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30 coisas para fazer em Sintra

Comer, beber, comprar, visitar, ver e fazer: virámos a serra do avesso para encontrar as coisas absolutamente imperdíveis em Sintra

@PMSL/Emigus

Há muito mais do que 30 coisas para fazer em Sintra, bem sabemos. Isto para não falar do sem fim de personalidades que por aqui já passaram, de Marconi a Ayrton Senna, de Gloria Swanson aos U2. Há aqueles clássicos, que todos já visitámos pelo menos uma vez na vida – e que se não o fizemos, não podemos admitir, tal é a falha — vá lá a correr à Regaleira que nós esperamos por si. 

Se numa escapadinha de fim-de-semana, conseguir fazer "check!" em todas as nossas sugestões, está no bom caminho para descobrir o que há de melhor na serra. É Sintra no seu melhor. E a parte boa é que se estende até ao mar. Basta por-se a caminho da costa e farejar as melhores praias da região. 

30 coisas para fazer em Sintra

Café Saudade

Os scones gigantes, os parfaits de iogurte, muesli e fruta, as torradas em pão de passas ou bolo lêvedo dos Açores e os bolos, todos os bolos, merecem o nosso amor e fidelidade. Instalado numa antiga fábrica de queijadas, tem o ambiente perfeito para começar um dia em Sintra, com um menu de pequeno-almoço ou brunch que dá para dois. Lá dentro, a rede de Internet é fraca, um óptimo pretexto para largar telemóvel e apreciar o momento.

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Coisas da Terra

Durante muito tempo, esteve fechado e reservado a marcações, mas este showroom onde não nos importávamos de viver, abriu as portas a todos os curiosos. Rosarinho Gabriel, responsável por projectos de decoração como o do hotel Areias do Seixo ou do restaurante Taberna 1300, no Lx Factory, escolheu uma aldeia bem perto do mar para instalar a sua loja, com peças de decoração que vêm de todos os cantos do planeta. Enormes lustres convivem com peças de design contemporâneo, jarras de flores monumentais, almofadas coloridas e peças de loiça rústicas. Más notícias para quem tem um trabalho normal, com horários fixos e essas coisas desagradáveis: a loja encerra ao fim-de-semana.

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Museu do Bonsai

Aqui o tamanho interessa. E quanto mais pequeno, melhor. No Museu do Bonsai e da Árvore, único no mundo, há microlaranjeiras, macieiras, romãzeiras e oliveiras, além de uma murraia com 112 anos e 1,60 metros, que veio da China e custa 15 mil euros. 

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Wolf Rides

Wolf Rides

O negócio começou no final de 2016 e é para pernas resistentes, por mais que Miguel, o mentor do projecto, gabe as valias de uma bicla modernaça, e super apetrechada com um sistema que facilita a vida dos turistas. Há vários percursos (3 a 6 horas) e todos são feitos sobre duas rodas, liderados por um guia. Pode circular apenas pela vila ou ir até às praias, por exemplo. Ou terminar no Refugio do Ciclista, nem de propósito. 

Bang Bang Tattoo

Flamingos cor-de-rosa, leques chineses, uma havaiana em tamanho real, imagens da Nossa Senhora, bancos almofadados de padrão tigre, máscaras tribais e até um Zé Povinho. A Bang Bang Tattoo é uma viagem kitsch à volta do mundo sem sair de Sintra. Nazaré e Pinela – ela especialista em piercings, ele em tatuagens – são os responsáveis pelo espaço que abriu em 2001 e já transformou a vida de milhares de sintrenses e turistas.

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Café da Natália

Já passou dos 30. O café, não a Natália, que terá com certeza muitos mais (mas seria deselegante revelar quantos). Hoje numa morada diferente da original, mas com as receitas de sempre, este clássico de São Pedro de Sintra é gerido pela filha, que a Dona Natália já não está para isso. Experimente o bolo de noz com doce de ovos. Não, é melhor provar os cornoletes de framboesa. Não, as queijadas de leite. Já sabemos – as nozes douradas! A blattertarte. Os brigadeiros. A tarte de maçã com leite-creme... Na dúvida, experimente vários. Ou transforme o Café da Natália em paragem obrigatória todos os fins-de-semana. Vai ver que passado algum tempo, a Dona Natália já o trata pelo nome próprio.



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Coolares Market

No último fim-de-semana de cada mês, o bucólico, romântico, misterioso e silencioso Pé da Serra transforma-se num forrobodó. É o Coolares Market que, todos os meses, anima a casa e os jardins da centenária Quinta de Cima. Não precisa de se preocupar com o farnel: além de moda, design e decoração, esta feira tem restaurante e bar.


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Adraga

Escolha dos críticos

No Verão é mais difícil estacionar e ter mesa, e a vista também não é tão bonita como quando a praia está vazia e o mais mais cinzento e agitado. Mas a comida no restaurante da Adraga é boa o ano inteiro. Destaque para o marisco tirado do viveiro à nossa frente e para o peixe fresco que vem à mesa antes de saltar para a grelha. A melhor forma de se despedir? Com o merengue de morangos.

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Páteo do Titão

É possível que se lembre de Pedro Marques do bar Maria Caxuxa. Há poucos anos, trocou o Bairro Alto pela sua Sintra Natal. No Páteo do Titão há ginjinha caseira, conservas, CD's de fado e louças made in Portugal. A maioria das peças são únicas. "Tudo o que é pratos com peixes os turistas adoram". O espaço era o de um antigo armazém fechado há 30 anos, a balança está na mesma.

