CAM Museum Lisbon
Photograph: CAM
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O melhor da agenda cultural de Lisboa para hoje

Das grandes exposições às peças de teatro ou concertos imperdíveis, fique a par dos eventos culturais que marcam o ritmo da cidade.

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Lisboa fervilha com cultura. Há novas exposições a chegar aos museus e galerias, espectáculos de teatro e dança a não perder, festivais de cinema para todos os gostos e muitos concertos marcados que reclamam espaço no calendário (e convém tratar de comprar bilhete, porque há muitos que esgotam meses antes da data). A oferta diversificada dos programadores culturais não deixa dúvidas: quem quer sentir o pulsar da cidade tem muito por onde escolher. Veja as sugestões da Time Out, aponte na agenda e faça-se à estrada. A cidade está à espera.

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Agenda cultural de Lisboa

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Beato
A exposição da Lumina centra-se num longo período de trabalho de Luísa Ferreira. Entre 1991 e 2025, a autora manipulou diversas polaroids durante o próprio processo de revelação, momento em que ainda é possível "deslocar cores, dissolver contornos e alterar a imagem original". Cada fotografia torna-se, assim, testemunha de uma experimentação plástica que a aproxima mais do gesto da pintura. A par do seu trabalho como fotojornalista e fotógrafa documental, Luísa Ferreira desde cedo começou a explorar as possibilidades expressivas da manipulação de polaroids, um processo que ficou associado ao seu nome desde 1993, depois de uma exposição em que apresentou 110 polaroids intervencionadas e ampliadas distribuídas por 33 contentores marítimos no Jardim do Tabaco, em Lisboa. A par do seu trabalho, no espaço Le Mur, da mesma galeria, tem uma instalação de Paulo Robalo, intitulada "Le Mur des Mémoires".
  • Arte
  • Joalharia
  • Baixa Pombalina
Em parceria com a PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea, o MUDE volta a receber a exposição principal da Bienal de Joalharia de Lisboa. Em "Coexistências – A Joalharia e a Beleza do Mundo" surgem "questões ecológicas que interpelam o design do século XXI". As respostas chegam sob a forma de obras do território da joalharia contemporêna, assinadas por artistas e designers e que tocam em aspectos do presente, como a inteligência artificial, e reflectem influências dos mundos que os rodeiam – seja mineral, vegetal, animal ou digital.
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  • Arte
  • Pintura
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
Uma exposição exclusivamente dedicada a Arpad Szenes e à sua obra singular. Casado com Maria Helena Vieira da Silva, o pintor húngaro é descrito como um "experimentalista, permanentemente apaixonado pelos outros e pelas coisas do mundo". Depois de uma exposição inteiramente dedicada a Szenes em 2007, o Museu Arpad Szenes Vieira da Silva volta a reunir o espólio artístico, com peças de pequena e média escala, desenho, gravura, pintura e obras inéditas.
  • Carnide/Colégio Militar
Lisboa prepara-se para rir a bandeiras despregadas com mais uma edição da Gargalhadas na Lua – Mostra de Palhaços e Comicidade, que decorre entre os dias 22 de Setembro e 3 de Outubro, na Casa do Coreto, em Carnide. Com a chancela da companhia Lua Cheia Teatro para Todos e da associação cultural A Nariguda, a programação é inteiramente dedicada ao universo do clown contemporâneo, à comicidade física e ao teatro gestual. A entrada é livre, sujeita à lotação dos espaços, e haverá contribuição ao chapéu, o que significa que o público paga o que achar justo.
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  • Castelo de São Jorge
O Teatro da Garagem prepara-se para acolher, mais uma vez, um ciclo de novos criadores, que encontram, no espaço do Teatro Taborda, uma casa para realizar e apresentar os seus trabalhos a um público mais vasto. No sábado, 26 de Setembro, e domingo, dia 27, vão subir a palco Francisco Rolo, Lúcia Pires, Maria Ribeiro Torres e Nuno Pinheiro, com Dis-far-ce; Miriam Freitas, com Desafinada no Coração; Gustavo Antunes, com Maria D. não sobe montanhos; eBárbara Gomes, Joana Resende, Mariana Sardinha e Zé Alves, com Paradoxo Molotof. Em cena de 26 a 27 de Setembro, sábado e domingo a partir das 15.00, no Teatro Taborda. O bilhete custa 15€.
