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Bernardo
Fotografia: Inês FélixBernardo Atelier Lisboa

Paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V

De visita ao Príncipe Real, saiba quais são as paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V, das lojas aos restaurantes.

Escrito por
Clara Silva
e
Francisca Dias Real
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Parece haver uma só rua que atravessa o Príncipe Real do início ao fim, mas na verdade são duas que se encontram na Praça do Príncipe Real. De um lado a Rua da Escola Politécnica, que vem do Rato, e do outro esta que tratamos aqui, a Rua Dom Pedro V. É aqui que parece que todas as semanas há uma razão nova para voltar, seja um novo cocktail, um novo prato ou uma nova loja. Para que não se perca, dizemos-lhe o que é que não pode mesmo perder. Estas são as paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V. 

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Paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V

  • Restaurantes
  • Mexicano
  • Chiado/Cais do Sodré

O azul eléctrico do Coyo Taco veio dar alguma luminosidade e (mais) animação ao Príncipe Real. Esta cadeia mexicana nasceu em Miami pela mão de três amigos e chegou a Portugal com a chancela Multifood. A carta de street food mexicana é bastante completa e tem tacos clássicos e com twists pouco tradicionais, burritos e quesadillas. Melhor ainda: à semelhança de outros restaurantes do grupo, como o Tapisco, ali ao lado, tem uma janela onde vende margaritas e outros cocktails para a rua. P.S.: Os tacos do Coyo foram elogiados por Barack Obama.

  • Restaurantes
  • Global
  • Princípe Real

N'A Cevicheria do chef Kiko, já se sabe, só os pisco-sours nos fazem esquecer o tempo de espera. Durante a viagem que fez pelo mundo, a cozinhar em casas de famílias, o chef Kiko Martins apaixonou-se pelo prato tradicional do Peru. Trouxe-o para A Cevicheria, um pequeno restaurante com um belíssimo balcão. O ceviche puro com peixe branco, puré de batata-doce, cebola, algas e leite de tigre vale a espera.

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  • Compras
  • Antiguidades
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

É a maior e mais antiga loja do mundo especializada em azulejos originais. Verónica Leitão é a terceira geração da família a abraçar o negócio que inclui um número infindável de azulejos portugueses dos séculos XV a XIX, painéis originais, como o Painel dos Saltimbancos que nasceu no século XVIII na Quinta dos Anjos de Carnide (por 8200€ é seu), muita porcelana das Caldas da Rainha, colunas em talha, portas, peças de exterior, um cantinho Bordalo – tudo, enfim, o que Manuel Leitão, filho do fundador, acredita ser a alma de um povo. 

  • Compras
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Minimalista e versátil, a Bernardo Atelier Lisboa é um bazar urbano do século XXI no Príncipe Real. Tem marca própria, designs estrangeiros com produção portuguesa e propostas para miúdos e graúdos, da moda à decoração, incluindo vasos em cerâmica e cortiça, cestos de verga, ilustrações emolduradas, sacos de pano, brinquedos de madeira, remos, artigos de papelaria e até colheres para mel. Os preços variam entre 1€ e 200€.

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  • Restaurantes
  • Italiano
  • Princípe Real
  • preço 2 de 4

A versão portuguesa do restaurante italiano do chef-estrela Jamie Oliver foi a adição ao bairro que mais buzz gerou nos últimos anos. Tem três pisos, 174 lugares sentados e dois terraços com vistas para o castelo, além de uma carta que é extensa e semelhante à dos restantes da cadeia espalhados pelo mundo, mas com alguns ingredientes nacionais, como o queijo da Ilha adicionado ao The Jamie’s Italian Burger, por exemplo. 

  • Restaurantes
  • Petiscos
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 3 de 4

Não é por acaso que todos os chefs se querem mudar para aqui. Como é o caso de Henrique Sá Pessoa e do seu Tapisco, onde a Península Ibérica cabe toda numa carta, com petiscos portugueses e tapas espanholas. Há gambas al ajillo (15€) e amêijoas à Bulhão Pato (17€), bons lombos de atum com emulsão de pinhões (21€) e presas de porco ibérico (21€), e ainda açordas de gambas (19€) e paellas negras (28€) – este último, um dos pratos estrelas da casa.

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  • Bares
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A Garrafeira Imperial mudou-se para o Príncipe Real, para o espaço onde em tempos estava o restaurante Pão à Mesa (e antes ainda um antiquário). Esta loja forrada a garrafas pretende desmistificar o mundo dos vinhos, mostrando que é possível comprar nas garrafeiras a preços acessíveis. À entrada da loja, mesmo ao lado da porta, há até uma ardósia com algumas das promoções em vigor, para encorajar ainda mais a entrada.

