Restaurantes

Os melhores restaurantes de cozinha de autor

Pratos de assinatura, menus de degustação e chefs famosos: em alguns dos melhores restaurantes de cozinha de autor em Lisboa até vai ver estrelas (Michelin e não só)


Por Mariana Correia de Barros

Publicado Sexta-feira 16 Fevereiro 2018


Fotografia: Arlindo Camacho

José Avillez, Henrique Sá Pessoa, Alexandre Silva e Miguel Rocha Vieira são alguns dos melhores chefs da cidade e estão à frente destes restaurantes de cozinha de autor em Lisboa. Estendam a passadeira vermelha, que os pratos que aqui desfilam são de assinatura e dignos de paparazzi. 

@Fabrice Demoulin
Restaurantes

100 Maneiras

icon-location-pin Bairro Alto

Nasceu em 2009, com um menu de degustação único, onde o irreverente Ljubomir Stanisic mostra o seu lado mais autoral, em criações originais. Neste seu laboratório, cada prato é uma viagem de sabores portugueses - tem feito um trabalho cada vez mais próximo com os fornecedores nacionais - e, por enquanto, só há 30 lugares para o conhecer. Em breve, ainda sem data marcada, o 100 Maneiras muda-se para outro número da mesma rua e é provável que traga novidades - se há alguém que gosta de surpreender, é ele.

Perfeito para: uma experiência de cozinha de autor sem pretensiosismos e descontraída.

Obrigatório provar: o estendal do bairro, único residente fixo da carta.

A Time Out diz
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Alma

icon-location-pin Chiado

Dois mil e dezassete foi um ano feliz para Henrique Sá Pessoa. Consolidou o seu novo Alma no Chiado, ganhou, finalmente, a primeira estrela Michelin da sua carreira - repetiu a façanha em 2018 - e abriu um ateliê onde faz experiências para novos pratos. Em quatro menus de degustação (dos 80 aos 100€) e à la carte, apresenta uma cozinha de fine dining, com reinterpretações de clássicos portugueses, alguns toques asiáticos e outras influências de vida e trabalho lá fora. Atenção ao fogão, uma peça de 750kg desenhada pelo chef.

Perfeito para: ir a um restaurante estrela Michelin, de alma e aspecto mais descontraído.

Obrigatório provar: a calçada de bacalhau com puré de cebolada e gema de ovo.

A Time Out diz
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Arola

icon-location-pin Sintra

A primeira aventura de Sergi Arola em Lisboa festeja 10 anos em 2018. Foi sofrendo algumas alterações, é verdade, viu metade da sala ser cortada para se transformar num restaurante de topo, mas manteve a linha de tapas quentes e frias e petiscos ibéricos, com outras influências do mundo com que abriu as portas. Tudo porque à cabeça tem Sergi Arola, o chef rockstar apaixonado por motas, que já se aventurou em restaurantes um pouco por todo o mundo, qual globetrotter, e trouxe o mundo à idílica Penha Longa.

Perfeito para: almoçar depois de treinar o swing no campo de golf. 

Obrigatório provar: as batatas bravas Arola, com aioli e tomate picante.

A Time Out diz
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Bairro do Avillez

icon-location-pin Chiado

Um espaço, quatro restaurantes. É assim o grande casarão que José Avillez abriu no Verão de 2016 no Chiado, onde juntou quatro conceitos gastronómicos. Há a Taberna, com petiscos de assinatura; o Páteo, um mistura de marisqueira e restaurante de peixe com outros pratos de peixe; o Beco Cabaret Gourmet, sala de secreta de degustação, onde o jantar é acompanhado por um espectáculo de burlesco; e a Cantina Peruana, no andar de cima, uma aventura a quatro mãos de José Avillez com o peruano Diego Muñoz. Ah! E existe também uma mercearia.

Perfeito para: ter a experiência de cozinha José Avillez de uma ponta à outra.

Obrigatório provar: a corvina com migas de linguiça.

©Paulo Barata
Restaurantes, Português

Belcanto

icon-location-pin Chiado

José Avillez tem somado grandes feitos na (ainda curta) carreira. É o chef português com mais restaurantes em nome próprio no país, foi o primeiro português a carimbar duas estrelas Michelin no currículo e o primeiro a obter a distinção para a Grande Lisboa. O Belcanto é o menino dos seus olhos, aquele onde leva a sua criatividade ao máximo e onde explora a cozinha tradicional portuguesa em reinvenções e criações fora da caixa. Vá sem pressas, de mente aberta e pronto para uma viagem única de várias horas à mesa.

