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Quiosque do Oliveira
Fotografia: Ana Luzia

Dez paragens obrigatórias no Príncipe Real

No bairro da realeza, o que não falta são propostas. Conheça estas dez paragens obrigatórias no Príncipe Real.

Escrito por
Francisca Dias Real
,
Raquel Dias da Silva
e
Joana Moreira
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É um bairro onde os níveis de FOMO (a sigla inglesa que significa fear of missing out”, uma espécie de sensação de estar a perder qualquer coisa incrível) atingem valores elevadíssimos. Se o correr de uma ponta à outra, encontra de certeza locais onde tem mesmo de parar, desde as lojas com mais pinta aos restaurantes com sabores dos quatro cantos do mundo. E também há propostas fora de quatro paredes, como o Jardim do Príncipe Real, onde é comum haver mercados todos os fins-de-semana. Mas o melhor é espreitar o roteiro que preparámos para si. Estas são dez paragens obrigatórias no Príncipe Real.

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Paragens obrigatórias no Príncipe Real

  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Princípe Real

Em pleno centro de um dos mais badalados bairros de Lisboa, este jardim oferece uma panóplia de atracções: um parque infantil, várias esplanadas e até um espectacular exemplar de um cedro-do-buçaco (que é afinal uma cipreste) com 20 metros de copa, que conta com quase 150 anos em cima. Já para não dizer que se há poiso obrigatório para os mercados é precisamente o Jardim do Príncipe Real, que todos os fins-de-semana é ocupado por bancas de pequenos produtores e artesãos. O melhor é levar um saquinho de pano, que isto do plástico já não se usa, e tratar das compras da semana no que diz respeito às frutas e legumes frescos, até porque todos os sábados há mercado biológico.

  • Atracções
  • Princípe Real

Debaixo do Jardim do Príncipe Real há uma câmara de pedra que alberga este reservatório, construído entre 1860 e 1864, que se tornou o mais importante na rede de distribuição de água na Baixa, abastecido pelo Aqueduto das Águas Livres. Tenha calma, não precisa de levar galochas. O reservatório está desactivado desde o final dos anos 40 do século XX, e já muitos lisboetas se sentiram o Indiana Jones ao percorrer (com um guia é certo) as galerias subterrâneas. Ocasionalmente, também é palco de várias iniciativas culturais.

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  • Coisas para fazer
  • Princípe Real

“Os livros são objetos transcendentes”: é Caetano Veloso que canta, Rui Campos repete e faz do verso mote de negócio. Integrado na Casa Pau-Brasil, este é o primeiro espaço fora do Brasil, onde já existem oito, e traz o mesmo conceito que por lá vinga há mais de quatro décadas – uma livraria de bairro com uma curadoria literária única e programação cultural a condizer. Para Lisboa trazem uma valente bagagem para distribuir por mais de 300 m² e dividi-la entre áreas como Literatura, Fotografia, Arquitetura, Artes, Ciências Humanas ou Biografias. A Travessa tem também uma secção infantil e um pequeno cantinho com cadeiras para leituras miudinhas.

Igreja Sagrado Coração de Jesus
  • Coisas para fazer
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Certamente já terá passado por esta Igreja sem dar conta dela. A marota passa despercebida mas merece toda a nossa atenção. Não é uma igreja comum, vai beber ao modelo de igreja romana primitiva e o betão é o elemento central. Em 1975, ganhou o Prémio Valmor e actualmente encontra-se classificada como Monumento Nacional. O complexo paroquial é composto por três corpos articulados por um pátio central, que estabelece uma ligação pedonal com a Rua de Santa Marta. Merece destaque a excelente acústica da igreja, que possui um órgão de fabrico inglês, colocado sobre a tribuna lateral onde se situa o coro.

