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Hugh Grant em A Very English Scandal
Ray BurmistonHugh Grant em A Very English Scandal

Os melhores papéis de Hugh Grant

A HBO estreou a minissérie 'A Very English Scandal', com Hugh Grant no papel principal. Fomos buscar as suas melhores interpretações no cinema.

Escrito por
Eurico de Barros
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Hugh Grant não tem estofo de estrela e os maneirismos e tiques a que recorre nas suas interpretações, sobretudo quando faz comédia, levaram a que muitos o considerassem um actor com significativas limitações. Mas com o papel certo – e que pode implicar uma personagem que vá contra o tipo que o tornou conhecido e popular –, Grant mostra que é capaz de ir mais longe do que aquilo que se poderia esperar dele. É o que acontece na minissérie A Very English Scandal, que acabou de estrear na HBO após passar na televisão inglesa, e nas oito interpretações desta lista.

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Os melhores papéis de Hugh Grant

‘Maurice’, de James Ivory (1987)

O primeiro papel em que Hugh Grant deu nas vistas foi-lhe dado por James Ivory neste drama baseado no romance homónimo, e de tintas autobiográficas, de E.M. Forster. Grant é Clive Durham, que vive um amor homossexual com Maurice (James Wilby), seu colega em Cambridge, na Inglaterra no início do século XX, mas tem que abdicar dos seus sentimentos pelo colega e casar-se, para respeitar as convenções sociais da época e não causar um escândalo.

‘Quatro Casamentos e um Funeral’, de Mike Newell (1994)

Foi nesta comédia romântica, que teve um colossal sucesso nas bilheteiras, que Hugh Grant impôs um tipo de personagem à qual haveria de regressar em vários dos seus filmes subsequentes, e em que capitalizaria em termos de comédia do embaraço: um indivíduo de boa origem social e muito caracteristicamente british, simpático e de aspecto sedutor, mas também acanhado, hesitante e atrapalhado, sobretudo perante as mulheres.

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‘Notting Hill’, de Roger Michell (1999)

William Thacker, o livreiro sem cheta deste Notting Hill que se apaixona pela estrela de Hollywood que está a rodar um filme em Londres, personificada por Julia Roberts, é mais uma variante da personagem interpretada por Hugh Grant em Quatro Casamentos e um Funeral. Embora aqui o actor consiga acrescentar a Thacker algumas nuances de comportamento que lhe dão mais consistência e sobretudo mais e melhor sumo cómico.

‘Mickey Blue Eyes’, de Kelly Makin (1999)

Hugh Grant está muito bem nesta comédia em que faz o papel de Michael Felgate, um inglês que trabalha numa prestigiada casa leiloeira em Nova Iorque e pede em casamento a namorada, uma rapariga italo-americana (Jeanne Tripplehorn), descobrindo que o pai dela (James Caan) lidera uma importante “família” da Máfia. O riso aqui brota do contraste radical entre o modo se ser e estar do muito british e sofisticado Michael e a atmosfera mafiosa em que se vê metido.

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‘Era Uma Vez Um Rapaz’, de Chris e Paul Weitz (2002)

Outro papel marcante para Hugh Grant nesta adaptação do livro de Nick Hornby, e agora com tonalidades mais antipáticas do que o habitual. Grant é um tipo egoísta, cínico e imaturo que vive confortavelmente dos direitos de uma canção de Natal que o seu falecido pai compôs, e que se vê confrontado, relutantemente, com todas as suas falhas, graças ao filho (Nicholas Hoult) de uma mãe solteira (Toni Collette) com a qual começa a namorar.

‘Música e Letra’, de Marc Lawrence (2007)

Se eu fosse director de um grande estúdio ou tivesse uma produtora, fazia tudo para juntar num filme Hugh Grant e Drew Barrymore, tão bem eles vão um com o outro na tela, como se pode ver nesta saborosíssima e despretensiosa comédia romântica. Grant faz um cantor em fim de carreira que vive dos direitos dos seus sucessos, e emparelha com Barrymore, para comporem, em contra-relógio, um canção de êxito garantido para uma cantora teen na moda.

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‘Florence, Uma Diva Fora do Tom’, de Stephen Frears (2016)

A vedeta deste filme é Meryl Streep, no papel de Florence Foster Jenkins, uma senhora da alta sociedade nova-iorquina que não conseguia dar uma nota afinada, mas julgava-se uma grande cantora de ópera e nenhum dos amigos se atrevia a dizer-lhe a verdade. Hugh Grant interpreta o bondoso, paciente e protector marido de Jenkins, fazendo-nos sentir todo o carinho e toda a compreensão que este tem pela mulher, e sem se importar minimamente por estar na sombra de Streep.

‘The Gentlemen – Senhores do Crime’, de Guy Ritchie (2019)

Esta comédia policial e de acção é o melhor filme de Guy Ritchie desde há muito tempo, e o realizador dá um papel de estalo a Hugh Grant, permitindo-lhe contrariar o estereótipo amaneirado a que está associado. O actor é Fletcher, um venal e descarado jornalista da imprensa tablóide, que se põe a chantagear o cultivador de canábis interpretado por Matthew McConaughey, julgando-se mais esperto do que ele. Grant diverte-se muito, e a nós também, com a personagem.

Os melhores papéis de...

  • Filmes

Em meia-dúzia de anos, e após aparecer em O Lobo de Wall Street, a australiana Margot Robbie chegou ao topo de Hollywood, já teve duas nomeações para os Óscares de Melhor Actriz e Melhor Actriz Secundária e foi considerada pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

  • Filmes

Revelado na televisão em 2002, graças ao seu papel de Russell "Stringer" Bell na memorável série policial The Wire, Idris Elba tem vindo a impôr-se como um actor de grande presença, perfeitamente capaz de interpretar uma personagem negativa, a seguir vestir a pele de um herói tradicional e logo depois personificar um cidadão comum, sem que isso afecte a sua imagem.

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  • Filmes

Woody Allen trouxe-a do palco para o cinema em 1972, na comédia O Grande Conquistador, e fez dela a sua primeira musa, dirigindo-a numa série de filmes onde se destaca, obviamente, Annie Hall. Mas se Keaton é uma consumada actriz cómica, não se limita nem se contenta com esse registo.

Os melhores filmes de Javier Bardem
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É um dos mais internacionais actores espanhóis e já ganhou um Óscar de Melhor Actor Secundário, em Este País Não é para Velhos. Javier Bardem impôs-se como actor de primeiro plano no seu país nos anos 90, antes de dar o salto para os EUA.

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O melhores filmes de Sandra Bullock
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Vencedora de um Óscar de Melhor Actriz em 2010 por Um Sonho Possível, Sandra Bullock impôs-se em Hollywood graças a Speed – Perigo a Alta Velocidade, em 1994, e é uma daquelas estrelas de cinema que conquistou os espectadores graças à sua imagem de "girl next door".

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