Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right As melhores barbearias em Lisboa

As melhores barbearias em Lisboa

Eles são os mestres das toalhas quentes, dos pentes e das navalhas. Os verdadeiros protagonistas da barba e cabelo

Figaro's Barbershop Downtown
Duarte Drago Figaro's Barbershop Downtown
Por Editores da Time Out Lisboa |
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Elas voltaram em força e é raro o bairro que não tenha, pelo menos, uma barbearia. Entre casas centenárias, que exibem naturalmente o charme da idade, e novos negócios que ganham fama além-fronteiras, dedicámo-nos a escolher as melhores barbearias em Lisboa. Vamos tão longe que até nos permitimos ignorar a fronteira da cidade e fomos ver afiar tesouras e navalhas a Moscavide. O mais importante é que saia satisfeito – com o corte de cabelo que pediu, a barba aparadinha e o pescoço intacto (bom, um arranhãozinho nunca fez mal a ninguém).

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As melhores barbearias de Lisboa

Claus, barberaria
Fotografia: Ana Luzia
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Claus Porto

icon-location-pin Bairro Alto

Então mas a Claus Porto não é uma loja? É, mas tem escondida uma barbearia no piso inferior, onde todo o espaço já tinha sido arquitectado para o efeito, das cadeiras vindas do Japão à instalação assinada por Joana Astolfi. Sem esquecer, é claro, todos os produtos da Musgo Real, uma marca dentro da marca, pensada só para homens. O barbeiro da casa chama-se Salvador Rodrigues (o dono da Barberhood) e já é um velho conhecido dos cavalheiros de barba rija. E o ritual é de luxo, cheio de preceitos e com muitos aromas e paninhos quentes pelo meio.

Figaros Barbershop Lisboa
©DR
Coisas para fazer

Figaro's

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Aqui, senhora não entra. A barbearia mais polémica de Lisboa leva-nos à primeira metade do século XX, com cortes de cabelo retro e barba feita com navalha e toalha quente. Podem ter entrado a pés juntos, mas a verdade é que os barbeiros da Rua de Alecrim têm feito correr muita tinta – receberam uma visita espontânea de David Beckham em Julho de 2016 e abriram uma segunda casa, na Rua da Madalena. Na Baixa, tal como no Cais do Sodré, a imagem continua a ser uma prioridade da Figaro’s: da decoração à indumentária dos barbeiros.

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barberhood
Fotografia: Ana Luzia
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Barberhood

icon-location-pin Areeiro/Alameda

A Barberhood segue o estilo de outros tempos, enquanto Salvador Rodrigues se afirma como o menino prodígio de uma nova geração de barbeiros. É preciso fazer a leitura da fisionomia do cliente, escolher a melhor técnica e aplicar produtos de qualidade – é isso que distingue um corte razoável, de um excepcional. Ainda pode beber uns copos – há sempre uma cerveja do mês – enquanto escolhe se quer cortar tudo ou deixar as patilhas.

Barbearia campos
Fotografia: Arlindo Camacho
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Barbearia Campos

icon-location-pin Chiado

Em 2016, a barbearia mais emblemática de Lisboa reabriu portas no Chiado e toda recauchutada. Obras que, primeiro, espreitaram em tom de ameaça. Os novos senhorios queriam transformar a Barbearia Campos num lobby para os apartamentos turísticos novinhos em folha. Felizmente, a Câmara meteu-se ao barulho e tudo acabou da melhor forma. Além de continuar a funcionar, a casa recuperou o brilho de outros tempos. Tempos em que cada cavalheiro tinha os seus próprios utensílios de barbear, em que se atendia realeza de toda a parte e intelectuais de excepção, como Fernando Pessoa e Ramalho Ortigão. A bancada de mármore até reluz de outra maneira, ao lado de verdadeiras peças de museu. Nas paredes, há vestígios do tempo em que tudo funcionava a gás, mas também um quadro de memórias. É lá que encontramos a apólice de seguros de 1886 e, na falta de certezas sobre o ano de fundação da casa, prevalece o documento mais antigo. A clientela, essa, é de todas as idades. Do freguês de há décadas aos rapazolas, portugueses ou camones, tudo vem aqui parar.

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o purista
©DR
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O Purista

icon-location-pin Chiado

Apesar do ambiente de clube de cavalheiros, aqui entra toda a gente, fora os serões em que a casa fica composta e se junta um grupo à porta em amena cavaqueira. Sim, porque além de barbearia, O Purista também funciona como bar, ali, em pleno Chiado, onde espaços assim assentam que nem uma luva. Resumindo, merece uma visita, se não for para mudar o visual, pelo menos para uma partida snooker.

