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Funny films: Monty Python and the Holy Grail

Os melhores filmes de comédia na Netflix

Se rir é o melhor remédio, esta lista é um estojo de pronto-socorro. Eis os melhores filmes de comédia na Netflix

Por Editores da Time Out Lisboa
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O humor, já se sabe, varia muito de pessoa para pessoa. Mas, independentemente disso e com ou mais ou menos gargalhadas, comédias como Monty Python e o Cálice Sagrado, de Terry Gilliam e Terry Jones, ou um pouco mais recentemente Um Desastre de Artista, de James Franco, podem e devem ser vistas (e revistas) por toda a gente. Apesar de faltarem alguns clássicos, a oferta de bons filmes de comédia na Netflix em Portugal é cada vez mais generosa, e há uns quantos filmaços disponíveis actualmente no mais popular dos serviços de streaming.

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Os melhores filmes de comédia na Netflix

Monty Python e o Cálice Sagrado (1975)

É difícil encontrar quem não goste da comédia estapafúrdia, revolucionária e absurda dos Monty Python, ou das suas transtornadas criações cinematográficas de que Monty Python e o Cálice Sagrado é o maior expoente. A passagem ao cinema foi feita à maneira daquela trupe, transformando uma antiga lenda remontando à origem de Inglaterra e ao Rei Artur numa comédia anárquica (como as filmagens, aliás) em absoluta contracorrente das convenções e idêntico desprezo pela História. Escrita mais ou menos em conjunto por Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin, e dirigida por Gilliam e Jones, a película falhou de todo entre a crítica e o público, mas o tempo tem-lhe feito justiça.

A Vida de Brian (1979)

E voltam os Pythons com uma segunda longa-metragem que é, para muitos, a sua obra-prima. O argumento assenta em farsa em estado puro, quando os três Reis Magos encontram a manjedoura errada e o insuspeito pé-rapado Brian Cohen é declarado oficialmente Messias. O argumento agarra-se ao Novo Testamento e dele faz gato-sapato, acrescentando à Maior História Jamais Contada pedaços sacados e devidamente adulterados pelas referências ao conflito no Médio Oriente ou a hipocrisia religiosa em registo evidentemente blasfemo. A cereja no cimo do bolo é, sem dúvida, com Brian já pendurado na cruz, o relutante coro dos sacrificados "Always Look on the Bright Side of Life".

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Os Ricos e os Pobres (1983)

A relação amor-ódio da América com o capitalismo raras vezes foi melhor e mais estranhamente explorada do que neste sádico conto de fadas, realizado por John Landis, no qual dois homens de negócios decidem substituir um dos seus melhores empregados, o elitista educado em Harvard interpretado por Aykroyd, pelo vagabundo espertalhaço criado para Murphy. A imagem de Aykroyd, bêbado e suicidário vestido de Pai Natal na véspera das festividades, diz mais sobre as realidades (e as brutalidades) de Wall Street do que uma dúzia de quedas bolsistas – e ainda mostra como quando os dois adversários se juntam contra a manipulação dos seus antigos empregadores o espectador só pode escolher um dos lados.

Os Caça-Fantasmas (1984)

Quando Nova Iorque é invadida por uns fantasmas viscosos quem é que se há-de chamar? Toda a gente sabe a resposta. Chamam-se os Caça-Fantasmas, quatro cavalheiros capazes de detectar e pulverizar qualquer espírito maligno até ao esquecimento. Boa parte do charme desta comédia de ficção científica, dirigida por Ivan Reitman, deve-se aos seus anti-heróis, esses pés-rapados subitamente debaixo dos projectores graças aos seus excelentes resultados na caça ao mal. O cientista mulherengo interpretado por Bill Murray merece evidente destaque, mas é a tresloucada personagem de Rick Moranis quem mais humor acrescenta, principalmente no ataque ao mais assombrado edifício de Manhattan.

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O Rei dos Gazeteiros (1986)

A geração que cresceu durante a década de 1980 decerto não esquece o filme escrito, produzido e dirigido por John Hughes, o autor predilecto dos sub-20 da época (por este e, em grande parte, por causa de O Clube). Aqui, Matthew Broderick é Ferris Bueller, o gazeteiro mais popular da sua escola, que engendra e opera, com Mia Sara e Alan Ruck à ilharga, a mais bem sucedida e divertida balda às aulas da história das baldas às aulas.

Os Bons Amantes (1986)

Spike Lee já tinha assinado algumas curtas-metragens e uma média quando se revelou com esta fita a preto e branco sobre uma rapariga que anda com três homens muito diferentes ao mesmo tempo (um deles interpretado pelo realizador), sem se decidir por um. Os Bons Amantes – que entretanto foi transformado numa série da Netflix pelo próprio realizador – valeu a Lee o rótulo de “Woody Allen negro”, que rapidamente se descolaria.

