Os novos hotéis em Lisboa

Se Lisboa está no centro das atenções internacionais é também pela sua vasta oferta turística, na qual se destacam os hotéis. Palácios antigos, agora recuperados. Grandes cadeias ou pequenos hotéis de luxo. Estes são os melhores novos hotéis em Lisboa

©Paulo Carvalho

Foram muitos os hotéis que abriram em Lisboa nos últimos meses, um ritmo que parece não abrandar, tendo em conta que há quase mais duas dezenas de hotéis anunciados para 2018. Estes são os melhores que abriram no último ano. Vá por nós, vale mesmo a pena conhecê-los. 

Os novos hotéis em Lisboa

Verride Palácio Santa Catarina
©Paulo Carvalho
1/10

Verride Palácio Santa Catarina

O Verride Palácio Santa Catarina abriu em pleno miradouro de Santa Catarina, mais conhecido como Adamastor. O edifício de 1750 foi totalmente recuperado e deve o nome ao conde mais emblemático que por lá passou, mantendo a traça antiga e alguns pormenores que estavam bem conservados, caso da escadaria em caracol que impressiona logo à entrada, da fachada e do arco em pedra da suite Arch (descobertos já a obra ia a meio), ou os azulejos azuis da fotogénica casa de banho da suíte Queen, representando o conde de Verride, da Figueira da Foz, numa caçada com os amigos algures entre 1910 e 1918. No total são 14 suítes e quatro quartos acabadinhos de inaugurar para uma experiência exclusiva e luxuosa. Em comum têm os janelões por onde entra a badalada luz de Lisboa, espelhos enormes, camas com espaço para uma família inteira (com lençóis com 600 fios de algodão egípcio e almofadas para todos os gostos – há todo um menu), e casas de banho em mármore que acolhem toalhões compridos, confortáveis e fofos.

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Chiado/Cais do Sodré
Corpo Santo Lisbon Historical Hotel
©DR
2/10

Corpo Santo Lisbon Historical Hotel

Os toldos vermelhos, a lembrar as praças parisienses, não passam despercebidos no movimentado Cais do Sodré: o Corpo Santo Hotel abriu ao público em Setembro. Tem um tesourinho museológico, descoberto durante as obras, e quartos de fazer esquecer a cidade. São cinco pisos despidos de excessos e vestidos de contrastes entre os tons claros de paredes e têxteis e as madeiras escuras e maciças. O Corpo Santo tem ainda um restaurante, o Porter, a cargo do chef Artur Roldão, que já passou pelo Tivoli – Palácio de Seteais.

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Cais do Sodré
WC Beautique Hotel Collection
3/10

WC Beautique Hotel Collection

No número 35 da Avenida Almirante Reis abriu o WC Beautique Hotel. Um hotel de charme cujo conceito é oferecer todas as comodidades em ambiente WC. E nós fomos experimentar. Logo na recepção percebe que não estavam a brincar quando lhe disseram que ia dormir num WC. Quem o recebe está de roupão e toalha na cabeça, como que acabado de sair do banho para tratar da papelada do check-in. Os interiores são da responsabilidade da designer e decoradora Nini Andrade Silva, que fez do azul-água o pantone rei ao longo de todo o hotel. Forrados inteiramente a espelho e azulejo – como quase todo o hotel –, os quartos são verdadeiros quartos de banho.

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Intendente
Iberostar Lisboa
©DR
4/10

Iberostar Lisboa

É o mais recente hotel de 5 estrelas de Lisboa. É o primeiro do grupo Iberostar a abrir em Lisboa. Fica na Rua Castilho, nº64, a poucos minutos do Marquês de Pombal, e tem 166 quartos (há uma Royal Suite, duas suítes, oito júnior suítes, 153 duplos e dois quartos para pessoas de mobilidade reduzida). Conta ainda com um restaurante e dois bares, um no lobby e outro na piscina, onde se destaca um jardim vertical. 

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
Le Consulat
©Stefan von Laue
5/10

Le Consulat

As más línguas dizem que é fácil adormecer em museus e que as galerias de arte contemporânea dão sono. No Largo Camões, o hotel Le Consulat vai mais longe e dá-lhe sofás e camas onde se pode estirar confortavelmente enquanto olha para obras de arte. É um hotel de 12 quartos – no futuro serão 16, depois de terminadas as obras que ainda decorrem – e pensar-se que é um hotel pequeno é uma reacção legítima. Mas olhemos melhor para a sua configuração: a suíte mais pequena tem 36 metros quadrados e a maior, a Suite Ambassadeur, tem 145 e dois quartos com camas king size, uma cozinha e uma sala de estar.

