Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right O roteiro perfeito no Poço dos Negros

O roteiro perfeito no Poço dos Negros

Bares, lojas, restaurantes e pontos culturais, tudo numa das zonas mais cool de Lisboa.

Por Mauro Gonçalves e Francisca Dias Real |
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Hello, Kristof
Fotografia: Manuel Manso Hello, Kristof

O bairro é pequeno, mas não pode ser medido aos palmos. Dos bares e restaurantes às lojas e pólos culturais, nos últimos anos, a Rua do Poço dos Negros e arredores (que é como quem diz as transversais) ganhou nova vida e vale a pena tirar um dia para explorar as ruas e travessas, a meio caminho entre Santos e o Cais do Sodré. Há lá de tudo: design português, teatro, burlesco, café de especialidade e especialidades dos quatro cantos do mundo. Apanhe o eléctrico 28 e use este roteiro para desbravar uam das zonas mais cool da cidade.

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O roteiro perfeito no Poço dos Negros

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Companhia Portugueza do Chá
Fotografia: Ana Luzia
Compras, Mercearias finas

Companhia Portugueza do Chá

Chiado/Cais do Sodré

Não estranhe se a Rua do Poço dos Negros for ficando cada vez mais aromatizada, à medida que se aproxima de São Bento. É tudo por causa da quantidade de potes de chá que esta casa tem lá dentro e das vezes que os abre para os clientes cheirarem. Atrás do balcão está Sebastián Filgueiras, um argentino que percebe da matéria e que achou que Lisboa estava com falta de chá.

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+351
©DR
Compras, Moda

+351

Chiado/Cais do Sodré

A Poiais de São Bento é, oficialmente, uma rua com indicativo português. A +351 veio parar ao sítio onde Ana Penha e Costa costumava comprar lâmpadas. O espaço dá para expor toda a colecção (cada vez maior e cada vez mais virada para os homens), serve de showroom para receber os revendedores e ainda tem o ateliê lá atrás.

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água no bico
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Vegetariano

Água no Bico

Chiado/Cais do Sodré

Levámos com milhares e milhares de anos de evolução em cima para agora... voltarmos às origens. Este restaurante aposta na dieta paleo, rica em frutas da época e carnes de caça e pasto, mas não só. Também servem comida vegetariana, vegan e crudívora. Quando o tempo ajuda, pode sempre ocupar a esplanada que, diga-se de passagem, é um dos oásis do bairro.

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Tinta nos Nervos
Fotografia: Duarte Drago
Coisas para fazer

Tinta nos Nervos

Estrela/Lapa/Santos

É galeria, café e livraria, tudo ao mesmo tempo bem no coração da Madragoa. Sob o lema de que o desenho não tem fronteiras, é a esta arte que a Tinta nos Nervos se dedica. Na livraria doura as prateleiras autores como Philipe Guston, Lorenzo Mattotti, Robert Crumb, Charles Burns, Bruno Munari, Hector de la Valle, Maria João Worm, Dinis Connefrey, Filipe Abranches, André Ruivo ou Ema Gaspar. Na galeria as exposições vão rodando, sempre com a premissa de o artista ou artistas criarem um objecto em exclusivo para o espaço. Ao fundo há um café com esplanada interior, onde além de chávenas de cafézinho da Flor da Selva e pão da Gleba, há espaço para ler e para participar nos workshops e conversas que vão aparecendo na agenda.

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5
Avocado House
©Manuel Manso
Restaurantes

Avocado House

Estrela/Lapa/Santos

Na Avocado House, um restaurante onde todos os pratos levam abacate, das panquecas ao hambúrguer, dá para actualizar as suas redes sociais. E se no início o mais difícil foi criar um menu completo, depois o problema foi tornar a carta mais concisa. As cascas do abacate são utilizadas como taças para os “abacatados”, com bacon caramelizado, ovos mexidos, cebolinho, endro e salada de gaspacho, uma minissalada caprese, com abacate, pesto, mozarela, tomate cherry e manjericão ou uma versão vegan com grão de bico, lentilhas, tomate, cebola, coentros e salada de gaspacho. A escolha continua com saladas com influência internacional, servidas a partir das 12.00, como a sok yacha salad, da Turquia, feita com arroz preto integral, za’atar, requeijão, abacate, espinafres, alface, romã e molho de mostarda dijon. Há opções com mais substância, como os hambúrgueres servidos no meio de um abacate ou entre pão de espinafres e caril e tártaros e ceviches, como o salmon tartare, com abacate e arroz preto ou o de filet mignon, com gema de ovo, abacate, pickles e chips de batata doce. A partir das 19.00, há tacos. À sobremesa, prove o avo tuga, com abacate, vinho do Porto, açúcar amarelo, canela e chocolate, o cheesecake ou a mousse de chocolate, feita com tâmaras, cacau, banana e abacate.  