Perfeito para: ir numa data festiva e acompanhar a ocasião com um bom vinho.

Obrigatório provar: o mergulho no mar, ou melhor, o robalo com algas e bivalves.

A Time Out diz
Fotografia:Ana Luzia
Restaurantes, Português

Bica do Sapato

icon-location-pin São Vicente 

Pode não ter o corrupio de portugueses e famosos de outros tempos, mas é um facto que a Bica do Sapato continua a ser uma boa morada para provar cozinha portuguesa de raiz tradicional com influências estrangeiras e alguns toques autorais. Aos comandos está, desde 2013, Manuel Bóia, responsável por ter deixado na ementa alguns ícones como os peixinhos da horta, mas a atirar-se para um menu consistente, assente em bons produtos e ainda criativo. Vale a pena também subir ao primeiro andar e jantar no sushi-bar.

Perfeito para: ir a restaurante que era giro há 15, há 10, há cinco anos. E ainda é.

Obrigatório provar: o leitão crocante com batata anna e esparregado.

A Time Out diz
©Constantino Leite
Restaurantes

Bistro 100 Maneiras

icon-location-pin Chiado

O irreverente Ljubomir Stanisic já era uma figura da cidade. E 2017 transformou-o numa figura do país. Quem o seguiu para além do pequeno ecrã, descobriu um chef ligado à natureza, à pureza dos produtos, numa aposta, dos restaurantes no Douro aos de Lisboa, com a sazonalidade à mesa. No seu cada vez mais popular Bistro, mistura influências portuguesas com algumas das suas origens e outros países europeus, em pratos sempre criativos, saborosos e bons. Quer um restaurante com onda em Lisboa? Não procure mais.

Perfeito para: acompanhar a refeição com os cocktails de um dos melhores barmen de Lisboa.

Obrigatório provar: o tataki de entrecôte com torricado, cogumelos e ovo.

A Time Out diz
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Boi-Cavalo

icon-location-pin Alfama

O chef Hugo Brito tem queda para a disrupção. Quando todos os seus pares estavam a abrir restaurantes nos bairros da moda, ele trotou por Alfama em cima do Boi-Cavalo; quando todos apostavam em menus de degustação a preços elevados, ele escolheu fazê-los a 35€ e rodá-los todas as semanas. Aqui não há duas semanas iguais, não há pratos-estrela, há, isso sim, um laboratório de experiências numa cozinha de base nacional, que apela à memória dos portugueses, mas pode viajar para outras latitudes.

Perfeito para: jantar em Alfama sem ter de fazer silêncio a cada 20 minutos.

Obrigatório provar: o menu completo que varia todas as semanas.

A Time Out diz
DR
Noite

Café Príncipe Real

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A abertura do Memmo Príncipe Real trouxe a Lisboa mais um restaurante de cozinha de autor, nas mãos do talentoso Vasco Lello. O conceito é uma celebração da lusofonia, numa viagem que percorre as influências dos portugueses nas cozinhas brasileira, africana e asiática. Daí que a ementa apresente pratos tão diferentes quanto a tempura de legumes da época, o pato asiático ou a queijada de mandioca. Tem uma vista esplêndida sobre Lisboa e um terraço com bar de cocktails para a aproveitar antes ou depois das refeições

Perfeito para: conhecer um dos boutique hotéis com mais pinta de Lisboa.

Obrigatório provar: o escabeche de perdiz com tostas finas de pão caseiro.

A Time Out diz
©Paulo Barata
Restaurantes

Cantinho do Avillez

icon-location-pin Chiado

Em teoria não foi o primeiro restaurante de José Avillez, na prática foi. Ou melhor, foi o primeiro de uma sucessão de aberturas no Chiado e aquele onde José Avillez deu um passo atrás na alta cozinha (para mais tarde dar outros à frente) e apresentou uma série de criações de raiz portuguesa e influências estrangeiras - queria um prego MX-LX, sff . Sete anos passaram desde a abertura, mas o seu Cantinho continua actual, bom e recomendável. E convém não esquecer que foi aqui que nasceu a mítica Avelã3.

Perfeito para: relembrar o primogénito do chef Avillez em nome próprio.

Obrigatório provar: as lascas de bacalhau, migas soltas, ovo BT e azeitonas explosivas.

