Televisão, Séries, Drama, Romance, Sex/Life (2021)
©DRSex/Life de Stacy Rukeyser

‘Sex/Life’, uma série softcore disfarçada de crise “existencial”

A série da Netflix está a gerar burburinho, mas é um daqueles fenómenos “tão mau que é bom”.

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★☆☆☆☆

Dantes, as produções como Sex/Life estreavam-se no cinema e levavam a classificação de pornografia softcore. Agora, andam pela televisão e pelo streaming e têm alibis “sociológicos” transparentes. É o caso de Sex/Life (Netflix), um festival de pinanço com uma leve desculpa de história de crise “existencial”. Billie Connelly (Sarah Shahi) é bonita e elegante, tem dois filhos, uma casa de sonho nos arredores de Nova Iorque, um marido modelo e uma vida confortável e calma. Só que, antes de se casar e assentar, Billie era uma galderiazona que, segundo a própria, se tinha “contorcido em 73% das posições do Kama Sutra” com toda a sorte de parceiros, até ter encontrado o marido perfeito.

E agora sente-se de repente insatisfeita e vazia, os apetites sexuais insaciáveis dos tempos de solteira e flausina voltam à superfície e só lhe apetece experimentar os 27% de posições do Kama Sutra que sobraram, bem como rever a matéria dada – na cama, na cozinha, no carro, na piscina, a fazer o pino à parede. Passado em casas que parecem hotéis de luxo, interpretado por um ramalhete de musculados panões e vistosas canastronas, e filmado como se fosse um anúncio de perfume caro, Sex/Life é de tal forma risível e inepto, que se torna num daqueles fenómenos “tão mau que é bom”.

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Entre conteúdos originais de grande qualidade e outros que foram aproveitados (ou mesmo ressuscitados), a Netflix está, continuamente, a trazer-nos apostas dignas de binge watching. Títulos como Gambito de DamaOzark, Stranger Things ou The Crown mostram bem aquilo em que a plataforma trabalha, e outros como Breaking Bad Arrested Development são óptimos exemplos de como levar audiência ao seu moinho (o streaming) por meios comprovados. A apontar-lhe alguma coisa, será a oscilação de conteúdos: estamos sempre na vertigem de ver a nossa série favorita desaparecer do catálogo. Por isso, não perca tempo: prepare-se para uma maratona e siga estas sugestões das melhores séries para ver na Netflix.

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O Disney+ tornou-se, em tempo recorde, um dos serviços de streaming com mais subscritores no mundo. Casa da Fox, da National Geographic e da Lucasfilm, além das produções da Disney, da Pixar e da Marvel, tem um catálogo cada vez mais diversificado. Além de produções próprias – como The Mandalorian, um dos spin-offs de Star Wars, ou WandaVision, uma sitcom psicadélica que tem a chancela da Marvel –, a nova área de entretenimento Star adicionou à plataforma dezenas de séries (e também filmes), incluindo sucessos de audiências como Perdidos ou Uma Família Muito Moderna.

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No mundo das plataformas de streaming e da criação de conteúdos originais, há muitas opções por onde escolher. A Amazon lançou o seu serviço pago de streaming de séries e filmes em Portugal, em 2016, e continua a conquistar novos assinantes e a apostar na criação de conteúdos originais feitos e protagonizados por nomes sonantes. A adaptação da obra de Philip K. Dick, O Homem do Castelo Alto, foi uma das primeiras apostas bem-sucedidas. Seguiram-se Transparent, The Marvelous Mrs. Maisel, FleabagThe Boys... Há cada vez mais e melhores séries originais na Amazon Prime Video.

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Desde 2022 que a HBO Portugal deu lugar à HBO Max. A mudança de nome foi acompanhada por um site renovado e apps mais funcionais, mas o cardápio de séries é basicamente o mesmo, que já era excelente, e vai continuar a crescer – o catálogo dos filmes, porém, foi muito e bem reforçado. Entre as centenas de séries disponíveis no serviço de streaming, há pelo menos 20 que toda a gente precisa de ver pelo menos uma vez na vida. Desde clássicos como Os Sopranos a adições recentes como The Last of Us, sem esquecer A Guerra dos Tronos, estas são as séries na HBO Max que tem de ver.

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A Apple TV+ é um serviço de streaming jovem (nasceu no final de 2019) e de catálogo limitado, mas ao contrário do que possa parecer isso não é uma desvantagem. Em época de abundância, os espectadores encontram aqui um porto seguro, que tenta ter uma oferta mais apostada na qualidade do que na quantidade. O foco são as produções originais, que a pouco e pouco vão tornando o serviço incontornável para quem gosta de boa televisão. Há de tudo, das séries de grande orçamento (destaque para The Morning Show) às sitcoms surpreendentes (olá, Ted Lasso), da ficção científica (ponto extra por Fundação, adaptação dos livros Isaac Asimov) às séries documentais de fôlego (1971: The Year That Music Changed Everything é uma pérola para melómanos). Feitas as contas, há 20 séries da Apple TV+ que tem de ver. Ei-las.

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