Os melhores restaurantes para crianças em Lisboa

Dizemos-lhe quais os melhores restaurantes para uma refeição em família sem que os miúdos se aborreçam

Fotografia: Manuel MansoVillage Underground

Não se preocupe se o restaurante tem ou não menu infantil, embora a maioria tenha – mas isso é só um pormenor e os miúdos nem sequer vão aguentar muito tempo sentados. Se quer comer fora, sem confusões, faça como nós; procure outros pontos de interesse e tenha em conta a facilidade de manter as pestinhas debaixo de olho. Seja ali ao lado ou mesmo na mesa. Em Lisboa não faltam restaurantes amigos da família, seja com menus especiais ou apenas com um espaço dedicado aos mais pequenos. Estes são os melhores restaurantes para crianças em Lisboa.

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Pizzamaníacos

Jamie's Italian

Jamie Oliver tem cinco filhos e há muito que é conhecida a sua preocupação com a alimentação dos mais pequenos, e não é de estranhar por isso o atendimento especial dado às crianças no novo restaurante do chef britânico que abriu no Príncipe Real – o primeiro em Portugal. O menu dos miúdos é uma folha com um desenho, que vem acompanhada por uma pequena caixa de lápis de cera, tal como acontece em todos os seus restaurantes. E se eles não sabem ler é dar-lhes para a mão o visualizador de imagens 3D e deixá-los escolher o prato pelas fotografias – é certo que se vão divertir.

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Princípe Real

Casanova

Escolha dos críticos

Já todos sabemos que as pizzas são mesmo boas e que (infelizmente) há quase sempre fila à porta... A parte boa é que a cozinha abre às 12.30 e não pára durante a tarde inteira, a permitir refeições fora de horas. No menu, há uma massa per bambini, com fiambre e natas, mas é das pizzas que eles gostam mais, o que torna ainda mais difícil dizer sim à sobremesa, quando suplicam para experimentar a focaccia de Nutella – mesmo que seja a dividir. Os miúdos acham graça às lâmpadas vermelhas com interruptor com que chamam os empregados, mas não tanto às mesas corridas, com pouco espaço para circular à volta: prolongar o tempo da refeição é, por isso, de evitar.

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São Vicente 
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Mercantina Alvalade

Este restaurante operou uma pequena revolução em Alvalade. Primeiro porque trouxe uma nova massa de pizzas para a mesa, de tradição napolitana, mais fofa, mas fina; segundo porque usa o Ferrari dos fornos para as cozer, com selo Stefano Ferrara, feito em Nápoles, e com pedra vulcânica na base, onde a pizza está entre 60 e 90 segundos; último porque não só serve os clássicos das pizzarias, margherita, marinara ou diavola, como outros pratos italianos assinados pelo chef genovês Giorgio Damasio. Para os gaiatos, há um menu especial e amigo da sua carteira: até aos dez anos cada prato principal (mais bebida) é grátis – por cada criança acompanhada por um adulto. Mas atenção que esta c só é valida ao almoço de segunda-feira a domingo e ao jantar de domingo a quinta-feira. Não faltam ainda jogos e passatempos para eles se entreterem enquanto aproveita a refeição. 

 

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Alvalade

A Mesa

A cadeira de barbeiro e o telefone de disco preto à entrada aguçam o apetite dos mais novos para explorar os brinquedos vintage em que é permitido mexer. As pizzas têm nomes de bairros da cidade e combinações improváveis, mas Ana Sotto Mayor explica que, apesar das opções mais simples, os miúdos de hoje têm o paladar apurado e gostam cada vez mais de arriscar. “Muitos já pedem a Bairro Alto, com pepperoni picante e adoram, ou às vezes, a Lisboa, com bacalhau, coisa que há uns anos não acontecia”, explica. A principal regra da casa é explicada à entrada: a pizza come-se com a mão!

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Alcântara
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Luzzo

Para acompanhar as pizzas gourmet, cozidas em forno de lenha, em Junho chegam os cocktails infantis e, durante todo o Verão, os miúdos podem escolher sofisticadas combinações de sumos de fruta. Os mais gulosos vão adorar – um deles leva marshmallows – mas há opções mais saudáveis e convém aos pais saber que no fim também há gelados (e sabores como pastilha elástica ou Nutella, os que eles obviamente vão querer). Na pizzaria Luzzo, os pedidos fazem-se em tablets, as crianças são bem-vindas e os pais podem relaxar. A hora do café não traz dramas: no pátio do exterior há uma casinha com ferramentas, brinquedos e uma cozinha de faz-de-conta.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Viajados & Curiosos

Everest Montanha

É um restaurante simples, acolhedor, com preços moderados e que fica fora da movida, pelo que é fácil estacionar por ali, nas traseiras da Avenida do Brasil, o que quase sempre agrada aos pais. Mas a grande mais-valia do Evereste Montanha de Alvalade é mesmo a comida. O paladar da cozinha nepalesa e indiana está lá e na cozinha não se carrega demasiado no picante, o que faz do restaurante uma boa opção para iniciados e crianças mais sensíveis a especiarias. Para beber, ninguém resiste ao clássico Lassi de manga (os shots verdes de licor de meloa, no final, são só para os pais). 