A Time Out diz
©DR
Restaurantes, Português

Casa de Pasto

icon-location-pin Cais do Sodré

No final de 2016, Diogo Noronha deixou a Casa de Pasto e passou o testemunho a Hugo Dias de Castro, um vimaranense ainda pouco conhecido pelos lisboetas, que se inspirou numa cozinha de tacho e quis seguir aquilo que já era o lado tradicional mas criativo do restaurante. Mantiveram-se os rissóis de berbigão, as carnes cozinhadas no Josper e alguns dos pratos principais, nasceram outras especialidades com boas combinações de sabores. Tudo somado, a Casa de Pasto continua a ser um dos grandes da cidade.

Perfeito para: ir a uma das salas de jantar mais giras de Lisboa. Sem exageros.

Obrigatório provar: o mexilhão na brasa com escabeche de legumes.

A Time Out diz
DR
Restaurantes

Eleven

icon-location-pin São Sebastião

Mais um ano, mais uma renovação da Estrela Michelin para o Eleven. O restaurante chefiado por Joachim Koerper desde o primeiro dia, tem sabido manter-se na crista da onda, com menus que variam a cada estação e trazem uma cozinha de inspiração mediterrânica. Nem todas as proteínas mudam - o lavagante, o carré de cordeiro e o leitão costumam andar por lá -, mas os acompanhamentos são sempre diferentes. Quando reservar, marque as mesas junto à janela, com grandiosa vista para Lisboa inteira.

Perfeito para: festejar o primeiro, o quinto, o 25º ou o 50º aniversário de casamento.

Obrigatório provar: o carré de cordeiro, queijo e uvas de Azeitão, lentilhas beluga.

A Time Out diz
©DR
Restaurantes, Português

Estórias na Casa da Comida

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Viveu tempos áureos nas últimas décadas do século XX, altura em que chegou a ter uma estrela Michelin, e navega numa velocidade de cruzeiro, com uma cozinha portuguesa contemporânea, segura e sem grandes invenções. Ao leme está o chef João Pereira, na ementa estão ainda alguns pratos de outras eras e a sala mantém-se com aqueles toques de decoração modernos, dentro do clássico que é o restaurante. Prove o escabeche de perdiz, o leitão com crosta crocante e beba um dos bons vinhos da garrafeira.

Perfeito para: jantar com os pais, os sogros ou os avós numa data especial.

Obrigatório provar: os pastéis da infância do Chefe Miguel.

A Time Out diz
©Paulo Barata
Restaurantes, Pan-asiático

Feitoria

icon-location-pin Belém

Ainda não foi este ano que João Rodrigues ganhou a (merecida) segunda Estrela. Ainda assim, vale sempre a pena ir o Feitoria quando muda uma estação, conhecer o exímio trabalho que o chef tem feito para aproximar os produtores dos clientes - como por exemplo, levar o produto à mesa em bruto. Com o objectivo de extrair o melhor sabor dos produtos, cada prato é uma descoberta e a refeição uma viagem de texturas e experiências aparatosas com fumos, pós e afins, orquestrada por um grande artista da cozinha.

Perfeito para: uma viagem pelo trabalho de uma das mais criativas mentes portuguesas.

Obrigatório provar: o carabineiro do Algarve.

A Time Out diz
©Henrique Seruca
Restaurantes

Fortaleza do Guincho

icon-location-pin Cascais

Miguel Rocha Vieira veio da Hungria directamente para a praia do Guincho, alterar as linhas de uma cozinha Estrela Michelin, com veias alemãs e francesas, herança dos chefs que por lá tinham passado. Transformou-a numa carta muito virada para o mar, ali mesmo ao lado, assente na sazonalidade, com novidades frequentes. Ou seja, se já não apanhar o salmonete com couves, choco e batata ou o pargo com cevadinha e funcho, a culpa não é da Time Out. Agora, se ignorar o sommelier Ivo Peralta, a culpa aí já é sua.

Perfeito para: experimentar os pratos de mar, muitos inspirados ali mesmo à frente.

Obrigatório provar: o peixe galo de anzol, com alcachofra e lula.

A Time Out diz
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

LAB by Sergi Arola

icon-location-pin Sintra

À cabeça está Sergi Arola, o catalão que já é figura conhecida do hotel há vários anos. Na execução do dia-a-dia está Vladmir Veiga, acabado de ocupar a posição deixada por Milton Anes, a trabalhar no hotel há cinco anos. Mudanças à parte, tudo se mantém bonito (e que beleza de sala, virada para o green) e imaculado no LAB. A cozinha aposta nas linhas mediterrânicas com algumas inspirações do mundo, seja para provar à la carte, seja para experimentar nos menus de degustação, um deles com todos os pratos da carta (!).

Perfeito para: ir a um laboratório onde os cientistas são chefs de pinças e maçaricos.

