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Rita Chantre | Beignet, mostarda de laranja e queijo de cabra no Entropia
Rita Chantre

Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

É difícil acompanhar o ritmo? Juntámos os 25 novos restaurantes em Lisboa (e aqui ao lado) que vai querer ter debaixo de olho – e na ponta da língua.

Hugo Torres
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As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado. Preparámos um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores, abertos nos últimos meses. Não fique desactualizado e faça uma reserva – tem muito por onde escolher. 

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Os melhores novos restaurantes em Lisboa

  • Bairro Alto

Na missão de ressuscitar o velho Bairro Alto, mas também de proporcionar uma selecção de vinhos especial e acessível, Tiago Pinheiro Alves abriu a Adega Etelvina. Se, por um lado, descende de uma linhagem de taberneiros, os anos como sócio da Taberna da Rua das Flores deram-lhe a experiência necessária para abrir o próprio espaço. A adega é pequena, só tem lugares ao balcão e conta com cerca de 50 vinhos portugueses, todos eles servidos a copo e sugeridos pelo anfitrião. E podem todos ser servidos a copo (a partir de 4€). Quanto aos petiscos que acompanham os copos, Tiago define-os como "comida da avó". Além de queijos, enchidos e conservas, há tibornas, ostras e boquerones.

  • Parque das Nações

O imponente forno continua lá, as pizzas e os risotos que garantiram clientes no passado também, mas o La Expo Dolce Vita reformou-se para dar lugar ao Alva, que, além dos sabores italianos que ali já existiam, acrescentou pratos portugueses a uma carta bem longa. Na cozinha, quem manda é António Alexandre, que foi chef executivo do Marriott e passou pela Bica do Sapato. Os almoços vivem sobretudo de pratos do dia – embora se mantenha o serviço à carta. Por exemplo, um dia pode encontrar bacalhau à Zé do Pipo e noutro ragu de novilho com risoto nero e legumes. 

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  • Coreano
  • São Vicente 

O Bada é um snack-bar coreano e fica no Intendente. A carta é simples e acaba por ter mais bebidas do que pratos. Além do soju, bebida alcoólica típica coreana feita a partir de arroz e parecida ao sake, há licores, cervejas, opções não-alcoólicas (chá, latte, limonada) e cocktails de assinatura. Para comer, o tteokbokki é uma das propostas mais populares. Os pequenos bolos de arroz são preparados com pasta de malagueta, molho de ostra, soja e queijo. A outra é o prato de arroz e atum, que leva soja, wasabi, pickle de nabo e alga nori. Um dos favoritos da casa é o camarão marinado em molho de soja. Salta ainda à vista uma especialidade coreana bem picante, a lula fermentada com rabanete e, claro, o kimchi caseiro.

  • Cozinha contemporânea
  • Santos

Leandro Carreira tem um longo percurso fora de Portugal. Vive e trabalha desde 2011 em Londres, aonde chegou para trabalhar com Nuno Mendes depois de passar pelo estrelado Mugaritz, no País Basco. Este é o seu primeiro espaço em Lisboa – e está pensado para agitar as águas. A cinco minutos do Tejo, é um restaurante de peixe e marisco, mas onde quase nada é servido fresco. A maturação e a fermentação estão no centro da sua cozinha, para extrair o máximo de sabor a cada peça. Cumprindo a micro-sazonalidade dos produtos, a carta muda com frequência e inclui, sempre que possível, peixes pouco habituais às nossas mesas. Os pratos dividem-se entre crus e quentes, como o tártaro de lula, o chutoro maturado com merengue de nori, a mousse semi-fria de koji com molho de camarão e citrinos, a cavala maturada em soro de leite e citrinos, ou o atum galha-à-ré, com waffle de algas e alho-francês. A granita de agulhas de pinheiro é uma sobremesa imperdível. Dentro do Barbela funciona ainda o Bela, bar de Lula Mascella com cocktails de assinatura e menu próprio de comida.

