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Henrique Isidoro

Menus de almoço em Lisboa: onde comer bem e mais barato

Bem sabemos que não há almoços grátis, mas é possível comer muito bem durante a semana sem gastar muito dinheiro.

Beatriz Magalhães
Colaborador: Hugo Torres
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Nem sempre há tempo e nem sempre dá jeito, mas é possível trocar a marmita por uma refeição num bom restaurante sem ter de gastar um dinheirão. Há quem lhes chame menus executivos e há quem opte pelo velhinho menu de almoço, quase sempre disponível nos dias úteis. Nomenclaturas à parte, o que importa é saber que estes menus costumam ser opções mais amigas da carteira e, por vezes, a maneira mais económica de conhecer um restaurante. Reunimos 11 sítios, que vão da cozinha tradicional portuguesa à asiática, onde pode encontrar belos menus de almoço.  

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Restaurantes com menus de almoço em Lisboa

  • Marroquino
  • Campolide

A essência de Marrocos encontrou uma nova casa nas Amoreiras, sob a batuta de uma família de Casablanca e a criatividade de um chef português. A carta, criada pelo chef Hélder Martins, assenta numa fusão arrojada. Há pratos como o camarão à Bulhão Pato com msyer (limão lacto-fermentado marroquino), o arroz de polvo cremoso com sumac ou os ex libris da casa: o couscous de grão e os tagines (de galinha ou de borrego). À hora de almoço, de segunda à sexta, há um menu (15€) que convida a visitas frequentes e que inclui couvert, sopa ou sobremesa, prato principal, água e café. 

  • Belém

Entre a Doca de Belém e o Tejo, o Bonança ocupa a histórica Associação Naval de Lisboa com uma escala que impressiona – e uma esplanada que tira partido directo da água e do movimento da marina. Cá fora, é esse cenário que dita o ritmo; lá dentro, o olhar perde-se no mural de 1940 que domina a sala de pé-direito altíssimo. A cozinha segue a mesma lógica de viagem, com base em peixe e marisco e influências subtis de outras geografias, dos crus aos arrozes mais trabalhados. Com espaço amplo, várias zonas e ambiente que evolui pela noite dentro, é daqueles sítios onde a esplanada é só o início. O menu executivo, disponível de segunda a sexta-feira, inclui couvert, prato principal, bebida e café. Custa 28€.

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  • Avenida da Liberdade

É difícil de acreditar que no meio da Avenida da Liberdade se esconde um jardim tão verdejante como o do Bougain, no hotel Valverde. O restaurante que chegou de Cascais não deixou de fora os clássicos, como o beef Wellington, nem os menus de almoço de segunda à sexta. Por 35€ conte com couvert, entrada e prato principal ou prato principal e sobremesa, água e café – por mais 10€ tem direito a tudo. Nas entradas, as opções vão dos camarões ao alho e malagueta ao tártaro de atum picante, e nos pratos principais, há robalo, bife tártaro ou steak au poivre. Para sobremesa, não há como enganar com os profiteroles.  

  • Chiado/Cais do Sodré
  • Recomendado

Um clássico é um clássico, mesmo que tenha mudado de mãos. Miguel Garcia, que também tem o Bougain, comprou o Café de São Bento em 2022. Fez-lhe apenas obras de renovação, mas a mística do espaço conhecido pela discrição mantém-se, e o bife do lombo não perdeu nenhuma das características que fez do prato um dos mais badalados da cidade há já quatro décadas. De segunda à sexta, entre as 12.00 e as 15.00, o menu executivo inclui entrada e prato principal ou prato principal e sobremesa, água, e café ou chá. O famoso bife à Café de São Bento é uma das opções, mas também tem bacalhau gratinado ou pica pau do lombo. Por mais 7,50€ pode acrescentar um copo de vinho tinto.   

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  • Português
  • Parque das Nações

Seja no Chiado, no Parque das Nações ou em Cascais, no Cantinho do Avillez o almoço é o compromisso perfeito para quem quer conhecer o restaurante onde José Avillez faz uma “cozinha simples, mas sofisticada” sem perder o controlo dos gastos. Por 18,50€, tem direito a couvert, prato principal, bebida, café ou chá – por 21€ pode acrescentar uma entrada ou sobremesa e por 24€ tem o menu completo. Na lista encontra pratos como os pastéis de bacalhau com arroz de tomate ou o linguine com ragú e manjericão.

