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The feeting room
Fotografia: Arlindo CamachoDepois do Porto, a The Feeting Room abriu em pleno Chiado

As melhores lojas em Lisboa para aproveitar os saldos

Tardaram, mas ei-los em todo o seu esplendor. Os saldos estão aí e estas são as melhores lojas para aproveitá-los.

Escrito por
Mauro Gonçalves
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Os saldos fizeram-se esperar, mas em alguns casos isso só aguçou ainda mais o bichinho consumista, ou pelo menos as ânsias de deitar as mãos a uma bela pechincha. Se, por outro lado, não sabe bem para que lado se há-de virar, nada tema. Pensámos num roteiro de compras para fazer alguns investimentos nesta época do ano, privilegiando marcas portuguesas e lojas de empresários e empreendendores nacionais. O resultado, são duas mãos cheias de sugestões centradas na moda masculina e feminina, quase todas à distância de um clique através das lojas online. Seja responsável, gaste (dinheiro) com moderação.

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Saldos em Lisboa: o roteiro de compras

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  • Chiado/Cais do Sodré

A Parlamento joga com a democracia de marcas de streetwear como a Carhartt, Stussy, Deus, Brixton, New Balance ou Comme des Garçons, muitas delas difíceis de encontrar em Lisboa e fora do universo online.

Boné Brain Dead: 56€ (era 80€)

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  • Moda
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 3 de 4

Se acha que Lisboa não tem peças especiais para homens, então é porque ainda não conhece a Slou, onde a selecção de marcas internacionais é do mais cool que há. Comme des Garçons, A.P.C. ou os ténis Common Projects, são só uma amostra do que ainda lhe pode soar familiar.

Camisa Barbour: 99€ (era 165€)

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
  • preço 3 de 4

Foi já depois de se ter afirmado como uma autoridade em matéria de moda que Raquel Prates abriu a 39A Concept Store, por isso, tudo o que há lá dentro é resultado da sua própria curadoria. As marcas e designers portugueses continuam a fazer parte da montra, mas Raquel nunca pára de acompanhar o que está a ser feito além-fronteiras.

Brincos com banho de ouro Kaleido: 50,15€ (eram 59€)

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  • Lisboa

É uma loja de vestuário e calçado vegan. Sapatos sem pele; meias, gorros e cachecóis sem lã. Atrás do balcão está Vasco Monteiro, que quer provar que se pode vestir com consciência “mas com pinta”. As botas da Good Guys Don’t Wear Leather, marca francesa  produzida em Portugal, estão nas prateleiras prontas para o Inverno.

Cachecol Kabak: 33,60€ (era 42€)

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  • Chiado

É daqueles que gosta de um boa colecção limitada? Ou de pisar as ruas com aqueles ténis que sabe que só outras três pessoas vão usar igual? A Latte é uma loja de streetwear cheia de pinta e onde muitas das peças são unissexo, mas o foco está nos ténis.

Calças de ganga Pleasures: 84€ (eram 105€)

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  • Avenida da Liberdade

120 anos depois de abrir pela primeira vez no Rossio, a Loja das Meias chegou à avenida mais chique da cidade, com dois nomes de peso em destaque no primeiro piso: Dior e Céline. Mas há muito mais – Moschino, Pucci, Marc Jacobs, Lanvin e Ferragamo são apenas alguns exemplos.

Camisola Marc Jacobs: 130€ (era 260€)

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Além de ponto de encontro de algumas marcas vindas do lado de lá do Atlântico, mais propriamente do Brasil, a Be We é, por excelência, a concept store de Cascais e ainda hasteia bem alto a bandeira da sustentabilidade. O espaço foi pensado para proporcionar uma agradável sessão de compras e entre as marcas vendidas estão as portuguesas La Paz, +351, A-Line, Pallas, San Pi e Sömmer, mas também encontra etiquetas brasileiras como a Granado e Flávia Aranha.

Camisola La Paz: 75€ (era 100€)

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  • Moda
  • Avenida da Liberdade

Eis a grande surpresa da Fashion Clinic em 2021: a abertura de uma loja, recheada com todas as marcas de luxo que já costumavam habitar no primeiro templo (uns números acima), no espaço onde outrora funcionou o bar do JNcQUOI Asia. Balenciaga, Alexander McQueen, Comme des Garçons, Isabel Marant, Miu Miu e Off-White são algumas das marcas disponíveis neste novo conceito de compras e restauração.

Óculos de sol Gucci: 228€ (eram 380€)

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  • Moda
  • Chiado
  • preço 2 de 4

A roupa e os acessórios fazem parte da oferta da loja, mas os ténis também entram nesta equação de estilo urbano. A Nike é a estrela da companhia, se bem que a Vans e a Veja vêm logo a seguir com os seus modelos mais especiais.

Ténis Vans: 76,90€ (eram 85€)

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  • Moda
  • Chiado
  • preço 3 de 4

A The Feeting Room mantém-se fiel à nobre missão de servir de montra a marcas e designers nacionais, se bem que os sapatos continuam a ser a alma do negócio. As marcas nacionais estão em maioria, mas também encontra etiquetas estrangeiras já bem conhecidas da casa, quase todas no vestuário, onde a produção caseira continua a ter alguns buracos por preencher.

