Os melhores filmes de comédia para ver na Netflix

Se rir é o melhor remédio, esta lista é um estojo de pronto-socorro. Para usar em streaming
Monty Python and the Holy Grail
Monty Python e o Cálice Sagrado
Por Editores da Time Out Lisboa |
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O humor, já se sabe, varia muito de pessoa para pessoa. Mas, independentemente disso e com ou mais ou menos gargalhadas, comédias como A República dos Cucos, de John Landis, Monty Python e o Cálice Sagrado, de Terry Gilliam e Terry Jones, ou A Vida de Brian, de Terry Jones, podem e devem ser vistas (e revistas) por toda a gente. E, apesar de a oferta de bons filmes de comédia na Netflix em Portugal ainda ser muito limitada, estes e mais uns quantos filmaços estão disponíveis actualmente no popular serviço de streaming.

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Os melhores filmes de comédia na Netflix

Monty Python e o Cálice Sagrado (1975)

É difícil encontrar quem não goste da comédia estapafúrdia, revolucionária e absurda dos Monty Python, ou das suas transtornadas criações cinematográficas de que Monty Python e o Cálice Sagrado é o maior expoente. A passagem ao cinema foi feita à maneira daquela trupe, transformando uma antiga lenda remontando à origem de Inglaterra e ao Rei Artur numa comédia anárquica (como as filmagens, aliás) em absoluta contracorrente das convenções e idêntico desprezo pela História. Escrita mais ou menos em conjunto por Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin, e dirigida por Gilliam e Jones, a película falhou de todo entre a crítica e o público, mas o tempo tem-lhe feito justiça.

A Vida de Brian (1979)

E voltam os Pythons com uma segunda longa-metragem que é, para muitos, a sua obra-prima. O argumento assenta em farsa em estado puro, quando os três Reis Magos encontram a manjedoura errada e o insuspeito pé-rapado Brian Cohen é declarado oficialmente Messias. O argumento agarra-se ao Novo Testamento e dele faz gato-sapato, acrescentando à Maior História Jamais Contada pedaços sacados e devidamente adulterados pelas referências ao conflito no Médio Oriente ou a hipocrisia religiosa em registo evidentemente blasfemo. A cereja no cimo do bolo é, sem dúvida, com Brian já pendurado na cruz, o relutante coro dos sacrificados "Always Look on the Bright Side of Life".

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Borat: Aprender Cultura da América para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão (2006)

É preciso uma grande lata para manter cara séria enquanto se leva ao engano ingénuos incapazes de perceber o disparate. Mas, nisso, Sacha Baron Cohen é um mestre, como se pode ver nesta viagem carregada de preconceitos e mal-entendidos culturais através da América. Viajando como um apresentador de rádio do Cazaquistão, Cohen percorre esconsos caminhos e alguns carreiros dos Estados Unidos neste filme realizado por Larry Charles, começando por engraxar até ao encanto os locais, antes de os chocar sem vergonha com falsas práticas e inventados conceitos morais do Cazaquistão. Além de uma excelente comédia, o filme serve igualmente para recordar como continua elevado e vivo o nível de racismo e misoginia entre o povo que elegeu Trump.

A República dos Cucos (1978)

Realizado por John Landis, este filme (nascido dos interstícios da revista National Lampoon) acompanha a vida de uma república universitária dedicada à festança, quando o seu grupo de engatatões e desajustados está à beira de ser despejado do casarão que ocupa. Se este enredo parece familiar é porque a partir dele foram moldados quase todas as comédias dedicadas à vida escolar e universitária entretanto estreadas, principalmente a série American Pie: A Primeira Vez, ou mesmo o mais recente Má Vizinhança, de Nicholas Stoller, com Seth Rogen e Zac Efron. Certo é nenhum deles ter a energia desbragada e imensa falta de vergonha de A República dos Cucos, para mais aditivado pela presença frenética do genial John Belushi.