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  • Baixa Pombalina

Foi a experiência e a sabedoria dos náuatles, povos indígenas descendentes das culturas do planalto mexicano, que inspirou o chef Luis Ortiz, responsável pela cozinha do Black Moon, a criar um dos pratos que se destaca na carta do restaurante do hotel Mythic Sana Downtown Suites: o lírio preservado em cinza com leche de tigre de macadâmia, pepino e abacate curado em sal de coentro, óleo de recado negro e tostada cerimonial. Entre sabores mexicanos, asiáticos e europeus, cada prato tem um pairing recomendado – seja um cocktail, um vinho ou um champanhe. Quem aprecia esta última sugestão, está no paraíso: aqui também há um bar de champanhe e muitos nibbles para quem prefere simplesmente sentar-se ao bar e petiscar qualquer coisa em vez de fazer uma refeição completa. 

  • Pizza
  • Estrela/Lapa/Santos

A Bonkers traz pizzas ao estilo de Nova Iorque para um espaço descontraído e assumidamente irreverente, em Santos. As rodelas são grandes, 40 centímetros para partilhar, e fogem ao óbvio: há combinações pouco ortodoxas, com natas ou ananás com chili, numa carta curta pensada para simplificar escolhas. Há também saladas robustas e uma sobremesa (cheesecake de Biscoff), tudo feito na casa e diariamente, incluindo massas e molhos (não há congelador na Bonkers). Para beber, há cerveja americana e mexicana e vinho indie. Criada por Rui Zuzarte e António Jardim, esta pizzaria transforma uma refeição num momento leve e sem regras. Enquanto a comida não chega à mesa, tem uma máquina arcade com milhares de jogos gratuitos para ocupar o tempo.

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  • Santa Maria Maior

O célebre bife à Café de São Bento ganhou nova morada, a terceira em Lisboa, agora dentro do hotel do Benfica e onde no arranque do século XX viveu o clube privado de cavalheiros Bristol. O veludo vermelho, o cabedal, a madeira e a luz quente seguem a linha clássica da marca, mas aqui brilham ainda duas esculturas femininas, em tamanho real, originais e protegidas. São do artista modernista português Leopoldo Almeida. A carta preserva os bifes emblemáticos e junta novidades como amêijoas à Bulhão Pato, filetes de peixe-galo e bacalhau à Brás. Nas sobremesas, estreia-se o soufflé de avelã com gelado e chocolate quente.

  • Português
  • Paredes

A Casa do Nunes, liderada por Zé Tó, histórico do Solar dos Nunes, o restaurante aposta na tradição portuguesa, com influências transmontanas e alentejanas, num ambiente pensado como uma sala de jantar entre amigos. A carta destaca pratos clássicos de peixe e caça, sobremesas tradicionais e uma forte aposta na qualidade e no serviço próximo, dando continuidade ao legado familiar e gastronómico. 

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  • Brasileiro
  • Estoril

No Dona Ana Baiana, Ana Coelho transporta os clientes directamente para a Bahia com pratos caseiros e de conforto, agora nas Galerias do Estoril, depois de seis anos no Mercado da Vila e de uma passagem pela Casa da Guia, que acabou destruída pela tempestade Martinho. O espaço, mais pequeno e próximo, privilegia atenção a cada cliente e mantém Ana como única cozinheira, servindo especialidades como moqueca de banana, acarajé de camarão, cuscuz com ovo e queijo coalho ou chips de aipim. Para sobremesa, há mungunzá, um doce tradicional brasileiro. 

  • Chiado/Cais do Sodré

Numa cozinha com vestígios de sazonalidade, as experiências de Bonneville cruzam diferentes inspirações e influências. Algumas vêem a luz do dia, outras não. Vamos encontrar pratos mais ou menos corriqueiros, receitas dentro da caixa, às quais o chef adiciona um factor surpresa. Comida para partilhar? Também não há esse conceito por aqui – cada um come como quer. A carta conta já com dois grandes sucessos: uma tosta de paté de cogumelos e um tártaro de vaca. Entre conversas intimistas e a algazarra das mesas de grupo, o Entropia proporciona também este conforto, o da atmosfera cheia, animada, toleravelmente barulhenta.