6
Loja 27 lisboa, lisboa
Fotografia: Manuel Manso
Compras

27 Lisboa

Chiado/Cais do Sodré

Que as tendências sustentáveis e vegans estão na moda, já não é novidade. A 27 Lisboa é só mais uma prova disso, e reúne num só espaço pequenos pedaços do mundo, desde brinquedos para crianças a peças de mobiliário, sempre tudo amigo do ambiente. Há peças de cerâmica, garrafas de vidro, brinquedos de madeira para miúdos, velas e difusores, cosmética orgânica ou sacos de pano.

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7
Arca Tattoo Parlour
Fotografia: Duarte Drago
Coisas para fazer

Arca Tattoo Parlour

Castelo de São Jorge

O néon verde voltado para a rua denuncia o residente da Calçada Marquês Abrantes, em Santos – é o Arca Tattoo Parlour, o estúdio de tatuagens onde Igor Gama, Nicole Lourinho e Bela Hilário dão uso às agulhas para gravar o corpo de quem entra. Quadros com desenhos de caveiras, dragões, pássaros ou figuras místicas – como uma espécie de tatuagens emolduradas – decoram o espaço, todo em tons pastel e com plantas a dar-lhe vida.  O estúdio funciona por marcações: o cliente leva ideias e a partir daí o desenho é trabalhado por um dos tatuadores, ainda que atendam alguns walk ins essa não é a prioridade dos tatuadores. Um dos elementos diferenciadores deste espaço são também os tatuadores convidados, ou guests, que vão aparecer com frequência por estas bandas. 

8
Café Boavida
©Duarte Drago
Restaurantes

Café Boavida

Chiado/Cais do Sodré

À excepção do pão de fermentação lenta e dos croissants folhados, é tudo feito ali, numa linha de cozinha 100% sustentável presente nas tibornas e saladas, nos pratos e sopas do dia, assinados pela chef Ana, do Banana’s Kitchen; o café é 100% arábica, torrado a lenha em Lisboa; no andar de cima há um espaço de exposições dinâmico que também pode receber workshops; e às quintas é dia de concerto.

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9
flor da selva
©Arlindo Camacho
Coisas para fazer

Flor da Selva

Estrela/Lapa/Santos

A funcionar desde 1950, a Flor da Selva foi fundada pelo pai de Jorge Monteiro, Manuel Monteiro, que ali passou grande parte da sua vida. O negócio de torrefacção de café é dos poucos na cidade que mantém características artesanais, torrado a lenha – e, se depender de Jorge e do seu filho Francisco, que há uns anos começou a interessar-se pelo negócio, assim vai ser para sempre, para não alterar as propriedades do café. O melhor é visitar a casa (segundas e quartas) e perceber os vários tipos de café e como funciona a torra. Há cafés portugueses, de origem, biológicos, de especialidade e personalizados – para quem ali vai propositadamente criar os seus lotes.

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Food
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Mercearias finas

Food

Chiado/Cais do Sodré

É metade cafetaria, metade mercearia, mas tudo biológica. Na parte da mercearia há uma boa dose de produtos portugueses. O maior fornecedor de produtos frescos é a Horta do Adão, uma horta de Loures, mas também tem muitas coisas da Biofrade. Há prateleiras repletas de granolas, como a da portuguesa Eattitude, que servem aos pequenos-almoços na parte da cafetaria, em taças de açaí ou em iogurtes; produtos da Iswari ou da Origens bio; barrinhas energéticas da Roobar ou da Raw Bite; uma garrafeira completamente biológica e portuguesa com Hummus, Vale da Capucha ou Casa de Mouraz, cerveja Vadia orgânica, mel artesanal da Meirinho ou enchidos espanhóis da Ecoriera. Na cafetaria há uma carta com alguns pratos fixos, como o tártaro e carpaccio de novilho biológico, sanduíches, tártaros, saladas e uma sopa fresca diferente todos os dias, feita com os legumes da mercearia.