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Chiado
The Lumiares Luxury Hotel & Spa
6/10

The Lumiares Luxury Hotel & Spa

Em pleno Bairro Alto, o luxuoso mas descontraído The Lumiares é um oásis de tranquilidade. Os quartos, divididos entre loft-studios, T1s, T2s e penthouses com vista, são espaçosos e contam com uma cozinha completamente equipada, onde não falta máquina de café Nespresso, torradeira e fervedor de água SMEG, serviço de pratos e máquina de lavar a loiça. No rooftop com vista para o rio e o castelo servem-se pequenos-almoços de manhã e cocktails ao fim do dia. É também no último piso que mora o restaurante Lumni, do chef Miguel Castro e Silva. Passe ainda pelo spa: não é exclusivo para hóspedes e tem tratamentos de aromaterapia de ir aos céus. 

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Bairro Alto
The Lift – Boutique Hotel
7/10

The Lift – Boutique Hotel

Chama-se The Lift em homenagem ao Elevador de Santa Justa, ali mesmo ao lado. Com uma decoração simples e minimalista, sempre com alusões ao Elevador, este hotel tem apenas 27 quartos, alguns com varandas que deixam espreitar para o Rossio ou para o Castelo de São Jorge. 

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Chiado
Lux Lisboa Park
Fotografia: Arlindo Camacho
8/10

Lux Lisboa Park

De linhas severas e cores monocromáticas a puxar ao estilo escandinavo, o Lux Lisboa Park é um hotel de fato e gravata. Passa despercebido no meio da azáfama da zona adjacente ao Parque Eduardo VII, mas ganha pela localização a escassos minutos do centro da cidade. É feito à medida de clientes mais exigentes, ou se quisermos ir pelo caminho dos anglicismos, é um hotel corporate, equipado com salas de reunião e outras maiores para eventos. A cadeia hoteleira está a transformar o spa Organic e o ginásio, apostando numa componente medicinal, ou seja, além de massagens de relaxamento, há tratamentos de osteopatia ou acupuntura, assim como no ginásio há serviços de fisioterapia e tratamento clínico. O hotel dispõe de um bar — o Unique— e de um restaurante no -1, o Salvo Seja, que serve almoços buffet mas futuramente conta servir jantares. 

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São Sebastião
Fenicius Charme Hotel
©DR
9/10

Fenicius Charme Hotel

O Fenicius Charme Hotel é o mais recente três estrelas de Lisboa. Fica na Baixa e ocupa um edifício moderno com uma decoração inspirada em personalidades portuguesas conhecidas como José Saramago ou Fernando Pessoa. Tem um terraço e vista para a cidade e nos quartos há fotografias de Lisboa. 

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Lisboa
Memmo Príncipe Real
©Time Out Lisboa
10/10

Memmo Príncipe Real

Ao passar o beco estreito e escuro, é possível que se pergunte se está no sítio certo. Mas siga sem medos, vai valer a pena: o Memmo Príncipe Real, o primeiro boutique hotel de 5 estrelas no bairro, abriu há um ano, foi eleito em Novembro pela revista Monocle como um dos melhores hotéis urbanos do mundo e fica (bem) escondido, mas tem uma vista incrível sobre a cidade de Lisboa, com o Castelo de São Jorge lá no alto da outra colina. O edifício do hotel do grupo Memmo, que tem outras unidades em Sagres e em Alfama, é novo, mas está perfeitamente enquadrado na arquitectura da cidade e do bairro.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Escapadinhas perto de Lisboa

Dolce CampoReal Lisboa: dar um tempo em Torres Vedras

Vamos ser honestos: não viemos aqui tanto pelo passeio, foi mesmo para descansar. O Dolce CampoReal Lisboa é, no melhor cliché, um bom destino para fugir da cidade. Fica muito perto de Lisboa, mas estamos longe o suficiente para nem nos lembrarmos que ela existe. E temos tudo aqui para não precisarmos de pegar no carro para nada.

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Por Cláudia Lima Carvalho

Colina dos Piscos: Ourém, obviamente

Quer uma sugestão para um fugida de fim-de-semana? Siga-nos até Ourém, até à Colina dos Piscos, um turismo rural que abriu portas em Abril deste ano. Não se vai arrepender.

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Por Cláudia Lima Carvalho
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Quinta dos Machados: o bosque em casa

Nas traseiras de uma casa há uma roseira. Consta que em tempos deu sombra a uma declaração de amor. Uma antiga matriarca foi ali pedida em casamento e a família pôs como condição de venda da propriedade que a planta fosse cuidada. A roseira, vem a saber-se, é um raríssima Bela Portuguesa, arbusto de grandes dimensões criado em 1903 por um francês, de seu nome Henri Cayeux, jardineiro-chefe do Jardim Botânico. Dá botões todo o ano, oferece rosas enormes e diz-se que não restam mais que umas dezenas espalhadas pelo país. E é um cartão de visita perfeito para a Quinta dos Machados, um espaço enxertado de natureza, património, beleza e uma história por contar.

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Por João Pedro Oliveira

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