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Operação Maré Negra
Operação Maré Negra

Cinco personagens de ‘Operação Maré Negra’ para conhecer melhor

A produção luso-espanhola estreia-se na sexta, 25, na Amazon Prime Video e chega à RTP em Março. Conheça as cinco personagens que marcam ‘Operação Maré Negra’.

Margarida Coutinho
Escrito por
Margarida Coutinho
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A partir de dia 25 de Fevereiro, o catálogo da Amazon Prime Video inclui a primeira série luso-espanhola feita para a plataforma. Operação Maré Negra é inspirada em factos reais e acompanha a história de três homens que embarcam num submarino fabricado artesanalmente com cerca de três toneladas de cocaína com o objectivo de atravessar o Atlântico e chegar à Europa. A produção, que junta a Ukbar Filmes – apoiada em Portugal pela RTP e pelo Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema – e a Ficción Producciones, reúne uma equipa internacional dentro e fora do ecrã. Nuno Lopes, Lúcia Moniz, Luís Esparteiro e Tomás Alves são os nomes portugueses que integram o elenco. Já a realização foi partilhada entre os espanhóis Daniel Calparsoro e Oskar Santos e o português João Maia (Variações). Operação Maré Negra inclui quatro episódios de 50 minutos cada e vai estrear também na RTP em Março, ainda sem data oficial confirmada. Fique a conhecer cinco das personagens que dão vida à história. 

Cinco personagens de ‘Operação Maré Negra’

Nando (Álex González)

Nascido numa pequena vila pescatória da Galiza, Nando partilha o tecto com o avô. Ganhar a vida no mar não traz grande riqueza, por isso Nando e o avô lutam para sobreviver. O talento do galego para o boxe não passa despercebido e até já ganhou vários títulos por Espanha. Ainda assim, o seu treinador não o deixa cair em ilusões: Nando começou demasiado tarde e já está velho demais para se tornar profissional e poder ganhar a vida dos combates. É perante esta frustração que o boxer se deixa envolver em negócios ilícitos e acaba por entrar na perigosa aventura de atravessar o Atlântico num submarino fabricado artesanalmente carregado de cocaína. O conhecimento do mar que ganhou com o avô promove-o a capitão do submarino. “No processo de criação da personagem há certas coisas que podemos preparar, no meu caso, o boxe, mas estar no submarino é algo que não dá para antecipar”, partilha Álex González com a Time Out. O actor espanhol revelou as dificuldades das gravações dentro do submarino que incluiu passarem 12 horas, durante três semanas, num espaço muito pequeno juntamente com os outros elementos da equipa. “Houve momentos mais claustrofóbicos, mas também ajudavam a entrar no personagem e a perceber como seria, de facto, estar lá dentro”.

Angelito (David Trejos)

A Colômbia é um país onde é difícil sobreviver sem cair no mundo da droga. Angelito é um dos muitos jovens de famílias pobres que, apesar de terem outros sonhos e ambições, vêem-se obrigados a entrar em cartéis de droga para conseguir algum dinheiro para si e para as suas famílias. O colombiano torna-se, assim, num dos capangas mais próximos do grupo de criminosos e vai integrar a viagem de submarino para garantir que todos seguem as ordens dos seus superiores. À primeira vista pode parecer um homem frio e sem escrúpulos, mas mais tarde revela também as fragilidades comuns a quaisquer seres humanos. “É uma personagem com uma dimensão muito ampla”, começa por partilhar David Trejos. E acrescenta “ele próprio [a personagem Angelito] também está a actuar e a pôr uma máscara para poder enfrentar o que se está a passar”. Operação Maré Negra é baseada em factos reais e, por isso, o actor não deixa de destacar a “valentia” destes homens que embarcaram no submarino, independentemente das convicções por detrás da decisão.

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Sérgio (Nuno Lopes)

A proximidade à fronteira levou Sérgio a dividir a vida entre o Norte de Portugal e a Galiza. Pelo caminho conheceu Nando, de quem se tornou o melhor amigo. “[O Sérgio] tem uma amizade extrema pelo Nando porque se conhecem desde miúdos e, de certa maneira, quando estão juntos é como se voltassem a ser adolescentes”, explica Nuno Lopes em entrevista à Time Out. O português trabalha como mecânico, mas aquilo que realmente gosta é de levar uma vida boémia e despreocupada, passada entre copos, mulheres e amigos. “[O Sérgio] é uma personagem mais inocente mas que, ao mesmo tempo, não pensa muito na vida porque quer é divertir-se”. Para tentar ganhar mais algum dinheiro, Sérgio vai fazendo alguns trabalhos à margem da lei e é já conhecido entre os pequenos criminosos. Juntamente com Nando, acaba por se envolver com o grupo de criminosos que pretende transportar três toneladas de cocaína num submarino feito a partir de fibra de vidro.