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fauna e flora
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Fauna & Flora

Estrela/Lapa/Santos

Serve pequenos-almoços, almoços e brunches a la carte e é grande apologista do brinner (o pequeno-almoço ao jantar). O Fauna&Flora abriu em Dezembro de 2017 e desde então está no top dos cafés mais instagramáveis da cidade. As panquecas são as grandes estrelas da carta (que tem também uma variedade grande de bowls e tostas): são altas e fofas, há desde as de aveia e banana com iogurte grego e compota caseira da época às de frutos vermelhos com doce de leite, com manteiga de amendoim, banana, frutos secos torrados e chocolate quente ou de matcha com lemon curd. Há também uma versão salgada, com bacon crocante, ovo estrelado, maple syrup e cebola caramelizada.

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Pap'Açorda - Tomatada de Ovo Escalfado
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Escalfado

Chiado/Cais do Sodré

O azulejo já gasto do tempo forra as paredes. O chão e o balcão são em mármore, e há cadeiras rabo de bacalhau, típicas do mobiliário popular português, à volta da mesa. O cenário parece de outros tempos, mas o Escalfado é de agora. Neste café do triângulo do Poço dos Negros, combina-se o melhor do pequeno-almoço e o melhor do almoço – e não, não estamos de falar de brunch. A carta resulta numa combinação de comida portuguesa com influências de cozinhas do mundo, sempre com a sazonalidade debaixo da manga e os produtores locais em vista. Mais: aqui não entram ovos de aviário, vêm todos de galinhas criadas ao ar livre. Não é cozido, não é estrelado, não é mexido – aqui o ovo é sempre escalfado e está em todo o lado, seja em cima da tosta de abacate ou ao lado da barriga de porco. Também há sumos naturais e café de especialidade para acompanhar. 

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Pólo cultural gaivotas
Fotografia: Ana Luzia
Arte, Centros de artes

Polo Cultural Gaivotas | Boavista

Chiado/Cais do Sodré

Música, dança e teatro – a câmara quis encher a antiga escola de projectos artísticos e conseguiu. A taxa de ocupação dos espaços de trabalho ainda não parou de aumentar desde a abertura e todas as semanas são um corrupio de ensaios e gravações. O mesmo acontece com os apartamentos destinados a residências artísticas. A lotação tem variado entre os 80 e os 100 por cento. No pátio, a intervenção de Vhils é uma das atracções principais.

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bar irreal
Fotografia: Ana Luzia
Noite, Cafés/bares

Bar Irreal

Chiado/Cais do Sodré

Este bar nunca nega, à partida, uma arte que desconhece. Se bem que isso não é difícil, já que são, precisamente, as artes o prato principal. Quando o espaço no Atelier Real (no andar de cima) começou a ser pouco, abriu-se o rés-do-chão à cidade, com pinta de bar hospitaleiro. Lá dentro, acontece de tudo, das sessões de poesia ao teatro experimental. Quer petiscar qualquer coisa? É intelectualmente menos exigente, mas também se arranja.

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Dear Breakfast, brunch, pequeno almoço
©Francisco Santos
Restaurantes

Dear Breakfast

O novo Dear Breakfast quer prolongar (e melhorar) as manhãs, com ovos de todas as maneiras e feitios, tostas e sumos naturais. Há ovos Benedict, Royal, Florentine e Rothko, além dos tradicionais ovos mexidos, cozidos e omeletes. Toda a atmosfera foi pensada ao pormenor para ser uma boa maneira de começar bem o dia: a luz não é agressiva, os aromas são suaves, as cadeiras são em veludo azul e rosa e a música é sempre chill. E para quem não liga a horários, come o pequeno-almoço à hora do almoço ou do lanche, e gosta mesmo é de ficar a trabalhar num café, não vai ter de andar a passar os cabos do computador, que há muitas tomadas.   

