Os melhores estúdios de tatuagens em Lisboa

Perdemos o medo das agulhas, pusemos os braços de fora e fomos à procura dos melhores estúdios de tatuagens em Lisboa
familia amorim tattoo
Fotografia: Manuel Manso
Por Mauro Gonçalves e Renata Lima Lobo |
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As tatuagens não são fruto da modernidade. Pigmentam a derme humana há milhares de anos e a pouco e pouco vão vencendo as fronteiras da cultura underground. E o que é que todos estes espaços têm em comum? Bem, além de serem os melhores estúdios de tatuagens em Lisboa e arredores, trazem um extra: os piercings. Do estilo old school ou uma declaração de amor à mãe, àquela frase sentimentalóide que, a certa altura da vida, muita gente sente necessidade de gravar no corpo, estes artistas dão conta de qualquer recado.

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Os melhores estúdios de tatuagens em Lisboa

Bang bang Tattoo
©Kitty Cat Kustom Arts
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Bang Bang Tattoo

icon-location-pin Sintra

Como em qualquer estúdio de tatuagens, aqui os donos são o principal cartão de visita, mas com um bónus. É que, em qualquer parte do mundo, Eduardo e Nazaré Pinela dão nas vistas. Vivem o estilo rockabilly ao máximo e isso, a somar às habilidades com as agulhas, leva muito boa gente a viajar até Sintra para fazer uma tatuagem. O que a freguesia pede é lei, se bem que a especialidade vai ser bater à porta dos clássicos. Dos corações e das âncoras aos punhais e piratas, o Bang Bang Tattoo parou no tempo das pin-ups e dos marinheiros. E isso merece ser visto de perto, até pelos eternos virgens de pele.

barbearia oliveira tattoo
Fotografia: Manuel Manso
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Damage InKorporation

icon-location-pin Marvila

Ele é realismo, ele é oriental (lá que está a oriente, está), ele é tribal, ele até é aquelas lamechices que, volta e meia, alguém se lembra de tatuar. Ele é também um estúdio de tatuagens cheio de personalidade. O Damage InKorporation abriu em 2012 e escolheu logo ficar de fora do grande centro. No Poço do Bispo, conquistou uma clientela fiel, mérito do trabalho de Sérgio Ricardo, Edgar Valerio e Pedro Miguens, os artistas residentes. Lá dentro, há vitrines que merecem ser vistas de perto – relíquias de tatuador, de um lado, uma colecção de máscaras indonésias (e não só) do outro. Ah, e este estúdio tem um extra logo à entrada. A Barbearia Oliveira encaixou aqui que nem uma luva e veio subir o nível à mudança de visual.

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Bad Bones
Fotografia: Ana Luzia
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Bad Bones

icon-location-pin Bairro Alto

Não há desenhos demasiado elaborados nem partes do corpo demasiado recônditas para o Bad Bones, um dos símbolos do Bairro Alto alternativo. Se bem que a história deste estúdio começou, imagine-se, em Campo de Ourique, já lá vão quase 30 anos. Fontinha e Natasha continuam ao leme e não deixam que a rota se desvie um centímetro que seja do mais puro espírito rock’n’roll. Não é por acaso que alguns roqueiros nacionais já passaram (e continuam a passar) por aqui. Não são os únicos. Com um historial destes, o Bad Bones é o estúdio lisboeta que passa de pais para filhos.

familia amorim tattoo
Fotografia: Manuel Manso
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Família Amorim

icon-location-pin Chiado

Depois de oito anos na Almirante Reis, os irmãos Carlos e Thiago Amorim deram o salto para o Chiado em 2017. Uma casa da família mais arejada que não intimida tanto a clientela menos dada às tatuagens. Chega mesmo a ter pinta de galeria de arte e não é à toa. As paredes brancas e bem iluminadas estão repletas de trabalhos dos artistas da casa (e não só), fora os objectos de colecção e o mobiliário antigo escolhido a dedo. Quanto ao que mais interessa, as próprias das tatuagens, o estilo continua virado para o Oriente, especialmente para o universo das tatuagens japonesas. Não quer dizer que não se façam outras coisas, mas sempre com o cunho artístico dos tatuadores de serviço.

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el diablo
©DR
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El Diablo Tattoo Club

icon-location-pin Chiado

Como muitos outros tatuadores, Francisco Mascarenhas começou a tatuar amigos em casa. Estávamos em 1990 e, um ano depois, abria o El Diablo. Entretanto, correu a Europa, tatuou tudo e mais alguma coisa e fartou-se de marcar presença em convenções e festivais da arte. Actualmente, só o encontramos no estúdio lisboeta duas vezes por ano. O resto do tempo é passado na Noruega, onde vive e mantém uma segunda casa, o La Família El Diablo Tattoo Club. Felizmente, por cá, o estúdio continua de boa saúde e recomenda-se.

queen of hearts
©DR
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Queen of Hearts

icon-location-pin Bairro Alto

É, provavelmente, o mais ecléctico dos estúdios lisboetas, e se o rol de tatuadores é completo! Do realismo de Diogo Nunes aos desenhos complexos de Cavellucci, passando pelo estilo old school de Nicole Lourinho (se quisermos, a rainha do pedaço), não há missões impossíveis no Queen of Hearts. Atenção aos detalhes é com eles, a começar na originalidade dos próprios desenhos. É que alguns dos tatuadores residentes são também ilustradores. O resto é a mesma história que a dos vestidos de festa: o importante é não aparecer ninguém com um igual.

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Fotografia: Arlindo Camacho
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Fotografia: Ana Luzia
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caixas correios
Fotografia: Arlindo Camacho
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