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Françoise Baudry

Num lagar antigo de azeite e vinho, uma madame francesa apaixonada por Sintra há mais de 35 anos, imaginou uma loja de antiguidades, decoração e joalharia. Françoise Baudry expõe objectos que recolhe nas suas viagens pelo mundo. Há peças valiosas do século XV, tapetes persas e afegãos e jóias criadas pela proprietária, que com o seu português com “Rs” carregados já se transformou numa personagem incontornável de Colares.


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Trafaria – 25 minutos

Trafaria – 25 minutos

A Quinta do Tagus Village é uma espécie de oásis com 
a melhor vista de sempre para Lisboa, no Monte da Caparica, apenas a 25 minutos do centro da cidade. E ninguém diria que estamos num sítio chamado Costas de Cão. Aqui vai conseguir virar as costas a tudo excepto à outra margem do Tejo, porque é difícil olhar para outra coisa. Não há praia, mas há uma piscina de onde não vai querer sair, a não ser para a pequena prancha de saltos. Se quer levar a extravagância a outro nível, pode chegar aqui de helicóptero, nem que seja só para comer sushi num dos melhores japoneses que pode encontrar. 

ONDE FICAR: Quinta do Tagus Village

As suites são muito procuradas por casais, até para noites de núpcias. No Verão os preços disparam e chegam perto dos 180 euros por noite. Ainda assim, ninguém se parece queixar. Costas de Cão, Monte da Caparica. 21 295 4359. www.quintadotagus-village.com

A NÃO PERDER: Cova do Vapor

Comece por pedir 
um Cai Bem, essa especialidade 
desta que é a primeira praia da
 Costa da Caparica e uma pequena aldeia que em tempos foi de pescadores – hoje até já tem um hostel para surfistas, o Bugio à Vista. A bebida feita de ginjinha e limões do Oeste cai, obviamente, que nem ginjas. Na praia vai encontrar um restaurante simpático para comer peixe, o Albatroz, ou para transformá-lo no seu escritório durante o Verão (tem wi-fi). Cova do Vapor, Trafaria. Todos os dias das 10.00 às 22.00, de quinta a sábado das 10.00 às 23.00.

PARA FAZER CONVERSA: A Quinta do Tagus Village foi em tempos a casa de Rafael Bordalo Pinheiro. Pode ser que aqui também se sinta inspirado para desenhar.

MOMENTO INSTAGRAM: Tire uma foto aos cavalos da quinta e comprove que a vida de campo pode estar aqui mesmo em Almada.

FICA A CAMINHO: Se veio de ferry de Belém e atracou na Trafaria, não deixe de experimentar os petiscos da Tasquinha do Aires. Rua Tenente Maia, 18, Trafaria. 21 295 0846. Segunda a sexta 17.00-00.00, fins-de-semana 13.00-00.00. 

Sintra – 46 minutos

Sintra – 46 minutos

Impossível falar em paraísos a uma hora de Lisboa sem referir Sintra, que pode até entrar na categoria Paraísos a Uma Hora do Porto (de avião). Para além do centro histórico da vila, das florestas e pinhais, há algumas das praias mais bonitas de Portugal, como a semi-secreta Praia da Ursa, em Colares.

ONDE COMER: Restaurante da Adraga

O local é referência para quem adora tudo o que tenha escamas – excepto dragões. O peixe fresco é obrigatório e as filas de espera atestam a qualidade de tudo o que é ali servido. O melhor é reservar, ir mais cedo ou ir mais tarde. Evite as horas de ponta. Todos os dias das 12.00 às 22.30. Estrada da Praia da Adraga, 63, Colares.

A NÃO PERDER: Os travesseiros 
d’A Periquita estão a par
 das queijadas entre os doces mais emblemáticos de Sintra. Se precisa realmente de uma desculpa para provar, diga a si mesmo: “Doçaria é gastronomia e gastronomia é cultura”.

ONDE FICAR: São Miguel Guesthouse

Dormir num palácio no centro de Sintra não está ao alcance de qualquer um. Ou o herdámos de um tio-avô solteiro e brasonado ou o conseguimos comprar depois de anos de sacrifícios – ou depois de uma viagem ao futuro de onde trouxemos a chave do Euromilhões. Felizmente, a São Miguel Guesthouse aproxima-nos mais dessa experiência. Uma casa do século XIX que em tempos fez parte dos terrenos afectos ao Palácio da Vila, com vista para o Palácio da Pena e para a Quinta da Regaleira, dos nossos primos. Quartos a partir de 110€/noite. Rua de Soto Maior, 15, Sintra.

PARA FAZER CONVERSA: Sabia que há druidas nas florestas de Sintra? A Ordem dos Bardos, Ovates e Druidas fica em Sintra, na Casa do Fauno. Lá pode tirar esse curso de bardo que anda há tempos para fazer.

UMA DATA: Aos segundos e quartos domingos de cada mês há a Feira de São Pedro, no Largo D. Fernando I, porque Sintra não é só romance e naquelas paisagens bucólicas também nascem rabanetes e couves.

MOMENTO INSTAGRAM: O poço iniciático da Quinta da Regaleira é um dos cenários mais repetidos no hashtag #sintra.

FICA A CAMINHO: Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa ou, como disse Camões, o lugar "onde a terra se acaba e o mar começa". 