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  • Grande Lisboa

O Grupo do Avesso desce do Porto até Lisboa com uma parrilla acesa todo o dia, por onde tanto passam grandes cortes de carne como um bikini trufado – “uma tosta mista em esteróides” – ou uma bola de Berlim. O restaurante, dentro do hotel Inspira Santos mas com entrada independente, conta com três salas, incluindo a que tem um pequeno balcão à frente do fogo, com dois bancos de cavalo, para assistir de perto e em directo à preparação dos pratos (quem sofrer de calores, é melhor reservar outra mesa). A carne é a protagonista, com propostas que vão da bavette (um corte bovino nobre e suculento, da parte inferior do lombo), ao lomo bajo ou ao chuletón, para acompanhar com coleslaw, puré de batata trufado ou o muitíssimo recomendável arroz de forno – que também tem lugar nos pratos principais numa dose maior e acompanhado de secretos de porco preto. 

  • Campo de Ourique

Este cantinho de Alessandra Borsato em Campo de Ourique é uma alegria. É uma alegria a música, o ambiente contidamente conversador, a informalidade, a cerveja, o vinho (escolhido por João Marujo, do Esporão) e sobretudo a comida. Uma mistura de influências nem sempre provável, a carta é uma delícia absoluta de uma ponta à outra. O Flamma é um sítio de espetadinhas, com espírito de neo-boteco, mas a cozinha da chef brasileira, formada no País Basco e há muito em Portugal, não tem geografia, só criatividade e sabor. De uma simples espetadinha de coração pode passar para uma de milho baby com emulsão de milho frito e tajin, para outra de lula, manteiga de wagyu e pimenta calabresa, ou para outra ainda de caranguejo de casca mole frito, escabeche de cebola nova e tamarindo. Vai ser difícil parar. A abrir, são obrigatórios os boñuelos e os picles com gema cremosa.

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  • Italiano
  • Cascais

A Estrada do Guincho sempre foi sinónimo de peixe e marisco, mas o Gabbro veio dar-lhe a volta com uma carta 100% italiana. Miguel Laffan está à frente da cozinha descontraída e tradicional, que propõe pizzas napolitanas (com a borda alta e o centro fino e crocante), pastas típicas (com clássicos como a carbonara e o cacio e pepe) e sobremesas como cannoli, tiramisù e panna cotta. Também o ambiente rompe com o que estamos habituados a ver para aqueles lados: em vez de um espaço sóbrio, a decoração mistura padrões coloridos de flores e riscas, expõe loiças e recordações numa enorme vitrine e inclui um pequeno mercado com os frescos expostos sobre um balcão de pedra, cestas de fruta, batatas e abóboras, balanças antigas, ervas aromáticas e molhos de alhos pendurados.   

  • Estrela/Lapa/Santos

No interior sentam-se 18 pessoas e na esplanada, delimitada por dois bancos de jardim numa rua calma, há lugar para mais 20. O menu foi pensado para ser partilhado, começando pelas batatas trufadas com maionese picante. São palitos com casca, perfeitos para acompanhar, por exemplo, a sandes de rosbife ou o lobster roll. Há ainda a burrata com tomate seco, figos, dióspiro e nozes, o crudo de atum com ameixa e o tártaro de novilho com nozes, shiitake e grana padano. Para aligeirar, há salada de funcho, laranja, cebola roxa e azeitonas com citronete, pesto de beterraba e couve kale tostada. E existe mais um reforço: lobster roll, coleslaw e morcela crocante.

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  • Haute cuisine
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Henrique Sá Pessoa mudou o seu restaurante gastronómico para o Páteo Bagatela. Descendente directo do Alma, mantém o conceito e boa parte da equipa. O novo nome é o do próprio chef, que assume este projecto como o mais pessoal da sua carreira. O espaço, intimista e com cerca de 30 lugares, propõe uma abordagem mais livre e contemporânea ao fine dining, com cozinha aberta e uma experiência centrada na proximidade com os clientes. A carta organiza-se em três menus de degustação – Costa a Costa, dedicado ao mar, Clássicos, com pratos emblemáticos do chef, e Encontros, uma síntese da sua identidade culinária –, além de opções à carta. Nesta nova etapa, o chef manteve a sua posição na alta gastronomia portuguesa, garantindo logo à partida as duas estrelas Michelin que pertenciam ao Alma.

