Coisas para fazer
Coisas grátis para fazer em Lisboa
Não se queixe mais. Não ter dinheiro deixou de ser desculpa para não sair de casa. Dizemos-lhe as melhores coisas grátis para fazer em Lisboa.
Por Editores da Time Out Lisboa
Publicado Quarta-feira 16 Maio 2018
Não sabe o que fazer em Lisboa? De concertos de rock a aulas de swing, de recitais de poesia a passeios de bicicleta, damos-lhe uma grande variedade de sugestões para aproveitar tudo quanto é à borla na cidade. São dezenas de coisas grátis para fazer em Lisboa, afinal não queremos que deixe de aproveitar o melhor que a cidade tem apenas por ter a carteira mais vazia. Há muito para fazer à borla em Lisboa. Não acredita? Então espreite a lista que se segue. Não se vai arrepender. Já lhe dissemos que é grátis?
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Veja estrelas
Todos os meses, o Planetário Calouste Gulbenkian organiza sessões gratuitas de observação do céu com telescópios no exterior – se o tempo ajudar, claro. Antes de olhar para as estrelas há sempre uma palestra com um investigador que pode tirar as suas dúvidas sobre o universo. Cada sessão tem 320 lugares disponíveis, mas como são bastante concorridas convém inscrever-se no site do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.
Adira ao swing
Com a escola Swing Station, o charleston, o swing, o lindy hop e outros estilos vintage de origem norte-americana estão mais perto dos lisboetas. Há aulas pagas, pois claro, mas também há aulas abertas para quem quiser experimentar. Esporadicamente acontecem eventos gratuitos que o convidam a dar um pezinho de dança, como as Jump Sessions que animam estações de comboio da cidade. Na dúvida é consultar a agenda que está sempre actualizada no site oficial ou página de Facebook.
Jogue xadrez com os cromos
A Padaria do Povo é um dos sítios mais na moda em Campo de Ourique, mas é mais conhecida pelos jantares de grupo e pela esplanada do que pelas actividades que vão acontecendo ao longo da semana – e até bailes de reformados lá se fazem. As terças de xadrez, gratuitas e a partir das 21.30, são recomendadas pela Associação de Xadrez de Lisboa e costumam reunir cromos e amadores. Se não tiver cabeça para isso, também há sueca e dominó.
Padaria do Povo, Rua Luís Derouet, 20, Campo de Ourique. Terças, a partir das 21.30.
Dance um tango queer
"Se sabes andar, podes dançar tango", diz a página de Facebook do grupo Tango4Fun e isso esgota muitas desculpas para não se juntar ao baile. As aulas de tango argentino acontecem todas as terças no CastroBeer, em Santos, e estão abertas a todas as orientações e ambos os sexos. Homens com homens, mulheres com mulheres, não há regras para os pares e aqui vai aprender a "conduzir e ser conduzido". O tango começa às 21.00 com um recapitular da aula passada e a música prolonga-se depois das 23.00, para ficar a dançar com quem quiser.
Tango4Fun, Rua de São Paulo, 121. Às terças, a partir das 21.00.
Troque o livro que acabou de ler por outro
A história da Cabine de Leitura podia dar um policial do género “Os Ladrões de Livros” ou coisa parecida – e talvez lá encontre um título parecido. Quando a minibiblioteca abriu ao público em plena Praça de Londres, em Abril de 2015, os livros começaram a desaparecer às dezenas – para depois aparecerem na Feira da Ladra, o conto do vigário, já se sabe. Por causa disso, a Cabine costuma ter sempre um voluntário a controlar os livros. Os horários não são lá muito certos, mas pode procurá-los na página de Facebook do projecto. Ainda assim, e apesar do espaço ser apertado, aqui encontram-se boas leituras. “As pessoas só deixam os livros de que gostam e não aqueles que andam lá para casa e que são para dar”, garante Carlos Moura-Carvalho, um dos responsáveis. É simples e grátis, basta trocar o livro que acabou de ler por outro.
Cabine de Leitura, Praça de Londres, 10.
Pinte uma parede sem ser preso
Se quer dar uma de graffiter, fique a saber que pode pintar uma parede sem ter problemas com as autoridades. Isto, claro, se pintar no sítio certo. Inspire-se a olhar para os painéis da Galeria de Arte Urbana, na Calçada da Glória e no Largo do Oliveirinha. Depois, pegue nas latas e comece a pensar em fazer o seu próprio mural. Ou pelo menos uns rabiscos. É perto do Largo, na Travessa do Fala-Só, que encontra duas paredes de “pintura livre”. Vai reparar nelas facilmente, já que estão cheias de tags e frases ao acaso, pintadas umas em cima das outras. No fim, tire uma foto à sua obra de arte, até porque mais cedo ou mais tarde alguém vai tapá-la. Descubra outras superfícies de livre acesso aqui.
