Um roteiro por Cacilhas

Há um rio que separa Lisboa de Cacilhas. E vale a pena atravessá-lo no cacilheiro. Descubra 18 sítios no nosso roteiro por Cacilhas

©Filipe FortesPonto Final

A travessia é rápida e pode até valer uma ou outra fotografia nas redes sociais, se o bom tempo ajudar. Do Cais do Sodré a Cacilhas são menos de dez minutos de distância. Saído do terminal dos barcos, há todo um novo mundo para desbravar: dá para alugar uma bicicleta, beber uma imperial com um pires de caracóis, fazer uma tatuagem, encontrar um grande achado numa loja vintage... Se no final disto tudo ficar cansado, até encontra apartamentos onde pernoitar. As opções são muitas, por isso fizemos um roteiro por Cacilhas.

Informações úteis
O bilhete de barco custa 1,20€ (se não tiver cartão verde, acresce mais 0,50) e deixa-o mesmo ao pé de restaurantes, lojas e animação na principal artéria de Cacilhas, a Rua Cândido dos Reis. O último barco em direcção a Cacilhas parte à 01.40.

Recomendado: Os melhores passeios de barco no rio Tejo

Um roteiro por Cacilhas

Chá de Histórias

Visitar a casa de chá ao cimo da rua é uma boa maneira de ficar a saber quais eram os negócios da moda em Cacilhas no século passado. A Chá de Histórias junta vestígios da antiga mercearia (os móveis), mas também da casa de chá que aqui houve em tempos. Mas não se engane com este nome, que isto não é só chazinhos. Servem-se muitos outros néctares e iguarias. Há vinhos, licores, gins e uma extensa carta de cervejas artesanais, à pressão e em garrafa. Depois, há claro, os chás (e são mesmo muitos e com nomes de desenhos animados ou histórias de encantar) e cocktails com chá. Para o lanche há scones, crepes e bolos caseiros à fatia. Para picar, há tostas do mundo (a partir de 4,30€), tibornas (a partir de 2,50€), fondues de queijo e enchidos. E para quem quiser, os petiscos podem vir com um jogo de tabuleiro incluído. Aponte: às quintas-feiras há noites de quizz.

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Grande Lisboa

Birraria Beer & Gin

Quantas birras serão necessárias para fazer uma Birraria? Neste caso, bastou uma. João Birra pegou nas poupanças da família e montou um negócio. A cerveja começou como rainha e vai das artesanais às importadas (como a belga Gulden Draak) – há até uma cerveja da casa, a Burra. Mas a coroa agora é dividida com o gin, que foi ganhando espaço na carta.

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Estaminé 1955

Em Cacilhas, hambúrgueres gourmet é no Estaminé 1955. Os produtos nacionais são ingredientes de primeira ordem. Primeiro, para matar o bicho, há acepipes da Avó Flor ou aros de cebola frita e um creme aveludado (todos os dias diferente) para aconchegar o estômago como deve ser. Depois, ressalta do cardápio o Funchalense (com novilho, banana, agrião e molho madeira em bolo do caco) e o Barrosã ao
 Gerês (carne barrosã DOP, cebolada de tomate, ovo escalfado, courgete, queijo flamengo, azeitonas em pão de hamburguer artesanal). Para decorar o espaço, 
nada como utilizar o recheio
 que já vinha com a casa. O 
balcão é da antiga leitaria e 
tudo o resto é fruto de uma imaginação engenhosa: 
candeeiros feitos de molas da roupa, tanques a servir de lavatórios e uma mesa de matraquilhos como balcão de bebidas.

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Berlineta

Alessandro Iuliano vendia bolas na praia desde 2014 e em festivais de street food, onde continua a andar de tempos a tempos. A loja de Cacilhas é a mais recente da Berlineta, qeue começou na Costa da Caparica e agora já chegou até a Santa Apolónoia. Tem oito massas diferentes – a tradicional, de beterraba, alfarroba, espinafres, erva doce, sementes de chia, ómega 3 e cenoura – e nove recheios à disposição, do simples creme à Nutella ou ao doce de pêssego. Pode encomendar online.


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Travessia Bar

João Montez é dos mais recentes inquilinos da Rua Cândido dos Reis. Abriu o Travessia Bar para convidar quem atravessa o rio a ficar a petiscar à chegada, com umas lascas de batata frita ou uns croquetes de alheira, e a escolher as piadinas para o meio caminho. A carta de cocktails, com e sem álcool, é assinada por Ricardo Serrano, que já esteve no Hotel Mundial e no Hard Rock. E agora também tem brunch (ao domingo, como manda a lei da refeição metade pequeno-almoço/metade almoço). Vai das 12.00 até às 16.00 e tem duas versões: a mini (7,50€) tem croissant, iogurte com muesli, cesto de pães sortidos com manteiga, compotas e Nutella, ovos (estrelados, Benedict ou mexidos) com pão torrado, uma bebida quente e uma fria. A mais composta (13€) tem, além de tudo isto, uma selecção de carnes frias, panquecas e uma fatia de bolo. 

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Meia Volta de Úrano

Abriu em Julho de 2016 e vem acrescentar livros à Rua Cândido dos Reis, que bem precisa de leitura. O nome é bonito para entoar antes das 02.00, hora pela qual fecha a Meia Volta de Úrano. É um bar, livraria, galeria de arte, tem um palco para miniconcertos e jam sessions, tem jogos de tabuleiro: um fartote. Imagine-se se fosse uma volta completa!

