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Nuno Lopes em 'White Lines'
Chris Harris Nuno Lopes em 'White Lines'

Seis papéis imperdíveis de Nuno Lopes no cinema e na TV

Na estreia de 'White Lines' na Netflix, co-protagonizada por Nuno Lopes, seleccionámos seis interpretações de referência do actor português.

Por Eurico de Barros
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Nuno Lopes é um dos actores mais em destaque e mais activos da sua geração, e a sua participação na série da Netflix White Lines representa um passo importante numa carreira internacional. A propósito da estreia de White Lines, onde o actor personifica Boxer, o chefe da segurança de uma discoteca de Ibiza, escolhemos seis dos melhores papéis que Nuno Lopes interpretou nos últimos 15 anos, desde a sua excelente participação no filme Alice, de Marco Martins. Um realizador com o qual tem feito alguns dos seus melhores trabalhos na tela e em televisão.

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Seis papéis imperdíveis de Nuno Lopes no cinema e na TV

‘Alice’, de Marco Martins (2005)

Um pai desesperado para encontrar a filha pequena que desapareceu, uma grande cidade, Lisboa, envolta pelo Inverno. A primeira longa-metragem de Marco Martins foi também a primeira colaboração entre Nuno Lopes e ele, resultando num dos melhores filmes portugueses do início do século XXI. É o retrato de um homem em transe, que não desiste de uma busca em que tudo parece estar contra ele, desde o bom senso até à meteorologia, e a que Lopes dá corpo de forma impressionante, num misto de via dolorosa pessoal e de investigação de contornos policiais.

‘Linhas de Wellington’, de Valeria Sarmiento (2012)

Esta grande produção de época de Paulo Branco realizada pela viúva de Raul Ruiz (que ia inicialmente rodá-la, tendo morrido subitamente) e passada durante as invasões francesas, conta com uma grande e variada distribuição portuguesa e internacional. Mas Nuno Lopes consegue sobressair na figura de um militar português metido no coração dos combates, o sargento Francisco Xavier, que por isso mesmo atravessa a acção do princípio ao fim, além de também ter funções de narrador.
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‘São Jorge’, de Marco Martins (2016)

Mais um filme com Marco Martins, mais um grande papel de Nuno Lopes, que lhe deu o prémio de Melhor Actor na secção paralela Horizontes do Festival de Veneza. A história passa-se nos anos difíceis da intervenção da Troika em Portugal e o actor é Jorge, um pugilista desempregado e à beira de perder a família, que, posto entre a espada e a parede, tem que aceitar um emprego nas cobranças difíceis para se poder aguentar à tona. Uma interpretação muito física mas que não descura a mais profunda expressão emocional.

‘Menina’, de Cristina Pinheiro (2017)

Neste filme passado no meio da imigração portuguesa em França após o 25 de Abril, Nuno Lopes personifica um pai alcoólico e com uma doença grave que esconde à mulher (Beatriz Batarda) e à filha pequena, Luísa (Naomi Biton), a menina do título, e que adora. A fita é contada do ponto de vista da criança e as cenas entre pai e filha são tocantes, embora a realizadora deixe a história descambar para a sentimentalice xaroposa no final. Mas isso não afecta a boa impressão deixada por Nuno Lopes e Naomi Biton.
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‘Sara’, de Marco Martins (2018)

O talento de Nuno Lopes para a comédia fica mais do que confirmado nesta brilhante série que Marco Martins realizou para a RTP, ao aparecer no papel de João Nunes, um actor vaidoso, cabotino, engatatão e falsamente modesto, que é uma das vedetas da telenovela que a protagonista, Sara Moreno (Beatriz Batarda), uma actriz conhecida pelos seus papéis “sérios”, é convencida a interpretar pelo seu agente. Marco Martins satiriza aqui o formato telenovelesco ao ponto de o reduzir a pó, e Nuno Lopes contribui de maneira decisiva e desopilante para o massacre.

‘Sul’, de Ivo Ferreira (2019)

Mais uma série de televisão, e da RTP, esta policial, em que Nuno Lopes se destaca naturalmente, apesar de estar muito bem acompanhado no elenco (José Raposo, Ivo Canelas, Beatriz Batarda, Afonso Pimentel, etc.) e de a personagem principal ser o também excelente Adriano Luz, no papel de um veterano inspector da PJ que gosta de trabalhar à moda antiga. Lopes dá corpo em Sul ao inspector Rebelo, um homem da margem sul, que conhece com as palmas da mão, e que participa na investigação do seu colega mais velho e mais batido.

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