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Um Príncipe em Nova Iorque (1988)

Apenas alguns anos depois de se tornar o mais bem pago actor norte-americano e os seus filmes grandes êxitos populares, o período de ouro de Eddie Murphy estava já à beira do fim. Contudo, com esta história de um príncipe africano que parte para Nova Iorque à procura do verdadeiro amor, assim tentando escapar ao casamento combinado pelo pai, verifica-se como Murphy ainda tinha fôlego para, pelo menos, mais um filme. Divertido, naquela sua mistura de humor cru e sentimentalismo, e carregado de tiradas recheadas de espírito crítico. No entanto, o destaque desta película de John Landis não pode deixar de ir para a interpretação de Arsenio Hall nos seus múltiplos papéis.

Um Sonho de Mulher (1990)

Nesta comédia romântica de Garry Marshall, Julia Roberts veste a pele da prostituta Vivian Ward, que ainda não perdeu o sonho de encontrar o seu príncipe encantado. Que acaba por ser um monótono, solitário e milionário Edward Lewis, interpretado pelo então já veterano Richard Gere, a servir de muleta a Roberts que lhe rouba as cenas todas. O resto é um verdadeiro conto de fadas com um elenco secundário de peso – Ralph Bellamy, Jason Alexander, Laura San Giacomo ou Hector Elizondo, a coqueluche do realizador Garry Marshall.

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A Máscara (1994)

Quando A Máscara estreou a crítica exaltou a modernidade dos efeitos especiais usados para transformar Jim Carrey numa figura viva de banda desenhada. Embora os efeitos não tenham aguentado a passagem do tempo, a elástica interpretação de Carrey, como o tímido gajo porreiro Stanley e o seu alter-ego A Máscara, é quase arrebatadora. No papel da grotesca figura de cara verde com uma paixão por traques e frases rascas, e outra por Cameron Diaz, Carrey definiu-se, para quem ainda duvidava, como um grande comediante.

As Meninas de Beverly Hills (1995)

Baseado em Emma, de Jane Austen, As Meninas de Beverly Hills (Clueless, na versão original), com direcção de Amy Heckerling, acompanha Cher Horowitz (Alicia Silverstone), uma adolescente obcecada por compras e roupa, enquanto ela guia a recém-chegada Tai (Brittany Murphy) pelos difíceis, tortuosos e cruéis caminhos da popularidade liceal. Parece um filme de adolescentes como outro qualquer, verdade, mas é mais do que isso. Aliás, para um filme com mais de 20 anos, As Meninas de Beverly Hills mantém parte considerável da sua qualidade de observador da mudança cultural, a qual, aliás, pouco evoluiu desde então, registando com distância crítica a futilidade como forma de vida que a interpretação de Alicia Silverstone torna crível.

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O Grande Lebowski (1998)

Quando o sempre ganzado Jeffrey “The Dude” Lebowski é confundido com um milionário local com o mesmo nome por um grupo criminoso, liberta-se uma cadeia de acontecimentos envolvendo os seus amigos da equipa de bowling. São tantas as falas descaradamente absurdas e cómicas neste filme dos irmãos Cohen que se pode associar o êxito da obra ao argumento por si só. Mas, apoiados em elenco com esta qualidade, é muito maior o humor desembestado que sai do ecrã nesta história sobre lições de vida, amizade e heroísmo. E tudo por causa de uma carpete velha, mas de estimação.

Notting Hill (1999)

Escrita por Richard Curtis e dirigida por Roger Michell, esta comédia romântica tornou-se um dos filmes mais conhecidos da cultura popular britânica e mundial. Julia Roberts e Hugh Grant dão vida ao par romântico que se conhece numa livraria de Londres e que se volta a encontrar na rua acidentalmente. Depois de derramar uma bebida sobre Anna, a actriz beija Will na sua casa e é a partir daí que a trama do filme se desenvolve. A história acaba em beleza, com o livreiro e actriz a casarem-se em Hollywood e a viverem felizes para sempre com um filhote.

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Wet Hot American Summer (2001)

Quase ninguém quis saber de Wet Hot American Summer em 2001foi enxovalhado pela generalidade da crítica e ignorado pelo grande público. Mas após a edição em DVD (e VHS) em 2002, e com o passar dos anos, tornou-se um objecto de culto. E com razão. Realizado por David Wain, do trio cómico Stella e da série de culto The State, e escrito por ele e Michael Showalter, também de Stella e The State e um dos protagonistas do filme, Wet Hot American Summer é uma comédia absurdista que retrata o último dia num típico acampamento de férias americano. Com um elenco cómico de luxo que inclui gente como Janeane Garofalo, Paul Rudd, Bradley Cooper, Amy Poehler, Elizabeth Banks ou, entre outros, Michael Ian Black (o terceiro homem de Stella).

Elf – O Falso Duende (2003)

A história de Buddy, um humano criado no Pólo Norte pelo Pai Natal e os seus duendes, e a sua jornada para encontrar o seu verdadeiro pai rapidamente se tornou um êxito para toda a família. A justaposição entre o Buddy interpretado por Ferrell, um simplório que acidentalmente causa grande confusão e considerável destruição por onde passa, e o austero e resmungão homem de negócios que é o seu pai tem piada e boa onda, enquanto a realização de Jon Favreau lhe confere alguma ironia.

