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Janeiro: os restaurantes por onde andámos este mês

Por Mariana Correia de Barros
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No dia em que se fina o mês de Janeiro do ano da graça de 2017, recapitulamos as principais notícias que demos sobre a gastronomia lisboeta nos últimos 31 dias. Por outras palavras, estes são os sítios que mais entusiasmaram os jornalistas de Comer & Beber este mês.

Janeiro foi um mês de alguma actividade na restauração lisboeta. Não só em aberturas de negócios, como de distribuição de estatuetas pelos chefs e restaurantes – afinal estamos em época de prémios. A Time Out entregou, dia 24 de Janeiro, o Corvo de Restaurante do Ano ao Loco, de Alexandre Silva, e o de Chef do Ano a Tomoaki Kanazawa, no Kanazawa. Uma semana antes, o Mesa Marcada distinguia os melhores do ano e anunciava o primeiro lugar na categoria de Chefes e Restaurantes a João Rodrigues e ao seu Feitoria. Já a Essência do Vinho distinguiu o Loco como Restaurante Gastronómico do Ano e Henrique Sá Pessoa como Chef de Cozinha do Ano.

Comecemos então pelo próprio Sá Pessoa e pelo seu quase-quase-a-abrir Tapisco. Fica na Rua Dom Pedro V, no espaço da antiga American Vintage, e apesar de ter a sua assinatura, vive de um exército de cozinheiros a fazer tapas e petiscos – tanto espanhóis como portugueses, como ainda criações únicas –  em frente ao cliente. Tem um gigante balcão corrido, algumas mesas e muito material antigo na decoração, como a pedra lioz. Promete.  

Um sítio que prometia muito e tem cumprido a profecia dá pelo nome de Gleba (Rua Prior do Crato, 14-18), fica nas Necessidades e é uma padaria que faz pão à moda antiga. Quer isso dizer o quê? Diogo Amorim, com passagens pelo Vila Joya e Fat Duck, só usa cereais portugueses, como o trigo barbela de Trás-os-Montes, mói a farinha num moinho de pedra e o pão tem uma fermentação natural. Qualquer um dos exemplares é fora de série.

 

Il Mercato
Fotografia: Manuel Manso

De Itália continua a chegar muita coisa boa. Tanka Sapkota, o nepalês mais proactivo da cidade (e com certeza detentor de uma costela italiana) abriu o Il Mercato (Pátio Bagatela, Rua Artilharia 1, 51). É meio restaurante, meio mercearia e vende pasta fresca acabada de fazer, queijos e enchidos, mas também serve as ditas massas, com dezenas de formatos diferentes e afogadas em vários molhos. Leve fome e não leve amigos indecisos, pois a oferta é extensa.

Forneria
Fotografia: Manuel Manso

Com alguns meses de vida mas a chegar às páginas da Time Out este mês, a Forneria (Via do Oriente, 16) é a nova pizzaria do Parque das Nações, com um chef que tem escola feita numa das melhores casas da especialidade, o Casanova. Vítor Cunha trabalha com produtos vindos de Itália e coze as pizzas em forno de lenha. O que provar? A pizza da casa, com mozzarella fior di latte, provola affumicata, pancetta, alcaparras e alecrim.

Também nas pizzas, mas no campeonato das rectangulares, a Pizzaria Romana Al Taglio (Rua da Conceição, 44), veio directamente de Roma para Lisboa [fun fact: as duas cidades são conhecidas pelas sete colinas]. Importou o conceito al taglio, isto é, ao corte, importou as farinhas integrais e de longa fermentação e tem margheritas, quattro formaggi, parmigiana di melanzane (pizza com parmesão e beringela) ou patate e crema di noci (tradução: batatas e creme de nozes).  

Foodprintz
Fotografia: Arlindo Camacho

Naquela que tem sido a grande tendência dos últimos tempos, fomos conhecer o Foodprintz (Rua Rodrigo da Fonseca, 82 A), um sítio que mistura comida saudável com aulas de yoga. É mesmo assim. Da ementa fazem parte coisas boas como as tostas de ricota e abacate, os queijos vegetais e as taças de smoothies, com fruta fresca e trigo sarraceno. 

Graça 77
Fotografia: Arlindo Camacho

Não necessariamente com o cunho saudável, mas 100% vegetariano, o Graça 77 (Largo da Graça, 77) abriu no bairro homónimo no início do mês. Serve pratos do dia que podem ir dos hambúrgueres de feijão preto ao risoto de abóbora com queijo feta e tem um brunch ao domingo com panquecas vegan que tem dado muito que falar. É subir à colina e enfrentar as obras, que o sítio vale a pena.

O melhor: ver nascer projectos como a Gleba, e um cada vez maior interesse pelo pão artesanal. 

O pior: continuar à espera dos restaurantes de Vincent Farges, Diogo Noronha, Tiago Feio...

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