O triângulo do Poço dos Negros é cool e nós dizemos porquê

Lisboa tem um dos bairros mais cool do mundo, diz a Lonely Planet. Chama-lhe "O Triângulo" do Poço dos Negros, São Bento e Gaivotas. Fazemos-lhe o roteiro.
mercearia do poço dos negros
Fotografia: Arlindo Camacho
Por Catarina Moura |
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As ruas do Poço dos Negros, de São Bento e das Gaivotas constituem um dos bairros mais cool do mundo, escreveu a Lonely Planet na sua edição de Agosto, colocando esta zona lisboeta ao lado de Botafogo, em São Paulo, Sunset Park, em Nova Iorque, ou Tooting, em Londres. Porquê? Segundo este guia de viagens, a zona a que chamam "O Triângulo" é criativa, não está inundada de turistas, e tem umas quantas lojas especializadas a não perder. Reunimos as recomendações da Lonely Planet e juntamos-lhes as novidades que este ano chegaram ao bairro.

O triângulo do Poço dos Negros é cool e nós dizemos porquê

Hello, Kristof
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Cafeteria

Hello, Kristof

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

É uma das sugestões do guia internacional pela sua inspiração nórdica. Quando abriu, o Hello, Kristof era o primeiro do seu género em Lisboa. Falamos de estilo, claro – a primeira coisa que nos salta à vista, quer em fotografias como esta, quer quando entramos. Um interior ao estilo nórdico, gente com pinta e MacBooks com fartura fazem dele um dos melhores cenários da cidade, pelo menos para a hora do lanche. Entre as especialidades estão o latte e o bolo de abacate. Além de comer bem e lavar as vistas, pode sair com uma revista debaixo do braço. Essa secção está logo ao lado e só tem capas incríveis.

Mercearia d'Olival
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Mercearias finas

D'Olival

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

A D’Olival, acabada da abrir na Poiais de São Bento, quer dar a provar este e outros azeites de pequenos produtores e mostrar as pequenas diferenças entre eles em provas espontâneas a qualquer hora do dia. É chegar e dizer que tem curiosidade, pois Lino Rebolo quer mesmo dar a conhecer este mundo que o entusiasma. E ainda recebe uma pequena aula de como provar azeite. Há azeites dos 6 aos 30 euros e produtos relacionados como sais e ervas para temperar azeite, pasta de azeitonas, conservas em azeite e até azeite para barrar.

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Palavra de Viajante
©Claudio Carneiro
Coisas para fazer

Palavra de Viajante

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Precisa de um guia do Uganda? Então este é o sítio certo. Talvez pela paixão em comum no que toca a viagens, este é um dos pontos obrigatórios para a Lonely Planet. A Palavra de Viajante vende livros de viagens, guias, álbuns, mapas e tudo o que tenha a ver com a nobre arte de laurear a pevide. É perfeito para ir antes das férias, mas melhor ainda para visitar antes sequer de as marcar – se precisa de ideias de um destino novo, este é o sítio onde vai encontrar inspiração.

mercearia do poço dos negros
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Mercearias finas

Mercearia Poço dos Negros

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Há um bocadinho do país inteiro ali para os lados da muito movimentada Rua do Poço dos Negros e assim justifica-se esta escolha do site de viagens. Atrás das vitrinas da Mercearia Poço dos Negros estão Maria Carvalho e Eduardo Cuadros, os donos, e estão também uma série de enchidos de porco preto do Alentejo ou de bísaro de Trás-os-Montes, queijos de norte a sul do país e ilhas, e manteigas frescas de vaca e de cabra, de que muito se orgulham. “Quisemos reunir alguns dos melhores produtos portugueses, que foram trabalhados com cuidado, desde a criação dos animais, até ao processo de matança e confecção”, explica Maria. Acrescentando depois que trabalham sobretudo com pequenos produtores e que reduzem ao máximo os produtos industrializados que vendem na loja. “Os nossos doces, por exemplo, são artesanais. Temos uma senhora que os faz com 80% de fruta, pouquíssimo açúcar e apenas limão para conservar.” Entre um batalhão de frascos com frutos secos e outros desidratados, como pinhões, cajus, tâmaras de Israel, bagas goji, gengibre e flores de hibisco, há um, colorido, que se destaca dos restantes. “São vegetais crocantes. Tem rodelas de cenoura, batata doce, curgete, beringela e feijão verde.” Pelas prateleiras há ainda vinhos, alguns deles biológicos, garrafas de ginjinha, frascos com mel de rosmaninho, outros com codorniz em escabeche ou polvo em conserva, vários azeites, latas de sardinha, bolachinhas para o chá e ainda pão fresco alentejano, que chega todos os dias.

