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Os melhores restaurantes saudáveis de Lisboa

Comer bem nesta cidade já não é um drama e os restaurantes saudáveis brotam como cogumelos (biológicos, evidentemente). Eis alguns dos que mais gostamos

Fotografia: Arlindo Camacho

Para comer saudável não tem de se empanturrar de verde, light, vegetariano ou comida para passarinhos. E também não precisa de passar fome. Corremos a cidade para lhe trazer esta barrigada de grandes ideias para comer do bom e do melhor em Lisboa. Bom apetite e saudinha da boa.

Os melhores restaurantes saudáveis de Lisboa

Organic Caffe

Se está a pensar converter-se, mais vale ir atrás de quem percebe do assunto. Mariana Pessanha largou a carreira em publicidade e os maus hábitos alimentares para estudar nutrição em Londres. Quando voltou, abriu um restaurante onde nada tem corantes, nem conservantes, açúcares ou temperos processados. Os intolerantes ao glúten e à lactose também estão aqui a salvo. E mais do que sumos verdes e saladas, o Organic Caffe – que abriu também no Mercado da Ribeira – serve pratos como corvina com gengibre ou strogonoff de frango, todos com propriedades anti-inflamatórias. Não deixe escapar as sobremesas: mesmo sem açúcar, são doces.

Cascais

Cento e Quatro

Os pequenos cestos com tiras de salmão, tomates secos, camarões, peras, cuscuz, requeijão ou pesto entram na vaporeira e em apenas dois minutos estão prontos. Dentro da maquineta, cozinham a 104 graus, a temperatura perfeita para ficarem… perfeitos. A ideia saudável foi de Francisco Magalhães, o chef, que contou ainda com os conselhos de uma nutricionista. Aqui não há gorduras cozinhadas e há soluções para vegetarianos, celíacos, intolerantes à lactose e desportistas. E até a sobremesa (bolo de cacau com manteiga de amendoim) é light: tem apenas 132 calorias.

Lisboa

Os Gazeteiros

Ao contrário do que possa pensar, neste restaurante trabalha-se e bem. David, o dono e chef, trouxe de casa a criatividade e os hábitos alimentares saudáveis e criou uma cozinha arrojada, bonita e com muitas influências mediterrânicas e orientais. As frutas e os legumes biológicos, comprados no supermercado Miosótis, dão origem a menus de degustação (de 14€ e 20€), que tanto podem vir com dourada, brócolos e batata, como com ovos e ervilhas tortas. Acompanhe com vinhos naturais, mas beba com moderação. Sobretudo ao almoço, para depois à tarde não ter de fazer gazeta ao trabalho.

Alfama

Dois Três Três

A antiga drogaria na Rua Silva Carvalho, em Campo de Ourique, ganhou uma nova vida assim que Marta Maia de Loureiro lhe deitou as mãos. Reaproveitou os armários, pintou as paredes e começou a servir refeições sem glúten e sem lactose. Ao pequeno-almoço têm iogurtes com granola, frutas e torradas (3,50€) e ao almoço há sempre três pratos, um deles vegan, que podem ser sopas de beterraba (2,50€) ou abóboras recheadas com leguminosas, arroz integral e frutos secos (entre os 7,50€ e 8,50€). Para aconchegar o estômago a meio da tarde, há bules de chá, bolos e uma queijada de se lhe tirar o chapéu (2,50€).

Lisboa

Pachamama

Há restaurantes bio e depois há restaurantes 100% bio. É o caso do Pachamama, que contamina quem passa com pratos cheios de saúde. Aqui não encontra morangos em tempo de uvas, pão ultracongelado (pelo contrário: fermenta durante 24 horas) ou frangos de aviário, mas sim uma lista que muda consoante o que a Pachamama (a mãe Terra, venerada pelo povo inca) dá. Se espera uma overdose de verduras, esqueça: aqui também há carne e peixe. E bem mais saborosos do que os que nascem no supermercado.

