Dez bares na Rua Cor-de-Rosa

Não é qualquer rua que tem uma alcunha. Apesar de se chamar Rua Nova do Carvalho, depois de pintado o seu pavimento, mudou de nome. Eis dez bares a não perder na Rua Cor-de-Rosa.

Fotografia: Arlindo CamachoRua Nova do Carvalho à noite

Pode começar por um copo ao fim do dia e só acabar na madrugada seguinte – tudo sem ultrapassar as fronteiras da Rua Nova do Carvalho, no Cais do Sodré. Eis dez bares na Rua Cor-de-Rosa.  

Dez bares na Rua Cor-de-Rosa

Musicbox

Escolha dos críticos

A caixinha de música do Cais do Sodré tem uma das mais generosas programações de concertos e estica-se noite dentro. Não vamos utilizar aqui a expressão “ecléctico” para definir a oferta do Musicbox porque estamos a guardar essa expressão para quando alguém que conhecemos mal quiser falar de música – “gosto de tudo, sou muito ecléctico”. A discoteca inaugurada em 2006 é o epicentro do trabalho da empresa cultural CTL – Cultural Trend Lisbon, que tem música todos os dias da semana, excepto ao domingo. Quando grande parte dos bares do Cais do Sodré fecham portas, perto das quatro, a noite aqui está ainda longe de morrer, prolongando-se até às seis.

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Cais do Sodré

Tokyo

Num fim-de-semana normal encontram-se mais jornalistas no Tokyo do que na maior parte das redacções do país. A música é descaradamente nostálgica e nunca se afasta muito da década de 80, para gáudio dos muitos trintões que frequentam o bar. O palco, onde actuam as bandas residentes e convidadas, está à mesma altura do público, ou seja, não estranhe se vir algum entusiasta querer fazer parte do concerto. O Tokyo faz parte da história dos bares do Cais do Sodré. Respeitemo-la. 

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Cais do Sodré
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Jamaica

46 anos de idade, convenhamos, não é coisa pouca. Sobretudo para um bar. O Jamaica nasceu como bar de alterne em 1971, como manda a lei do Cais do Sodré, mas, gradualmente, - e sobretudo com a presença de Mário Dias, hoje na TSF, a passar discos - a coisa foi mudando. É o reggae que manda na casa, mas não só. Por lá, de terça a sábado, passa de tudo. A regra é não parar de dançar. 

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Cais do Sodré

Viking

É um clássico do Cais do Sodré e todos se sentem bem-vindos nesta casa. No mesmo sítio, mas em noites variadas, há striptease (de segunda a sábado da 1.00 às 3.00 com o Monica Show), festas temáticas (todas as quartas) e o karaoke mais original de Lisboa: o Stripeoke sobe ao palco todas as segundas e mistura cantoria com a arte de tirar a roupa. 

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Europa

O after do Europa é um dos mais concorridos da cidade. O segredo? Tem boa música, que eles não descuram nos DJs, e ainda melhor localização. Porque se a noite de cada vez mais pessoas acaba no Cais do Sodré, é normal que as manhãs dos mais resistentes também comecem por essas bandas. Mais: nem só de afters se faz o Europa. Há noites que variam entre o drum'n'bass, o techno e o dubstep. 

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Liverpool

Numa noite normal no Liverpool tanto pode escutar "Poetas de Karaoke", de Sam The Kid, como uma qualquer canção dos ABBA. E se para alguns isso cria enxaqueca, para outros é o melhor de dois mundos, uma espera excitante sobre o que se segue – neste caso, depois dos ABBA. E sim, é mais um dos bares com nomes de cidades internacionais que habita o Cais do Sodré.  

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Pensão Amor

A abertura da Pensão Amor, no final de 2011, foi um dos primeiros sintomas da mudança radical que ia acontecer no Cais do Sodré nos anos que se seguiram. Este bairro é hoje um dos preferidos dos lisboetas, com uma mistura entre jovens e turistas curiosos, bares para se beber à porta e outros para se demorar lá dentro. A Pensão Amor inscreve-se nestes últimos. Antes, naquele prédio, funcionavam quatro pensões que alugavam quartos à hora a prostitutas e a marinheiros que atracavam no Cais do Sodré, vindos de várias partes do mundo. Agora, há um bar de cocktails e muito mais, desde concertos de jazz a espectáculos de burlesco, passando por peças de teatro, DJ sets e lançamentos de livros. A sua decoração remete-nos para esse imaginário burlesco. Apesar da morada oficial ser Rua do Alecrim 19, há uma entrada pela Rua Cor-de-Rosa, mesmo ao lado do restaurante O Povo. 

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Menina e Moça

Sim, é possível ler na Rua Nova do Carvalho. Aquela ideia de que a rua pintada de cor-de-rosa é só barulho e copos caídos morre aqui. Bom, pelo menos é o intuito da livraria-bar Menina e Moça, desejo antigo de Cristina Ovídio, ex-professora de Literatura Portuguesa que actualmente faz parte da editora Clube do Autor. O tecto do espaço é obra do ilustrador João Fazenda e além de uma porrada de livros (a colecção dá especial destaque à lusofonia e às traduções) há cocktails para vários gostos, bem como refeições leves como tartes, folhados, quiches. Se bater a fome, não precisa de comer páginas.

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Malt

Ainda que seja um bar dedicado à cerveja artesanal, está inserido num local onde o consumo tem muito pouco de pausado. Quanto mais é tarde na Rua Cor-de-Rosa mais rapidamente se bebe. Mas cuidado, que uma cerveja com 8% de teor alcóolico, bebida de enfiada, pode pregar partidas. No Malt vai encontrar mais de 50 referências de cerveja, sobretudo portuguesas. E uma ou outra internacional. Cerveja? Sim, sempre. 

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Roterdão

A história do Roterdão na Rua Nova do Carvalho é longa, bem anterior ao cor-de-rosa. São anos e anos de noites onde a regra é só uma: dançar. Depois de ter estado encerrado para obras e mudança de gerência, reabriu em 2015 com um propósito idêntico: dançar até mais não. Novas são as matinés que decorrem em certos domingos, das 18h às 23h. Nesses dias também há petiscos.  

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Ali à beira

Os melhores restaurantes no Cais do Sodré

O bairro não pára de crescer e com o final das obras no ano de 2017 há muito lugar novo a explorar: restaurantes de peixe de carne e de comida do mundo. É possível comer de tudo no Cais do Sodré e nos restaurantes que se seguem não vai ao engano porque são os melhores restaurantes do Cais do Sodré.

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Por Inês Garcia
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Cais do Sodré: há vida para além da noite

É um dos bairros da cidade onde tanto vemos multidões apressadas só de passagem, como vemos multidões paradas de copo em riste madrugada adentro. Mas quando o sol nasce é para todos e isso inclui gelados, bolos, bicicletas, arte pública ou urbana. Aproveite as dicas para sair do Cais do Sodré bem mais cheio, mas de tudo um pouco.

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Por Renata Lima Lobo

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