  • Restaurantes
  • Português
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
  • preço 2 de 4

Apesar de ter fechado portas no final de 2017, a Antiga Casa Faz Frio, no Príncipe Real, não entrou para a necrologia das lojas históricas: mudou de mãos e reabriu de cara lavada mas com a história intacta. O receituário português continua a ser o grande foco desta casa, agora com uma actualização dos pratos e um maior investimento em ingredientes e matéria-prima de qualidade. A casa era conhecida por ter sempre uma proposta de bacalhau nos pratos do dia e isso continua a ser regra. 

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  • Compras
  • Chiado/Cais do Sodré

Clássico, intemporal e duradouro. Assim é o design da Shon Mott. Marta Lopez-Fanjul nasceu em Barcelona e antes de se instalar em Lisboa viveu na Guatemala, no Egipto, na Venezuela, na Argentina, na Suíça, no Reino Unido, em França, no México e no Dubai. Mas foi de volta a Espanha, desta vez em Madrid, que descobriu e se apaixonou pela Shon Mott. E não descansou até conseguir trazer a marca de roupa espanhola e minimalista para o Príncipe Real.

  • Noite
  • Chiado/Cais do Sodré

O Pavilhão Chinês foi inaugurado a 18 de Fevereiro de 1986 e reúne nas cinco salas uma inacreditável colecção de objectos do seu fundador, Luís Pinto Coelho. De capacetes da Segunda Guerra Mundial a soldadinhos de chumbo, de aviões em miniatura a peças únicas de Bordalo Pinheiro, passando por Betty Boops ou Action Men. Tem uma mesa de snooker, empregados vestidos a rigor, como já não se vê e é, por isso, um dos melhores sítios de Lisboa para impressionar os seus amigos turistas de visita à cidade.

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Lidija Kolovrat
  • Compras
  • Chiado/Cais do Sodré

Podíamos falar-lhe da incrível história da bósnia que chegou a Portugal para dar largas à sua paixão pela moda, mas, para já, o centro das atenções é a loja que abriu no Príncipe Real, onde o sentido estético de Lidija Kolovrat paira por todo o lado. Há peças das últimas colecções e vestígios de outras marcas convidadas pela designer a partilhar o espaço.

  • Compras
  • Mercearias finas
  • Princípe Real

Porta incontornável no Príncipe Real desde 2002, é impossível esquecer que a melhor delicatessen de Lisboa nasceu em Alvalade nos anos 70. Passou entretanto para um espaço mais pequeno, encerrado há uns meses, mas continua viva no centro de Lisboa, com tudo aquilo que sonhamos ter na despensa. Queijos, molhos e massas italianas, chás gourmet (sim, existem), vinhos, caviares, chocolates, bolachas, tudo.

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  • Restaurantes
  • Italiano
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Maria Paola Porru, dona dos gigantes Casanostra e Casanova, atirou-se, em 2010, para um estilo de pizza pouco comum entre os lisboetas, mas muito apreciado em Itália: a pizza al taglio. Isto é, em fatias rectangulares ou quadradas, do tamanho que o cliente quiser, vendidas a peso. Entre as nossas favoritas estão a de batata com alecrim, a caprese, com mozzarella de búfala e a de ricotta com salsicha napolitana. Pode comer ali ou pedi-las em formato take-away.

  • Compras
  • Princípe Real

O minimalismo pode traduzir-se noutras duas palavras: American Vintage. A marca francesa, com loja no Príncipe Real, nasceu em 2005 pelas mãos do jovem empresário de Marselha Michaël Azoulay, que na altura tentava dar outro significado à t-shirt básica. Desde então, é uma verdadeira ode à simplicidade, que se adapta a vários estilos e com uma gama de cores vasta, precisamente para chegar a todos. Cortes casuais, tecidos de qualidade e acabamento vintage, não é por acaso que o próprio nome o diz. 

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  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Marco Bauli e Elena trocaram Verona por Lisboa depois de muitas visitas de carro a Portugal. Fartos de ir e voltar, resolveram mudar-se para a capital portuguesa e abrir a gelataria Mú. O nome não foi escolhido ao acaso. Ao contrário do que possa parecer não se refere só ao som emitido pelas vacas: é também o nome de um continente que, tal como a Atlântida, se diz ter entrado em colapso após um cataclismo. Marco pretende recuperar e dar a conhecer receitas antigas e perdidas no tempo, nesse território imaginário: algumas são da sua autoria, outras foram-lhe dadas pelo mestre que o ensinou.