Arrábida – 57 minutos

Arrábida – 57 minutos

A piada é frequente: “Olha só onde vim parar!” No ecrã do seu telemóvel surgirá então uma praia de águas cristalinas rodeada de vegetação e areia branca que o fará começar a roer o que tiver à mão de inveja. “Caraíbas?”, “Sardenha?”. Não se enterre mais. O seu amigo não tem onde cair morto e o mais provável é estar na Arrábida. Praia dos Coelhos 
é a resposta certa e o melhor é pôr-se também 
a caminho. Chegar lá também não é fácil. Leve ténis e prepare-se para um trilho inclinado junto 
ao cruzamento que desce para a Praia do Creiro. Tudo aqui é quase um sonho, excepto, claro, 
a temperatura da água.

PARA PETISCAR: Casa Morena

Todos os pretextos são bons para passar por Setúbal a caminho da Arrábida, mas o peixe assado talvez seja o melhor. Na Casa Morena, com uma modesta esplanada de plástico com vista para o grelhador comunitário do largo da Fonte Nova, come-se, como toda a gente gosta: bem e barato. Salmonetes, massacotes e alcorrazes sempre frescos – e carregue nos érres quando fizer o pedido, como qualquer bom setubalense. Praça Machado dos Santos, Setúbal. 26 522 1492. Almoços e jantares de Junho a Setembro. Fecha à segunda.

E ainda... O 
Leo do Petisco

Não diga que se foi embora de Setúbal sem uma dose de choco frito. O restaurante ganhou fama entre habitantes e visitantes da terra de Mourinho por ser dos melhores para provar a iguaria. O melhor é guardar o ritual para depois da praia, para não se preocupar com a digestão. Rua da Cordoaria 33, Setúbal. 26 522 8340. Seg-Sáb, 12.00-15.00 / 19.00-22.00.

ONDE FICAR: Quinta dos Moinhos de São Filipe

Nada melhor do que dormir num moinho para arejar as ideias. Na Quinta dos Moinhos de São Filipe, na encosta da Serra da Arrábida, a vista para o mar é de ficar a ver navios. O proprietário, António, tal como os seus 
cães de estimação, 
costuma conquistar os hóspedes que por lá ficam e prometem voltar. Apartado 172, Setúbal. 93 550 5401. www.moinhossaofilipe.com

PARA FAZER CONVERSA:
 Nos últimos tempos, a flora protegida da Serra da Arrábida tem sido ameaçada por uma praga de javalis e a situação está “fora de controlo”, já avisou a presidente da Junta de Freguesia de Azeitão. Até há relatos de javalis a 
passear à beira-mar, todos contentes.

FICA A CAMINHO: Insista em fazer o desvio por Azeitão no regresso a casa. É aí, no quilómetro 17 da Estrada Nacional 10, que vai encontrar a Fábrica das Tortas de Azeitão, ideal para ir buscar a sobremesa.

MOMENTO INSTAGRAM: A praia de Galapos ou a de Galapinhos (depende da 
sua preferência por
 diminutivos) e a sua água transparente dão óptimas 
fotos e hashtags como 
#natureporn ou 
#amarportugal. Esperamos que seja mais criativo. 

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Ericeira – 1 hora e 8 minutos

Ericeira – 1 hora e 8 minutos

É desde 2011 a primeira reserva de surf da Europa, o que significa que todas as ondas – boas e más ondas – são protegidas. Também significa que esta praia a uma hora de Lisboa é um dos destinos mais procurados da Costa Oeste para ir a banhos, mesmo por aqueles que não usam fatos de neoprene.

ONDE COMER: Pizzamobile


Muito antes da moda dos food trucks a Ericeira já tinha uma pizzaria sobre rodas. Começou por ser uma Ford Transit estacionada no extinto surfcamp, mas agora está junto à Praia de São Lourenço. Tem pizzas, focaccias, uma lasanha vegetariana e serve caipirinhas numa esplanada abençoada pelo sol e com uma vista privilegiada para a praia. É bem melhor do que comprar um frango assado e levar para casa. Pizzamobile, Praia de São Lourenço.

ONDE FICAR: Vila Galé Ericeira


A Ericeira é um dos sítios fora das grandes cidades com mais hostels e airbnbs. Mas a jóia da coroa da hotelaria ericeirense é o Vila Galé. Parece um paquete atracado à beira-mar, tem uma vista privilegiada e quartos a partir de 100€/dia. Estrada da Fonte Boa dos Nabos.

PARA FAZER CONVERSA:
 Sabia que houve um Rei da Ericeira?
 Na verdade não existiu rei nenhum. Apenas um monge parecido com o Rei D. Sebastião que se fez passar pelo monarca desaparecido e chegou até a controlar um pequeno exército.
 Os monarcas espanhóis não gostaram da brincadeira e mandaram-no estrear 
a sua nova guilhotina.

MOMENTO INSTAGRAM: A Praia da Ribeira de Ilhas fotografada a partir de uma das colinas que a ladeiam.

PARA MARCAR NA AGENDA: A festa da Nossa Senhora da Boa Viagem, no terceiro fim-de-semana de Agosto. 

FICA A CAMINHO: A Aldeia Típica José Franco, uma espécie de Portugal dos Pequenitos em miniatura. 

