Dez pastelarias com fabrico próprio em Lisboa

A Time Out apresenta-lhe dez pastelarias com fabrico próprio e garante que se as visitar não sairá desapontado
L'Éclair
Fotografia: Manuel Manso L'Éclair
Por Mariana Morais Pinheiro e Renata Lima Lobo |
Publicidade

São das melhores coisas da cultura urbana e gastronómica portuguesa. E Lisboa está recheada a pastelarias, só que nem todas são as autoras das delícias que apresentam nas montras e ao balcão. A arte do fabrico próprio deixa a salivar muitos locais e visitantes e entrámos em algumas das casas que representam uma verdadeira tentação para os mais gulosos. Portanto, não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, aproveite o pequeno-almoço, o lanche ou  qualquer hora do dia para ir experimentar as especialidades destas dez pastelarias com fabrico próprio. Prepare-se para sair de barriga cheia.

Recomendado: Os melhores pequenos-almoços em Lisboa

As melhores pastelarias com fabrico próprio de Lisboa

Tartine
© Arlindo Camacho
Restaurantes

Tartine

icon-location-pin Chiado

O método de fabrico do pão, com recurso ao tradicional isco, faz toda a diferença na hora da trinca. Fica mais estaladiço, tem uma ligeira acidez e maior durabilidade. Vale a pena testar o que falamos nas baguetes, na broa, no pão da avó ou nos pães de sementes. Mas como nem só de pão vive o homem, aqui há bolos deliciosos, como o incomparável Chiado, receitas de ovos bem feitas e almoços ditos mais leves para todos os dias. 

Confeitaria Nacional - Croissant
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Cafés

Confeitaria Nacional

icon-location-pin Baixa Pombalina

Foi a confeitaria que trouxe o bolo-rei para Portugal, uma receita que se mantém inalterada desde 1875 e continua a ser motivo de romaria por altura do Natal. Nesse ano, já a casa fundada por Balthazar Roiz Castanheiro funcionava há 46 anos e seis gerações passadas continua a cargo da mesma família. Na casa-mãe, localizada na Praça da Figueira, pode bebericar um chá e decidir-se entre algumas das especialidades, como pastéis de nata, duchesses ou enfarinhados (massa de amêndoa envolvida numa boa camada de açúcar em pó).

A Time Out diz
Publicidade
Restaurantes

Pastelaria Alcôa

icon-location-pin Chiado

Mimos de freira, pudins de São Bernardo, torrões reais, queijinhos do céu, coroas de abadessa e castanhas de ovos. Os doces dourados e reluzentes, a maioria premiados em competições de doçaria conventual, são “muito elaborados e demoram muito tempo a fazer porque exigem muita mão-de-obra”, explica Paula Alves, a dona, há 34 anos à frente do negócio. Os doces seguem as antigas receitas tradicionais dos Monges de Cister de Alcobaça. Cada um tem as suas particularidades mas as bases estão lá sempre: os pontos e as caldas de açúcar perfeitas, feitas em tachos de cobre. A imagem de marca da casa é a Cornucópia (2,70€), um doce em cone recheado com um cremoso doce de ovos, que ganhou o prémio de melhor doce conventual na Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais em 2013. São feitas há mais de 30 anos. Os bolos vêm todos os dias de Alcobaça menos os pastéis de Nata, feitos hora a hora na pastelaria e sempre que saem do forno toca o sino. 

Croissant de  Ovo da Cister
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Confeitaria Cistér

icon-location-pin Princípe Real

Fundada em 1838, a confeitaria do Príncipe Real fazia parte da rotina de Eça de Queirós, que ali parava para uma bica e um pastel de nata antes de descer ao Chiado. É aqui que se faz a famosa marmelada em formas de bronze, segundo a receita dos monges da Ordem de Cister – que geriram a casa desde o princípio do século XX até meados dos anos 40. Todos os anos saem daqui 400 quilos, mas há mais, como as queijadas e os merengues feitos pelos pasteleiros, que pegam às quatro e meia da manhã. Rua da Escola Politécnica, 103.

Publicidade
L'Éclair
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Francês

L'Éclair

icon-location-pin Avenidas Novas

Matthieu Croiger deixou Paris para abrir em Lisboa uma das melhores pastelarias francesas da cidade, onde se fazem bons éclairs de praliné com amêndoa, avelã e 40% de cacau Valrhona; de pistáchio do Irão e framboesa; ou de crème brûlée feito com baunilha de Madagáscar. “Todos os dias fazemos 10 tipos de éclairs , além de macarons, croissants e bolos por encomenda”, conta o dono.

Ovo Estrelado com Salada Russa na Pastelaria Versailles
Fotografia:Ana Luzia
Restaurantes, Cafés

Pastelaria Versailles

icon-location-pin Avenidas Novas

É uma das pastelarias mais bonitas de Lisboa, inaugurada em 1922, com os tectos trabalhados, espelhos em art nouveau e candeeiros de cristal.  Desde então, mantém-se como referência também em tudo o que serve, do tradicional bolo-rei à pastelaria em geral que torna as vitrinas desta pastelaria numa das mais gulosas da cidade. Mas a Versailles não se fica pelos éclairs, nem se esgota nos pastéis de nata, nem nos espessos chocolates quentes. É exímia também à hora da refeição. Tem carne de bom corte com a qual faz famosos os croquetes e os pregos no pão. O café sai bem servido e é, há quase um século, ponto de encontro de várias gerações. 