Travessa do Fala-Só (perto do Elevador da Glória)
Inspire-se no nosso roteiro perfeito pela arte urbana em Lisboa.
Tenha a cidade aos seus pés
Foi restaurante de luxo, bingo, discoteca, edifício de escritórios e armazém. Agora, o Panorâmico de Monsanto, um ovni desenhado pelo arquitecto Chaves da Costa tem uma nova vida – uma vida bem mais pacata: faz de miradouro, aquela que foi sempre a sua vocação secundária. A vista de 360º para toda a cidade e a localização privilegiada, no Alto da Serafina, fazem deste prédio devoluto o melhor sítio para ver as vistas em Monsanto. Para quê mentir? É a melhor vista de toda a cidade.
Apanhe o wi-fi do vizinho
Quem diz do vizinho, diz do café onde está agora sentado ou do restaurante onde vai jantar. Não precisa de pedir a password, a app Wi-Fi Map memoriza quase todos os acessos às redes das redondezas e mostra-as num mapa para saber exactamente onde deve estacionar o seu computador e começar a trabalhar. As passwords são inseridas pelos próprios utilizadores da aplicação, por isso sinta-se à vontade para acrescentar mais senhas para acesso gratuito à rede.
Espante os seus males no Viking
É um clássico do Cais do Sodré e todos se sentem bem-vindos nesta casa. No mesmo sítio, mas em noites variadas, há striptease (de segunda a sábado da 1.00 às 3.00 com o Monica Show), festas temáticas (todas as quartas) e o karaoke mais original de Lisboa: o Stripeoke sobe ao palco todas as segundas e mistura cantoria com a arte de tirar a roupa com o à vontade que se arranjar depois de meia dúzia de cervejas.
Corra atrás destes grupos
Hora do Esquilo: Para quem gosta realmente de acordar cedo para correr, o treino acontece todos os dias da semana, das 06.00 às 07.00, com o grupo do costume. O ponto de encontro é o parque de estacionamento da Estrada do Penedo, em Monsanto.
Correr Lisboa: Há treinos de segunda a quinta, distribuídos pela Pista de Atletismo Professor Moniz Pereira, pela Cidade Universitária ou pelo Parque das Nações.
Siga a massa crítica
Se já tem bicicleta mas não gosta de pedalar sozinho, siga a Massa Crítica. O grupo de ciclistas costuma encontrar-se todas as últimas sextas de cada mês desde 2003 para passeios nocturnos. O ponto de encontro é no Marquês de Pombal, junto ao Parque Eduardo VII, a partir das 18.00, e a saída está prevista para as 19.00. O passeio costuma demorar duas horas.
Peça um skate emprestado e aprenda uns truques
Inaugurado no fim de 2013, o skatepark do Vale de Chelas é um dos melhores sítios para ver craques deslizar em piscinas vazias e fazer manobras em corrimãos – uma alternativa à concorrida Praça da Figueira. Uma tarde que passa a correr e, se estiver enturmado, talvez até lhe possam ensinar alguns truques.
Skatepark do Vale de Chelas. Paragem de metro mais próxima: Bela Vista.
Deixe as costas nas mãos de alguém
Se confia nas mãos dos alunos finalistas do Instituto de Medicina Tradicional, pode inscrever-se para uma massagem completamente grátis. As massagens fazem parte das aulas práticas dos alunos de vários cursos e estão disponíveis em três modalidades: massagem de relaxamento, shiatsu e tui-na, uma técnica chinesa que pode substituir a acupunctura. Apesar de haver marquesas e cortinas, lembre-se de que não está num spa e sim numa sala de aula, com um professor a avaliar a técnica do massajador. São eles que decidem quando lhe vão fazer a massagem, por isso, convém ter um horário flexível. Ainda assim, é grátis.
Instituto de Medicina Tradicional, Rua Alfredo Trindade, Campo Grande. Marcações de massagem pelo telefone 21 330 4965.
Experimente uma aula de yoga
Ser diletante tem várias vantagens: por exemplo, a de experimentar aulas grátis de várias modalidades, sem no final de contas se decidir por nenhuma – nem pagar a mensalidade de nenhuma. Pode começar com uma coisa mais espiritual e tentar uma aula de yoga no Yoga no Bairro, num pátio em Campo de Ourique, onde não lhe vão cobrar nada pela primeira visita. O ideal, e se quer ser um pelintra à séria, é continuar a fazer primeiras aulas de tudo o que lhe passar pela cabeça. Mas pode ser que o yoga o convença.
Yoga no Bairro, Rua Coelho da Rocha, 69, Pavilhão 9. Aulas de grupo em vários horários. www.yoganobairro.com
Descubra mais três sítios para fazer aulas de yoga em Lisboa.