Santa Cruz – 1 hora e 15 minutos

Santa Cruz – 1 hora e 15 minutos

Santa Cruz faz-se difícil. Requer tempo, paciência, dedicação. Requer um corta-vento. Mas assim que apanhamos um daqueles dias em que se está bem na praia até o Sol desaparecer do horizonte – os chamados “dias bons para vender casas” – estamos rendidos. E damos por nós a fazer a A8 dispostos a enfrentar a nortada e um microclima cheio de superstições: “Se se vêem as Berlengas é porque vai chover”, “se há carneirinhos no mar é porque o tempo vai mudar”. Não é um amor à primeira vista, mas dá nas vistas assim que chegamos àquelas falésias e vemos um dos areais mais bonitos da Costa Oeste – depois de uma semana a ver Arial 12 no Microsoft Word, é um bálsamo pôr os olhos num areal de 20 quilómetros com dez praias a hastear orgulhosamente uma bandeira azul.

E SE ESTIVER MAU PARA A PRAIA: Piscinas do Vimeiro

Nos montes e vales 
que detiveram a primeira Invasão Francesa (ver: Batalha do Vimeiro) há uma piscina
 que promete proteger-nos da nortada, entre árvores e rochedos. Quem não conseguir saltar da prancha mais alta é um ovo podre. Entrada a 5,85€, durante a semana e 8,15€ aos sábados, domingos e feriados. Crianças pagam 2,80€ e 3,25€ nesses mesmos dias. Maceira, Vimeiro.

ONDE FICAR: Areias do Seixo


As Areias do Seixo dão-nos aquela sensação de coordenadas trocadas sem mudar de fuso horário – é como ser emigrante a uma hora de Lisboa. Este hotel de charme está de tal forma integrado na natureza que mal damos por ele, como a casa de um vilão de James Bond. Fica a cinco minutos a pé da praia e tem uma horta própria que abastece o restaurante, liderado por Leonardo Pereira, cozinheiro que passou pelo NOMA, de Copenhaga, um dos melhores restaurantes do mundo. Quartos a partir de 295€. Mexilhoeira, Póvoa de Penafirme.

NÃO DEIXE DE PROVAR: O pão do Oeste


Está encontrada a causa à qual os seus maxilares se vão querer dedicar para o resto da vida. Quente, com manteiga, é uma das refeições de corredor da morte de muitos habitantes da região. A partir de 0,60€, Rua do Moinho, Caixeiros.

MOMENTO INSTAGRAM: A Praia Formosa. Nunca um areal teve um nome tão apropriado.

FICA A CAMINHO: De Peniche. E quem diz Peniche diz Berlengas. E quem diz Berlengas diz 
“leva um saco para o enjoo”. 

Lagoa de Óbidos – 1 hora e 20 minutos

Lagoa de Óbidos – 1 hora e 20 minutos

Podíamos começar por gabar a diversidade avifaunística ou a riqueza piscícola desta lagoa, mas vamos parar um pouco para contemplar a vista. Afinal, esta é a maior lagoa da Península Ibérica e, na nossa opinião, a mais bonita. Fica perto da vila histórica de Óbidos e tem uma mão cheia de praias à mão de semear: Foz do Arelho, Estrela, Bom Sucesso, Rei do Cortiço e Baleal, entre outras. Em tempos a lagoa tinha como actividades lúdicas apenas a pesca e os passeios de gaivota (o barco a pedais, não a espécie), mas hoje faz-se vela, windsurf, canoagem, kiteboard e aquele desporto moderno que é um bocado fazer troça dos náufragos, o stand up paddle. 

A PETISCAR: Covão dos Musaranhos

Amêijoas à Bulhão Pato.
 Se estas quatro palavras são suficientes para eriçar as suas papilas gustativas, então tem de visitar esta barraca de madeira à beira da lagoa. As amêijoas são apanhadas mesmo ali e há quem jure que são as melhores do país. As outras especialidades são a enguia frita, os lingueirões e outras amostras da riqueza piscícola da lagoa. Quinta do Bom Sucesso, Vau. Todos os dias a partir das 11.00.

A NÃO PERDER: Ginjinha de Óbidos

Mesmo se quiser evitar a bebida típica da região, não vai conseguir. É omnipresente e surge na sua variação normal – “com elas” ou “sem elas” – e em copo de chocolate, uma invenção recente a que é muito difícil de resistir.

ONDE FICAR: Rio do Prado


Se vê folhas de Excel de cada vez que fecha os olhos, então se calhar está a precisar de fugir para este eco resort. Tem 15 suites completamente integradas na paisagem e parece o sítio perfeito para fugir a um apocalipse zombie ou ir de férias – dois cenários em que as folhas de Excel são irrelevantes. O Rio do Prado tem cinco lagos, duas piscinas, um spa e um restaurante, bem como um jardim e uma horta biológica. Uns dias lá e a sua pegada de carbono reduz-se ao ponto de vir a precisar de uns sapatos de carbono novos. Suites a partir de 200€/noite. Rua das Poças, Arelho (Lagoa de Óbidos).

MOMENTO INSTAGRAM: O pôr-do-sol na lagoa, um cenário livre de selfies porque você fica em contraluz. Pense nisso.

FICA A CAMINHO: Jardim Buddah Eden, de Joe Berardo, no Carvalhal. 