  • Alcântara

O restaurante Casa do Lago by SOI regressou ao Pestana Palace para mais uma temporada de cocktails, pratos asiáticos e DJ sets. Até 31 de Outubro, o carismático pavilhão vermelho serve as criações pan-asiáticas do chef Maurício Vale – bao de porco desfiado, nam pla de atum e cracker de arroz e corvina são só alguns exemplos. O menu executivo (30€) inclui couvert, prato principal, bebida e café. Há sopa de caril à segunda; caril thai com arroz de jasmim à terça; secretos de porco com salada e arroz de jasmim à quarta; peixe frito à quinta; e barriga de porco grelhada também com arroz de jasmim à sexta-feira.

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  • Cervejarias
  • Avenida da Liberdade
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

Desde 2017 que o emblemático salão do Tivoli acolhe a Cervejaria Liberdade. Marcado por um aquário de crustáceos e uma montra de peixe fresco à entrada, o restaurante foca-se nas especialidades de marisco e peixes nacionais. A ementa preserva também os clássicos intemporais da casa, como os croquetes de novilho, o bife tártaro à Tivoli ou os crepes Suzette. Para os almoços nos dias úteis, o espaço dispõe de menu executivo (37€) com dois pratos, ou o completo (45€), com três, ambos com água e café incluídos.

  • Bairro Alto

Do casamento entre as palavras "cravo" (que remete para a Associação 25 de Abril, por onde se entra) e "avó", nasceu o Cravó, no Chiado. Dona Alzira, avó de André Ribeiro, um dos sócios, é a grande inspiração do restaurante onde tradicional e contemporâneo convivem. Há bacalhau, polvo e cabrito, mas também ovo cozido a baixa temperatura e pão de ló com gelado de queijo de ovelha, com assinatura de dois jovens chefs: Rodrigo Simões e Leonardo Silva. O menu de almoço (22€) inclui entrada, prato, sobremesa, bebida e café.

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  • Europeu contemporâneo
  • São Sebastião

Joachim Korper é a cabeça do restaurante desde o primeiro dia. É um defensor acérrimo da sazonalidade e não há estação em que a ementa não receba um extreme makeover. Pode almoçar e jantar à la carte, atirar-se a um menu de degustação ou então experimentar um dos menus de almoço, disponíveis até 4 de Julho. Ambos incluem entrada, prato principal e sobremesa, mudam as opções e os preços. O primeiro (49€) tem gaspacho de cerejas e mascarpone, paleta de cordeiro, couscous e legumes, ou tamboril e cevadinha; o segundo (89€) conta com escalope de foie gras, peixe do dia, cogumelos e molho de lavagante, ou picanha de wagyu com legumes marinados. 

  • Vegetariano
  • Campo de Ourique

A carta muda todos os dias e as opções passam sempre pelo vegetariano e pelo vegan, numa cozinha que se quer boa mas descomplicada. A ementa é publicada diariamente nas redes sociais do restaurante, com propostas que vão da massa gratinada com legumes ao biryani de cogumelos, do caril de grão ao goulash de seitan, da polenta com bolonhesa de soja à moqueca de lentilhas. Há menus de almoço a 12,50€ com sopa, prato e bebida (água, chá ou Compal) e café.

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  • Chiado/Cais do Sodré

A chefiar a cozinha do Intenso está Mateus Freire, que nos traz a herança da sua terra, como o Bacalhau à Assis e a tigelada beirã, prometendo “portugalidade” acima de tudo. A carta inclui vários clássicos do receituário português, que também estão disponíveis de segunda a sexta-feira, até às 15.00, num menu (16€) que inclui couvert, uma bebida, prato principal e sobremesa. Segunda é dia de pataniscas com arroz de grelos ou arroz de cabidela; à terça há açorda com bacalhau ou cozido; à quarta bacalhau com natas ou feijoada; quinta é dia de bacalhau à Brás ou arroz de pato; e à sexta conte com pastéis de bacalhau e arroz de tomate ou coelho à caçador.

  • Lisboa

O campeonato das pizzas em Lisboa mudou muito, com massas com 48 ou 72 horas de fermentação, rebordos altos e toppings sem medo, incluindo ananás. A Jezzus entra nessa competição com ambição (e muita cor). Nas opções, a Margherita é bem equilibrada, com massa leve; a de presunto é sustentada por bom produto alentejano e pistáchio; e a Oh, Pear é muito feliz no casamento entre pêra, queijo de cabra e amêndoa. A base é fina no centro e estaladiça, com carácter. Corta-se com uma tesoura e acompanha-se com vinho, cuja carta também demonstra arrojo. O menu executivo (15€), disponível aos dias úteis entre as 12.00 e as 16.00, inclui bebida e café a acompanhar uma de três opções à escolha: pizza (até 14,50€), pasta do chef ou uma focaccia ou bun.

