Pomar de Alvalade - Caracois
Fotografia: Ana Luzia
Fotografia: Ana Luzia

Os melhores sítios para comer caracóis em Lisboa

Com as temperaturas altas, pomos as antenas ao sol para lhe dar conta dos melhores sítios para comer caracóis em Lisboa.

Beatriz Magalhães
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A época do petisco rastejante tende a começar em Maio, à boleia do calor. Daí em diante, e até que o sol pare de nos dourar a pele, muitos cafés, restaurantes e tascas da cidade informam-nos quase diariamente, para nossa alegria, que ali "há caracóis" com um papel branco na porta de entrada. É caso para pôr o guardanapo ao peito e pedir torradas com manteiga para a molhanga. Também é boa ideia mandar vir uma imperial para acompanhar. Já sabe as regras, agora é só conferir a lista com os melhores restaurantes para comer caracóis em Lisboa hoje.

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Os melhores sítios para comer caracóis em Lisboa

  • Cervejarias
  • Alvalade

Os rastejantes da Tabuense também se encontram entre os mais afamados de Alvalade e arredores. Aqui não há travessas nem meias-doses, há apenas o prato de caracóis (11€) e outros petiscos que também merecem a atenção dos comensais, como as caracoletas assadas (13€), as moelas e o pica-pau. Para fora, o restaurante vende desde o "balde pequeno" de caracóis (15€) às caixas que podem custar entre 23€ e 110€. O valor do balde ou da caixa é de 1,30€. 

  • Campolide

A loja de Campolide é uma das dezenas de estabelecimentos do grupo Francisconde, que todos os anos distribui toneladas destes moluscos pelo país – e são eles que abastecem muitos restaurantes e hipermercados alfacinhas. Aqui não há mesas, apenas serviço de take-away e a possibilidade de comprar os caracóis ainda vivos ou já cozinhados. Há três caixas – a pequena (8,50€), a média (13,50€) e a grande (21€) – e dois baldes – o pequeno (30€) e o grande (43€). Também há caracoletas assadas (14€/dose). Se as filas ao fim-de-semana o assustam, dizem-nos da Casa dos Caracóis que a melhor altura para comprar é durante a semana.

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  • Português
  • Carnide/Colégio Militar

No Coreto do Bairro, aclamado pelas tirinhas de choco frito, a esplanada tem espaço para estar à vontade, sem precisar de espreitar o prato do vizinho. Mesmo assim, quando as travessas de inox cheias de caracóis passarem para a mesa do lado, é certo que vai pelo menos pensar duas vezes se não o quer imitar. É isso mesmo, atire-se enquanto é tempo deles, com uma cerveja fresquinha e um cesto de pão torrado para acompanhar. A dose é servida todos os dias e fica-lhe pela módica quantia de 10€, vem bem servida e inundada naquela molhanga onde aconselhamos afundar o pão até secar a travessa.

  • Português
  • Alvalade

Das panelas da Grã-Via chegaram a sair 20 kg de caracóis todos os dias, sempre acompanhados de cestas de pão torrado com manteiga e orégãos. Pode optar pela travessa (9,50€) ou pires (6,50€). Tem ainda chouriças, moelas estufadas, saladinhas de polvo ou pica-pau. 

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  • Cervejarias
  • Marvila

As portas estão abertas desde 1958, altura em que era o menino Júlio que mandava e havia pouco mais de 40 lugares. Hoje têm centenas de lugares e mesmo assim há sempre fila à porta. Além dos pratos e pires de caracóis, têm também caracoletas assadas e outros petiscos como pica-pau, salada de polvo, moelas, ou prego. O resto da ementa é do mais tradicional que há: conte com carapaus fritos com arroz de tomate, iscas de cebolada, ou favas. As sugestões do dia costumam ser anunciadas na página de Instagram

  • Petiscos
  • Grande Lisboa

O restaurante na rotunda da Tremoceira, na Charneca da Caparica, pertence a Manuel Cerqueira Dias, “pioneiro em Portugal na importação de caracol marroquino”, lê-se na descrição da casa. Há, então, travessas de caracóis (15€) e de caracoleta assada (18€), mas também caixas e baldes para levar para casa: caixa pequena (8,50€), média (13,50€) e grande (21€); balde pequeno (30€) e grande (43€). Quem não gosta da iguaria também se safa com petiscos como pregos ou saladas de polvo.

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  • Sete Rios/Praça de Espanha

O Hoquista é conhecido por ser o primeiro a vender caracóis em Lisboa – o petisco é um dos chamarizes desta marisqueira na Estrada de Benfica. Os caracóis chegam em travessas (13€) ou pratos (8,50€), e também há caracoletas (17€). Além dos moluscos, há sapateira à Hoquista, gambas al ajillo ou, se preferir carne, a morcela assada da Beira Baixa. 

  • Português
  • Alcântara

Quando se pergunta ao dono desta tasquinha em Alcântara qual é o segredo dos seus caracóis, ele responde, confiançudo: "Não têm truque, são mesmo bons". São a especialidade da casa (a dose é 9€), mas também há caracoletas assadas (15€). No Lutador encontra ainda bons pratos do dia de cozinha tradicional e outros petiscos como as amêijoas à Bulhão Pato. Para finalizar, já sabe, um preguinho. O bife à Lutador, com bife do lombo, batatas fritas as rodelas, molho especial e gambas é uma opção a ter em conta. 

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  • Português
  • Alvalade

Não deve haver ninguém em Alvalade que não conheça o antigo restaurante dos pais de Paulo Bento, cujas paredes continuam decoradas com fotografias do outrora jogador e actual treinador. O arroz de moelas com gambas é um dos pratos fortes da ementa, e os petiscos são outra especialidade. Incluindo as caracoletas assadas (15€), com um molho guloso, e os caracóis, servidos à travessa (9,50€). Também tem take-away.

  • Português
  • Alvalade

Na cozinha tradicional portuguesa do clássico Tico Tico, em Alvalade, além dos famosos pregos e da vasta selecção de marisco, também já está aberta a época de caracóis. Não há travessas, mas há pratos (9€) e pires (5€). Saiba também que neste restaurante tem diante de si um dos croquetes mais competentes da cidade e que, na época devida, a lampreia do Rio Minho com arroz é uma aposta forte na carta. 

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