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Um Príncipe em Nova Iorque (1988)

Apenas alguns anos depois de se tornar o mais bem pago actor norte-americano e os seus filmes grandes êxitos populares, o período de ouro de Eddie Murphy estava já à beira do fim. Contudo, com esta história de um príncipe africano que parte para Nova Iorque à procura do verdadeiro amor, assim tentando escapar ao casamento combinado pelo pai, verifica-se como Murphy ainda tinha fôlego para, pelo menos, mais um filme. Divertido, naquela sua mistura de humor cru e sentimentalismo, e carregado de tiradas recheadas de espírito crítico. No entanto, o destaque desta película de John Landis não pode deixar de ir para a interpretação de Arsenio Hall nos seus múltiplos papéis.

As Meninas de Beverly Hills (1995)

Baseado em Emma, de Jane Austen, As Meninas de Beverly Hills (Clueless, na versão original), com direcção de Amy Heckerling, acompanha Cher Horowitz (Alicia Silverstone), uma adolescente obcecada por compras e roupa, enquanto ela guia a recém-chegada Tai (Brittany Murphy) pelos difíceis, tortuosos e cruéis caminhos da popularidade liceal. Parece um filme de adolescentes como outro qualquer, verdade, mas é mais do que isso. Aliás, para um filme com mais de 20 anos, As Meninas de Beverly Hills mantém parte considerável da sua qualidade de observador da mudança cultural, a qual, aliás, pouco evoluiu desde então, registando com distância crítica a futilidade como forma de vida que a interpretação de Alicia Silverstone torna crível.

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Esquadrão de Província (2007)

A continuação espiritual de Zombies Party – Uma Noite... de Morte pelo realizador Edgar Wright é mais consistente, agitada e um pouco menos centrada em lugares-comuns sobre polícias em cidades pequenas na província. O que torna Hot Fuzz – Esquadrão de Província um filme melhor é o argumento carregado de piadas secas e alusões engraçadas a tudo o que mexe entre as produções de terror dos estúdios Hammer e as produções televisivas para a família criadas para a ITV. E, é importante não esquecer, reúne um elenco de excelência cómica, com Simon Pegg, Nick Frost, Paddy Considine, Jim Broadbent, Billie Whitelaw, Martin Freeman, Olivia Colman, Edward Woodward, Bill Nighy, Timothy Dalton, e ainda a mascarada Cate Blanchett e Steve Coogan.

Giras e Terríveis (2004)

Quando Cady (Lindsay Lohan) deixa de ser educada em casa pelos pais, em África, e é transferida para uma escola nos Estados Unidos, digamos que tem um acordar violento. Confrontada com a hierarquia escolar onde a popularidade significa tudo, a rapariga dá por ela infiltrada entre a nata feminina da escola, The Plastics. O argumento engendrado por Tina Fey está recheado de momentos de grande gargalhada, a que se devem acrescentar algumas reviravoltas, mas na verdade este filme de Mark Waters revela uma grande empatia pelas personagens, resultado de um olhar conhecedor e ironicamente crítico do ambiente escolar.

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O Rei dos Gazeteiros (1986)

A geração que cresceu durante a década de 1980 decerto não esquece o filme escrito, produzido e dirigido por John Hughes, o autor predilecto dos sub-20 da época (por este e, em grande parte, por causa de O Clube). Aqui, Matthew Broderick é Ferris Bueller, o gazeteiro mais popular da sua escola, que engendra e opera, com Mia Sara e Alan Ruck à ilharga, a mais bem sucedida e divertida balda às aulas da história das baldas às aulas.

Rir é o melhor remédio

Filmes

Os melhores filmes de comédia

A lista de melhores comédias de sempre é discutível (qual não é?), que isto do humor varia muito de pessoa para pessoa. No entanto é garantido serem estes 20 filmes, senão os melhores de sempre, garantidamente uma contínua fonte de gargalhadas, ou sorrisinhos sarcásticos, tanto faz, perante a imaginação cómica ou o puro disparate transformado em arte de fazer rir em qualquer época. 

Filmes, Comédia

As melhores séries de comédia

As listas, como quase tudo nesta vida, são relativas. Mas depois de enchermos uma espécie de conselho de administração com loucos de séries televisivas e outros consultadores da redacção da Time Out, chegámos a estas 25. Mais um alerta à tripulação: elas estão ordenadas apenas por ordem alfabética, que não queremos alimentar ainda mais a polémica. Ria-se connosco (e desculpa às que ficaram de fora).

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