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  • Asiático contemporâneo
  • Avenida da Liberdade

O pan-asiático do grupo JNcQUOI apresenta uma das ementas mais abrangentes da cidade, com propostas de cozinha japonesa, chinesa, tailandesa, vietnamita e indiana, tudo sob a supervisão do chef António Bóia. Com cerca de 300 lugares, este extravagante restaurante é marcado pelo famoso esqueleto de dragão a pairar sobre a sala – e só isso já é uma experiência. Mas a comida não fica atrás. E o balcão ganhou uma nova dinâmica em 2026, com chef próprioo, Rui Rosário, e uma carta focada na autêntica tradição nipónica. Da enguia ao lírio com umeboshi, passando pelo temaki de ouriço-do-mar e pelo atum otoro. Para o almoço nos dias úteis, precisamente na barra, está disponível o menu express, com salada, selecção de sashimi e niguiris, hosomakis, sopa miso, mochi, água e café (47€).

  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Instalado nas galerias junto ao Four Seasons Hotel Ritz Lisboa, o Kabuki é a primeira filial internacional do conhecido grupo espanhol, referência na cozinha japonesa contemporânea. O espaço distribui-se por três pisos e combina um ambiente sofisticado com uma atmosfera descontraída, incluindo restaurante, cocktail bar e sala privada. Fiel à identidade da marca, a proposta cruza a técnica japonesa com influências mediterrânicas, sempre com grande atenção à qualidade da matéria-prima, muitas vezes portuguesa. O resultado é uma cozinha que junta sashimi, nigiri e outros clássicos a combinações inesperadas que aproximam os sabores do Japão da tradição gastronómica ibérica. Tem uma estrela Michelin. O menu executivo (49€) arranca com um tako su e uma bento box, segue para um prato principal à escolha (sushi, sashimi ou barriga de porco), e termina com o tradicional mochi e café com petit fours.

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  • Avenidas Novas

O Pasta Non Basta é um misto de osteria (o equivalente a uma casa de petiscos italiana com pratos para dividir) com pizzeria, onde o modelo seguido é o das pizzas de massa fina, e restaurante de pastas, risottos e pratos de carne. Durante a semana tem um menu por 14,90€, que inclui meia focaccia ou salada pequena, prato principal – à escolha há diferentes variedades de pizza, entre elas a margherita, ou de massa, como a carbonara –, e uma bebida a copo (limonada, chá frio, água, imperial ou vinho da casa). No final, por mais 2€, pode acrescentar o tiramisù. 

  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
  • Recomendado

É um beergarden e assador, mas, acima de tudo, um local de encontro de influências gastronómicas e técnicas de todo o mundo, sem nunca esquecer os produtos nacionais. Para a hora de almoço, entre terça e sexta-feira, das 12.00 às 16.00, a chef Liz Almeida pensou num menu (15€) com reinterpretações de alguns clássicos portugueses. Às terças há bitoque de cupim; às quartas, salsichas de porco caseiras; às quintas, arroz de pato; e às sextas, mexilhões em escabeche com massa fideuá. Para acompanhar, a cerveja Ayinger Premium Pilsner fica por 5€. 

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  • Grande Lisboa

Apesar da japonesa katsu sando estar na origem do nome, a carta do restaurante asiático de Rais Gainullin e Ilya Mochalin não se fica por aí. Há muito para provar e facilmente qualquer um dos pratos desperta curiosidade. Entre as quartas e sextas-feiras, das 12.00 às 15.00, há um menu de almoço (16€) que inclui uma entrada (kimchi é uma das opções), um rolo de sushi de salmão ou vegetariano, uma sopa miso ou de almôndegas de porco, um katsu de frango, porco ou cogumelos (por mais 1€ pode acrescentar arroz), e finalmente uma bebida.

  • Mediterrâneo
  • Santa Maria Maior

A vista 360 já é motivo suficiente para visitar a Varanda de Lisboa, no Hotel Mundial, mas a carta, pensada para homenagear a cozinha tradicional portuguesa, é também uma boa razão para o fazer. O período de almoço é um dos pontos altos do restaurante: de segunda a sexta-feira, das 12.30 às 15.00, há dois menus executivos. O primeiro (19,50€) inclui entrada e prato principal, ou prato principal e sobremesa, e água; e o segundo (24€) inclui entrada, prato principal, sobremesa e um copo de vinho PHC Hotels Colheita Particular. Há bacalhau à Brás, arroz de polvo, cataplana de peixe e marisco, ou bitoque.

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