco desta casa, agora com uma actualização dos pratos e um maior investimento em ingredientes e matéria-prima de qualidade. A casa era conhecida por ter sempre uma proposta de bacalhau nos pratos do dia e isso vai continuar a ser regra. 

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Shon Mott
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras

Shon Mott

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Clássico, intemporal e duradouro. Assim é o design da Shon Mott. Marta Lopez-Fanjul nasceu em Barcelona e antes de se instalar em Lisboa viveu na Guatemala, no Egipto, na Venezuela, na Argentina, na Suíça, no Reino Unido, em França, no México e no Dubai. Mas foi de volta a Espanha, desta vez em Madrid, que descobriu e se apaixonou pela Shon Mott. E não descansou até conseguir trazer a marca de roupa espanhola e minimalista para o Príncipe Real.

veggie wave
Manuel Manso
Restaurantes

Veggie Wave

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

A qualidade do sumo que pedir está nas suas mãos – ou melhor: nos seus pés e na capacidade de dar ao pedal. Na primeira loja da Veggie Wave o cliente senta-se numa espécie de bicicleta para fazer o seu sumo natural – o liquidificador funciona à velocidade da pedalada, um projecto ecológico dos surfistas italianos Niccolò Bagarotto e Riccardo Ferragamo. Peça o purple haze se quiser ajuda para a memória ou o veggie wave, que é bom para a pele, e bebem se todos em versões pequenas ou grandes.

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Pavilhão Chinês
©Inês Félix
Noite

Pavilhão Chinês

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

O Pavilhão Chinês foi inaugurado a 18 de Fevereiro de 1986 e reúne nas cinco salas uma inacreditável colecção de objectos do seu fundador, Luis Pinto Coelho. De capacetes da Segunda Guerra Mundial a soldadinhos de chumbo, de aviões em miniatura a peças únicas de Bordalo Pinheiro, passando por Betty Boops ou Action Mens. Tem uma mesa de snooker, empregados vestidos a rigor, como já não se vê e é, por isso, um dos melhores sítios de Lisboa para impressionar os seus amigos turistas de visita à cidade.

Compras

Lidija Kolovrat

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Podíamos falar-lhe da incrível história da bósnia que chegou a Portugal para dar largas à sua paixão pela moda, mas, para já, o centro das atenções vai ser a loja que abriu no Príncipe Real, onde o sentido estético de Lidija Kolovrat paira por todo o lado. Há peças das últimas colecções e vestígios de outras marcas convidadas pela designer a partilhar o espaço.

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steve madden
Fotografia: Inês Félix
Compras

Steve Madden

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Este pequeno espaço acolhe a primeira loja Steve Madden em Portugal, conhecido pelo segmento de sapatos. Os produtos da marca já se vendiam em alguns pontos multimarca, como o El Corte Inglés, mas a aposta no Príncipe Real justifica-se pela confluência de turistas com lisboetas. Entre malas e sapatos, os preços vão dos 50€ aos 150€, e ali reinam os ténis com padrões ou tachas, as botas de cano alto e os slippers. No futuro, vão ter também um corner com a colecção masculina disponível na loja. 

Charcutaria Moy
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Mercearias finas

Charcutaria Moy

icon-location-pin Princípe Real

Porta incontornável no Príncipe Real desde 2002, é impossível esquecer que a melhor delicatessen de Lisboa nasceu em Alvalade nos anos 70. Passou entretanto para um espaço mais pequeno, encerrado há uns meses, mas continua viva no centro de Lisboa, com tudo aquilo que sonhamos ter na despensa. Queijos, molhos e massas italianas, chás gourmet (sim, existem), vinhos, caviares, chocolates, bolachas, tudo.

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Pizza à Pezzi
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Italiano

Pizza a Pezzi

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Maria Paola Porru, dona dos gigantes Casanostra e Casanova, atirou-se, em 2010, para um estilo de pizza pouco comum entre os lisboetas, mas muito apreciado em Itália: a pizza al taglio. Isto é, em fatias rectangulares ou quadradas, do tamanho que o cliente quiser, vendidas a peso. Entre as nossas favoritas estão a de batata com alecrim, a caprese, com mozzarella de búfala e a de ricotta com salsicha napolitana. Pode comer ali ou pedi-las em formato take-away.

Gelato Mú
©DR
Restaurantes

Gelato Mú

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Marco Bauli e Elena trocaram Verona por Lisboa depois de muitas visitas de carro a Portugal. Fartos de ir e voltar, resolveram mudar-se para a capital portuguesa e abrir a gelataria Mú. O nome não foi escolhido ao acaso. Ao contrário do que possa parecer não se refere só ao som emitido pelas vacas: é também o nome de um continente que, tal como a Atlântida, se diz ter entrado em colapso após um cataclismo. Marco pretende recuperar e dar a conhecer receitas antigas e perdidas no tempo, nesse território imaginário: algumas são da sua autoria, outras foram-lhe dadas pelo mestre que o ensinou.