  • Santa Maria Maior
A dramaturga e encenadora Keli Freitas, ela própria migrante em Portugal, apresenta uma nova criação participativa, que nasce da escuta directa e do encontro com pessoas imigrantes residentes em Lisboa. Ao longo de conversas, partilhas de memórias e oficinas artísticas, o projecto reuniu participantes com diferentes bagagens geográficas, linguísticas e culturais para construir uma obra onde as suas trajectórias de vida ocupam o centro do palco. Mais do que reflectir uma temática social à distância, o espectáculo aposta na participação directa e na visibilidade de vozes frequentemente invisibilizadas na cena cultural. A interpretação reúne em palco Dionys Matheus, Dom Dinis, Domingas Salvaterra, Manab Sarker, Pabitra Neupane, Sajad Deyrmina e Umme Dina. Em cena de 23 a 27 de Setembro, de quarta a sabádo às 19.30 e domingo às 16.30, no Teatro Nacional D. Maria II. O bilhete custa 13€.
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  • Marvila
O Teatro Meridional apresenta uma nova criação dedicada ao património literário, humano e histórico de Goa, Damão e Diu, com dramaturgia e encenação assinadas por Natália Luiza. Tecido a partir de contos, poesia e excertos romanescos de autores de diferentes épocas, o espectáculo resulta de uma pesquisa profunda que transborda a literatura para se expandir à música, ao trabalho corporal e à composição plástica. Ao resgatar a memória destes territórios, onde a língua portuguesa ainda ecoa, a produção estabelece um diálogo poético de Portugal com a sua própria história, homenageando as comunidades indo-portuguesas que residem no país e trazendo à cena um património que muitos desconhecem. O elenco reúne Fernando Nobre, Joana Brandão, Catarina Ribeiro e Rui Rebelo. Em cena de 24 de Setembroa a 1 de Novembro, de quarta a sábado às 21.00 e domingo às 16.00, no Teatro Meridional. Os bilhetes custam 13€.
  • Castelo de São Jorge
A Companhia do Chapitô apresenta uma nova criação física e satírica baseada no romance Ensaio sobre a Lucidez, de José Saramago. Sob a encenação de José C. Garcia, o espectáculo coloca em cena o pesadelo máximo do poder político: uma eleição onde a maioria esmagadora da população decide votar em branco como protesto silencioso, precipitando a declaração do estado de emergência. A partir do desencanto popular com o sistema partidário e da facilidade com que a engrenagem democrática se revela inútil, a narrativa evolui de uma comédia mordaz sobre a ineficácia dos governos para um cenário francamente mais sinistro e opressivo. Em cena de 25 de Setembro a 25 de Outubro, de quinta a sábado às 21.00 e domingo às 17.00, no Chapitô. O bilhete custa a 16,11€.
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  • Santos
Inserido num projecto cénico estruturado em três partes, o Teatro A Barraca acolhe o segundo episódio de uma viagem dramatúrgica dedicada às mulheres que, ao longo do último século, transformaram a sociedade portuguesa e conquistaram direitos cívicos e políticos fundamentais. Com concepção e espaço cénico de Maria do Céu Guerra, a produção toma como ponto de partida as biografias e obras de figuras incontornáveis como Carolina Beatriz Ângelo, Ana de Castro Osório, Liberdade Sobral, Catarina Eufémia, Rosa Viseu, Maria de Lourdes Pintasilgo, Maria Helena Vieira da Silva e Maria Antónia Palla. Através de um diálogo entre memória colectiva e criação teatral, o espectáculo propõe uma reflexão profunda sobre os conceitos de resistência, liberdade, democracia e o papel feminino no exercício do poder. Em cena de 26 de Setembro a 4 de Outubro, sábado às 21.30 e domingo às 17.00, no Teatro Cinearte.
  • Santa Maria Maior
Depois de três anos fechado para obras, o Teatro Nacional D. Maria II reabre as suas portas com Macbeth, a mesma que estava em cena na fatídica noite de 2 de Dezembro de 1964, quando um incêndio deixou o teatro em ruínas, alimentando as lendas e superstições que sempre rodearam a tragédia de Shakespeare. Com tradução e encenação de Pedro Penim, esta nova produção desafia as velhas superstições do meio teatral e coloca nos papéis principais um elenco encabeçado por Bárbara Branco e José Raposo.

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