Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Dez bares na Rua Cor-de-Rosa

Dez bares na Rua Cor-de-Rosa

No chão mudou-se a cor e na rua mudaram-se as gentes. Conheça dez paragens obrigatórias na Rua Cor-de-Rosa

Por Tiago Neto |
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rua rosa dia
©Manuel Manso

Foi em 2011 que o Cais do Sodré culminou a transformação profunda que haveria de o celebrar como um dos epicentros da noite lisboeta. O decadente deu lugar ao cool, o kitsch passou a ponto a favor, e os espaços foram rejuvenescendo em públicos, trazendo cada vez mais vida a uma zona que gradualmente se foi moldando. Podíamos apontar um milagre qualquer, falar de nomes que para li se tivessem mudado – qual Madonna –, ou até tentar justificar tudo isto com rendas, mas não. A explicação foi mais simples e inesperadamente eficaz: rebaptizar a Rua Nova do Carvalho pintando o chão e voilá, subitamente estamos perante uma Rua Cor-de-Rosa – vulgo pink street – que actua como iman a todos os que procurem noite. Fique com os dez bares na Rua-Cor-de-Rosa que são paragens obrigatórias.

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Dez bares na Rua Cor-de-Rosa

Livraria menina e moça
©Arlindo Camacho
Bares

Menina e Moça

Cais do Sodré

Sim, é possível ler na Rua Nova do Carvalho. Aquela ideia de que a rua pintada de cor-de-rosa é só barulho e copos caídos morre aqui. Bom, pelo menos é o intuito da livraria-bar Menina e Moça, desejo antigo de Cristina Ovídio, ex-professora de Literatura Portuguesa que actualmente faz parte da editora Clube do Autor.

Roterdão
©Ana Luzia
Noite

Roterdão Club

Cais do Sodré

A história do Roterdão na Rua Nova do Carvalho (vulga Rua Cor-de-Rosa) é longa. São anos e anos de noites onde a regra é só uma: dançar. Depois de ter estado encerrado para obras e mudança de gerência, reabriu em 2015 com um propósito idêntico: dançar até mais não. É um clássico e isso é razão mais do que suficiente para ser feliz na pista de dança. 

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4 Caravelas
©DR
Noite, Cafés/bares

4 Caravelas

Cais do Sodré

Aqui, o chão já não é cor-de-rosa, mas a morada é a mesma dos restantes pares, a Rua Nova do Carvalho. Não deixe que isso seja motivo de desânimo, afinal, o 4 Caravelas vale a visita. Ponto a favor: Não é preciso "dançar" entre a multidão para chegar até à porta. Segundo ponto a favor: há cocktails para todos os gostos, dos de vodka como o Rude Boy (8€), com Absolut rasperi, Bols cassis, triple sec, sumo de limão, xarope de açúcar, sumo de arando e sumo de laranja, aos de tequila, como o Maple Margarita (8€), com Olmeca Reposado, xarope de agave e sumo de lima.

pensão amor
©Inês Calado Rosa
Noite

Pensão Amor

Cais do Sodré

O velho nem sempre ganha pó e se há sítio que o comprova é a Pensão Amor. O espaço que servia de semi-bordel nos tempos vadios do Cais do Sodré é hoje um ponto de passagem obrigatório a todos os que querem cocktails no ponto e sofás em abundância, sem perder a vontade de mexer o corpo. 

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MusicBox
©Ana Luzia
Noite

Musicbox

Cais do Sodré

A caixinha de música da rua cor-de-rosa tem uma das mais generosas programações de concertos e estica-se noite dentro. Não vamos utilizar aqui a expressão “ecléctica” para definir a oferta do Musicbox porque estamos a guardar essa expressão para quando alguém que conhecemos mal quiser falar de música – “gosto de tudo, sou muito ecléctico”. A discoteca inaugurada em 2006 tem música todos os dias da semana, excepto ao domingo, e é dos espaços que vai para a cama mais tarde.

Viking bar
©Anne Louise
Noite

Viking

Cais do Sodré

É um clássico do Cais do Sodré e todos se sentem bem-vindos nesta casa. É aqui que – arriscamo-nos a dizer – há o mais aclamado striptease da Rua cor-de-rosa (de segunda a sábado à 01.00 e às 03.00 com o show da Mónica). A não faltar está também o maior espectáculo do stripper mais pequeno: Big John. Às segundas, se a vontade for muita, conte com a noite de karaoke. E olhe que a lista de cantigas é longa.

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Tokyo
©InêsCaladoRosa
Noite

Tokyo

Cais do Sodré

A música é descaradamente nostálgica e nunca se afasta muito da década de 80, para gáudio das muitas caras que frequentam o bar. O palco, onde actuam as bandas residentes e convidadas, está à mesma altura do público, ou seja, não estranhe se vir algum entusiasta querer fazer parte do concerto. O Tokyo faz parte da história dos bares do Cais do Sodré. Respeitemo-la. 

Jamaica
©Arlindo Camacho
Noite

Jamaica

Cais do Sodré

O Jamaica nasceu como bar de alterne em 1971, como manda a lei do Cais do Sodré mas, gradualmente, a coisa foi mudando. É o reggae que manda na casa, mas não só. Por lá, de terça a sábado, passa de tudo. A regra é não parar de dançar.

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europa bar
©Inês Calado Rosa
Noite

Europa

Cais do Sodré

As sonoridades a rodar no Europa foram sempre um altar para todos os que queriam fugir do glitter nostálgico 80's que abunda pelos outros bares da rua. O drum n' bass, o techno, o trance, todos eles soavam alto e a bom som, já para não falar dos míticos afters que por ali foram feitos. A casa tem história pré e pós pink street, e com razão.

liverpool
©Arlindo Camacho
Noite

Liverpool

Cais do Sodré

Numa noite normal no Liverpool tanto pode escutar "Poetas de Karaoke", de Sam The Kid, como uma qualquer canção dos ABBA. E se para alguns isso cria enxaqueca, para outros é o melhor de dois mundos, uma espera excitante sobre o que se segue – neste caso, depois dos ABBA. E sim, é mais um dos bares com nomes de cidades internacionais que habita o Cais do Sodré.  

Ali à beira

Casa de Pasto
©DR
Restaurantes

Os melhores restaurantes no Cais do Sodré

O bairro não pára de crescer e há muito lugar novo a explorar: restaurantes de peixe de carne e de comida do mundo. É possível comer de tudo no Cais do Sodré, e nos restaurantes que se seguem, não vai ao engano porque são os melhores restaurantes do Cais do Sodré.

novo cais do sodre
©Arlindo Camacho
Coisas para fazer, Caminhadas e passeios

O melhor do Cais do Sodré

"O cais do Sodré não é só bares de prostitutas, também é gente a alombar caixa de peixe e de fruta". A letra da música Cais do Sodré do fadista Rodrigo defendia que “também é cais onde embarca quem busca no mar o pão”, mas se fosse escrita hoje talvez acrescentasse que é cais de alguns dos melhores restaurantes e bares de Lisboa. Mas há mais no velho/novo bairro da cidade. Descubra-o aqui.

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Zé dos Bois
©Ana Luzia
Bares

Os bares no Bairro Alto que precisa de conhecer

São paralelas e perpendiculares. As ruas, claro, que formam o tão distinto e especial Bairro Alto, símbolo maior de uma movida, de uma agitação nocturna, que sempre caracterizou a zona. O Bairro Alto insiste em ficar e ali vão abrindo espaços que o querem revitalizar, que não o querem deixar morrer. Esta é a lista que lhe diz quais os sítios indispensáveis para beber um copo.

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