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New Black
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras, Moda

New Black Urban Concept Store

icon-location-pin Princípe Real

Agora novas lojas surgem a um ritmo frenético, difícil de acompanhar, como a New Black Urban Concept Store (vai buscar inspiração à expressão famosa no universo da moda que sempre há novidade diz que é “o novo preto”), com marcas que não encontra em mais lado nenhum, como a Liberty United, de jóias feitas de armas ilegais. Mas também há marcas portuguesas, como a No Brand e a Miopo.

Quiosque do Oliveira
Fotografia: Ana Luzia
Bares

Quiosque Principe Real

icon-location-pin Princípe Real

Chama-se Quiosque Príncipe Real mas toda a gente o conhece por “O Oliveira”. Não faz parte da nova vaga de esplanadas moderninhas e nem precisa de estar nos roteiros da cidade para estar sempre cheio. É uma instituição da cidade que acolhe turistas, taxistas, estudantes políticos e outros artistas com o mesmo entusiasmo. A simpatia do Sr. Oliveira – cumprimenta-nos sempre com “bom dia de manhã” e “boa tarde à tarde” – é mais um dos encantos da casa.

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Amazingstore
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras, Acessórios

Amazingstore

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Depois da LX Factory, a Amazingstore expandiu-se para o Príncipe Real, mas manteve a preocupação principal: produtos criativos e amigos do ambiente. Por exemplo, os relógios de madeira reciclada WeWOOD, que se comprometem a plantar uma árvore por cada produto vendido. Há colunas de som feitas de bambu, despertadores de madeira que reagem ao barulho de palmas, capas de iPhone e óculos de madeira e até bicicletas. A loja tem também um pequeno café com um mini pátio, com tostas e sumos naturais.

Pub Lisboeta
©Arlindo Camacho
Coisas para fazer

Pub Lisboeta

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Cervejas artesanais, tequillas, whiskey, etc etc. O Pub Lisboeta é fiel ao seu nome. É um pequeno pub, sim, com horário alargado, e revela os devidos traços alfacinhas (dificilmente um pub irlandês terá um neón no seu interior a dizer "Lucília"). Não estranhe se vir um amontoado de gente à porta, seja ao final da tarde, para um copo depois do trabalho ou quando a noite já for longa. 

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Hotéis, Hotéis de charme

Memmo Príncipe Real

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Para acabar a história, este é o bairro onde todos querem estar e até o Memmo, o hotel com um rooftop com piscina e um Café Príncipe Real, foi considerado pela Monocle o melhor hotel urbano do mundo (uma noite pode custar 423€). O edifício é novo, longe do ideal pombalino, mas as referências históricas são mais do que muitas, a começar no lobby, com um retrato do homem que deu o nome ao bairro – assinado por Carlos Barahona Possollo, o mesmo que pintou o retrato oficial de Cavaco Silva –, até ao Café Colonial, o novíssimo restaurante onde o chef Vasco Lello se compromete a reinterpretar os sabores exóticos das ex-colónias em pratos modernos, pensados para partilhar.

Paragens obrigatórias em Lisboa

Rua dos Bacalhoeiros Campo das Cebolas
ManuelManso
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Rua dos Bacalhoeiros

A zona mudou. O Campo das Cebolas – inaugurado em Abril de 2018 – rastilho da metamorfose, trouxe gente àquele canto da cidade, alterou rotinas, fachadas, hábitos. A rua fechou-se ao trânsito automóvel e ganhou um fôlego perdido há décadas. Hoje, a Rua dos Bacalhoeiros é um dos mais fervilhantes pólos na capital e isso valeu-lhe a nossa devoção.

Garrafeira e Frutaria Morteira Santos
Arlindo Camacho
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Avenida da Igreja

Uma pessoa pensa que vai só à Avenida da Igreja mas acaba por parar em Carcassone (a pastelaria), na Líbia (uma farmácia), na cidade das mil e uma noites (a pastelaria Nova Bagdad, baptizada, calculamos, antes da Bagdad original ter sido destruída pela guerra); passamos ainda por Helsínquia (outra pastelaria) e acabamos em Biarritz. Aí batemos com o nariz na porta: a mítica pastelaria no topo da avenida fechou. Há tanto para fazer que nós dizemos-lhe as nove paragens obrigatórias nesta avenida. 

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Mercado de Campo de Ourique - Sala 2
Fotografia: Ana Luzia
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Rua Coelho da Rocha

Que bem que se está no Campo, principalmente se tiver paciência para procurar lugar para estacionar. Será recompensado. Na Rua Coelho da Rocha estão alguns dos melhores restaurantes de Campo de Ourique, que por si só já é um dos bairros onde se come melhor em Lisboa. Claro que tudo isto é discutível, mas não vamos discutir de estômago vazio. Da cozinha japonesa ao café saudável da moda, há para todos os gostos – e todos os heterónimos – ou não fosse esta a rua de Fernando Pessoa. 

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