Walter (Leandro Firmino)

O Brasil é o destino escolhido pelos narcotraficantes para construir o submarino artesanal e iniciar a viagem. Uma embarcação daquela dimensão obriga a uma equipa de muitas dezenas de homens para montar, artilhar e carregar de droga. Walter é um destes homens que trabalha no interior do submarino e que acaba por conhecer cada pormenor do sistema de navegação. O envolvimento deste brasileiro acontece não por ganância, mas pela necessidade de enviar dinheiro à mulher e aos filhos. “Esse ponto de vista é algo que presenciei a minha vida toda”, começa por partilhar Leandro Firmino, conhecido por ter interpretado Zé Pequeno na Cidade de Deus de Fernando Meirelles e Kátia Lund. E continua: “vejo jovens de 14/15/16 anos armados e vendendo droga [no Brasil] porque vivem num mundo consumista, eles pertencem a famílias pobres e sem estrutura e isso tudo contribui para que acabem a entrar no mundo do tráfico de droga”. Apesar de ser apenas um dos trabalhadores envolvidos na construção do submarino, Walter vê a sua vida mudar radicalmente e tornar-se numa peça fundamental desta operação.

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Carmo (Lúcia Moniz)

Dentro da equipa da polícia judiciária dedicada ao narcotráfico está Carmo, uma investigadora que não vai descansar enquanto não apanhar estes criminosos que pretendem atravessar o Atlântico para descarregar droga. Para isso, conta com o apoio da polícia galega e, mais concretamente, de um colega interpretado pelo actor galego Xosé Barato. “[A Carmo] é uma mulher muito focada na profissão, muito competitiva e que é tão exigente com ela própria como é com os outros”, partilha Lúcia Moniz. A actriz portuguesa divide ainda o ecrã com mais alguns nomes portugueses como Luís Esparteiro e Tomás Alves. “Não se conhece nada sobre a sua vida pessoal, apenas o foco muito presente na sua profissão”. Para a actriz, um dos maiores desafios da personagem é a “frieza em expor o que sente”. 

Mais que ver

  • Filmes

Entre conteúdos originais de grande qualidade e outros que foram aproveitados (ou mesmo ressuscitados), a Netflix está, continuamente, a trazer-nos apostas dignas de binge watching. Títulos como Gambito de DamaOzark, Stranger Things ou The Crown mostram bem aquilo em que a plataforma trabalha, e outros como Breaking Bad Arrested Development são óptimos exemplos de como levar audiência ao seu moinho (o streaming) por meios comprovados. A apontar-lhe alguma coisa, será a oscilação de conteúdos: estamos sempre na vertigem de ver a nossa série favorita desaparecer do catálogo. Por isso, não perca tempo: prepare-se para uma maratona e siga estas sugestões das melhores séries para ver na Netflix.

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O Disney+ tornou-se, em tempo recorde, um dos serviços de streaming com mais subscritores no mundo. Casa da Fox, da National Geographic e da Lucasfilm, além das produções da Disney, da Pixar e da Marvel, tem um catálogo cada vez mais diversificado. Além de produções próprias – como The Mandalorian, um dos spin-offs de Star Wars, ou WandaVision, uma sitcom psicadélica que tem a chancela da Marvel –, a nova área de entretenimento Star adicionou à plataforma dezenas de séries (e também filmes), incluindo sucessos de audiências como Perdidos ou Uma Família Muito Moderna.

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No mundo das plataformas de streaming e da criação de conteúdos originais, há muitas opções por onde escolher. A Amazon lançou o seu serviço pago de streaming de séries e filmes em Portugal, em 2016, e continua a conquistar novos assinantes e a apostar na criação de conteúdos originais feitos e protagonizados por nomes sonantes. A adaptação da obra de Philip K. Dick, O Homem do Castelo Alto, foi uma das primeiras apostas bem-sucedidas. Seguiram-se Transparent, The Marvelous Mrs. Maisel, FleabagThe Boys... Há cada vez mais e melhores séries originais na Amazon Prime Video.

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Desde 2022 que a HBO Portugal deu lugar à HBO Max. A mudança de nome foi acompanhada por um site renovado e apps mais funcionais, mas o cardápio de séries é basicamente o mesmo, que já era excelente, e vai continuar a crescer – o catálogo dos filmes, porém, foi muito e bem reforçado. Entre as centenas de séries disponíveis no serviço de streaming, há pelo menos 20 que toda a gente precisa de ver pelo menos uma vez na vida. Desde clássicos como Os Sopranos a adições recentes como The Last of Us, sem esquecer A Guerra dos Tronos, estas são as séries na HBO Max que tem de ver.

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A Apple TV+ é um serviço de streaming jovem (nasceu no final de 2019) e de catálogo limitado, mas ao contrário do que possa parecer isso não é uma desvantagem. Em época de abundância, os espectadores encontram aqui um porto seguro, que tenta ter uma oferta mais apostada na qualidade do que na quantidade. O foco são as produções originais, que a pouco e pouco vão tornando o serviço incontornável para quem gosta de boa televisão. Há de tudo, das séries de grande orçamento (destaque para The Morning Show) às sitcoms surpreendentes (olá, Ted Lasso), da ficção científica (ponto extra por Fundação, adaptação dos livros Isaac Asimov) às séries documentais de fôlego (1971: The Year That Music Changed Everything é uma pérola para melómanos). Feitas as contas, há 20 séries da Apple TV+ que tem de ver. Ei-las.

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