 

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Montargil – 1 horas e 33 minutos

Montargil – 1 horas e 33 minutos

Vai demorar bem mais que uma hora para aqui chegar, mas tudo depende da velocidade. Atenção que não estamos a mandá-lo ir depressa. Até porque na barragem de Montargil não há pressas e o tempo passa devagar, ou não estivéssemos em pleno Alentejo. À volta da barragem há várias opções de alojamento, de hotéis e resorts de luxo ao parque de campismo onde pode montar a mais modesta das tendas e ainda assim passar uns dias de sonho. Canoagem, wakeboard, passeios a pé ou de bicicleta e ainda desportos como o canyon hiking – já vamos explicar. Aqui não se vai aborrecer de certeza.

ONDE FICAR: Hotel do Lago


A imagem da piscina infinita deste hotel deve ficar guardada na memória e recuperada de cada vez que estamos quase a desesperar em mais uma reunião. O Hotel do Lago fica na albufeira da Barragem de Montargil, um espelho de água ao qual se juntam mais quatro piscinas exteriores e uma interior. Para além dos 99 quartos e 6 suites há 11 villas para quem quer mais privacidade. Quartos a partir de 120€, Lago Montargil & Villas, Estrada Nacional 2, Montargil.

PARA PETISCAR: Retiro do Mocho


Não espere grandes luxos, a não ser nas doses. Está aqui para comer bem e o Retiro do Mocho tornou-se popular por isso mesmo. Aos fins-de-semana é difícil arranjar mesa, mas vale a pena esperar. Migas de espargos, sopa de cação ou lombinhos com gambas. Tudo a preços acessíveis. Foros do Mocho, Montargil. Todos os dias, 12.00-15.00 / 19.00-00.00. 24 290 4271.

A NÃO PERDER: Canyon hiking


Já ouviu falar em marmitas de gigante?
 Na barragem vai encontrar estas crateras que lhe vão fazer lembrar muita coisa – tupperwares de um gigante, porque não? 
A empresa de aquaturismo Azenhas da Seda organiza passeios de canyon hiking em Montargil que duram meio dia. Prepare-se para andar de capacete dentro de água, subir a rochas, visitar “o interior de canyons semi-secos” e descobrir piscinas 
naturais. 24 euros para adultos,18 euros para jovens e 12 euros
 para crianças. 26 644 8036. www.azenhasdaseda.com

MOMENTO INSTAGRAM: Um passeio de barco, caiaque ou mota de água no rio.

FICA A CAMINHO: Vá um bocadinho mais longe, até Mora, e visite o Fluviário, com várias espécies que habitam nos rios, como por exemplo as lontras – muito diferentes das que se encontram no Oceanário.

 

São Martinho do Porto – 1 hora e 36 minutos

São Martinho do Porto – 1 hora e 36 minutos

Acontece o mesmo com alguns filmes ou livros de culto: as pessoas que os conhecem ficam imediatamente ligadas por uma experiência comum e um sentimento de exclusividade partilhada. A baía de São Martinho do Porto tem um efeito parecido. Quem mergulhou naquelas águas sempre calmas – seja maré cheia ou vazia – ou já passou um Verão a pedinchar gelados na Avenida Marginal, conhece a magia desta praia.

O QUE TEM DE FAZER: Subir a Duna do Salir

No Sul da baía está a Duna do Salir, aquela que em tempos foi a maior duna da Europa. Lá do alto dos seus 50 metros de altura, está mesmo a pedi-las. Mas a pedir o quê ao certo? Que passemos 25 minutos a subi-la e 25 segundos a descê-la a rebolar. É o tipo de relaxamento que não existe em nenhum spa e cujos efeitos esfoliantes estão comprovados.

PARA FAZER CONVERSA: O que é feito da foca?

Há uns tempos uma simpática foca chegou à praia de São Martinho e por lá ficou. Dormiu nos insufláveis, posou para fotos e transformou-se em atracção turística. A foca Martinha, como foi baptizada, até deu origem a uma linha de merchandising e página de Facebook. Depois cansou-se da fama e desapareceu. Será que volta um dia destes?

ONDE COMER: Boca do Mar
, peixe fresco na Marginal com vista para a baía.

A NÃO PERDER: Os bolos da pastelaria Concha

É uma instituição da zona histórica de São Martinho do Porto. Uma pastelaria tradicional que honra
 a expressão “fabrico próprio” há mais de 60 anos. As tranças, os pastéis de nata, as areias e as argolas de ovo estão entre os favoritos da sua exigente clientela. Rua José Bento da Silva, 39.

MOMENTO INSTAGRAM: A baía, um cenário quase Disney que a sereia Ariel não desdenharia.

FICA A CAMINHO: Das Caldas da Rainha, do Museu José Malhoa, das cavacas e da loja da Fábrica Bordallo Pinheiro.

UMA CARTA DE AMOR 
A SÃO MARTINHO: 
No livro São Martinho do Porto, Momentos há mais de 70 imagens como a desta página, do fotógrafo Pedro Soares de Mello, acompanhadas pela prosa poética de Filipa Vera Jardim, que evoca memórias e um conhecimento profundo desta praia. Parsifal, 14 €. 

Comporta – 1 hora e 42 minutos

Comporta – 1 hora e 42 minutos

Na praia do Carvalhal não vai viver nenhuma odisseia no espaço – espaço para estacionar, espaço para estender a toalha. Basta afastar-se um pouco da confusão e poderá estender a toalha num areal quase só seu. A Praia do Carvalhal costuma entrar em qualquer competição de praias que se preze. Desde 2002 que tem consecutivamente Bandeira Azul e, mais ainda, a distinção de “Qualidade de Ouro”, uma espécie de Óscar das praias.