Obrigatório provar: a moleja de vitela assada em especiarias.

Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Loco

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Alexandre Silva tem feito um percurso brilhante em Lisboa e tem mostrado que a irreverência e o risco são dois factores importantes na vida de um chef. No seu Loco há uma oliveira suspensa presa ao tecto, uma cozinha aberta para a sala e uma série de outros detalhes, como os licores e sumos fermentados caseiros, que retratam o projecto disruptivo que quis fazer ao abrir um fine dining em nome próprio, com dois menus de degustação (80 e 90€). Conseguiu a estrela em 2017, repetiu a façanha este ano e não vai parar por aqui.

Perfeito para: ter uma experiência de alta cozinha criativa original do princípio ao fim.

Obrigatório provar: todos os pratos que o chef se lembrar de mandar para a mesa.

A Time Out diz
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

O Nobre

icon-location-pin Areeiro/Alameda

Justa Nobre é uma estrela da cozinha portuguesa e um marco na história da restauração lisboeta. Na casa que tem junto ao Campo Pequeno há uns bons anos, mostra os melhor da sua cozinha de inspiração transmontana, mas sempre a cruzar outras regiões do país. Há de tudo, desde as iscas de cebolada aos ovos mexidos com tomate, desde o folhado de caça brava aos camarões de fricassé. E há uma família inteira a servi-lo com um sorriso de orelha a orelha. Marido e filho na sala, irmãs a contribuir na rectaguarda - sobretudo nas sobremesas.

Perfeito para: nos domingos mais frios ir em família comer cozido.

Obrigatório provar: a sopa de santola.

A Time Out diz
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Haute cuisine

Pesca

icon-location-pin Princípe Real

Um ano depois de ter deixado a Casa de Pasto e o Rio Maravilha, Diogo Noronha apresentou, finalmente, o seu novo restaurante no bairro do momento. Como o nome anuncia, foi à pesca para compor uma ementa 90% (palavras do próprio) feita de peixe e marisco, mas onde os vegetais também importam, em acompanhamentos bem trabalhados. A acompanhá-lo está o barman Fernão Gonçalves, com grandes cocktails para provar com ostras, e está um exército de fornecedores de produtos que o chef escolhe a dedo, com visitas aos terrenos.

Perfeito para: ir ao melhor jardim de Inverno que é, em simultâneo uma grande esplanada da cidade.

Obrigatório provar: o salmonete braseado, com migas de pão, puré de alcachofra, favas,...

©DR
Restaurantes

Varanda do Ritz

icon-location-pin São Sebastião

Ainda não foi este ano que o Varanda do Ritz ganhou uma estrela Michelin (há quem diga que a culpa é do buffet), mas isso parece não desanimar Pascal Meynard, o sorridente chef executivo do Ritz de Lisboa, com uma cozinha de hotel muito ligada à escola francesa - o chef nasceu no País Basco, França. Seja nos faustosos pequenos-almoços, no interminável buffet de almoço ou na exclusiva carta de jantares, à la carte ou em degustação, vale a pena provar, por exemplo, o cherne marinado com sal do Ritz e myrte citronnée.

Perfeito para: cravar ao tio rico um almoço/jantar na varanda mais exclusiva de Lisboa.

Obrigatório provar: tudo o que há naquele incrível buffet (é capaz?).

©DR
Restaurantes

Os restaurantes mais bonitos em Lisboa

Espelho meu, espelho meu, haverá algum restaurante mais bonito do que eu? A pergunta é legítima, dado o esforço que os restaurateurs desta cidade têm feito em montar projectos de encher o olho. A Time Out escolheu os restaurantes mais bonitos – logo, mais instagramáveis – em Lisboa. 

Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Os 20 melhores chefs de Lisboa

A qualidade dos restaurantes lisboetas cresce e aparece, e se o fenómeno tem vários ingredientes, para cada caso de sucesso há um rosto no comando. Este trabalho está recheado de pratos principais: 20 chefs de renome em discurso directo que lhe contam tudo sobre o que têm andado a fazer e antecipam as novidades para o próximo ano.  

Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Haute cuisine

Restaurantes com estrela Michelin em Lisboa

Com a chegada de 2017, há sete restaurantes na grande Lisboa que podem com orgulho ostentar a estrela do guia vermelho. Dá para correr a cidade toda, do centro a Cascais, ainda dando um saltinho a Sintra, ou fazer uma caminhada mais amiga e ficar-se apenas pelo Chiado. Abra o mapa da cidade e marque os pontos desta lista.

0Comments. See More