Escapadinhas de um dia a partir de Lisboa

É para ir e voltar (a opção de ficar a dormir é por sua conta, e também vale a pena) com estes destinos que não ficam a mais de uma hora de distância de Lisboa

©Luis FirmoSanta Cruz

Apontamentos culturais, sugestões carregadas de história, mesas simpáticas. Está tudo à mão de semear de Lisboa, para ir e voltar no mesmo dia, e ainda assim mudar de ares. Tome nota desta lista de escapadinhas, em permanente actualização. 

Escapadinhas de um dia a partir de Lisboa

Óbidos
©Município de Óbidos
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Óbidos

Do Castelo à Porta da Vila, da célebre Rua Direita a inúmeras ermidas e igrejinhas. Há poucos destinos mais pitorescos que Óbidos e não tem que esperar pela temporada do chocolate para se fazer à estrada. Lembre-se ainda que acaba de chegar a uma vila literária, afamada pelo respectivo festival, o Folio, e que as livrarias quase merecem um roteiro só para elas. Da Livraria do Mercado à Santiago, da Livraria da Adega às Histórias com Bicho, numa antiga escola primária, entregue-se aos livros. 

Já a unidade ecológica Rio do Prado convida ao check in mas pode apenas usufruir do seu restaurante Maria Batata, que se rege pelos ciclos da natureza (também há mercearia biológica e livraria)

Não regresse a casa sem provar a típica Ginja de Óbidos. Ah, e não muito distante, pode aproveitar para serpentear pelo Bacalhôa Buddha Eden, no Bombarral, com o seu jardim de escultura moderna e contemporânea. 

Cascais
Fotografia: Ana Luzia
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Cascais

Há um verbo para conjugar nos próximos tempos por estas bandas: picar, como se faltassem boas razões para praticar a gula por aqui

Há muitas novidades no horizonte para Cascais, onde a partir do final do ano deverá arrancar a remodelação da marina, mas antes disso não são precisas desculpas extra para explorar este ponto da linha, que em 2018 se afirma como Capital Europeia da Juventude. 

Aproveite para uma visita ao Forte de São Jorge de Oitavos, para um passeio pelo Parque Marechal Carmona, morada do Museu Condes de Castro Guimarães.

Para os miúdos, conte com uma brincoteca, que abriu portas no começo de 2018 — chama-se Oficina das Pulgas, e é um espaço de lazer para miúdos, onde se realizam festas de aniversário e workshops, e também actividades como meditação e yoga. 

Ah, e recorde-se que este ano o EDP Cool Jazz muda-se de armas e bagagens de Oeiras para o hipódromo de Cascais. 

+ 20 coisas para fazer em Cascais

Ericeira
Fotografia:Ana Luzia
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Ericeira

Na terra onde o mar é mais azul nem tudo tem que passar pela praia, mas há quase sempre uma ligação a descobrir. Vale a pena uma paragem no Largo de São Sebastião e na Ermida com o mesmo nome, situada entre as praias do Algodio e de São Sebastião, e recentemente classificada como Monumento de Interesse Público, com as suas raízes a perderem-se no século XIII. 

Passe pelo Largo dos Condes da Ericeira para uma pausa nos vimes do Cesteiro, e abasteça-se de cadeiras e cestos. E na Praça da República, espreita a Tabacaria Ovni, com a sua chancela, a editora Mar de Letras, especializada na edição de títulos sobre a terra. 

Para confortar o estômago, e apanhar a onda das tendências, prove uma das Nalu Bowls. Mesmo que não seja dado ao surf, não se esqueça que está numa Reserva Mundial, a primeira da Europa, classificada em 2011. Para algo mais clássico, enverede pela Rua das Furnas e decida-se entre a Espanada das Furnas e a Marisqueira das Furnas

+ O melhor da Ericeira

Mafra
©Alvesgaspar/Wikipedia
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Mafra

Há alguns clássicos indispensáveis em dia de romaria a Mafra. O Palácio Nacional de Mafra é gratuito no primeiro domingo de cada mês, um incentivo adicional para quem se aproxima do Terreiro D. João V. Foi daqui que a corte partiu para o Brasil e é aqui que arranca a viagem no tempo para toda a família. 

Na Tapada de Mafra não faltam javalis e veados, e um sem fim de actividades que irão fazer as delícias dos miúdos. Basta pensar nos circuitos pedestres, programas a cavalo e de charrete, viagens de comboio, percursos BTT, observação de pássaros e até dormir numa casa tradicional para uma experiência completa. 

A Aldeia Típica de José Franco é outra das tradições que vai saltando de geração em geração. A entrada é livre e a pausa na Nacional 116 é mais que justificada. Pode trazer pão de Mafra ou com chouriço (se não o devorar logo). 

Calculamos que já esteja esfomeado, portanto rume à Póvoa da Galega – Milharado, e espere por mesa na Churrasqueira Povoense. O espaço é simples e rústico, costuma estar à pinha, e o menu vive exclusivamente de carnes grelhadas (a excepção é o bacalhau no brasa). Acompanhe as tiras ou secretos com a simplicidade de uma salada e batatas fritas. 

