O roteiro perfeito no Poço dos Negros

Bares, lojas, restaurantes e pontos culturais, tudo num dos bairros mais interessantes de Lisboa. Este é o roteiro perfeito no Poço dos Negros
Fotografia: Manuel Manso Hello, Kristof
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O bairro é pequeno, mas não pode ser medido aos palmos. Dos bares e restaurantes às lojas e pólos culturais, nos últimos anos, a Rua do Poço dos Negros e arredores ganhou nova vida e vale a pena tirar um dia para explorar as ruas e travessas, a meio caminho entre Santos e o Cais do Sodré. Há lá de tudo: design português, teatro, burlesco e especialidades dos quatro cantos do mundo. Apanhe o eléctrico 28 e use este roteiro para desbravar à nova zona cool da cidade.

O roteiro perfeito no Poço dos Negros

água no bico
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Vegetariano

Água no Bico

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Levámos com milhares e milhares de anos de evolução em cima para agora... voltarmos às origens. Este restaurante aposta na dieta paleo, rica em frutas da época e carnes de caça e pasto, mas não só. Também servem comida vegetariana, vegan e crudívora. Quando o tempo ajuda, pode sempre ocupar a esplanada que, diga-se de passagem, é um dos oásis do bairro.

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+351
©DR
Compras, Moda

+351

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A Poiais de São Bento é, oficialmente, uma rua com indicativo português. Nos últimos dois anos, Ana Penha e Costa andou à procura de poiso para a sua marca. Chiado? Muito caro. Príncipe Real? Nada a ver. Então, porque não abrir ao pé de casa? Dito e feito. A +351 veio parar ao sítio onde Ana costumava comprar lâmpadas. O espaço dá para expor toda a colecção (cada vez maior e cada vez mais virada para os homens), serve de showroom para receber os revendedores e ainda tem o ateliê lá atrás.

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Pólo cultural gaivotas
Fotografia: Ana Luzia
Arte, Centros de artes

Polo Cultural Gaivotas | Boavista

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Música, dança e teatro – a câmara quis encher a antiga escola de projectos artísticos e conseguiu. A taxa de ocupação dos espaços de trabalho ainda não parou de aumentar desde a abertura e todas as semanas são um corrupio de ensaios e gravações. O mesmo acontece com os apartamentos destinados a residências artísticas. A lotação tem variado entre os 80 e os 100 por cento. No pátio, a intervenção de Vhils é uma das atracções principais.

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Companhia Portugueza do Chá
Fotografia: Ana Luzia
Compras, Mercearias finas

Companhia Portugueza do Chá

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Não estranhe se a Rua do Poço dos Negros for ficando cada vez mais aromatizada, à medida que se aproxima de São Bento. É tudo por causa da quantidade de potes de chá que esta casa tem lá dentro e das vezes que os abre para os clientes cheirarem. Atrás do balcão está Sebastián Filgueiras, um argentino que percebe da matéria e que achou que Lisboa estava com falta de chá.

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bar irreal
Fotografia: Ana Luzia
Noite, Cafés/bares

Bar Irreal

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Este bar nunca nega, à partida, uma arte que desconhece. Se bem que isso não é difícil, já que são, precisamente, as artes o prato principal. Quando o espaço no Atelier Real (no andar de cima) começou a ser pouco, abriu-se o rés-do-chão à cidade, com pinta de bar hospitaleiro. Lá dentro, acontece de tudo, das sessões de poesia ao teatro experimental. Quer petiscar qualquer coisa? É intelectualmente menos exigente, mas também se arranja.

A avó veio trabalhar
Fotografia: Ana Luzia
Compras, Designer

A Avó Veio Trabalhar

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Estas avós já dispensam apresentações e o projecto encontrou no Poço dos Negros um cantinho cheio de charme. Mantas quentinhas, almofadas farfalhudas, bonecos fantásticos e até luvas – estas avós já fizeram de tudo e onde põem as mães deixam Lisboa (e não só) de queixo caído. Mas elas não param. Quando não são convidadas para dar workshops fora, abrem a porta da própria casa para ensinar a bordar e a tricotar e chegam a provar que a serigrafia não é só para os mais novos.

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The Mill
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Pastelarias

The Mill

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O The Mill é uma cafetaria ao estilo nórdico cheia de pinta que fica no Poço dos Negros e até vende a própria loiça. A lista de opções do brunch é imensa, e divide-se entre pratos frios e quentes. Há salada de fruta fresca com iogurte, muesli bircher com iogurte, flocos de aveia, maçã, mel e canela, há fatias douradas com bacon e xarope de bordo, ou a tigela picante, com ragoût de feijão vermelho, pimentos e tomate assado no forno com ovo estrelado. Há dois módulos de brunch para dois preços, e há, finalmente, bebidas como bloody mary. Ao almoço e jantar servem refeições ligeiras e petiscos e à noite, até às 23.00, funcionam como wine bar.

oficina coletiva
©DR
Compras, Designer

Oficina Colectiva

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Os arquitectos Ana e Filipe chegaram e espetaram a bandeirinha numa antiga padaria. À volta, existiam mercearias e cafés, pouca gente nova, como agora se vê para lá e para cá. A própria moda dos espaços de cowork ainda estava verdinha. Além dos projectos próprios, a Oficina Colectiva dá guarida a outros residentes. A entrada, com ares de loja, ainda tem vestígios de quem passou por aqui. É o caso da Toyno, que deu os primeiros passos na Poço dos Negros. Também demos de caras com os cadernos da Namban, o projecto das horas vagas de Ana e Filipe. Um trabalho manual feito na sala do fundo, longe das montras, onde convém guardar os segredos do negócio.

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Restaurantes, Sumos

YAO Pressed Juicery

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

É uma espécie de balcão de boas-vindas à entrada do bairro. Duarte centrou o negócio nos sumos de pressão a frio, logo uma paragem aqui só pode resultar numa escolha saudável. Além dos sumos de frutas e vegetais, há batidos, leites de amêndoa caseiros e boosters. Se passar na direcção oposta, até sobe a Calçada do Combro com outra energia.

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rés do chão
©DR
Compras, Designer

Rés do Chão

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Sabe aqueles agentes imobiliários de fatiota e cheios de lábia? Nada a ver, embora o Rés do Chão seja responsável pela vinda de alguns vizinhos para o bairro. Tudo começou com um mapa de todos os pisos térreos desocupados. A partir daí, a equipa começou a servir de intermediário entre proprietários e possíveis inquilinos. Foi assim que projectos como A Avó Veio Trabalhar e o Clube Royale vieram aqui parar. Depois, veio o espaço próprio. Uma espécie de cowork, virado para o design e com montra para a rua. Por estes dias, as mochilas da Airosa e o estacionário e decoração da Malta & Cª ocupam a loja, naquele que é o segundo espaço do bairro ocupado pelo Rés do Chão.

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