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Alvalade

Bonsai

Se a ideia é ter uma experiência oriental, é melhor ligar antes e reservar uma das salas com mesas baixas, para poder comer sentado em banquinhos quase ao nível do chão. Na ementa do chef Lucas não há opções infantis, mas na cozinha do Bonsai estão habituados a pedidos com menos wasabi e até já sabem de cor as especialidades que os miúdos gostam mais: os onigiri, bolas de arroz recheadas de salmão com menta japonesa, e as espetadinhas de frango yakitori. Os adolescentes arriscam mais e não dispensam os tradicionais bolinhos de massa recheados com polvo picado e molho takoyaki, para entrada. À sobremesa, os gelados são uma opção transversal, nos sabores clássicos do Japão: sésamo, chá verde e feijão azuki.

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Chiado/Cais do Sodré
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Il Mercato

As massas frescas são a mais recente aposta do chef Tanka Sapkota e os miúdos vão adorar a ideia de poder combinar o próprio prato. Há 20 tipos de pasta na carta, no balcão estão nove prontas a sair e as sugestões de molhos variam todos os dias – atenção aos mais indecisos, que podem precisar de orientação. No restaurante, que é também um mercado italiano, há ainda delícias raras para provar, como a mozzarella fresca de Salerno e os enchidos de Zibello, que chegam de avião duas vezes por semana. Mas não menos importante é a localização: não passam carros por ali e no Páteo Bagatela até dá para andar de patins.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Sala Thai

A música que se ouve à chegada não deixa margem para dúvidas: chegámos à Tailândia e nem precisámos de sair de Lisboa. Na carta não faltam sopas e outras especialidades que dão fama à cozinha tailandesa. Os miúdos não resistem à Phad Tai, a massinha frita de arroz, ou ao Khao Phad Gai, arroz frito com galinha. Mas também provam do prato colorido dos pais e pedem para voltar para testar o palato, com sabores mais ácidos e picantes do que os que estão habituados em casa e na escola. A palavra de ordem no Thai: deixá-los experimentar.

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Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
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Carnívoros

Butchers

É melhor estudar bem a lição porque as crianças vão querer saber o que é isso da carne maturada. E para os mais curiosos não chega dizer que é mais macia. Eles vão pedir pormenores sobre o processo enzimático que se obtém quando os cortes são mantidos em ambientes de temperatura e humidade controlada por 35 dias e querer perceber como os ácidos libertados durante esse período fazem diminuir o PH da carne. Até porque é isso mesmo que faz a diferença no prato, mesmo quando se pede um hambúrguer ou uma picanha. Além das batatas fritas de batata-doce, claro...

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Parque das Nações

Adega das Gravatas

As centenas de gravatas penduradas nas traves de madeira do tecto já fazem parte da imagem de marca do restaurante, que se tornou um clássico lisboeta. Mas depois de olhar para cima, é no prato que os mais novos se vão fixar, mesmo que se fiquem pelo tradicional bitoque ou bife grelhado. Para miúdos “carnívoros” há ainda outra especialidade divertida: o bife na pedra. Lugar com sucesso garantido, para crianças e não só: muitos lisboetas e turistas apreciam o espaço e aos fins-desemana a fila é interminável. Não arrisque aparecer sem marcar.

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Carnide/Colégio Militar
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B' Perfect Burgers

O jardim da Praça de Londres fica logo ali, um ponto a favor para os pais de miúdos que não querem ficar sentados o almoço inteiro (que são 99%, vá...). Depois, os hambúrgueres estão entre os melhores da cidade – no TOP3 da Time Out Lisboa – por vários motivos: o pão é leve q.b., a carne surge tostada na medida certa e as batatas fritas às rodelas com ervas são de comer e chorar por mais. Para beber, há limonada e sumo de morango caseiro e no fim, como não podia deixar de ser, os gelados dominam, com sabores originais como baba de camelo e after eight. 

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Avenidas Novas

Vegetarianos

Psi

Os roti, especialidade indiana de pão sem fermento feito na chapa, fazem quase sempre sucesso. Depois, há os hambúrgueres de vegetais e feijão, os pratos de seitan e tofu... Um sem número de opções preparadas pelo chef Yasser Saiyad, para fazer acompanhar os sumos naturais feitos na hora. O Psi é sem dúvida um vegetariano com paladares à medida dos mais pequenos, mas não é só por isso que as famílias o adoram. Vive numa casa com jardim e no exterior, o pavilhão envidraçado permite estar confortavelmente sentado à mesa sem perder de vista o parque infantil.

