Restaurantes na Comporta e em Tróia

Para começar bem o dia, para petiscar depois da praia ou para uma experiência mais sofisticada. Conheça os melhores restaurantes na Comporta e em Tróia

Fotografia: Arlindo Camacho

Independentemente do tempo, a Comporta é sempre uma boa opção, seja para uma escapadinha ou apenas para um passeio – claro está que com sol tudo fica melhor. Seja como for, não deixe de ir à Comporta. Do peixe fresco grelhado às amêijoas à Bulhão Pato, passando pelo arroz de lingueirão ou pelas piadinas, não parta à descoberta da Comporta sem este saboroso guia. Para o petisco ou uma experiência prolongada à mesa, para começar ou terminar o dia em beleza. Eis os melhores restaurantes na Comporta e em Tróia.

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Restaurantes na Comporta

Sem Porta (Sublime Comporta)

O restaurante do Sublime Comporta é liderado desde o início deste ano pelo chef Tiago Santos, chegado de Londres, onde estava no Bar Douro – antes passou por sítios como a Casa de Chá da Boa Nova ou o The Yeatman. Da carta que acaba de apresentar constam pratos como choco grelhado, crocante de tapioca e gel de maracujá (17€), vichyssoise de ostra (ostra glaceada, creme de alho francês assado e funcho, 21 €) ou carré assado, acompanhado com puré de fava, wasabi e jus de enchidos (29€). O cuidado que é posto na mesa, privilegiando os produtos da região, é o mesmo com que são seleccionados os vinhos. Na dúvida deixe-se guiar porque dificilmente sairá descontente. O que é certo é que para a mesa só vai o que é fresco – com destaque para os legumes que saem da horta aqui mesmo ao lado. 

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Ribamar Tróia

O mítico restaurante de Sesimbra tem uma extensão na Marina de Tróia, já há uns sete anos. A sociedade não é exactamente a mesma, mas o que importa saber é que as especialidades, sim. Quer isto dizer que há sopa rica de peixe e marisco, tamboril com molho de lavagante e arroz de marisco, além de um aquário recheado de crustáceos, prontos a saltar para a mesa, e de muito e bom peixe fresco grelhado no carvão. A esplanada, abrigada do vento, torna-o um bom sítio para almoçar.

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Grande Lisboa
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O Dinis - Restaurante Bar dos Pescadores

Em plena praia do Carvalhal, mesmo em frente ao mar, com uma vista magnífica, pode comer aqui um bom peixinho grelhado. É uma boa paragem também para petiscos a saber a Verão, como salada de polvo ou amêijoas.

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Pizzeria Nella Sabia

É uma das primeiras tabuletas que se avista à saída do ferry em Tróia e, palavra Time Out, é mesmo para segui-la. A nova pizzeria do Pestana serve pizzas, massas e saladas, tanto numa bonita sala, como numa idílica esplanada com vista para o pinhal. Paulo Mestre e Elisabete Gonçalves são o duo à frente do negócio, responsável por uma ementa onde entra a pizza Spiaggia, com camarão, creme de gorgonzola e coentros, a de presunto e mel, a Alentegénia, com mousse de farinheira, espargos bravos, azeitonas, cogumelos, ovos, parmesão e salsa ou a simples, mas sempre boa, margarita. 

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Comporta Café

No princípio eram as caipirinhas. Servidas nesta mesma Praia da Comporta, muito antes de a zona entrar na moda. Há uma zona lounge, onde acontecem sunsets com DJs todos os dias das 16.30 às 20.30. A cozinha é feita com produtos da região, “principalmente arrozes e peixe”, adaptados a todo o tipo de pratos, desde petiscos, a saladas, peixes grelhados ou em receitas de tacho. Entre as especialidades há arroz de choco com tinta – “com a tinta dos próprios chocos” –, camarão com molho Comporta Café ou misto de cogumelos salteado com fumeiro. Guarde espaço para as sobremesas.

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Museu do Arroz

É um dos clássicos restaurantes da Comporta, aberto há 20 anos (com alguns intervalos pelo meio) num antigo armazém de descasque de arroz. Serve comida de base tradicional, mas apresentação mais caprichada, em pratos como os pastéis de bacalhau, os linguadinhos e, a homenagear o espaço, alguns pratos de arroz. É famoso também pelas caipiroskas e mojtos e por ser um bom sítio para copos pós-jantar.

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Dona Bia

A Dona Bia é um daqueles clássicos da Comporta onde toda a gente pára – ou quer parar, porque nem sempre há mesa disponível – para comer as especialidades feitas com arroz da região. Sejam os linguadinhos fritos com arroz de berbigão, seja o arroz de lingueirão, tomate e coentros, seja o simples arroz de coentros. Não deixe de provar também os carapauzinhos, os filetes de peixe galo, as pataniscas e outros snacks fritos. Tudo excelente.