PARA PETISCAR: O Sal, na Praia do Pego


O restaurante Sal foi este ano considerado o melhor restaurante de praia do mundo – imagine-se – pela revista Condé Nast, à frente de restaurantes em destinos exóticos como a Tanzânia. Peixe fresco, picanha e sangria são as recomendações dos leitores da revista num menu onde também se destaca a sopa de peixes frescos com aioli e o shot de camarinha com molho de hortelã. Praia do Pego. Ter-Dom, 13.00-21.30. 26 549 0129. www.restaurantesal.pt

ONDE FICAR: Casas na Areia


Quem está ansioso por se descalçar e enterrar os pés na areia nem precisa de ir mais longe. Nas Casas na Areia nem tem de se sacudir bem à saída da praia. As quatro casas de luxo pensadas pelo arquitecto Manuel Aires Mateus numa antiga aldeia de pescadores ficam mesmo em cima da areia e também têm uma 
pequena piscina. Um paraíso. Os preços é que já são mais dos infernos: 600€/dia por um mínimo de 7
 noites (Sítio da Carrasqueira, Comporta). Para os
 mais remediados há alojamentos locais como a simpática Toca do Grilo, com quartos a partir de 40€/dia (Avenida 18 de Dezembro, Carvalhal) ou o Verde e Mar, a 70€/dia (Brejos da Carregueira de Cima).

A NÃO PERDER: Cavalos na Areia


Aqui os cavalos são tranquilos, já nos tinha garantido o dono da empresa Cavalos na Areia. Geralmente fazem-se dois passeios por dia, ambos de duas horas e para maiores de 11 anos. A viagem começa na Praia da Torre. Praia da Torre, Comporta. www.cavalosnaareia.com Passeios a 50 euros com duração de duas horas. Reservas com 48 horas de antecedência para o 91 900 2545.

PARA FAZER CONVERSA: Se a Comporta é um paraíso, também pode ser um paraíso para as melgas. Leve repelente para não ser devorado como foi há uns anos Cristina Espírito Santo numa entrevista ao Expresso sobre a Herdade da Comporta onde, dizia ela, “brincavam aos pobrezinhos”.

MOMENTO INSTAGRAM: No barco de Setúbal para Tróia, que até tem Via Verde.

FICA A CAMINHO: Se vai apanhar o barco em Tróia, vá até ao Casino e tente a sua sorte na banca francesa. Talvez faça dinheiro suficiente para prolongar a sua estadia por mais uns tempos. 

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Vale do Gaio – 2 horas

Vale do Gaio – 2 horas

Quem diria que este paraíso fica a 115 km de Lisboa?
 O Hotel Vale do Gaio, mesmo em cima da barragem Trigo de Morais, 
a menos de 30 quilómetros de Alcácer do Sal, é tudo o que precisa para desligar o telemóvel, parar de pensar em trabalho e finalmente atacar aquela pilha de livros que anda a adiar ler porque adormece sempre que chega à cama. Está tão longe da civilização que vai ter tempo de se dedicar a outras tarefas, como os mergulhos na piscina e a observação de pássaros – ou de astros, para quem de aves só quer saber da perdiz no prato.

ONDE FICAR E FICAR: Hotel Vale do Gaio

A antiga pousada foi recuperada e é agora um dos melhores hotéis do Alentejo, de onde vai ser difícil sair. Vistas para a barragem, uma piscina com um deck de madeira e várias actividades para quando já estiver farto de não fazer nada. Barragem Trigo de Morais, Alcácer do Sal. 26 566 9610. Desde 135 euros por noite. www.valedogaio.com

PARA PETISCAR: Restaurante do Vale do Gaio

Os donos do hotel também são proprietários do restaurante XL, em Lisboa, e isso é razão mais do que suficiente para que se preocupem com a qualidade do restaurante do hotel, com comida alentejana com um toque sofisticado. Experimente, por exemplo, o entrecosto de porco com açorda alentejana de tomate ou a lagueirada de polvo com batata a murro. Reservas: 26 566 9610.

A NÃO PERDER: O passeio 
de balão


A Passeios e Companhia organiza vários tipos de passeios e actividades na zona, desde birdwatching a rafting, passando por desafios de orientação que chegam a durar três horas. O mais invulgar parece ser o passeio de balão, que dura perto de uma hora e meia. A partir de 175 euros por pessoa. 96 808 4584. www.passeiosecompanhia.com

MOMENTO INSTAGRAM: Por aqui há várias pistas 
de geocaching espalhadas 
e até já foi criado o hashtag #geocachingalentejo. Enriqueça a colecção com fotos das paisagens que for encontrando pelo caminho. E boa sorte a descobrir a próxima caixa.

FICA A CAMINHO: Nada como um bacalhau à Boa Viagem para tornar a viagem mais longa. Faça uma paragem no Café Boa Viagem, onde a especialidade também é o cozido à portuguesa e o feijão de cebolada com carapauzinhos fritos. E.N.120, Olival Queimado. 26 562 2287. Encerra ao domingo.