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  • Restaurantes
  • Geladarias
  • Princípe Real

Na Nivà serve-se um gelado artesanal que, pela sua consistência de mousse gelada, merece destaque das demais gelatarias. Situada no coração do Príncipe Real, a loja é o quinto espaço da família Rivolta, que tem como lema “Privilegiar a excelência do produto e a satisfação do cliente”. Stracciatella e Morango são dos sabores mais pedidos, mas a carta é variada. Para além dos gelados, o estabelecimento tem outras opções igualmente tentadoras, como expressos com chantilly, chocolate quente ou milkshakes.

Museu Nacional de História Natural e da Ciência
  • Museus
  • História natural
  • Princípe Real

Parte da Universidade de Lisboa, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência tem como missão promover a curiosidade e a compreensão pública sobre a natureza e a ciência, integrando, para tal, três núcleos: o Museu e Jardim Botânico, o Museu Mineralógico e Geológico, e o Museu Zoológico e Antropológico. O laboratório químico do século XIX e o jardim botânico são obrigatórios, mas à segunda visita pode entrar mesmo só para ver as borboletas, os répteis ou os insectos. O tratamento é de choque para a aracnofobia: são mais de três mil espécies de aranhas. Esteja ainda atento às sugestões temporárias.

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  • Compras
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Minimalista e versátil, a Bernardo Atelier Lisboa tem marca própria, designs estrangeiros com produção portuguesa e propostas para miúdos e graúdos. Além da vertente de moda, há vasos em cerâmica e cortiça, cestos de verga, ilustrações emolduradas, sacos de pano, brinquedos de madeira, remos, artigos de papelaria e até colheres para mel. Os preços variam entre 1€ e 200€.

  • Hotéis
  • Hotéis de charme
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
  • preço 3 de 4

Esqueça o cliché de que os hotéis são só para turistas. Também servem para lisboetas, incluindo jovens com pinta. O edifício do hotel do grupo Memmo, que tem outras unidades em Sagres e em Alfama, é novo, mas está perfeitamente enquadrado na arquitectura da cidade e do bairro, tendo sido distinguido pela revista Monocle como um dos melhores hotéis urbanos do mundo. Já dormimos por lá e, vá por nós, o atestado de qualidade é bem real. As referências históricas são mais do que muitas, logo a começar no lobby, com um retrato do príncipe que deu o nome ao bairro – assinado por Carlos Barahona Possollo, o mesmo que pintou o retrato oficial de Cavaco Silva –, mas não faltam novidades sempre frescas no Café Príncipe Real, o bar de cocktails e restaurante do hotel.

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  • Compras
  • Arte, artesanato e passatempos
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 3 de 4

Em dias de exposições individuais, a escolha fica mais limitada. Ainda assim, a ilustração e a serigrafia são um dos pratos fortes deste sótão de ar encantador no Príncipe Real, onde as peças de arte contemporânea são expostas a preços mais acessíveis do que o habitual. Se quiser preparar uma visita, pode sempre dar uma vista de olhos no Facebook ou no Instagram, onde o Art Room vai partilhando as últimas novidades.

  • Compras
  • Princípe Real

Esta loja da Benamôr veste-se de rosa millennial, que nem casa de bonecas, e tem uma montra catita sempre com as novidades da marca. Ali segue-se à risca a tradição quase centenária naquilo a que gostam de chamar de “cozinha  de beleza”. O espaço serve uma homenagem ao produto mais vendido, aquele que alavancou a marca desde o início: o famoso creme de rosto, cuja fórmula se mantém desde 1925. Mas há mais produtos que contam a história portuguesa, incluindo uma linha que cheira a pastel de nata.

Mais no Príncipe Real

  • Miúdos

No bairro mais cool da cidade, famílias alfacinhas estilosas cruzam-se com famílias do mundo estilosas, numa agradável overdose de estilo. Para os miúdos também há várias paragens obrigatórias, seja para brincar, comer ou comprar. Junte a família e parta à descoberta do bairro com mais estilo da cidade.

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  • Compras

Algumas das melhores concept stores em Lisboa têm morada no Príncipe Real, mas também há espaço para designers portugueses no bairro mais cool da cidade. Encha a casa, o armário e até o quarto dos brinquedos dos miúdos de estilo nas melhores lojas no Príncipe Real.  

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