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Boteco 47

Em Cacilhas, a 10 minutos de distância do Cais do Sodré, há agora um revivalismo dos pratos para picar – e não estamos a falar só dos caracóis e dos pica-paus. O Boteco 47 tem uma carta com muita escolha, um balcão e uma grande esplanada na rua principal. João Paulo Zortéa esteve na cozinha do Atira-te ao Rio, o restaurante no Ginjal com vista para o rio Tejo, nos últimos quatro anos, mas quis abrir o seu próprio projecto de “petiscos descontraídos sem pretensões”. Tem uma carta fixa, mas de três em três dias acrescenta três sugestões novas, muito inspiradas nas suas raízes brasileiras – como os corações de galinha com cebola e tomate.  

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Casa da Avó Berta

É a verdadeira casa da avó: tem as prateleiras cheias de produtos artesanais e 100% portugueses, das cerâmicas às conservas, passando pelos brinquedos ou pelas almofadas. Mas, tal e qual a casa da avó, isto não é só para ver, há que comer: petiscos, chás e refrescos também não faltam e no Verão há caracoladas e sardinhadas na esplanada.

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Máfia das Pizzas

Máfias italianas à parte, os fornos a lenha logo à entrada desta pizzaria impõem respeito. Os ingredientes base vêm de Itália, mas o resultado é mais português do que se poderia pensar. Há pizzas com morcela, farinheira e até de alheira, um toque tuga que já faz vir clientela da outra margem, onde pizzarias são coisa que não falta.

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Retro Queen

As Levi’s 501, os blusões 
de pele, as camisas 
havaianas e as botas texanas são as estrelas de uma loja onde é preciso perder algum tempo para bisbilhotar cada expositor. A Retro Queen está em Cacilhas desde 2013 e é a grande representante da moda vintage e em segunda mão da rua.

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Cabrinha

Há 60 anos saíam daqui os barris de vinho para abastecer os bacalhoeiros atracados na Margem Sul. Na década de 70, a Cabrinha tornou-se marisqueira de pompa e circunstância, posição que ainda hoje ocupa com 17 qualidades de marisco à disposição, da sapateira (26€/kg) às ostras (2€/uni) e percebes (48€/kg).

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Meating Steakhouse

A febre da carne maturada já passou o Tejo. E ainda que não seja, de todo, o restaurante mais barato de Cacilhas, é daqueles que vale o seu investimento num dia em que está a precisar de um bife para o deixar ché-ché. Do Rib Eye (250gr; 14,90€) ao T-Bone (400gr; 25,90€). 

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Dá Cá Cilhas

Na origem do nome deste quiosque está um velho trocadilho muito em voga no início do século XX. Os alfacinhas chegavam aqui para alugar burros e “dá cá cilhas” era uma chalaça com o nome da terra, mas também um pedido de albardas para poderem montar os ditos animais. Hoje as burras são outras. Têm duas rodas e podem ser alugadas a partir de 3€ por hora. Além do aluguer de bicicletas, a ginjinha e a imperial também têm muita saída e de vez em quando há música ligeira a dar ambiente.

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O Farol

O peso pesado do marisco pode ficar fora da rua principal, mas não há visitante em Cacilhas que que não passe por lá, mesmo que seja só para uma imperial e um prato de tremoços, ou pela versão imperial e pires de gambas (3,20€). E o caro leitor que vem de Lisboa também não tem como evitar esta cervejaria: fica mesmo à saída do terminal fluvial.

O Farol é casa centenária, famosa pela variedade e pela qualidade do marisco mas também pelas condutas e depósitos que fazem com que a cerveja seja produzida, transportada e servida aqui sem nunca deixar de estar bem gelada. Os apreciadores do néctar atestam: aqui sabe melhor. 

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A Toca

Se existe um monopólio na Rua Cândido dos Reis é o de Manuel Silva, proprietário do restaurante A Toca há mais de 26 anos. 
Na casa-mãe, continua a servir
 as especialidades – migas de espargos com secretos, sopa de cação, espetada à madeirense e cozido de grão à alentejana –, mas o negócio já se expandiu para os dois restaurantes ao lado: o Cova Funda e a Casa do Bacalhau, onde toda a ementa gira em volta de um único conduto.

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Já que vai atravessar a ponte...

As melhores praias na Costa da Caparica. Qual é a sua?

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Por Clara Silva

Todas as praias da Arrábida

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Por João Pedro Oliveira
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Restaurantes na Comporta e em Tróia

Independentemente do tempo, a Comporta é sempre uma boa opção, seja para uma escapadinha ou apenas para um passeio – claro está que com sol tudo fica melhor. Seja como for, não deixe de ir à Comporta. Do peixe fresco grelhado às amêijoas à Bulhão Pato, passando pelo arroz de lingueirão ou pelas piadinas, não parta à descoberta da Comporta sem este saboroso guia. Para o petisco ou uma experiência prolongada à mesa, para começar ou terminar o dia em beleza. Eis os melhores restaurantes na Comporta e em Tróia. Recomendado: As melhores praias na Comporta e em Tróia

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Comentários

2 comments
Daniele S

A Psycho burguer está fechada, salvo erro deste o final de 2016. Uma lástima pois além dos hambúrgues eles tinham um mojito espetacular