  • Compras
  • Moda
  • Princípe Real

Na New Black Urban Concept Store há uma data de etiquetas famosas, de criadores como Karl Lagerfeld e Jeremy Scott a marcas mais comerciais Zadig & Voltaire e Diesel Black Gold. Mas há também marcas que não se encontram em mais lado nenhum, como a Liberty United, que cria jóias com o metal das armas ilegais apreendidas pela polícia americana. E marcas portuguesas como a No Brand ou a Miopo.

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  • Bares
  • Princípe Real

Chama-se Quiosque Príncipe Real mas toda a gente o conhece por “O Oliveira”. Não faz parte da nova vaga de esplanadas moderninhas e nem precisa de estar nos roteiros da cidade para estar sempre cheio. É uma instituição da cidade que acolhe turistas, taxistas, estudantes, políticos e outros artistas com o mesmo entusiasmo. A simpatia do Sr. Oliveira – cumprimenta-nos sempre com “bom dia de manhã” e “boa tarde à tarde” – é mais um dos encantos da casa.

  • Compras
  • Acessórios
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 2 de 4

Depois da LX Factory, a Amazingstore expandiu-se para o Príncipe Real, mas manteve a preocupação principal: produtos criativos e amigos do ambiente. Por exemplo, os relógios de madeira reciclada WeWOOD, que se comprometem a plantar uma árvore por cada produto vendido. Há colunas de som feitas de bambu, despertadores de madeira que reagem ao barulho de palmas, capas de iPhone e óculos de madeira e até bicicletas. A loja tem também um pequeno café com um mini pátio, com tostas e sumos naturais.

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  • Coisas para fazer
  • Chiado/Cais do Sodré

Cervejas artesanais, tequilas, whiskies, etc etc. O Pub Lisboeta é fiel ao seu nome. É um pequeno pub, sim, com horário alargado, e revela os devidos traços alfacinhas (dificilmente um pub irlandês terá um neón no seu interior a dizer "Lucília"). Não estranhe se vir um amontoado de gente à porta, seja ao final da tarde, para um copo depois do trabalho ou quando a noite já for longa. 

  • Hotéis
  • Hotéis de charme
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
  • preço 3 de 4

Este é o bairro onde todos querem estar. Até o Memmo, o hotel com um rooftop com piscina e um Café Príncipe Real, que foi considerado pela Monocle o melhor hotel urbano do mundo (uma noite pode custar 423€). O edifício é novo, longe do ideal pombalino, mas as referências históricas são mais do que muitas, a começar no lobby, com um retrato do homem que deu o nome ao bairro – assinado por Carlos Barahona Possollo, o mesmo que pintou o retrato oficial de Cavaco Silva.

Paragens obrigatórias em Lisboa

  • Coisas para fazer

A zona mudou. O Campo das Cebolas – inaugurado em Abril de 2018 – rastilho da metamorfose, trouxe gente àquele canto da cidade, alterou rotinas, fachadas, hábitos. A rua fechou-se ao trânsito automóvel e ganhou um fôlego perdido há décadas. Hoje, a Rua dos Bacalhoeiros é um dos mais fervilhantes pólos na capital e isso valeu-lhe a nossa devoção.

  • Coisas para fazer

Uma pessoa pensa que vai só à Avenida da Igreja mas acaba por parar em Carcassone (a pastelaria), na Líbia (uma farmácia), na cidade das mil e uma noites (a pastelaria Nova Bagdad, baptizada, calculamos, antes da Bagdad original ter sido destruída pela guerra); passamos ainda por Helsínquia (outra pastelaria) e acabamos em Biarritz. Aí batemos com o nariz na porta: a mítica pastelaria no topo da avenida fechou. Há tanto para fazer que nós dizemos-lhe as nove paragens obrigatórias nesta avenida. 

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  • Coisas para fazer

Que bem que se está no Campo, principalmente se tiver paciência para procurar lugar para estacionar. Será recompensado. Na Rua Coelho da Rocha estão alguns dos melhores restaurantes de Campo de Ourique, que por si só já é um dos bairros onde se come melhor em Lisboa. Claro que tudo isto é discutível, mas não vamos discutir de estômago vazio. Da cozinha japonesa ao café saudável da moda, há para todos os gostos – e todos os heterónimos – ou não fosse esta a rua de Fernando Pessoa. 

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