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kasutera
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Pastelarias

Kasutera

Chiado/Cais do Sodré

A história do pão-de-ló japonês começa no século XVI, quando os portugueses chegaram ao Japão e o pão-de-ló deu origem a este bolo feito em grandes formas quadradas de seis quilos e cortado depois em pedaços mais pequenos. É a receita original que Ingrid Correia e Tiago Cabral Ferreira fazem na Rua do Poço dos Negros, com Bruno Hortelão, pasteleiro que domina sem problema as tais formas de seis quilos ainda quentes. Nesta loja fabricam e vendem o bolo embalado em caixas com a simplicidade e assertividade japonesa, no sabor tradicional e numa versão com matcha.

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The Mill
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Pastelarias

The Mill

Chiado/Cais do Sodré

O The Mill é uma cafetaria ao estilo nórdico cheia de pinta que fica no Poço dos Negros e até vende a própria loiça. A lista de opções do brunch é imensa, e divide-se entre pratos frios e quentes. Há salada de fruta fresca com iogurte, muesli bircher com iogurte, flocos de aveia, maçã, mel e canela, ou a tigela picante, com ragoût de feijão vermelho, pimentos e tomate assado no forno com ovo estrelado. 

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oficina coletiva
©DR
Compras, Designer

Oficina Colectiva

Chiado/Cais do Sodré

Os arquitectos Ana e Filipe chegaram e espetaram a bandeirinha numa antiga padaria. Além dos projectos próprios, a Oficina Colectiva dá guarida a outros residentes. É o caso da Playmat, da Kuva ou da Two One. Também demos de caras com os cadernos da Namban, o projecto das horas vagas de Ana e Filipe (um trabalho manual feito na sala do fundo, longe das montras, onde convém guardar os segredos do negócio).

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19
sumo yao pressed juicery
Restaurantes, Sumos

YAO Pressed Juicery

Chiado/Cais do Sodré

É uma espécie de balcão de boas-vindas à entrada do bairro. Duarte centrou o negócio nos sumos de pressão a frio, logo uma paragem aqui só pode resultar numa escolha saudável. Além dos sumos de frutas e vegetais, há batidos, leites de amêndoa caseiros e boosters. Se passar na direcção oposta, até sobe a Calçada do Combro com outra energia.

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rés do chão
©DR
Compras, Designer

Rés do Chão

Chiado/Cais do Sodré

Sabe aqueles agentes imobiliários de fatiota e cheios de lábia? Nada a ver, embora o Rés do Chão seja responsável pela vinda de alguns vizinhos para o bairro. Tudo começou com um mapa de todos os pisos térreos desocupados. A partir daí, a equipa começou a servir de intermediário entre proprietários e possíveis inquilinos. Foi assim que projectos como A Avó Veio Trabalhar e o Clube Royale vieram aqui parar. Depois, veio o espaço próprio. Uma espécie de cowork, virado para o design e com montra para a rua. 

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21
nomad goods, loja
Compras

Nomad Goods

Grande Lisboa

Teve a sua fase nómada, cheia de dúvidas e incertezas, mas assentou. Natália Vitorino abriu a Nomad Goods, uma loja despretensiosa, cheia de minimalismos e que põe o design num altar. E, não contente, ainda acrescentou à equação um café e um ateliê. A Nomad Goods tem casa no número 27, toda catita e com um neón rosa chiclete a espreitar cá para fora, tudo pelas mãos de Natália, designer gráfica e de interiores, que decidiu pôr mãos à obra e criar um projecto à sua imagem, tudo de raiz, tudo da sua autoria. As inspirações para a Nomad Goods vieram de longe e de vários pontos do mapa mundo, tal como manda o nomadismo. Dos tapetes da Califórnia às almofadas com padrões, colheres de madeira, peças em casca de coco, jarras em cerâmica da Indonésia ou do Vietname.

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l'anisette
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Francês

L'Anisette

Chiado/Cais do Sodré

São os croissants quentinhos, o pain au chocolat acabado de sair do forno, as saladas, queques, sandes, torradas e sumos de fruta. Tudo supervisionado pelo chef Christian Calmeau, responsável pelo restaurante francês L'Anisette que, no início de Julho, abriu portas na Rua de São Bento. Com a mulher, trocou Nice por Lisboa, mas trouxe nas malas o melhor da gastronomia do Sul de França, dos vinhos e queijos, entre outros petiscos, à padaria e à pastelaria. É só seguir o cheirinho.