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Dear Breakfast, brunch, pequeno almoço
©Francisco Santos
Restaurantes

Dear Breakfast

O novo Dear Breakfast quer prolongar (e melhorar) as manhãs, com ovos de todas as maneiras e feitios, tostas e sumos naturais. Há ovos Benedict (ovos escalfados, bacon, molho holandês, 9€), Royal (com salmão, 9€), Florentine (espinafres, croutons, molho holandês, 7€) e Rothko (com um ovo cozinhado no meio de um pão brioche, com chouriço e tomate, 9€), além dos tradicionais ovos mexidos (6€ ou com trufas pretas por mais 4€), cozidos (4,50€) e omeletes (6€). Toda a atmosfera foi pensada ao pormenor para ser uma boa maneira de começar bem o dia: a luz não é agressiva, os aromas são suaves, as cadeiras são em veludo azul e rosa e a música é sempre chill. E para quem não liga a horários, come o pequeno-almoço à hora do almoço ou do lanche, e gosta mesmo é de ficar a trabalhar num café, não vai ter de andar a passar os cabos do computador, que há muitas tomadas.   

Crouton
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Italiano

Crouton

icon-location-pin Lisboa

Abriu em Junho e não é uma padaria, não é uma pizzaria nem é uma pastelaria. Mas tem pão, pizzas de inspiração napolitana e doces artesanais. Confuso? “É um conceito híbrido, uma cozinha baseada no forno”, diz Cezar Rodriguez, o chef responsável pelo Crouton, um novo espaço no Rato, de produção artesanal e biológica. O pão é um dos fortes da casa e é 100% biológico. Por enquanto há três tipos: o de trigo, com um corte entre duas farinhas (a tipo 65 e a t. 150); o de trigo integral, com uma percentagem maior de farinha t.150; e o de mistura, com um corte de três farinhas, a t.65, a t.150 e a t.130 de centeio (vende-se a 3,80€ o quarto). Todos os dias há 15 kg de pão a sair, mas querem chegar aos 40 e acrescentar outras variedades à carta.

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The Mill
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Pastelarias

The Mill

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

O The Mill é uma cafetaria ao estilo nórdico cheia de pinta que fica no Poço dos Negros (mais uma, portanto) e até vende a própria loiça. A lista de opções do brunch é imensa, e divide-se entre pratos frios e quentes. Há salada de fruta fresca com iogurte, muesli bircher com iogurte, flocos de aveia, maçã, mel e canela, há fatias douradas com bacon e xarope de bordo, ou a tigela picante, com ragoût de feijão vermelho, pimentos e tomate assado no forno com ovo estrelado. Há dois módulos de brunch para dois preços, e há, finalmente, bebidas como bloody mary. Ao almoço e jantar servem refeições ligeiras e petiscos e à noite, até às 23.00, funcionam como wine bar. É outra sugestão da Lonely Planet.

Companhia Portugueza do Chá
Fotografia: Ana Luzia
Compras, Mercearias finas

Companhia Portugueza do Chá

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Não estranhe se a Rua do Poço dos Negros for ficando cada vez mais aromatizada, à medida que se aproxima de São Bento. É tudo por causa da quantidade de potes de chá que esta casa tem lá dentro e das vezes que os abre para os clientes cheirarem. Atrás do balcão está Sebastián Filgueiras, um argentino que percebe da matéria e que achou que Lisboa estava com falta de chá. A Lonely Planet concordou.

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Baguettes & Cornets
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Padarias

Baguettes & Cornets

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Foi a última padaria e gelataria a abrir neste triângulo. Christian Calmeau começa às 04.00 da manhã para fazer croissants simples e de framboesa, tarteletes de figo, pain au chocolat. E uma enorme variedade de pães, do pain limão, com farinha de centeio e limão confitado (2,30€) e pain muesli, com muesli de frutos vermelhos misturado na massa (2,80€), aos mais clássicos pain pouchon (3,50€) – que antes de serem postos no saco levam um lacinho com as cores de França – ou as baguetes campagne (1,20€) e caractere (1,90€), com farinha de trigo, trigo sarraceno e sésamo. Há muito pão nesta casa, é certo, mas também há muito gelado nesta nova casa em São Bento. São da marca Glaces des Alpes e por enquanto há 40, entre eles o de hibisco vermelho com maracujá e banana, lichia, kumquat, creme catalão ou vinho do Porto, numa parceria com a marca Porto Cruz (há a versão Porto 10 anos e a de vinho do Porto branco com infusão de alecrim e limão). Com a mudança de estação, entre Setembro e Outubro, chegarão os sabores salgados, como pimenta de sichuan, cogumelos, queijo de cabra, espargos verdes ou até cerveja.

O melhor de Lisboa

casa pereira
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Alimentos especializados

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Da Pérola do Rossio à Companhia Portugueza do Chá, alertamos que quando terminar este texto a balança pode acusar uns quilos extra. É que as misturas de chá e café não seriam as mesmas sem a companhia de bolachas, rebuçados, amêndoas, frutas caramelizadas, doces regionais e outros deliciosos demónios para a linha. Esqueça as preocupações, porque estas casas merecem mesmo uma visita. 

Pura Cal
Fotografia: Ana Luzia
Compras, Decoração

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