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Os melhores restaurantes com churrasco de Lisboa

Damos-lhe as melhores sugestões para manter a chama acesa durante o resto do Verão

Fotografia: Manuel Manso
Lombo na Parrilla do La Paparrucha

Ainda é tempo de churrasco e nós damos-lhe uma grelha completa dos restaurantes que melhor o fazem em Lisboa. E ainda incluímos umas dicas supimpas para fazer a sua churrascada, coisas que fomos aprender com quem leva anos a virar frangos. 

Ponha a carne toda no assador

Butchers – T Bone Steak (23,90€)

Butchers – T Bone Steak (23,90€)

Se é dos que gosta da sua carne anatomicamente correcta – isto é, com osso – tem de experimentar este T Bone Steak do Butchers, o novo templo da carne do Parque das Nações. A carne, maturada 35 dias, faz uma breve passagem pela grelha – uma visita de médico mesmo – e chega à mesa mal passada repousando numa tábua, fatiada e escoltada por pimentos, maionese, alho e limão grelhados. São quase 500 gramas de carne, por isso tenha juízo e divida com alguém.


Rua do Pólo Sul, 15 (Parque das Nações). 93 622 1553. Todos os dias, 12.00–00.00. 

La Paparrucha – Lombo na Parrilla (29€)

Chamamos-lhe naco mas o termo correcto é lombo – ou “tenderloin” para os mais chiques ou “aquela carne que só comemos quando vamos a casamentos” para o resto das pessoas. A perfeição das linhas paralelas que verá na carne é da autoria da parrilla, grelha muito utilizada na América do Sul e cuja arte pode ser apreciada no La Paparrucha, um restaurante argentino (nação especializada em carne) no Príncipe Real (bairro especializado em restaurantes). Ao almoço, nos dias de semana, há buffet (12,50€), mas à noite o restaurante – com uma fantástica janela panorâmica sobre Lisboa – presta-se a jantares mais íntimos.

Rua Dom Pedro V, 18
 (Príncipe Real). 21 342 5333. Seg-Sex 12.00-23.30
, Sáb-Dom 12.30-23.30. 

Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Cova Funda – Picanha (11,50€)

Da última vez que contámos havia sete Covas Fundas em Lisboa, o que nos diz bastante sobre a falta de originalidade dos donos de restaurantes e a arquitectura dos rés-do-chão da cidade. Mas a verdade é que muitas destas “concavidades acentuadas” são referências gastronómicas. 
A Cova Funda da Praça do Chile serve umas belíssimas bifanas, a da Penha de França é especializada em caracóis e esta, na Rua Augusto Machado, é famosa pela sua picanha. Cortada fininha, mal passada como convém, assistida por duas salsichas frescas e dois pedaços criminosos de banana frita. As batatas são caseiras, estaladiças e inevitáveis. Repita connosco: batatas são vegetais por isso isto é em teoria uma salada.

Rua Augusto Machado, 3 (Bairro dos Actores). 21 849 2125. Seg-Sex 12.00-16.00 / 19.00-23.00, Sáb 12.00-16.00.

Areeiro/Alameda

Zé dos Cornos – Piano (7,90€)

Liberace, Richard Clayderman, Zé dos Cornos. Todas as gerações têm os seus virtuosos do piano e o nosso Zé, de apelido “dos Cornos”, é um motivo de orgulho para a cidade. Actua diariamente no número três da Rua dos Surradores muitas vezes acompanhado por um arroz de feijão que deve ter sido dos melhores alunos no conservatório de Ponte de Lima – apuradíssimo. Há quem prefira as batatas fritas, opção que permite desfrutar de toda a refeição sem sujar as mãos no aço dos talheres.

Beco dos Surradores, 3 (Martim Moniz). 21 886 9641. Seg-Sáb 08.00-23.00. 

Castelo de São Jorge
O Churrasco – Churrasco de Coelho (11,50€)

O Churrasco – Churrasco de Coelho (11,50€)

O nome deste histórico da Rua das Portas de Santo Antão parece um daqueles casos em que o artigo definido assume um tom imperial: assim como Frank Sinatra era “A” Voz, este restaurante é “O” Churrasco. 
Na lista constam várias especialidades ao carvão sendo 
a mais popular “O” frango no espeto. Mas há outros nomes na carta a explorar, como o cabrito temperado, o entrecôte de vitela ou este churrasco de coelho. Vem numa travessa, peito e perna, regado com um molho guloso 
de manteiga e sumo de limão.
 O rácio chicha-pele-osso torna-o mais desafiante que o frango assado, mas o esforço recompensa. O Churrasco é mais um restaurante onde os avós trazem os netos do que um sítio onde os filhos trazem as namoradas, mas é reconfortante perceber que ainda há sítios assim em Lisboa: as toalhas de pano, os empregados de farda (o paletó amarelo do chefe de sala!) e os salamaleques – “tenha a bondade”, “com a sua licença”, “bom proveito” – uma raridade nos sítios onde se cozinha com carvão incandescente.


