Os melhores restaurantes para comer trufa branca em Lisboa

Não há duas trufas iguais e pagam-se a peso de ouro. Mas vale a pena. Eis os melhores sítios para comer trufa branca em Lisboa
Tajarin com trufa branca do Come Prima
©Manuel Manso Tajarin com lascas de trufa branca
Por Inês Garcia |
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Novembro é a época da trufa branca, um fungo valioso e exclusivo. O cheiro é inebriante, inconfundível. Tem tanto de intenso como de delicado e no prato a história é a mesma. De tão rara, a trufa branca, um género de cogumelo subterrâneo que existe apenas na zona de Alba, em Piemonte, no noroeste de Itália, ascende aos milhares e milhares de euros. Cresce em simbiose com carvalhos e outras árvores como os choupos e as nogueiras, e não é fácil encontrá-las – são apanhadas por caçadores de trufas, acompanhados por cães, embora antes este fosse um trabalho feito com porcos. 

Assistimos ao corte da maior trufa da década – 1,153 kg, no Come Prima – e depois caçámo-la à mesa de quatro restaurantes com menus de luxo especiais. 

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Os melhores restaurantes para comer trufa branca em Lisboa

Trufa branca de alba
©Manuel Manso
Restaurantes, Italiano

Come Prima

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

O Come Prima recebeu, “provavelmente”, a maior trufa branca de Alba da última década. O fungo acastanhado foi dado a conhecer no restaurante Come Prima por Tanka Sapkota, o chef nepalês mais italiano de Lisboa – o seu 1,153 kg foi motivo mais do que suficiente para uma sessão fotográfica digna de qualquer estrela de Hollywood. “É um momento histórico”, riu-se, nervoso, Tanka, nomeado Cavaleiro das Trufas Brancas e dos Vinhos de Alba no início do mês de Novembro, um título atribuído a personalidades que promovem os produtos desta região italiana. Tanka já trabalha a trufa branca de Alba desde 2007 e abre sempre a época do fungo com pompa e circunstância e com um menu especial que dura cerca de dez dias. “Para uma trufa boa não são precisos pratos muito trabalhados”, explica Tanka Sapkota, também conhecido como Giovanni. No menu disponível até dia 8 de Dezembro (e com reserva obrigatória) há dois antipasti, uns ovos biológicos mexidos com manteiga e pão torrado e as lascas de trufa (34,90€) e outro prato de ovos cozidos a baixa temperatura (34,90€). Nos primi piatti há um risoto alla parmigiana (41,90€), muito simples, uns ravioli com recheio de queijo ricotta e fontina com manteiga e parmesão (41,90€) e um tajarin, ou taglioni, apenas com manteiga (41,50€). A última opção são uns escalopes de vitela jovem, fritos em manteiga, acompanhados pela mesma massa fresca tajarin (49,90€). Um conselho de Tanka: uma vez chegado o prato à mesa, não deve esperar pelo amigo do lado para começar a comer. A trufa é ainda melhor no segundo em que é cortada.

Varanda do Ritz
©JANINE SILVA/FOUR SEASONS HOTEL RITZ LISBON
Restaurantes

Varanda do Ritz

icon-location-pin São Sebastião

Não há um dia certo para terminar a trufa no Ritz – há-de durar até meados de Dezembro. Pascal Meynard, chef do Varanda, viajou até Florença para andar à caça das suas próprias preciosidades antes de as começar a trabalhar na cozinha e mais uma vez dar início ao menu anual de trufa branca (160€ por pessoa, sem bebidas). São quatro pratos, que começam com as vieiras, passam para o tagliolini fresco com parmesão e emulsão de trufa branca e no prato principal há escolha entre o filete de peixe-galo ou o filet mignon. Na sobremesa também não fica de parte, há gelado de fava tonka e trufa com caramelo e flor de sal para fechar com chave de ouro.

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JNCQUOI
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

JNcQUOI

icon-location-pin Avenida da Liberdade

té dia 4 de Dezembro, o JNcQUOI tem um menu completo especial com a trufa branca de Alba (165€ por pessoa, sem bebidas): para começar a refeição pode optar pela burrata ou pelos ovos biológicos fritos, no prato principal a escolha é entre o tagliatelli cremoso salteado com trufas ou o risoto de camarão com trufa. A sobremesa é uma espécie de tiramisù, com mousse de café com creme de nata trufada. Além destes pratos, é possível fazer um upgrade a qualquer prato da carta e pedir lâminas de trufa para finalizar e ficar com o intenso aroma a almíscar e alho. 

A Time Out diz
Eleven
©DR
Restaurantes

Eleven

icon-location-pin São Sebastião

É a experiência que sai mais cara (249€ por pessoa) mas aqui a trufa tem estrela Michelin. Já é tradição Joachim Koerper fazer um menu especial com esta peça que é o “ouro da cozinha”: este ano inclui pratos como o tártaro de vitela de leite e trufa branca, ravióli de mascarpone ou risoto de trufa com codorniz.

A Time Out diz

O mundo em Lisboa

Ararate
Fotografia: Duarte Drago
Restaurantes

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Lisbon Five Stars 8 Building
©DR
Restaurantes

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Esqueça todos os preconceitos com zonas residenciais suburbanas: estão a ganhar novas dinâmicas e por isso também novos restaurantes. E nada maus: em 2017, das duas vezes que o crítica da Time Out rumou a Odivelas, fez o caminho de volta ao centro da cidade de barriga cheia e satisfeita. Foram quatro estrelas para cada um desses dois restaurantes, um de comida coreana, outro de comida indiana. A comida do mundo é, ao que parece, um forte nos restaurantes em Odivelas: damos-lhe cinco para ir ao Oriente, voltar à Europa e seguir para a América Latina. E para que não haja sombra de fome e possa aviar merendas para a viagem, leva ainda com uma pastelaria de fabrico próprio que nunca desilude. Boa jornada pelos arredores.

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