Os melhores bares no Cais do Sodré

Bebe e foge, pede e fica, dança até de manhã: qualquer desculpa serve para conhecer os melhores bares no Cais do Sodré

Manuel Manso

O difícil no Cais do Sodré é decidir em que modo lhe queremos fazer uma visita. Ainda por cima, com novidades sempre a aparecer, como é o caso do novo Quiosque e do Bacchanal. Queremos ver-lhe o rosto pelo almoço, despido de universitários barulhentos? Queremos confrontá-lo já com a luz da lua, entre restaurantes mexicanos e italianos? Não. Atenção, não é que não gostemos dessa hipótese, mas a proposta que aqui lhe fazemos é outra: vá com tudo, vá mais tarde, mas vá procurar o copo para colar à sua mão. E perante essa situação, e a lista que encontra em baixo, basta escolher. Uns podem ser considerados cafés, outros discotecas. Mas afinal, na hora de beber um copo, isso não importa nada. Descubra os melhores bares no Cais do Sodré, dentro e fora das fronteiras da rua cor-de-rosa. 

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Os melhores bares no Cais do Sodré

Crafty Corner
Fotografia: Manuel Manso
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Crafty Corner

A febre da cerveja artesanal continua a enfermar Lisboa. E nunca uma ida à cama, uma constipação, foi tão proveitosa. O Cais do Sodré foi a mais recente vítima, com a abertura, na última semana de Janeiro, do Crafty Corner. Fica na Rua Bernardino Costa, antes do Corpo Santo e da Rua do Arsenal, e vai fazer companhia ao British Bar e ao Hennessy’s no que à oferta nocturna diz respeito naquele quarteirão. Aliás, O Crafty Corner pertence aos donos do Hennessy’s que, após verem a loja que estava nesta morada fechar, decidiram agarrar a coisa e meter mãos à obra, tudo para nos matar a sede. Há 12 torneiras apenas com marcas de cerveja artesanal lisboeta.

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Cais do Sodré
Quiosque Cais do Sodré
Fotografia: Manuel Manso
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Quiosque Cais do Sodré

O menu e as opções para beber e comer dão a volta à estrutura. Além dos produtos obrigatórios de cafetaria, pastelaria e bar (há ginginha, moscatel ou vinho do Porto, pão de ló e pastel de nata, só para destacar alguns produtos nacionais), há cocktails com e sem álcool, salgadinhos como croquetes e empanadas, pizzas, chapatas, chouriço assado ou tábuas de presunto e tostas. E comida saudável, das sopas e saladas às muito populares taças de açaí.

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Cais do Sodré
Vestigius
©DR
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Vestigius

“Saudades da Primavera? Procure ‘Vestigius’ na nossa esplanada.” É este o lema do wine & gin bar que nasceu em 2015. Tem duas esplanadas cheias de sol e uma carta com 40 gins. Entre os cocktails da casa está o Ferrero Rocher, que promete ser uma boa sobremesa em qualquer altura do dia. 

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Marvila
O Bom, O Mau e O Vilão
© Ana Luzia
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O Bom, O Mau e O Vilão

Indie sessions, good vibe sessions, jam sessions... É escolher as sessões que mais lhe agradam e instalar-se numa das salas de O Bom, O Mau e O Vilão como se estivesse numa das divisões da sua casa. O bar do Cais do Sodré abriu no fim de Novembro de 2013 com uma programação que vai desde sessões de cinema (as sessões Shortcutz acontecem ali às terças) a concertos de jazz a dias de semana — tudo com entrada gratuita e com espaço para toda a gente.

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Cais do Sodré
Pensão Amor
Fotografia: Ana Luzia
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Pensão Amor

O velho nem sempre ganha pó. A Pensão Amor é um caso de sucesso no Cais do Sodré, faça chuva ou faça sol é casa cheia. É – olhe o nome a dar-lhe a dica – um lugar onde o engate é regular. Também serve os comprometidos que querem pouca conversa com estranhos, aqueles que preferem estar de mãos dadas a mandar copos abaixo. O Glenlivet de 15 anos custa 10€. Resta saber se quer começar já essa luta com o uísque.

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Cais do Sodré
Cais do Pirata
©Lais Pereira
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Cais do Pirata

Atraque neste bar que rabriu em Janeiro de 2017, com novo look e nova programação. As ilustrações na parede são de Pedro Lourenço e Ricardo Reis. 

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Cais do Sodré
Bacchanal
Manuel Manso
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Bacchanal

Na Roma Antiga, o bacanal era uma celebração em honra de Baco, deus do vinho, que por norma acabava em quilómetros de orgias e promiscuidade. Mas neste novo Bacchanal a ideia não é essa – a não ser que se queira enrolar com o vinho, com vinhos vários. Aí sim. E a avaliar pelos expositores do novo bar de Victor Cordeiro (que também é o proprietário do Loucos de Lisboa, no Príncipe Real), é bem possível que acabe a envolver-se com vinhos de inúmeras castas e de todas as regiões vinícolas portuguesas. 

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Cais do Sodré
Titanic Sur Mer
Fotografia: Ana Luzia
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Titanic Sur Mer

Número 1 e mais importante de tudo: este bar pertence a Manuel João Vieira. Logo aí, é meio caminho andando para fazer parte de um roteiro obrigatório. A música, por norma, vai bem com os copos e se a maior parte dos clientes do Titanic Sur Mer opta por ir lá acabar a noite, diga-se que inverter a lógica nunca fez mal a ninguém. Estacione o carro, faça um concurso de cervejas no menor tempo possível e não vá ao fundo. Se ainda conseguir andar. 