+ O melhor do Oeste

Sintra
Fotografia: Arlindo Camacho
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Sintra

Em Sintra, para além da beleza natural que dispensa apresentações, não faltam propostas de agenda, dos encontros de clássicos aos concertos de piano em Monserrate, para seguir até ao final do ano. Nada como estar em permanente ligação à Parques de Sintra para não perder pitada. Ou a sites como a Caminhando.pt, férteis na sugestão de trilhos pedestres, muitos deles pela zona de Sintra e seus mistérios.

O que não sai do mesmo lugar e justifica entrada é o Newsmuseum, um belo enclave informativo para levar os miúdos e navegar por outras eras.

Como qualquer périplo intenso abre o apetite, não perca de vista as mesas que garantiram lugar no guia de melhores restaurantes Time Out. Pode começar pelo cabrito da Adega do Saraiva, à confiança. Se o tempo estiver de feição, não descarte uma ida à Adraga.

No final, se lhe apetecer pernoitar pela vila, faça check in no Chalet Saudade, um reduto vintage bem no centro.

+ 33 coisas para fazer em Sintra

Santa Cruz
Fotografia: Arlindo Camacho
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Santa Cruz

O Carnaval de Torres, o Carnaval de Verão em Santa Cruz e o Cortejo de 15 de Agosto são apenas alguns marcos a assinalar na agenda, ano após ano. Há mais para descobrir em Santa Cruz e arredores, em época balnear ou fora dela, até porque o clima do Oeste nem sempre está para brincadeiras. 

Em compensação, o pão saído do Moinho de Caixeiros está sempre no ponto e vale uma paragem pelo caminho

Para fotos fora da caixa, dê um pulo às Ruínas do Convento Velho de Penafirme. Também pode experimentar uma selfie com a estátua de Antero de Quental, escritor que aqui viveu durante dois meses, a convite do amigo Jaime Batalha Reis. 

Já com o pé quase à beira-mar, procure um lugar no Noah, a escola de surf que é também bar e restaurante e esteja atento à agenda dos Longboard Dancing Sunsets, que combinam o melhor das proezas sobre skates com o cenário do pôr-do-sol. 

Já aos sábados e domingos, das 08.00 às 14.00, procure os produtos biológicos da Quinta da Areia no Mercado Municipal. 

Setúbal
Fotografia: Arlindo Camacho
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Setúbal

Ir a Setúbal também pode ser sinónimo de ir a Miami (Praça Machado dos Santos, 41). Baralhado? Calma. Trata-se de um restaurante, e para além de servir as especialidades óbvias da terra, aposta na massada de sapateira. É fazer a prova dos nove. Conte também com o peixe do Batareo (na foto) e escusado será falar naquelas duas palavras mágicas por estes lados: choco frito. 

Mas antes disso, dê uma volta pelo Mercado do Livramento, para uma overdose de cor e frescura.

O Convento de Jesus e o Forte de São Filipe são outros dois pontos a contemplar e demore a vista nos azulejos dos séculos XVII e XVIII no interior da Igreja de Santa Maria da Graça. Depois, se ainda tiver tempo, parta à descoberta da Arrábida.

+ 20 coisas para fazer na Arrábida

 

Mais escapadinhas

Herdade da Matinha: lição de vida no gerúndio

Na melhor parte do dia, só se ouvem os pássaros. Quando se calarem os pássaros, hão-de ficar as cigarras. E se acaso também elas se calarem, o mais certo é que comece a ouvir o som da própria barba a crescer. Na Herdade da Matinha há uma promessa de sossego que nos recebe à chegada e se cumpre à medida que o vagar se instala em nós. Estamos um pouco além do Cercal do Alentejo, três quilómetros de terra batida campo adentro, num refúgio acoitado entre montes. Só se chega aqui de propósito, só se sai daqui contrariado.

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Por João Pedro Oliveira

Monte da Estrela: há estrelas no Grande Lago

O pote estava lá. Estava lá, à espera que Brites Pires e a família o encontrassem. Ficaria na casa recuperada, para decoração, decidiram em conjunto em 2010, muito antes de saber que aquele terreno de 10 hectares seria mais do que um voltar às raízes. Hoje, o pote está no escurinho da adega do Monte da Estrela – e é lá dentro que se produzem  artesanalmente 600 litros de vinho por ano, o mesmo que os hóspedes podem experimentar nas provas (acompanhado de pão alentejano e azeite, linguiça da Safara, queijo fresco de cabra e conversas sem horas para acabar com os proprietários), nos jantares vínicos, ou no terraço das estrelas, construído propositadamente para observar o céu escuro. Afinal, este agroturismo de apenas sete quartos fica na reserva Dark Side Alqueva – a primeira do mundo com certificação Starlight Tourism Destination, atribuída pela UNESCO e pela Organização Mundial de Turismo.

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Sublime Comporta: a perfeição pode ser isto

Dissemos a um amigo que íamos dormir ao Sublime Comporta. A resposta dele, que terá sido qualquer coisa como “mais um que o comum dos mortais não conhecerá”, deixou-nos a pensar. E tudo porque o comum dos mortais devia, pelo menos uma vez na vida, aqui ficar. Seja numa data especial ou apenas para fugir à rotina de sempre. Se é para cometer uma extravagância, que seja aqui.

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