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Retiro do Pescador

O restaurante da Carrasqueira feito por pescadores há 30 anos, ainda na mesma família e ainda com gente a sair para o mar todos os dias, é conhecido pelos choquinhos de coentrada, pelo arroz de marisco, o arroz de lingueirão, o choco frito, as amêijoas à casa, a massa de peixe, a caldeirada de enguias. Escusado será dizer que é tudo matéria-prima do estuário ali ao lado.

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Sal

Dizer que é o restaurante de praia mais famoso da zona não está longe da verdade. E em parte graças ao prémio de melhor bar de praia do mundo, eleito pelos leitores da Condé Nast Traveler, em 2015. A outra parte deve-se à qualidade do que é servido: os anéis de lulinhas e aioli, o arroz de nero, o camarão ao alhinho, a sopa de peixes frescos, as amêijoas à Bulhão Pato e, claro, o peixe fresco, apresentado na montra todos os dias. Os preços são puxados e convém reservar, sobretudo neste concorrido mês de Agosto.

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Colmo Bar

Para quem não dispensa a vida saudável nem mesmo nas férias, o Colmo Bar, no largo mais movimentado da Comporta, é uma óptima escolha. Serve taças de granola e smoothie bowls ao pequeno-almoço, taças de cuscuz e wraps light aos almoços e ainda sumos e smoothies (podem levar leites não animais) durante todo o dia.

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O Folha

Fica mesmo no centro da Comporta, perto da zona das compras, é um daqueles sítios onde a palavra “tradicional” encaixa que nem uma luva – isto foi só um aviso para não ir à espera de grandes modernices – e é um bom spot para comer percebes, saladas de polvo, camarão frito, amêijoas à Bulhão Pato, e tudo aquilo que sabe bem depois de um dia de praia.

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Soul Bar

Os croquetes do Soul Bar vendem-se em cones de três (a 5€), são redondinhos, fritos na hora e trazem mostarda para acompanhar. E porque por melhores que sejam não servem para alimentar quem vai para a praia sem lancheira, há também boas sanduíches, como a caprese, com tomate, mozzarella, alface e pesto de manjericão (6,50€) ou a pan tomaca, com tomate e presunto. Mais (ainda): há saladas, açaís com fruta e granola, uma óptima sangria de espumante e, às vezes, DJs ao fim do dia. Um menu completo, portanto.

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O Gervásio

Pode parecer que para pertencer a esta curta lista é preciso ter um nome que comece com um artigo definido masculino singular, mas não. O Gervásio está aqui porque é um dos poisos de maior afluência da Comporta, a servir amêijoas, caracóis e choco frito a preços bem em conta.

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Pica Peixe

As obrigatórias chamuças? “Não dão azia”, começa por avisar Augusto, o dono do Pica Peixe, um ponto de paragem para caracóis e outros petiscos, na rua principal do Carvalhal. “Temos de vegetais, de peixe e de carne”, acrescenta, enquanto alinha várias num prato para serem fotografadas. “Estão sempre a sair. Quando não há, é só esperar um bocadinho, que nós fazemos”, conclui, aproveitando também para informar que tem o melhor caril de caranguejo do mundo – com fama na Comporta e arredores.

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O Granhão

Leva vantagem sobre muitos outros restaurantes da zona por ter uma esplanada protegida por uma rede mosquiteira. Vale a pena lá ir para comer uma das especialidades da casa: o choco frito. Cai sempre bem com uma imperial fresquinha ao fim do dia.

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Cavalariça

O que não falta na Cavalariça são mesas corridas. Há mais do que uma, até, que no restaurante onde Bruno Caseiro é chef e Filipa Gonçalves é chef de pastelaria a ideia é pôr travessas a viajar pela mesa e comida a ser partilhada. Bruno Caseiro regressou de Londres para começar a trabalhar os legumes de Melides, as carnes de Grândola, e para fazer o seu próprio pão a partir de massa mãe e fermentação longa. 

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Escapadinhas aqui à beira

Sublime Comporta: a perfeição pode ser isto

Dissemos a um amigo que íamos dormir ao Sublime Comporta. A resposta dele, que terá sido qualquer coisa como “mais um que o comum dos mortais não conhecerá”, deixou-nos a pensar. E tudo porque o comum dos mortais devia, pelo menos uma vez na vida, aqui ficar. Seja numa data especial ou apenas para fugir à rotina de sempre. Se é para cometer uma extravagância, que seja aqui.

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Por Cláudia Lima Carvalho

Herdade da Matinha: lição de vida no gerúndio

Na melhor parte do dia, só se ouvem os pássaros. Quando se calarem os pássaros, hão-de ficar as cigarras. E se acaso também elas se calarem, o mais certo é que comece a ouvir o som da própria barba a crescer. Na Herdade da Matinha há uma promessa de sossego que nos recebe à chegada e se cumpre à medida que o vagar se instala em nós. Estamos um pouco além do Cercal do Alentejo, três quilómetros de terra batida campo adentro, num refúgio acoitado entre montes. Só se chega aqui de propósito, só se sai daqui contrariado.

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Por João Pedro Oliveira
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