 

Visite a Casa Mãe da Rota dos Vinhos

Visite a Casa Mãe da Rota dos Vinhos

O bom vinho à Casa Mãe torna. No centro de Palmela, há uma espécie de hub enólogo onde desagua o produto de 21 adegas da região ao preço que se compra no produtor. E onde pode marcar visitas e provas a todas elas ou inscrever-se em experiências que vão de passeios a participações em vindimas (veja o programa online). Aqui também se bebe a copo, mas a carta é mais curta. E ainda há fogaças de palmela, ésses de Azeitão e compotas da região. Pergunte pela Ilda, que ela dá respostas a tudo e sorrisos por nada. Atenção que terça-feira fecha portas.

Casa Mãe da Rota dos Vinhos, Horário de Inverno: Seg a Sab, 10.00 às 19.00, Dom 13.00 às 19.00, Encerra aos feriados. Largo de Sao Joao Baptista Palmela, 212 334 398, rotavinhospsetubal.com

Descubra a Quinta do Alcube

Descubra a Quinta do Alcube

A Quinta de Alcube está nas mãos da mesma família desde 1913 mas só em 2003 se dedicou à produção do vinho que discretamente lhe vai dando fama. E o que aqui se faz, só aqui se compra. São 20 hectares de vinhas de onde sai tudo o que é marca Quinta de Alcube. Lá para Palmela, noutros 40 hectares, produz-se o restante, vendido em box com marca Vale de Alcube (5lt/5,5€ ) ou Encostas de Alcube (3lt/5€ ). Tudo isto se pode provar ou beber a copo na adega (entre 1€ os vinhos de box e 3€ a reserva). O Quinta de Alcube Trincadeira e Syrah 2010 (6€ garrafa) fez questão de voltar connosco para Lisboa da última vez que lá fomos. Para visitas com provas, faça reserva. Inclui uma viagem por todo o circuito do vinho. Começa nos 5€ (prova de 5 vinhos) e vai até aos 12,5€ (vinhos, queijo, manteiga de ovelha e enchidos). Se aparecer sem avisar, também é bem-vindo: pode visitar tudo com o apoio de um audioguia (3€).

Quinta de Alcube, Rua do Alto das Necessidades, Azeitão, 212 191 566, alexandra.serra@quintadealcube.pt.

Vá comer peixe assado, do bom e barato

Vá comer peixe assado, do bom e barato

Ao domingo ninguém vai ao mar, portanto escusa de aparecer na Casa Morena na segunda-feira. Enquanto a sardinha engorda, pergunte pelos massacotes (pequenos besugos) ou atire-se a qualquer carapau que não seja mais comprido que uma mão. Se vir ovas, mande grelhar de entrada. Peça branco da casa (é do Sado, como algum peixe) e uma salada com pimentos assados. Tem 20 lugares lá dentro, mas o ideal é ficar na esplanada, que o tempo está bom para isso, ali junto ao grelhador comunitário que serve todo o largo da Fonte Nova. Vai sentar-se numa cadeira de plástico, comer numa toalha de papel e perceber que assar peixe é uma arte sadina. Mesmo com algum excesso, nunca vai pagar mais que 15 euros por pessoa.

Praça Machado dos Santos; 265221492 / 965 117 072; Só almoços. Fecha à segunda.

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Vá comer peixe assado, do melhor mas não tão barato

Vá comer peixe assado, do melhor mas não tão barato

É um altar do peixe. Cinco degraus que nos elevam até uma varandinha com esplanada (um batareo) ou para a sala que começa junto ao santuário em forma de vitrine. Uma frescura de horas que se escolhe a dedo. “Isto funciona assim: entra-se, escolhe-se, pesa-se, senta-se e come-se”. A explicação é de João, que abriu a casa Batareo há 15 anos. Nunca pescou peixes, mas é como se os pescasse. “O meu pai é pescador, na minha família é tudo pescadores, toda a vida fui ao mar. Sei comprar peixe e sei o que quero.” E nós também. De entrada (não precisa ser tudo no mesmo dia) queremos eiroz escalada (42€/kg), lulinhas (37€/kg) e ovas de pescada (37€/Kg, é melhor chegar cedo ou encomendar). Na grelha, como tudo aqui. Em dias de sorte, há barriga de atum. Depois siga o conselho de João, aceite qualquer peixe da vitrine e confie na arte de Armando que está lá fora no assador. Não evite as sobremesas, pergunte pela torta de laranja. O pão é brilhante e vem da Lagoinha, o vinho da casa vem de Palmela, serve-se gelado e ao litro. Não se esqueça dos cinco degraus à saída.

Rua das Fontaínhas 64, Setúbal, 265 234 148; só almoços, preço médio pessoa 25€, encerra à seg.

Explore a costa por terra e mar

Explore a costa por terra e mar

Caminhada, natação, slide, rapel, escalada, visita a grutas e mergulhos para a água que podem chegar aos 8 metros de altura. Tudo num único passeio de quatro horas ao longo de três quilómetros de costa, sempre com aquele mar que não se decide entre o verde e o azul à vista. Se é do tipo medricas, não desista já: o coastering junta duas coisas tão improváveis como adrenalina e tranquilidade e não impinge grandes loucuras a ninguém. “Aqui há sempre alternativas, ninguém é obrigado a fazer nada que não queira”, explica José Saleiro da Vertente Natural. Não quer saltar de tão alto? Salta de mais baixo. Não quer deslizar entre duas rochas preso por uma corda? Vai a nado. Não quer nadar mais? Vai a andar agarradinho aos pedregulhos. Em qualquer caso, vai equipado com fato térmico, ténis resistentes, capacete, arnês e colete flutuador. O passeio começa com uma subida a pé e um salto de seis metros e termina na praia paradisíaca da Ribeira do Cavalo.