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Lisboa

Terra

4 /5 estrelas

As salas e salinhas do prédio pombalino do Príncipe Real agradam aos crescidos, mas é na esplanada do jardim, debaixo da copa das árvores e perto da fonte, que as crianças mais gostam de ficar. Na carta do chef Luciano Cruz o biológico é a regra, quase tudo é vegan, e não custa dar-lhes liberdade de escolha para se servirem no buffet. No Terra, não há um menu infantil, mas ao fim-desemana os mais pequeninos não pagam. Na mesa não faltam pizzas e massas, e é ver os mais autónomos chegar com o prato cheio, onde quase nunca faltam croquetes, também feitos de vegetais, claro. O buffet é variado e ao lado do caril, dos couscous e das bruschettas, costumam estar pataniscas com arroz de tomate e pimentos ou cogumelos à Bulhão Pato.

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Chiado/Cais do Sodré
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Salta-pocinhas

Cafetaria da Gulbenkian

O jardim dispensa apresentações e não é preciso lembrar que os mais pequeninos, que não resistem às correrias pelos cantos e recantos do espaço, deliram com os patos e peixes do lago (não se esqueça de levar pão) e ainda jogam à bola ou podem andar de triciclo. A novidade é que o chef Miguel Castro e Silva tomou conta da cafetaria do museu, introduziu serviço de mesa depois do pré-pagamento e acabou com o tormento dos pais de tabuleiro na mão à espera de um lugar para sentar. Na ementa, além dos já conhecidos bacalhau à Brás e polvo provençal, há outras especialidades do chef e uma grande variedade de pastéis salgados. Se ainda não reparou – embora essa alteração seja anterior – fique também a saber que a grade que separava as mesas da esplanada da relva em frente já lá não está, uma bênção para os pais.

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São Sebastião

Cafetaria Village

São permitidas bolas, bicicletas e patins, há por ali um baloiço, uma cama de rede e, aos domingos, sempre que brilha o sol, um insuflável para saltar. Os miúdos são bemvindos na cafetaria Village e é por isso que as sugestões de comidas simples, como massas e croquetes, nunca falham e são uma alternativa aos pratos mais pesados pensados para os pais. O espaço assume-se também como “pet friendly”: as crianças podem trazer os animais, desde que não se esqueçam da trela. Ao longo do ano, há actividades para os mais novos, feiras e mercados, algumas com pinturas faciais, animadores e outras atracções.

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Buzz Lisboeta

A cafetaria do Village Underground é agora o Buzz Lisboeta e tem outro homem do leme, Frederico Nobre Leitão. Ainda há brunch ao fim-de-semana, agora com o pão da Gleba de Diogo Amorim. São permitidas bolas, bicicletas e patins, há por ali um baloiço, uma cama de rede e, aos domingos, muitas vezes há até um insuflável para saltar. O espaço assume-se também como “pet friendly”: as crianças podem trazer os animais, desde que não se esqueçam da trela. Ao longo do ano, há actividades para os mais novos, feiras e mercados, algumas com pinturas faciais, animadores e outras atracções.

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Alcântara

Esplanada da Mata

É um dos segredos mais mal guardados de Lisboa, até porque a maioria dos pais que por ali passa acaba quase sempre por voltar. O menu é limitado e a maioria das opções tem ingredientes de sabor intenso – como queijo da ilha ou pimentos – que podem não agradar aos mais novos. Mas é tudo tamanho XL – ideal para dividir – e também há hambúrgueres e snacks mais simples. A envolvente compensa: o quiosque fica mesmo ao lado do parque infantil e à volta não faltam árvores e espaço para brincar e explorar.

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Alvalade
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Outras atracções para miúdos

As melhores lojas para crianças em Lisboa

Não se faça de difícil: visitar lojas de crianças não é um pesadelo assim tão horrível – a maioria dos pais até gosta. Afinal, qual é o coração empedernido que resiste a um vestido cheio de laços e folhos, ao triciclo de madeira ou àquele papel de parede com estrelinhas a fazer pendant com as cortinas? A Time Out foi à procura das melhores lojas para crianças em Lisboa. Chegou a casa com a conta depenada e o coração cheio.

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Por Editores da Time Out Lisboa
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Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães e bem divertidos

É uma grande injustiça dizer que a palavra museu cheira a mofo. Mas se começou por arrastar os miúdos para uma exposição interminável que só interessou aos pais... é bem possível que o programa enfrente alguma resistência. Não desanime. Fomos à procura dos melhores museus para crianças em Lisboa. Para ir ao passado e ao futuro, sem sair do presente.

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Por Editores da Time Out Lisboa

O melhor de Monsanto para os miúdos

O quarto dos brinquedos virado do avesso, os miúdos à bulha, a televisão aos gritos. O cenário é-lhe familiar? A solução é arrancá-los de casa. No pulmão verde da cidade, não faltam lugares para entreter os mais novos e deixá-los tão cansados, tão cansados, que no regresso a casa nem têm energia para desarrumações ou discussões. Descubra o melhor de Monsanto para os miúdos.  

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Por Luís Leal Miranda
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