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50 novos restaurantes que merecem uma visita

Não são 11, mas 50 os convocados para a selecção de juniores da restauração lisboeta, época 2015-2016. Uns chutam foie gras, outros rematam salsichas. Uns atacam comida saudável, outros defendem a gula

Fotografia: Ana Luzia
Butchers, uma das novidades eleitas

Acabaram-se as desculpas para comer mal na cidade. “Não tenho dinheiro", "não tenho tempo", "não tenho companhia", "sou vegetariano", "estou a fazer dieta” – desculpe, mas já não cola. Abriram centenas de restaurantes no último ano em Lisboa e nós seleccionámos os 50 melhores. Os 50 melhores para todos: os que já estoiraram a maior parte do ordenado, os que aderiram à moda do saudável, os que só querem picar qualquer coisa, os que gostam de viajar sem sair da mesa e os que sofrem de FOMO crónico e profundo (sigla para fear of missing out: expressão que nas redes sociais traduz o medo de perder o que está a dar). Fique a par das novidades e dos pratos que tem mesmo de provar.

50 novos restaurantes que merecem uma visita

A Cafetaria

A Cafetaria

No fim do ano passado, Kiko Martins, o chef d’O Talho e d’A Cevicheria, criou a carta d’A Cafetaria, um dos espaços de restauração do edifício da EDP. Aposta nas focaccias e em saladas bem compostas. Umas são de cuscuz com queijo de cabra, beterraba e frutos secos, e outras são feitas com salmão fumado, maçã verde, rábano e hóstias de camarão.

 Avenida 24 de Julho, 12, Piso -2. Seg-Sex 08.00- 19.00. 

Água da cascata vai correndo na ribeira e acaba no mar

Água da cascata vai correndo na ribeira e acaba no mar

Entrar neste restaurante ou estar a sonhar é quase a mesma coisa. Do chão ao tecto há plantas e riachos desenhados. Os candeeiros são troncos de árvores e uma cama, a um canto, reforça a ideia de que estamos no plano onírico. A comida que vem para as mesas – há sushi e pratos vegetarianos – é biológica sempre que possível (sem radicalismos, que isso não nos parece nada saudável). 

Rua 9 de Abril, 21, São Pedro do Estoril. 21 468 3736. Ter-Dom 12.30- 15.00 / 19.30-23.00. 

Água no Bico

A moda é cíclica e, ao que parece, não se fica apenas pelas passerelles. Também desfila sobre a mesa deste restaurante. Milhares de anos depois, chegamos à conclusão que os homens das cavernas é que comiam bem. Aqui aposta-se em quatro dietas: a vegetariana, a vegan, a crudívora e a paleo, que consiste na utilização de fruta da época e carnes de caça e de pasto. 

Rua das Gaivotas, 8. 91 011 1470. Ter-Qua 10.00-21.00, Qui- Sáb 10.00-00.00, Dom 11.00-18.00 (só brunch). 

Alma

Alma

Antes deste houve um outro. “O antigo Alma é como o nosso primeiro carro, que, passados cinco ou seis anos, trocamos por outro melhor. Continuamos a ter um grande orgulho nele, mas chega uma altura em que é preciso crescer”, diz Henrique Sá Pessoa sobre o seu restaurante anterior. A versão 2.0 do novo Alma, no Chiado, é mais sofisticada. Há uma grande preocupação com a estética, com as texturas e com a execução perfeita dos pratos. Sejam eles escalopes de foie gras ou tartes tatin de pêra. 

Rua Anchieta, 15 (Chiado). 21 347 0650. Ter-Dom 12.00-15.30/19.00-23.00. 

Alma Fidalga

Inês e João são advogados durante o dia, mas à noite fazem uma perninha no novo concept bar do Príncipe Real. E o que é isto do concept bar? “Além de petiscos e cocktails, neste espaço também temos exposições de pintura ou de fotografia e música ao vivo”, conta João. Inês, apaixonada por comida, está encarregada dos petiscos. Os camarões à zambeziana em leite de coco e o preguinho do lombo com mostarda Dijon são boas apostas. 

 Rua da Palmeira, 15 (Príncipe Real). Qua-Sáb 18.30-02.00, Dom 10.00-16.00.

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Chiado/Cais do Sodré
Ao Pé da Sé

Ao Pé da Sé

Talvez divinamente iluminado pela proximidade com a catedral, o Ao Pé da Sé percebeu que o que ia dar agora eram pratos crus. Vai daí, quis erguer um altar de tártaros e carpaccios. O tártaro de salmão asiático, com cebola roxa, cebolinho, abacate, ovas de esturjão e gengibre, e o carpaccio clássico de novilho, com molho de mostarda, atendem as nossas preces. Se quiser fugir às tentações da carne, peça uma piadina. São cozinhadas e podem levar salmão fumado ou atum. Mas olhe que também as há com frango, porco ou rosbife. 

 Rua das Cruzes da Sé, 31 (Sé). 21 886 0655. Seg-Dom 12.00- 23.30. 

Bagos

Bagos

O chef Henrique Mouro voltou à cidade com um restaurante onde todos os pratos têm uma coisa em comum: o arroz. De diferentes tipos e com cozeduras variadas, o arroz está presente do princípio ao fim da ementa – sobremesas incluídas – e nos menus executivos dos almoços. A provar? O arroz de marisco, outros peixes e folhas de hortelã (22€) ou o arroz de cogumelos com queijo e bochechas de porco (17€).

 Rua António Maria Cardoso, 15 B. 21 342 0802. Ter-Sáb 12.00-15.00/19.00-23.00

Boca Café

Das duas, uma: ou é carne ou é peixe. No Boca Café servem-se bons nacos de atum e de carne Black Angus que brilham só por si no prato, mas que também podem vir para a mesa sob a forma de prego, dentro de um pão cozido em forno a lenha. A precedê-los há saladas vietnamitas e a acompanhá-los risotos de açafrão e lima. E, agora que está bom tempo, aproveite a esplanada interior se quiser um pouco de privacidade. 

 Rua de São Bento, 33. 96 970 6422. Ter-Dom 19.00-02.00. A cozinha fecha às 23.00 à semana, 00.00 ao fim-de-semana. 

Butchers

Butchers

Os quatro sócios deste restaurante de carne maturada são uns carniceiros. Não porque lhes falta piedade no coração, mas porque percebem (e gostam) de carne como ninguém. “Temos carne seleccionada vinda dos EUA, Austrália, Dinamarca, Baviera, Uruguai, Espanha... Sempre de gado gordo e grande, alimentado a erva”, conta Jaime Carvalho, um dos donos, que trabalhou 40 anos ao serviço da Portugália. 

 Avenida Dom João II, 34 A (Parque das Nações). 21 605 2789. Todos os dias, 12.00-15.00/19.00-00.00.

Café Garrett

A cortina sobe e no primeiro acto a estrela é o fricassé de peixe e bivalves. “Vai ser um dos chamarizes da carta”, diz Leopoldo Garcia Calhau, o chef do restaurante Sociedade, na Parede, que foi convidado pela direcção do Teatro Dona Maria para explorar o espaço. Depois aparece em cena um leitão com abacaxi e batata doce. A trama adensa-se e só é resolvida no terceiro acto, quando um docíssimo pudim Abade de Priscos lhe dá um final feliz.

Teatro D. Maria II, Praça D. Pedro IV (Rossio). Ter-Qui 12.00-00.00, Sex-Sáb 12.00-01.00, Dom 12.00-00.00.

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Santa Maria Maior
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