Rua das Portas de Santo Antão, 83 (Restauradores). 21 342 3059. Todos os dias 12.00-16.30 / 18.30-23.30. 

Sala de Corte – Hambúrguer de Novilho (12,00 €)

Este hambúrguer parece-lhe familiar? Foi a estrela da capa da nossa edição 411 dedicada aos melhores hambúrgueres de Lisboa. É o único na carta da Sala de Corte, restaurante onde se cozinha com um Josper, uma geringonça (meio grelhador, meio forno) que dá um sabor e aromas únicos à carne. O nosso crítico Manuel Ferreira Gavetão descreveu-o com duas palavras – “do caraças” – e devorou-o em outras tantas dentadas.

Rua da Ribeira Nova, 28 (Cais
 do Sodré). 21 346 0030. Seg-Sex 12.00-15.00 / 19.00-00.00, Sáb-Dom 12.00-00.00. 

Cais do Sodré
Rio de Mel – Frango no Churrasco (10,95€/kg)

Rio de Mel – Frango no Churrasco (10,95€/kg)

O cheiro a protector solar, cloro, mar e frango assado podiam fazer parte de uma fragrância chamada “Aromas de Verão”, tal é a nostalgia olfactiva que sentimos ao passar por uma churrasqueira. O frango assado faz lembrar o final de um dia de praia e os três meses de férias em que havia tanto tempo para matar que a nossa vida era um genocídio de ponteiros de relógio. Nunca vamos ter esses dias de volta, mas podemos sempre ir comprar um frango à Rio de Mel (menos às segundas-feiras, para esse dia não há salvação). A mítica churrasqueira da Avenida da Igreja serve aquele que para muitos é o melhor frango no churrasco da cidade: pele estaladiça, carne tenra e húmida, molho de fazer morder os dedos (lamber, perdão, lamber!). É um franganário clássico, fumarento e agitado, com fila à porta e onde é sempre aconselhável reservar. Se quer um almoço económico peça o meio frango com arroz e batata (3,50€) e vá comer para a secretária enquanto pensa como vai gozar aqueles dez dias de férias que ainda lhe restam.


Av. da Igreja, 25 D (Alvalade). 21 849 8486. Ter-Dom 09.00-22.00. 

Dicas para fazer a sua churrascada

Dicas para fazer a sua churrascada

O CARVÃO

É muitas vezes o bode expiatório quando o responsável pela grelha não consegue manter a chama acesa. Se quer ter uma grelha viçosa, procure o carvão das marcas Sparcks e Weber, as melhores no mercado de acordo com um estudo da Deco feito no Verão do ano passado.

A CARNE

É sempre bom ter um talho de confiança e fazer amizade com um homem que maneja bem um facalhão e tem sempre a roupa manchada de sangue. Há muitos talhos bons em Lisboa mas a Loja da Quintinha, no Linhó, é uma referência para vários chefs, como o chef Kiko. O talho António Pinheiro, no Bairro da Madredeus, é um dos preferidos do chef Alexandre Silva. Recomendamos ainda o talho da Herdade do Freixo do Meio, no Mercado da Ribeira, onde só se vende carne biológica de animais criados ao ar livre.

LUGARES AO AR LIVRE

Na Mata de Alvalade há vários grelhadores onde pode mostrar a sua inabilidade para acender o fogo até que alguém, em desespero, o obriga a usar acendalhas. O Parque de Merendas Keil do Amaral, em Monsanto, é um bom sítio para sujar as mãos de carvão, tal como o Parque de Merendas Moinho do Penedo, ali perto.

A Mata de São Domingos de Benfica também tem grelhas onde pode puxar a brasa à sua sardinha.

Onde comer o melhor frango assado em Lisboa

Os melhores frangos assados de Lisboa

É um prato tão consensual que a cadeia de fast food KFC lançou um protector solar com o seu cheiro. Sem ir tão longe, a equipa da Time Out fez uma prova cega de frangos assados e elegeu o melhor dos melhores.

Por Editores da Time Out Lisboa

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