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clube royale
Fotografia: Arlindo Camacho
Noite, Cabaret e burlesco

Clube Royale

Chiado/Cais do Sodré

Uma vez por mês? Aqui, só tem de esperar até sexta-feira. Em cartaz, as grandes estrelas do burlesco lisboeta – Lady Myosotis (fundadora do Lisbon Underground Burlesque), Manu de La Roche e Veronique DiVine revezam-se para aquecer o serão. Cantam, dançam e despem, quase sempre ao som do piano. Além da boa forma física, há que dar mérito ao guarda-roupa, investimento de uma vida, quando não se quer andar sempre a repetir o modelito. Lingerie, plumas, corpetes, vestidos, saias, tapa-mamilos e, feitas as contas, a soma pode ultrapassar os mil euros num único figurino. Raras são as noites em que o espectáculo não começa na montra. Chama-se a clientela para mesa, seja para jantar ou para beber um cocktail xpto, e tira-se algum proveito do enquadramento da fachada. Se ficar com vontade de experimentar, estas estrelas partilham os truques todos. Volta e meia, o Clube Royale recebe workshops de burlesco, e olhe que têm fama de conseguir desinibir os mais acanhados.

 

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Galerias de São Bento
©João Azevedo
Compras

Galerias de São Bento

Chiado/Cais do Sodré

Um espaço meio difícil de definir e que não podemos, de maneira nenhuma, julgar pela fachada. É que lá dentro, há muito mais para descobrir. A loja, que dá a cara pelas Galerias de São Bento, está composta com acessórios de moda e decoração made in Portugal, mas o cowork já mexe e junta profissionais de várias áreas.

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Hello, Kristof
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Cafeteria

Hello, Kristof

Chiado/Cais do Sodré

Quando abriu, o Hello, Kristof era o primeiro do seu género em Lisboa. Falamos de estilo, claro, a primeira coisa quer nos salta à vista, quer em fotografias como esta, quer quando entramos. Um interior ao estilo nórdico, gente com pinta e MacBooks com fartura fazem dele um dos melhores cenários da cidade, pelo menos para a hora do lanche. Entre as especialidades estão o latte e o bolo de abacate. Além de comer bem e lavar as vistas, pode sair com uma revista debaixo do braço. Essa secção está logo ao lado e só tem capas incríveis.

+ Os melhores cafés de Lisboa

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lara boticário na cão solteiro
©Joana Dilão
Teatro, Teatros

Cão Solteiro

Chiado/Cais do Sodré

O número 120 não serve só de base a esta companhia de teatro lisboeta. Para Paula Sá Nogueira, directora da companhia, é difícil sair do papel de moradora do bairro. Está aqui há mais de 40 anos, por isso é do tempo em que o pequeno comércio de famílias proliferava e ninguém precisava de sair destes quarteirões para fazer o que fosse.

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casa baldaya
Fotografia: Ana Luzia
Noite, Vida noturna alternativa

Casa Raphael Baldaya

Chiado/Cais do Sodré

Cá está a Casa Raphael Baldaya desde 2013, numa referência descarada ao universo astrológico de Fernando Pessoa, sempre de guitarra, piano e microfone à disposição das visitas. A agenda não pára: poesia, tertúlias, jazz e contadores de histórias a toda a hora. Até os comes e bebes, que estão longe de ser a especialidade da casa, já ganharam fama. Os petiscos só têm um tamanho: é grande e para partilhar.

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la argentina
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Pastelarias

La Argentina

Chiado/Cais do Sodré

O nome, as receitas, as doceiras – tudo neste negócio é importado da Argentina. Mas valeu a pena a travessia. Depois de 15 anos a viver em Portugal e a fazer bolos e bolinhos em casa, Emília e a mãe abriram uma loja só para as próprias guloseimas. A especialidade é só uma: alfajores, as deliciosas bolachas argentinas com doce de leite.

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Apaixonarte
©Alpio Padilha
Compras, Designer

Apaixonarte

Chiado/Cais do Sodré

Isto de ter sido dos primeiros a chegar é, hoje, com o andamento que o bairro leva, motivo de orgulho. Cláudia Cordeiro chegou em 2012, quando ainda eram poucos os turistas que passavam por aqui. Trouxe às costas o design contemporâneo português, sem galos de Barcelos nem sardinhas, mas com ideias suficientes para montar uma loja de souvenirs com pinta. No mesmo espaço, sobram umas quantas paredes pera exposições. Vão rodando de mês a mês e mostram sempre o trabalho de artistas emergentes.