A Time Out diz
Publicidade
Mil folhas da Garrett
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Pastelarias

Pastelaria Garrett

icon-location-pin Cascais

Scones, folhados com doce de ovos chamados de maravilhas, parras, jesuítas, queijadas de Sintra, queques, trouxas de ovos, quindins e tortas de morango. Podíamos ficar aqui o dia todo a enumerar-lhe as especialidades desta casa, fundada em 1934, mas o melhor mesmo é passar por lá e mergulhar de cabeça neste doce mar de açúcar.

Lomar - Croissant
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Cafés

Lomar

icon-location-pin Campo de Ourique

Foi fundada em 1976 e todos os dias tem línguas de veado, pães de leite, mil-folhas e croissants simples ou recheados. “Os pastéis de nata também são bons. E já nos perguntaram porque é que não fomos ao concurso para eleger o melhor”, conta José Carvalho, o gerente.

Publicidade
Pastéis de nata da Pastelaria Fim de Século
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Pastelarias

Fim de Século

icon-location-pin Benfica/Monsanto

A pastelaria Fim de Século, em Benfica, já ganhou o concurso d’O Melhor Pastel de Nata de Lisboa, organizado pelo festival Peixe em Lisboa. E o chef pasteleiro Carlos Oliveira, que diz que "o segredo está na massa" e que é o que mais tempo leva a fazer. "Primeiro amassa-se o folhado e deixa-se a repousar umas horas, depois junta-se a manteiga e dá-se várias voltas, mas não posso dizer quantas", ri. Depois, é esticada, cortada em pequenos pedaços e colocada dentro das formas. O ideal é que descanse no frigorífico de um dia para o outro antes de ser recheada, para não correr o risco de encolher. 
Aos sábados, em dia de praça, a fila à porta desta pastelaria chega quase até ao Mercado de Benfica, a mais de 200 metros dali. Por dia, gastam uma média de 30 dúzias de ovos, 20 quilos de margarina, 50 quilos de açúcar e outros tantos de farinha a fazê-los. “Também somos muito conhecidos pelo nosso bolo-rei, que já ganhou prémios, e por fazermos a pastelaria da Brasileira, no Chiado. Todos os dias lhes mandamos pastéis de nata, queques, jesuítas e palmiers”.

pastelaria batalha
©Pastelaria Batalha
Restaurantes

Pastelaria Batalha

icon-location-pin Chiado

A boneca do cimo da entrada faz lembrar Beatriz Costa e com toda a razão: tal como a actriz, esta pastelaria é saloia e com todo o orgulho. A primeira casa nasceu na Venda do Pinheiro, onde ainda se mantém a fábrica, e aí se fabrica o parrameiro (ou ferradura), o bolo típico da Charneca — a Aldeia da Roupa Branca, como diz o filme com Beatriz Costa. A loja mais recente nasceu no Chiado, no centro de Lisboa, e aí estão as queijadas e os pastéis de nata, os best sellers. Pode aprender a fazê-los num dos workshops da casa.

Lisboa para gulosos

Lxeesecake
©Gustavo Serra
Restaurantes

As melhores sobremesas ao domicílio

Saber mandar vir é uma arte — sem um pingo de chatices, apenas muito açúcar à mistura. Apresentamos quatro sugestões para rematar uma refeição, ou satisfazer um daqueles desejos irreprimíveis. 

Bettina & Niccòlo Corallo Shop - Bombons
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

As melhores chocolatarias em Lisboa

Frio ou calor, a verdade é que nunca se diz que não a um chocolate. Pode ser só um quadradinho, uma tablete inteira, bombons recheados com líquidos licorosos ou outros tipos de chocolates, mas ajudam sempre a melhorar o dia. De preferência se forem variados e de qualidade, o que ainda dá mais gula e menos sentimento de culpa na hora de abrir uma embalagem. Por isso, reunimos uma lista com as verdadeiras chocolatarias artesanais, com fabrico com os mais puros cacaus vindos de todo o mundo, para comprar bombons à unidade ou tabletes do mais puro cacau e lambuzar-se todo. 

Publicidade
Brigadeiros - Ponto mais doce da Cidade
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Três sítios para comer brigadeiro

São pequenas bolinhas de felicidade importadas do Brasil, mais especificamente de São Paulo. E não é fácil resistir a este doce que na sua versão mais tradicional é feito à base de leite condensado e chocolate (qual bomba calórica) e com uma preparação relativamente rápida e fácil de reproduzir em casa. Entretanto já há brigadeiros de todos os sabores, do amendoim ao morango, caramelo, caju, limão. Há até uns com nacionalidade luso-portuguesa que mantêm a base de leite condensando mas sabem a arroz doce, pastel de nata ou baba de camelo. Prove os brigadeiros destes três sítios e tire a sua prova dos nove. 

Boubou's - Pavlova
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Três sítios para comer pavlova

Parece um bolo meio desfeito mas é na verdade uma pavlova, um bolo com base de merengue feito pela primeira vez em homenagem à bailarina russa Anna Pavlova. Deve ser o equivalente a um espectáculo de fogo-de-artifício na boca, como diria Remy, o rato do Ratatouille, ou seja, deve ser crocante por fora e macio e suculento por dentro. Depois pode ter vários toppings mas o mais habitual são as frutas frescas, dos morangos às cerejas. Se não tem vagar para seguir a receita à risca em casa, e por mais desleixado que este bolo pareça, não é fácil. Siga as nossas sugestões e peça esta sobremesa num destes três sítios. 

Publicidade
Esta página foi migrada de forma automatizada para o nosso novo visual. Informe-nos caso algo aparente estar errado através do endereço feedback@timeout.com