Vertente Natural, loja 6 do Porto de Abrigo. 21 084 8919. www.vertentenatural.com. Coastering a partir de 35€.

Vá buscar farinha torrada a Sesimbra

Vá buscar farinha torrada a Sesimbra

Há muitas razões para redescobrir Sesimbra, como não nos cansamos de lhe dizer. Mas por estes dias, a não ser que queira ir ver o Carnaval, fique avisado que a vila está apinhada. Passe por lá de fugida (evite o domingo e a terça-feira) e abasteça-se de farinha torrada. A receita é antiga. Começou por ser uma espécie de barra energética que os pescadores levavam para o mar e acabou promovida a especialidade pasteleira. É um bolo denso que se serve em pequenos quadrados e que com o tempo fica duro mas dura. Da última vez trouxemos meio quilo mas durou pouco. A melhor, dizem as boas línguas, é esta, da Camponesa (se pedir direcções a um nativo, pergunte pelo Joaquim do Moinho). Farinha, açúcar amarelo, ovos, chocolate e limão. São 10€/kg.

Largo Eusébio Leão, 4, Sesimbra, 212 233 558.

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Vá comer tortas ao Cego

Vá comer tortas ao Cego

Aqui nasceram tortas e jamais se endireitaram. Há mais de cem anos que se fazem assim, enroladinhas e cheias de doce de ovos. Reza a história que as tortas de Azeitão foram criadas por uma senhora que era casada com um cego. Começaram por ser uns doces generosos para famílias abastadas, só mais tarde ganharam este formato individual. Foi a filha do cego quem criou O Cego – esta casa – em 1901. Há 40 anos que está nas mãos de José Pinto, 52 anos, mestre pasteleiro e humorista a tempo inteiro. É ele que supervisiona a produção das tortas. A receita é simples. Ovos, farinha, açúcar e canela como quase tudo em Azeitão. Mas estão longe de ser todas iguais e para nós estas são de longe as melhores (1,20€ uni). Aproveite e compre uns esses, esses admiráveis biscoitos com a forma que lhes dá nome e uma longevidade que lhes dá fama ­– comem-se mesmo em pedra (13€/Kg).

Pastelaria Regional O Cego, R José Augusto Coelho, 150, V Nogueira de Azeitão; 212 180 301; prcego@gmail.com

Beba o copo do século

Beba o copo do século

São mais de duzentos anos de história e metade disso está guardado numa garrafa de meio litro. O vinho Trilogia é uma das jóias da coroa da família Soares Franco e resulta da combinação de três grandes colheitas do século XX: 1900, 1934 e 1965. Só se fizeram 13.926 garrafas, mas ainda se encontram com facilidade (e 109 € no bolso). Na Adega de José Maria da Fonseca é possível fazer uma prova por 10€. É uma experiência única, acredite. E há muitas mais para fazer nesta casa, entre visitas, provas de vinhos (3,5€ a 8€) e provas enogastronómicas (33€). O atendimento é perfeito, peça para falar coma a Ana ou com a Margarida, se ainda estiverem por lá.

Casa Museu JMF, R José Augusto Coelho 11/13, 2925-942 Azeitão, 21 219 8940, 10.00 às 12.00, 14.30 às 17.30

Experimente uma sandes de choco frito

Experimente uma sandes de choco frito

Em Setúbal o choco come-se assado, com ou sem tinta, em ensopado, à antiga, em caldeirada, estufado, ao alhinho, de pitéu, em feijoada de ovas e de todas as maneiras que a imaginação permite. Se quiser descobrir quantas, saiba que até 5 de Março está a decorrer O Festival do Choco que tem palco em 26 restaurantes da cidade. Mas a verdade é que só quando foi embrulhado num polmo e mergulhado em gordura a ferver é que o bicho ganhou fama. Ora, o conselho que aqui lhe damos é que experimente o cefalópode ao lanche entre duas fatias de pão. Pode ser na Casa Santiago, ali mesmo em frente ao cais de embarque dos ferries, que há 40 anos é conhecida como Rei do Choco Frito. Uma dica: cada bicho tem oito braços e dois tentáculos. E é só isso que deve exigir dentro do pão quando comer o choco em sandes. 

Casa Santiago, O Rei do Choco Frito, Avenida Luísa Todi, 92, Setúbal, 265 221 688, 09.00 às 16.00, 18.00 às 22.00. Dose 13€, ½ dose 7€, sandes 2.60€.

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Faça um piquenique no inferno

Faça um piquenique no inferno

A praia do Penedo é um paraíso conhecido por Praia do Inferno e o caminho para lá chegar é um purgatório para anjinhos. Partindo da Aldeia Nova, junto à estrada N379, é uma hora a calcorrear trilho de serra que finaliza com uma descida abrupta. O nosso conselho é que não se meta em aventuras e peça boleia ao pessoal da Vertente Natural. A viagem de ida e volta de barco fica a 19 euros por pessoa e se quiser pode juntar um cesto de piquenique cheio de coisas boas da região para gozar na areia: pão, queijo, Moscatel e farinha torrada. Eles tratam de tudo. Pelo preço certo a experiência pode ir subindo de nível, até incluir a montagem de uma tenda na praia.

Vertente Natural, loja 6 do Porto de Abrigo. 21 084 8919. www.vertentenatural.com. Viagens a partir de 19€.

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