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Zombies Party – Uma Noite... de Morte (2004)

Outros bem-amados duos de comédia britânicos – desde Eric e Ernie até Patsy e Edina – tiveram, quando não falharam estrepitosamente, as suas dificuldades em fazer a transição da televisão para o cinema. Mas, pelo contrário, Zombies Party – Uma Noite... de Morte tornou-se a consagração de Simon Pegg e Nick Frost, uma surpresa que lhes deu estatuto próximo de semideuses da comédia britânica. Esta não é uma película sobre sobrevivência, antes, pelas artes do suspense e do humor desaustinado e cáustico, é uma obra sobre o respeito e a maneira de o alcançar, posta ao serviço da luta contra os mortos-vivos de Crouch End, Highgate e North Finchley com tanto heroísmo como compaixão.

Esquadrão de Província (2007)

A continuação espiritual de Zombies Party – Uma Noite... de Morte pelo realizador Edgar Wright é mais consistente, agitada e um pouco menos centrada em lugares comuns. Com um argumento carregado de piadas secas e alusões engraçadas a tudo o que mexe entre as produções de terror dos estúdios Hammer e as produções televisivas para a família criadas para a ITV. E, é importante não esquecer, reúne um elenco de excelência cómica, com Simon Pegg, Nick Frost, Paddy Considine, Jim Broadbent, Billie Whitelaw, Martin Freeman, Olivia Colman, Edward Woodward, Bill Nighy, Timothy Dalton, e ainda a mascarada Cate Blanchett e Steve Coogan.

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Super Baldas (2007)

Rapazes mal-educados e respondões são lana-caprina na comédia, desde E.T. até South Park. Mas é difícil encontrar línguas de palmo e conversas de marinheiro como as de Michael Cera e Jonah Hill nesta paródia liceal. Pouco mais de uma década depois da estreia, a incontrolada juvenilidade do filme pode parecer um bocadinho datada (os nossos heróis começam uma discussão sobre porno e a partir daí é sempre a descer), no entanto, o facto de os personagens serem realmente uns tipos queridos, sem saída e bem-intencionados permanece como a força motora desta comédia dirigida por Greg Mottola.

Amor, Estúpido e Louco (2011)

O quarentão Cal (Steve Carell) é deixado pela mulher (Julianne Moore) e passa as noites a auto-comiserar num bar, até que o engatatão interpretado por Ryan Gosling se farta de o ouvir e, cheio de pena, decide fazer dele um sedutor implacável. Mas a situação não tarda em complicar-se neste filme de Glenn Ficarra e John Requa, em cujo elenco se destacam ainda Emma Stone, Marisa Tomei e Kevin Bacon.

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Um Desastre de Artista (2017)

Tommy Wiseau, em 2003, criou e protagonizou um filme que se tornou célebre pelas piores razões: The Room. É uma das melhores piores fitas de sempre, e um ver se te avias de falta de habilidade cinematográfica. Passados 15 anos, o homem mais trabalhador da indústria do cinema, James Franco, realizou e protagonizou este filme sobre a atribulada rodagem dessa obra infame e a megalomania lunática de Wiseau, com a colaboração de Scott Neustadter e Michael H. Weber, no argumento, e, na interpretação, do seu irmão Dave Franco, Seth Rogen e Zac Efron.

Chamem-me Dolemite (2019)

Realizado por Craig Brewer, Chamem-me Dolemite marca o regresso de Eddie Murphy à sétima arte, bem ao seu estilo, com uma personagem maior do que a vida. O artista Rudy Ray Moore (Murphy), decidido a transformar a sua vida, desenvolve uma personagem ultrajante chamada Dolemite que se torna uma sensação para um público restrito. Anti-regras e brutalmente determinado, Dolemite põe em prática o plano necessário para alcançar o sucesso em massa, numa viagem que tem tanto de cómica como de dramática.

Rir é o melhor remédio

Os melhores filmes de comédia

Filmes

A lista de melhores comédias de sempre é discutível (qual não é?), que isto do humor varia muito de pessoa para pessoa. No entanto é garantido serem estes 20 filmes, senão os melhores de sempre, garantidamente uma contínua fonte de gargalhadas, ou sorrisinhos sarcásticos, tanto faz, perante a imaginação cómica ou o puro disparate transformado em arte de fazer rir em qualquer época. 

As melhores séries de comédia

Filmes Comédia

As listas, como quase tudo nesta vida, são relativas. Mas depois de enchermos uma espécie de conselho de administração com loucos de séries televisivas e outros consultadores da redacção da Time Out, chegámos a estas 25. Mais um alerta à tripulação: elas estão ordenadas apenas por ordem alfabética, que não queremos alimentar ainda mais a polémica. Ria-se connosco (e desculpa às que ficaram de fora).

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