Santos

The Cru

A comida não é processada nem tem açúcares e, caso seja intolerante ao glúten ou à lactose, nada tema. Não tem nada que lhe possa fazer mal. Mas tem uma medalha: a de ouro na restauração biológica, atribuída pela entidade reguladora da Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. As estrelas são os wrepes (uma mistura de wraps com crepes que a marca já vendia em carrinhas ambulantes), que podem ser de arroz, de espinafres, ou de beterraba. Os recheios variam, desde o frango ao camarão, atum e legumes (até 8,50€).

Oeiras

Local Chiado by Your Healthy Kitchen

A cozinha de Maria Gray é o local onde toda a gente quer estar. “Nem tudo é sem lactose, ou sem glúten, mas há opções saudáveis para todos”, garante a dona, que, desde o início do ano, já abriu dois restaurantes, o primeiro no Mercado da Vila, em Cascais, e o segundo no Palácio Chiado, em Lisboa. Ao pequeno-almoço, nesta cozinha saudável, comem-se saladas de frutas com iogurte grego e pistáchio (3,20€) e ao almoço pratos de salmão com crosta de panko, um pão ralado japonês, com curgete e molho de manga e hortelã (11€). Para sobremesa, há cheesecakes de frutos silvestres e sopas de amora, pêra e noz (3,50€).

Chiado

Água no Bico

Quem diria que milhares de anos depois estaríamos tão interessados em ser novamente uns homens das cavernas? Nunca se falou tanto de comida paleo como agora, e Nuno Carrusca, o chef que além de apostar nesta dieta serve comida vegetariana, vegan e crudívora, desmistifica o preconceito. “Alguns dos nossos pratos mais tradicionais são paleo. As iscas são paleo e as lulas recheadas também.” Nuno explica ainda que esta dieta consiste no consumo de frutas da época e de carnes de caça e de pasto. Hidratos de carbono como o trigo e o arroz, leguminosas ou açúcares refinados ficam de fora. Agora que já sabe, experimente as saladas e as tartes que todos os dias ali se fazem (entre os 3€ e os 6€). Mas não se porte como um Neanderthal à mesa. Por favor, tenha modos.

Chiado/Cais do Sodré

In Bocca al Lupo

Esta pizzaria junto à Praça das Flores, que só utiliza produtos biológicos, faz umas pizzas fininhas, sem fermento, em forno a lenha, que mal se sentem no estômago depois de comidas. A sua grande maioria são vegan e vegetarianas, como a de pesto com manjericão (13,50€). Se o fizer com antecedência, pode pedir que a base da sua pizza seja sem glúten. Prove ainda a panacota feita com agar-agar, uma gelatina vegetal (5€). 

Chiado/Cais do Sodré

House of Wonders

O terraço com mais onda de Cascais tem muitas cores, mas sempre foi mais verde do que outra coisa. À lista de pratos vegetarianos – que não é fixa, varia consoante a sazonalidade dos alimentos –a chef Fionna Lynne Harrower juntou raw food (comida crua e vegan). Cuscuz de couve-flor com frutos secos e molho de manga e hortelã, esparguete de curgete com pesto de abacate e girassol e tacos de cogumelos envolvidos em alface são algumas das novidades que chegam à mesa sem passar pela frigideira ou pelo fogão. Para sobremesas, a chef preparou cheesecakes com base de frutos secos e coco, abacate e chá matcha, e cremes de manga com flores comestíveis. Dizem os seguidores desta dieta que os alimentos não processados e não manipulados desintoxicam, vitalizam e até curam doenças. É experimentar para ver se é tão rawsome como a Fionna promete. 

Cascais
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Comentários

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Isabel L
Isabel L

Adiciono a esta lista o restaurante Escolha Natura em Alvalade. Recomendo vivamente! Cozinha vegana biológica muito bem confecionada.