Barbeiro no Mercado
Fotografia: Arlindo Camacho
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Barbeiro do Mercado

icon-location-pin Campo de Ourique

O Mercado de Campo de Ourique não pára de somar novos ofícios. Desta vez, foi lá parar um barbeiro. O espaço é pequeno, mas conveniente. Atendem-se fregueses de todas as idades e tratar do cabelo e da barba fica por 16€. Nunca apanha nenhum barbeiro aberto? Parece-nos que aqui não vai ter esse problema. Ao fim-de-semana, estes mestres ficam de serviço até altas horas. Se Campolide ficar mais à mão, avance, porque o Barbeiro no Mercado já abriu lá uma segunda casa (Rua de Campolide, 68B). 

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belarmino, barbearia
©Arlindo Camacho
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Belarmino

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A dois passos da Avenida, Miguel Leão recriou a mais clássica das barbearias. Numa homenagem ao pugilista português, a Belarmino já é ponto de paragem obrigatória para muitos cavalheiros lisboetas, não fosse este um barbeiro de mão cheia que, depois de ter passado pela emblemática Barbearia Campos, conseguiu angariar uma vasta legião de seguidores. Não faltam as luvas de boxe penduradas à porta nem as fotos e os recortes de imprensa de época a provar que, apesar de muito moderno, este é um barbeiro à moda antiga.

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Lisbon'Style Barbershop

icon-location-pin Alvalade

Pedro Rodrigues não faz por menos. A barbearia de Alvalade é um mundo infinito não só no que toca aos apetrechos para barbas e cabelos, mas porque está munida de um bar – e como se isso não bastasse, há uma mesa de snooker. O bar está à disposição da clientela que quiser aproveitar para beber um gin enquanto trata da vaidade, ou até mesmo para quem quiser apenas beber um copo, sem ter que se aventurar entre tesouradas e máquinas de barbear. O snooker vem por acréscimo aos copos e para evitar o tédio na hora da espera enquanto não é atendido. A Lisbon'Style Barbershop tem ainda produtos à venda, não vá faltar-lhe nada em casa para tratar dos pêlos faciais, das marcas Reuzel e Upper Cuts.

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Gentlemen’s Barbershop
Fotografia: Ana Luzia
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Gentlemen's Barbershop

icon-location-pin Lisboa

Ainda a nova moda das barbearias não tinha descolado em Lisboa, já Mike Venturas estava a pegar numa antiga barbearia de Moscavide e a mudar-lhe o visual. Hoje, o trio de barbeiros está de pedra e cal e já tem uma clientela fixa. Aqui, há modernices que nunca chegaram a pegar. A barba é feita à navalha, vale à a clientela a habilidade de mãos dos barbeiros da casa.

barbearia o corvo
©DR
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O Corvo

icon-location-pin Baixa Pombalina

Houve quem trocasse a conveniência de uma montra virada para a rua pelo aconchego de um primeiro andar. O Corvo foi uma das últimas barbearias a abrir portas em Lisboa e, obviamente, está dentro do que as tendências ditam: um espaço inspirado nas barbearias da primeira metade do século XX e com um barbeiro cheio de pinta.

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baeta café
©DR
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Baeta Café

icon-location-pin Lisboa

Já tínhamos uma barbearia que também era bar, mas de uma com direito a cafetaria ainda não havia registo. Até que abriu o Baeta Café, em Campo de Ourique. Quando se entra, parece ser só mais um sítio para tomar um café, lanchar ou almoçar em três tempos, mas é preciso seguir até ao fundo para dar de caras com as cadeiras de barbeiro. Gosta mesmo é de cortar o cabelo com um galão quentinho ao lado? Não seja por isso, este é o sítio certo.

barbearia oliveira
Fotografia: Arlindo Camacho
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Barbearia Oliveira

icon-location-pin Alfama

A primeira casa, em Alfama, continua a bombar, a segunda, no Rossio, permanece instalada no espaço de uma barbearia centenária (a antiga Barbearia Moderna) e, em Marvila, levou os pentes e tesouras para o Oriente da cidade. Os barbeiros, tal como a decoração, continuam a ser escolhidos a dedo e a marca até já tem o seu próprio carro de época. No final de cada mês, a Chevrolet verdinha dos anos 50 estaciona junto das respectivas barbearias com uma missão nobre: barbear os sem-abrigo.

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O Barbólogo
Fotografia: Francisco Santos
Saúde e beleza, Barbeiros

O Barbólogo

icon-location-pin Areeiro/Alameda

Há uma barbearia novinha em folha no Areeiro. Abriu no dia 22 de Junho e foi buscar inspiração às barbearias irlandesas, onde Filipe Santiago, um dos sócios d’O Barbólogo, trabalhou durante dois anos. Foi na Waldorf Barbershop, de 1946, que aprendeu tudo o que agora traz para Lisboa: barba e cabelo à antiga, para homens modernos ou mais conservadores. A estação de corte tem lavatórios de lavagem frontais, uma coisa única em Lisboa, e as cadeiras confortáveis foram feitas artesanalmente e à medida. Além de cuidar da imagem, pode beber um café, ler um livro ou apreciar quadros de artistas convidados. Os cortes começam nos 10 euros.

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