Sapatos em pele JJ Heitor: 87,50€ (eram 125€)

Vintage e segunda mão

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  • Lojas de segunda mão

Nunca se falou tanto em sustentabilidade como agora – não pela falta de aviso, mas pela urgência na mudança de hábitos que nos dizem respeito e que só nós podemos mudar. Comprar em segunda mão ou apostar nas peças vintage não é só sinal de moda, é mais que isso – é reflexo de um comportamento mais sustentável. Recheie o armário nestas lojas de roupa em segunda mão em Lisboa, e quando fizer limpeza do armário, lembre-se que nem tudo é lixo e pode canalizar a sua imaginação para o upcycling, a chamada reutilização criativa que transforma peças ou produtos que já não usa ou em fim de vida em novos materiais.

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  • Compras e estilo de vida

Partimos do princípio de que o Prior Velho não é o destino de compras mais popular da cidade, por isso, o primeiro aviso é: abstraia-se do desvio. Se é verdade que, visto de fora, um grande armazém é só mais um grande armazém, também o é que um bom projecto de arquitectura é capaz de fazer milagres. Quanto à nova casa do Cantinho do Vintage, um colosso com nove mil metros quadrados distribuídos por três andares, o arquitecto parece ter acertado em cheio. Apesar da escala, este armazém está cheio de pinta.

"Hoje em dia, o nosso destaque já é mundial", admite Carlos Silva, o homem que, há oito anos, começou a juntar mobiliário de meados do século XX em pequenas vendas de garagem nos Olivais, com meros 70 metros quadrados de exposição. Diz que os clientes, tal como a mobília, chegam de toda a Europa, sobretudo de Espanha e França, e que não há continente para onde não tenha ainda enviado peças. Com o crescimento do negócio, o espaço de 2.800 metros quadrados, no Beato, tornou-se pequeno.

Cantinho do Vintage, Prior Velho
DR

"Aqui conseguimos ter uma maior diversidade de peças e isso, obviamente, deixa-nos com um maior poder de negociação junto dos fornecedores. Temos bons parceiros. Arrisco-me mesmo a dizer que temos peças vintage garantidas para os próximos 50 anos", continua.

Aqui, foram investidos cerca de cinco milhões de euros e coube a Tiago Silva Dias, o abençoado arquitecto, moldar o grande armazém às expectativas de um comerciante de mobiliário vintage voltado para o mundo. Apenas as paredes ficaram, tudo o resto foi erguido e refeito: janelas, rampas, escadas, soalho, iluminação e mezzanines. A obra durou dois anos. Peças? São às dezenas de milhar e estão dispostas pelo espaço, respiram e criam ambientes acolhedores. Existem agora casas de banho decoradas a rigor, uma zona para crianças (com móveis à venda, mas também passatempos) e uma área reservada a mobiliário de jardim.

Cantinho do Vintage, Prior Velho
DR

The best is yet to come — o letreiro luminoso puxa pelos telemóveis. "É a minha música favorita do Frank Sinatra", responde Carlos. Fora o refrão, há uns quantos motivos de orgulho na mais recente empreitada. "Aquelas tábuas que estão ali foram usadas na construção da Ponte 25 de Abril", afirma, ao apontar para um soalho em madeira de aspecto antigo, mas robusto.

Há cerca de quatro anos, este negócio lisboeta deu um passo de gigante. Além da venda de peças ao público, começou também a fazer projectos de interiores. A Vintage & Friends ganhava forma e com ela uma linha de mobiliário e decoração de fabrico próprio, inspirada nos desenhos dos anos 20, 30, 40 e 50 importados do centro da Europa. Em 2020, a empresa assinou 180 projectos de restaurantes e hotéis, só em Lisboa. Contudo, na loja, as peças novinhas em folha representam só 10% do catálogo, segundo Carlos. A montra continua a ser feita, sobretudo, de achados vintage.

Cantinho do Vintage, Prior Velho
DR

De volta ao melhor que "ainda está por vir", como cantava Sinatra, há planos ambiciosos para o novo Cantinho Vintage. Em 2022, o espaço deverá crescer para um novo piso, ganhando três mil metros quadrados. Carlos também quer potenciar a fruição do espaço aproveitando um dos dois rooftops do edifício. Quem sabe se não pode nascer aqui um novo bar, obrigatoriamente inspirado pelas modas de outros tempos, claro.

Rua 25 de Abril, Armazém 6 (Prior Velho). 92 916 4323. Ter-Sex 10.30-13.00 e 14.30-19.00, Sáb 11.00-19.00.

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Já é bom contribuir para a segunda, terceira ou quarta vida de uma peça de roupa, melhor ainda se ela lhe for bater directamente à porta. Para bem dos nossos armários (e mal do nossos cartões) já há lojas que dispõem online grande parte do seu catálogo vintage e em segunda mão, das saias plissadas aos sapatos de ponta quadrada, do brinco folclórico ao blusão de ganga necessário. Umas não falam português, outras são novidade e outras já faziam parte destas andanças. Viaje ao passado com tecnologias do presente à boleia destas lojas em segunda mão e lojas vintage online. E há mais: em muitas delas também pode vender o que já não usa.

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  • Antiguidades

Encontrar aquela peça que a mãe deitou fora nos anos 80 ou 90 pode ser difícil e só quem o conseguiu sabe exactamente a sensação. O cheiro, o toque, a torrente nostálgica que nos invade quando, no meio de prateleiras, cabides, arcas e baús, voltamos atrás no tempo. O truque é saber onde e o que procurar – e as opções são vastas. Roupa, mobiliário, raridades, discos, a lista do revivalismo adensa-se. Fique a conhecer as melhores lojas vintage em Lisboa. Vai ver que não cheiram a naftalina, cheiram a boas e velhas histórias.

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