 

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Cais do Sodré
MusicBox
© Ana Luzia
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MusicBox

Escolha dos críticos

Continua a ser uma caixinha – com uma programação coerente e actual – só deixou de ser uma surpresa. O Musicbox já conta com uma década nas pernas e por isso mesmo assumiu-se como aquela aposta segura, isto é, se não existir nada nessa noite que o entusiasme sabe que pode contar com ele. Seja em modo "vou só ali ao Musicbox ver um concerto e já venho " ou no modelo clubbing, "sim, vou lá mas conto entrar só lá para às 04.00".

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Cais do Sodré
Rive-Rouge
Fotografia: Arlindo Camacho
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Rive-Rouge

É o irmão mais novo do Luxfrágil. E nem todos podem andar aí de peito feito com essa distinção. Foi, efectivamente, uma das grandes novidades da noite lisboeta em 2016. Mas o conceito é distinto do primogénito. É das 21.00 às 04.00, no Time Out Market, para um digestivo (em modo bebida ou em modo dança) depois do jantar. Isto pode ter dois significados: a) às 04.00, o fim da noite, de uma noite mais calma; b) uma primeira etapa à qual se segue uma outra, até mais tarde, noutra casa.

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Cais do Sodré
Café da Ordem dos Arquitetos
Fotografia: Ana Luzia
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Café da Ordem dos Arquitetos

Bom, este não é o lugar mais dançável do Cais do Sodré, mas é talvez dos espaços mais bem decorados. Também era o que faltava: estamos no Café da Ordem dos Arquitetos, exige-se qualidade na construção. É certo que fecha às 02.00 e se for o caso de estarmos numa daquelas noites em que estamos bem é sentados, talvez fique a saber a pouco. Não se pode ter tudo. É ir ao multibanco e não pedir recibo. Siga a dança. 

 

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Cais do Sodré
MALT
©DR
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MALT

O MALT é um dos mais recentes bares da rua cor-de-rosa, e um dos poucos sítios na cidade com ecrã gigante onde ainda consegue arranjar lugar sentado num dia importante. Na verdade são três ecrãs verticais para ver bem os golos e celebrar. Golos ou goles. A especialidade são as cervejas artesanais.

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Cais do Sodré
Sabotage Club
Fotografia: Inês Calado Rosa
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Sabotage Club

Maltinha do rock, vamos a isso. Esses, por certo, não se desiludirão. Todas as semanas o Sabotage é uma das referências no que aos concertos ou DJ sets ligados a esta sonoridade. Depois tem aquela relativa falta de espaço – mediante a afluência de cada noite – que agrada a muito boa gente: uma dança apertada por vezes faz milagres. Último pormenor: fecha às 06.00, quando muitas casas por estas bandas já foram dormir.

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Cais do Sodré
The Couch
Fotografia: Francisco Santos
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The Couch

Onde antes habitavam os discos, vivem agora os jogos. No lugar da extinta Trem Azul nasceu o The Couch, o novo sports bar da cidade com 32 ecrãs, 2 led walls, mais de 3000 canais onde pode ver quase todo o desporto do mundo. Há cerveja, há petiscos e entradas para dividir, e há muitos nerds desportivos. 

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Cais do Sodré
B. Leza
© Ben do Rosário
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B. Leza

Longe vão os tempos em que o B. Leza era um dos rostos do Conde Barão. Desde que está junto ao rio, mesmo ao lado da estação do Cais do Sodré, pode já não ter essa mística e energia, mas mais espaço tem certamente e continua a ser o lugar de referência para ouvir boa música africana. É daqueles que não engana: sabemos ao que vamos e vamos sempre bem. 

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Cais do Sodré
Sol e Pesca
Fotografia: Ana Luzia
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Sol e Pesca

4 /5 estrelas

Na Rua Cor de Rosa, no Cais do Sodré, não faltam opções para quem gosta de levar o fígado à natação. Mas ao fim do dia é o Sol & Pesca que concentra atenções. Nesta antiga loja de apetrechos de pesca pode-se petiscar ovas de sardinha, o “caviar português”, muxama, o “presunto do mar”, e até beber um shot de atum: aguardente de medronho e ginja, num cálice, com um pedaço de atum seco para mastigar no fim. Um dos sítios mais populares da nova vida do Cais do Sodré até foi visitado por Anthony Bourdain, num jantar com a banda Dead Combo.

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Cais do Sodré
Viking
©Anne Louise
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Viking

É um clássico do Cais do Sodré e todos se sentem bem-vindos nesta casa. No mesmo sítio, mas em noites variadas, há striptease (de segunda a sábado da 1.00 às 3.00 com o Mónica Show), festas temáticas (todas as quartas) e o karaoke mais original de Lisboa: o Stripeoke sobe ao palco todas as segundas e mistura cantoria com a arte de tirar a roupa com o à vontade que se arranjar depois de meia dúzia de cervejas.

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Cais do Sodré

Roteiro perfeito pelo Cais do Sodré

O melhor do Cais do Sodré

"O cais do Sodré não é só bares de prostitutas, também é gente a alombar caixa de peixe e de fruta". A letra da música Cais do Sodré do fadista Rodrigo defendia que “também é cais onde embarca quem busca no mar o pão”, mas se fosse escrita hoje talvez acrescentasse que é cais de alguns dos melhores restaurantes e bares de Lisboa. Mas há mais no velho/novo bairro da cidade.

Por Renata Lima Lobo
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