A cidade aguardava o seu novo museu, ali a meio caminho entre Alcântara e Belém. Chegou atrasado, mas chegou – em Março. O MACAM abriu portas e trouxe com ele um hotel, um bar que é também sala de concertos e um restaurante com cozinha de chef, o Contemporâneo. A arte é, aliás, a inspiração que atravessa todo o complexo (que combina um palácio do século XVIII e uma edificação de traça contemporânea). Além da colecção residente, composta por mais de 600 obras, existe uma galeria dedicada a receber outras colecções de arte privadas. As obras chegam a estar dispostas nos 64 quartos do hotel, bem como nos corredores e outras áreas comuns. No bar, também ele aberto ao público, convém acompanhar a agenda de concertos e artes performativas. É uma capela, mas já devidamente dessacralizada.
A pós-modernidade está inundada de cinismo (e vocês não estão a ajudar, gen Z). Houve alguma coisa de bom este ano? O exercício é recebido com caras de dúvida. Ocorrem-nos amarguras, inferenças. Quais foram os melhores concertos? “Foram todos maus.” Mas é claro que não foram. E é claro que, enquanto o diabo do sarcasmo esfrega um olho, começamos a desfiar um rol de novidades e eventos que nos ficaram na memória pelas melhores razões. Tantas que o problema inverte-se: não dá para escolhermos mais do que um por categoria? E mais categorias? “Não me venham com menções honrosas!” É preciso escolher – e nisso a equipa da Time Out tem muita prática. Mãos à obra, então: eis o melhor de Lisboa em 2025.
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