  • Estrela/Lapa/Santos

Numa sigla, Maria Constantinescu resumiu a ideia que agrega todas as dimensões da casa: EORS – Edge of Reality Stuff, ou coisas à margem da realidade, em bom português. Para a proposta gastronómica, contou com a ajuda de Liza Puglia (italiana, mas com um percurso em Buenos Aires e Nova Orleães), responsável por desenhar a ementa, e com Bijay, o chef que comanda as operações na cozinha. O menu divide-se essencialmente em duas partes: os petiscos e os pratos para partilhar. Há opções como o Eors All Day Breakfast, o Brillat Savarin ou o Gravlax de Salmão. Nos pratos para partilhar, o destaque vai para o Gnocchi de Cogumelos, para a Tagliata de Vaca ou a Milanesa de Frango. A isto junte uma agenda de eventos, que inclui leituras de tarot, filmes e jogos de tabuleiros. Isto sem contar com a loja, que combina objectos de design e peças vintage.

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  • Baixa Pombalina

Num antigo bar na Rua dos Douradores vive um café de brunch inspirado no filme Inception (ou A Origem, em português). O brunch é a grande especialidade por aqui. O café vem da Dinamarca e é torrado por uma empresa que fica em Aarhus. O matcha é de origem japonesa. Além de espressos, lattes, americanos e café de filtro, há algumas bebidas sazonais que, em breve, darão lugar a propostas mais frescas, como o chocolate quente ou o pumpkin spice latte. O matcha tem algumas variações – destaque para o banana bread matcha latte e o frappé de matcha e frutos vermelhos – e também há chás de especialidade, refrigerantes e cocktails.

  • Grande Lisboa

A sanduíche japonesa katsu sando está na origem do nome, mas a carta não se fica por aí. Por muito que adorem uma boa katsu, os amigos Rais Gainullin e Ilya Mochalin queriam abrir um sítio de influência pan-asiática, com clássicos e reinvenções à mistura. Há muito para provar e facilmente qualquer um dos pratos desperta curiosidade. As nossas recomendações vão para o tataki de charuteiro com toranja, laranja, chalota e coentros, e para o tataki de atum braseado com molho de tomate assado. São tão bons como soam. A katsu de bacalhau e o frango crocante com molho agridoce e ananás, de inspiração coreana, não ficam atrás.

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  • São Vicente 

Cristal Jung mudou-se com a família de Seul para Lisboa em 2024. Sempre gostou de cozinhar e, movida por essa mesma paixão, decidiu que queria abrir um restaurante de kimbap. Chegou a encontrar um espaço em Belém, mas surgiram problemas com o contrato, então Cristal Jung teve de esquecer Belém. Acabou por abrir na Rua da Graça e o nome que já estava escolhido manteve-se: Kimbap de Belém. A vontade agora é de expandir para o resto da cidade. O kimbap é a grande especialidade, mas há mais pratos típicos coreanos, como ramyeon, bibimbap, tteokbokki, kimchi, e outras iguarias, como dumplings e tofu frito. 

  • Avenidas Novas

Vasco Coelho Santos, chef do Porto, com uma estrela Michelin no Euskalduna, desce até Lisboa para, juntamente com Inês Azevedo, fazer uma cozinha que resume em quatro palavras: “produto, fogo, técnica e honestidade”. Entre as propostas do Lamina (animal ao contrário), brilham coraçõezinhos, orelha, moelas, rabo, língua e outras miudezas. O desafio é comer tudo, "do príncipio ao fim", conceito que se lê no janelão que dá para a Duque de Ávila e que entre o meio gastronómico se costuma traduzir como nose to tail. Aqui, a filosofia não se resume à proteína: as cascas das maçãs usadas na Tarte Tatin, por exemplo, são aproveitadas num relish que acompanha as croquetas de morcela. Todos os pratos passam pelo fogo, até a sobremesa de assinatura do chef: a popular rabanada.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Depois de anos a ser um pub com cervejas artesanais, tequilas, whiskey e por aí fora, o Pub Lisboeta está de cara lavada. Isto porque a Mercearia Pachecas, de Vera Bleck e Sara do Ó, tomaram conta do bar no Príncipe Real e deram-lhe o toque Pachecas. A identidade original mantém-se, assegura Vera, e o barman Bruno Costa (agora sócio) também. O espaço ganhou mais luz, as cores escuras que antes predominavam aclararam drasticamente, e os produtos da mercearia – conservas, queijos e até livros decorativos – passaram a estar ali expostos e à venda. À carta de cocktails, junta-se agora um menu que inclui almoços (o pub abre às 12.00 e fecha às 02.00), com petiscos, pratos mais compostos e sobremesas. 

