Se ia ao Adamastor mais pelas vistas do que pelo convívio, vá ver o Tejo para a Biblioteca Camões. E faça este exercício de contenção: descubra os Monólogos de Charles Cros (Exclamação), literato e inventor francês feito “precursor da stand up comedy” nos idos de oitocentos. Siga para duas edições Tinta-da-China: Estar Vivo Aleija, as crónicas de Ricardo Araújo Pereira para a Folha de S. Paulo (que é editado com um bónus do mesmo autor: o livrinho Obrigado, Futebol), e, já que está além-mar na companhia de um adepto da bola, passe para Estrela Solitária – Um brasileiro chamado Garrincha, biografia assinada pelo mestre Ruy Castro. Termine com um monumento à língua do poeta que dá nome ao sítio: antas Palavras, todas as letras de Chico Buarque (Companhia das Letras).
Setembro é o mês do regresso à cidade, às aulas, aos livros. Não estamos a falar de manuais escolares ou sebentas: há romances, contos, crónicas, poesia, teatro, ensaios e BD. É à escolha do freguês. E as editoras fazem de tudo para nos dar novos mundos, para nos aproximar ainda mais do Brasil ou para nos dar a conhecer a mais próxima Hungria. Ou para nos recordar os antigos, reeditando clássicos esgotadíssimos. Literatura portuguesa a cheirar a fresco, Nobel incluído, também não falta. Passámos em revista as novidades e apresentamo-las com o bónus – com sugestão dos locais, renovados ou em risco, onde os pode ler. Para não sentir falta do Verão.
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A 8 de Outubro, faz 20 anos que José Saramago foi anunciado como o primeiro Nobel de língua portuguesa. Para celebrar, a Porto Editora lança nesse dia o inédito Último Caderno de Lanzarote, escrito em 1998. Um País Levantado em Alegria, investigação de Ricardo Viel sobre os bastidores do Nobel, e as reedições das peças de teatro In Nomine Dei e Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido, e d’O Conto da Ilha Desconhecida também fazem parte da celebração. Tudo bom para ler encostado a uma árvore no
Eliete (Tinta-da-China, ainda sem capa) é um dos livros mais aguardados. É o novo romance de Dulce Maria Cardoso, sucessor do aclamado O Retorno que tardou sete anos. Chega às livrarias a 26 de Outubro, a tempo de o ler no Tati,
A Minotauro lançou-se numa meritória empreitada: retirar Maria Judite de Carvalho do esquecimento e da sombra matrimonial de Urbano Tavares Rodrigues. Reconhecida pelos seus pares como uma das mais notáveis escritoras do século XX português, os seus livros impregnados de quotidiano e solidão femininos passaram quase sempre despercebidos. Agustina chamava-lhe a "flor discreta da nossa literatura". A obra completa, editada em volumes, começou a chegar às livrarias antes de Verão. Seguem-se o segundo e o terceiro. O Campo Grande, para onde Maria Judite de Carvalho ia passear em criança, tem 

Alexandra Lucas Coelho mudou-se para a Penguin Random House e A Nossa Alegria Chegou