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Restaurantes

Tambarina

Chiado/Cais do Sodré

Aqui serve-se a comida tradicional cabo-verdiana, com especial destaque para a cachupa de carne, de peixe ou a especial, em meias doses ou doses completas, para duas pessoas. Há também muamba de galinha, mandioca com carne de vaca e uma sobremesa de coco com leite condensado cozido muito gulosa. Tudo isto com música ao vivo de quarta a domingo.

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gaivotas 6
Fotografia: Ana Luzia
Arte, Centros de artes

Rua das Gaivotas 6

Chiado/Cais do Sodré

Mais do que apenas teatro, a casa dos Praga é o sítio perfeito para misturar expressões artísticas diferentes. Assenta perfeitamente no espaço e fica sempre bem ao anfitrião abrir as portas a outros autores e companhias. O teatro não é a única atracção. Há uma biblioteca bem recheada ao dispor das visitas, e um café para encher o bandulho.

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lena
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras, Moda

Urban Lena Motorcycles

Chiado/Cais do Sodré

A Urban Lena Motorcycles tardou, mas chegou. E está bem apetrechada. Porque andar por aí de mota bem equipado não implica abdicar do estilo, as marcas de roupa e de acessórios foram escolhidas a dedo. À paixão por motas dos donos, juntou-se a dificuldade em encontrar certas marcas em Lisboa. E o que é que estas peças têm de especial? Além de quentes e confortáveis, são do tipo hiper-resistente. Falamos da Crave for Ride, da Roland Sands Design e da Dickies Motorcycle Outfitters. Menos técnicos mas cheios de pinta, os famosos blusões da Schott (a marca do perfecto preto de James Dean), as mochilas da Topo, feitas à mão algures no Colorado, e as portuguesas Bashô, que migraram das bicicletas para as motorizadas, compõem a loja.

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mercearia do poço dos negros
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Mercearias finas

Mercearia Poço dos Negros

Chiado/Cais do Sodré

Aqui, há um bocadinho do país inteiro. Os produtos industrializados resumem-se ao estritamente necessário, tudo o resto fica a cargo de receitas caseiras e de pequenos produtores. Há queijos, enchidos, doces, frutos secos e isto é só o início. Pelas prateleiras há ainda vinhos, alguns deles biológicos, garrafas de ginjinha, frascos com mel de rosmaninho, outros com codorniz em escabeche ou polvo em conserva, vários azeites, latas de sardinha, bolachinhas para o chá e ainda pão fresco alentejano, que chega todos os dias.

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tânia gil joias
©DR
Compras, Joalharia

Tânia Gil

Chiado/Cais do Sodré

São jóias, mas algumas mais parecem fragmentos de natureza encontrados por aí. E não é por acaso. Tânia Gil é outra das tais joalheiras recolectoras, por isso, é pau, é pedra, é buzio, é concha, é o que aparecer pelo caminho. Esta artesã é pouco dada ao ouro. Fica-se pela prata e pelo bronze, uma combinação sombria, mas que resulta na perfeição nas mãos de Tânia. Além de vender as suas peças, foi aqui que também montou o ateliê, um bónus para quem entra para fazer compras.

Espreite também

centro de marvila, Praça David Leandro da Silva,
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

Roteiro perfeito em Marvila

Até há pouco tempo, era o ponto cardeal mais desprezado de Lisboa, mas, lentamente, começa a ganhar vida e pontos de interesse. É, aliás, a única zona da cidade em acelerada renovação sem ter o turismo como alavanca. 

principe real, top
Fotografia: Arlindo Camacho
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias no Príncipe Real

É o bairro onde os níveis de FOMO (a sigla inglesa que significa fear of missing out, uma espécie de estar a perder qualquer coisa incrível) atingem valores elevadíssimos. Se correr o bairro de uma ponta à outra, sem contar com restaurantes do mundo e lojas, vai encontrar locais onde tem mesmo de parar e viver a vida no bairro da realeza. 

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