  • Pizza
  • Chiado/Cais do Sodré

O Patife abriu em Santos e o ambiente destaca-se das pizzarias mais tradicionais. Um lugar para chegar, sentar, comer, beber e ficar, seja no balcão de inox, com vista para a zona de preparação das pizzas, seja na mais recente sala, onde é possível acomodar quase 30 pessoas à mesa. No menu, há espaço para clássicos como a Margherita ou a Marinara, mas também para receitas originais, como a Patife, com pepperoni e mel de Alpiarça. A Lôca é especialmente fotogénica – leva molho alla vodka, taleggio, grana padano, ragú, 'nduja, picle de cebola roxa e cebolinho. A Fuego é feita com tomate, pepperoni, stracciatella, grana padano, manjericão e mel de 'nduja. A Shroomz, com uma base clássica de cogumelos e mozzarella, é temperada com sálvia e raspas de limão.

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  • Lisboa

Já lhe chamaram muitas coisas: neo-tasca, tasca moderna, fine dining com pratos de tasca. António Lobo Xavier não se fica por nenhuma das definições. Decide antes chamar o seu restaurante pelo nome: Polémico. O ambiente é descontraído e, na base de cada prato, estão três coisas muito importantes para o chef: um produto de qualidade, uma abordagem simples e um preço acessível. A carta muda regularmente e há apenas duas propostas que se mantêm sempre: a alga crocante com tártaro de novilho e gema curada e a Maria, uma sobremesa de bolacha que vai buscar o seu nome à avó do chef. 

  • Uzbeque
  • Lisboa

Junto ao Instituto Superior Técnico, os aromas a especiarias e condimentos exóticos espalham-se pela rua bem antes da hora das refeições. É que o plov (ou pilaf), a estrela do restaurante Samarkand – e da cozinha uzbeque no geral –, começa a ser preparado pelo menos duas horas antes. Neste restaurante, o chef Andranik Mesropyan volta a apresentar uma gastronomia inédita, depois de em 2018 ter assinado a carta do Ararate, o primeiro restaurante arménio a abrir as portas em Lisboa. Aqui, a estrela é o borrego, que se prova, por exemplo, nos samsa, pastéis de massa folhada com recheio de carne picada, gordura bovina, cebola e especiarias; na shurpa, com batata, pimenta, cenoura, cebola, coentros e tomate cherry; ou no tal pilaf samarkandum prato de conforto com arroz, cenoura, cebola e cominhos.

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  • Alcântara

O ambiente é informal e intimista, há apenas um balcão com sete lugares. Era, na verdade, exactamente aquilo que Kosuke Saito, chef japonês natural de Kanagawa, tinha idealizado para o seu primeiro restaurante. O menu segue o estilo omakase, por isso, é o chef que escolhe as proteínas que quer apresentar, o que muda com frequência e consoante as estações. A única decisão que tem de tomar é se escolhe entre o menu combo, que inclui três a quatro entradas, nove niguiris, dois rolls, sopa miso e sobremesa; ou o menu de niguiris, que é igual ao combo, mas não inclui as entradas. Para beber, há cerveja, vinho verde branco, chá verde e uma variedade generosa de saké.

  • Japonês
  • Alvalade

Chama-se o Temakiko e é o território do chef Francisco Duarte, que aprendeu tudo sobre sushi no Miss Jappa e no Yakuza, em Lisboa, para depois rumar à Grécia, onde trabalhou no Nobu. O regresso a Portugal trouxe-o para Alvalade. A carta é a cara sushiman. Nas entradas há sopa miso, salada de algas, gyoza ou tempura de camarão. Seguem-se os tacos, servidos sempre em dupla. Os de yuzu, miso e salmão têm também mel, ovas tobiko e cebolinho. O recheio cremoso é envolvido pela crocância do taco e, acompanhados por uma das sugestões de entradas, servem na perfeição para um almoço. Há também tacos de atum e molho ponzu e de ceviche, que junta peixe branco, salmão, leite de tigre, abacate, cebola, masago arare e cebolinho. 

Mais que comer

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