Recite poesia para o Povo
A poesia de Adília Lopes, os refugiados... São vários os temas que servem de inspiração às sessões de poesia do Povo, no Cais do Sodré. Os Poetas do Povo costumam encontrar-se às segundas-feiras, entre as 22.00 e as 00.00, e as sessões estão abertas a todos os que queiram recitar e ouvir poesia.
Poetas do Povo, Rua Nova do Carvalho, 32-36, Cais do Sodré. Às segundas, às 22.00.
Corte o cabelo sem pagar um tostão
Às segundas, terças e quintas, em três horários possíveis, o Instituto de Estudos e Desenvolvimento dos Cuidados de Beleza aceita cobaias para lavagens e cortes de cabelo. Mais uma vez, vai pôr-se nas mãos de estranhos, desta vez de alunos da escola que forma cabeleireiros há 67 anos. Pode ir à confiança que só vai ficar com o cabelo às cores se quiser. O corte é combinado entre o aluno e o cliente. Nesses dias, basta aparecer num dos turnos das aulas, às 09.00, às 14.00 ou às 19.00.
Senhoras: Rua de São Paulo, 103, 1.º andar. Senhores: loja da Rua da Moeda, 11. 21 342 5941.
Prefere ser atendido por profissionais? Estas são as melhores barbearias em Lisboa.
Não seja o mau da fita n'O Bom o Mau e o Vilão
Indie sessions, good vibe sessions, jam sessions... É escolher as sessões que mais lhe agradam e instalar-se numa das salas d'O Bom O Mau e O Vilão como se estivesse numa das divisões da sua casa. Às terças, há ainda curtas do Shortcutz a partir das 22.00. São três filmes por noite, sempre que possível apresentados por um ou vários dos seus autores. Uma tradição lisboeta que dura há sete anos.
Não leia sozinho
Junte-se a um destes clubes de leitura:
Clube de leitura da Livraria Ler
Rua Almeida e Sousa, 24-C.
Bookshop Bivar: há encontros de leitura anunciados atempadamente no Facebook e lançamentos de livros em inglês.
Rua de Ponta Delgada, 34-A.
Comunidade de Leitores da Culturgest: às quintas, na sala 1 da Culturgest.
Rua do Arco do Cego.
Visite um museu no domingo de manhã:
Museu Nacional de Arqueologia
Museu Nacional dos Coches
Museu Nacional do Traje
Museu Nacional de Arte Antiga
Mosteiro dos Jerónimos
Museu Calouste Gulbenkian
Estufa Fria
Museu do Chiado
Palácio Nacional da Ajuda
Torre de Belém
Panteão Nacional
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Culturgest
Ou sempre:
Atelier-Museu Júlio Pomar
Museu do Dinheiro
Núcleo Arqueológico da Casa dos Bicos
Casa dos Gessos (Museu Militar)
Vá à feira
Anjos70 Art & Fleamarket
Primeiro fim-de-semana de cada mês no Anjos70.
Às terças e sábados no Campo de Santa Clara.
LX Market
Vai acontecendo na Lx Factory.
Crafts & Design
Primeiro fim-de-semana de cada mês no Jardim da Estrela, excepto em Janeiro.
Sábados da Ribeira
Todos os sábados no Mercado da Ribeira.
Feira Intendente
Segundo domingo de cada mês.
Descubra as melhores feiras e mercados em Lisboa.
Cole-se a uma festa Erasmus
Os alunos de Erasmus andam munidos com os seus cartões Life Lisboa Card que, entre outros poderes, dão acesso a festas gratuitas pela cidade em discotecas como o Urban Beach ou o MusicBox. Nalgumas destas festas são incentivados a levar um amigo local (que também não paga nada). Mais uma boa razão para começar a internacionalizar as suas amizades e a colar-se à próxima festa com sotaque. O lema é “No regrets”, por isso não nos responsabilizamos pelo que possa acontecer.
Jogue ténis no bate-bolas do Jamor
Uma coisa é certa: a parede vai sair sempre a ganhar, por isso este desporto não é aconselhável a quem tem mau perder. Ainda assim, e em vez de bater com a cabeça nas paredes num dia sem nada para fazer, bata com uma bola de ténis na parede bate-bolas do Jamor.
Maquilhe-se no El Corte Inglés
Antes de sair à noite, passe pelo piso térreo do centro comercial para “testar” os novos batons das lojas de maquilhagem. Com sorte, e mesmo sem comprar nada, alguma funcionária vai querer mostrar-lhe os outros produtos da mesma marca e sai de lá pronta para entrar no Lux.
Dedique-se ao pingue-pongue no Dogtails
Não precisa de raquetes nem bola. Basta aparecer no Dogtails, no Mercado de Fusão do Martim Moniz, e apoderar-se da mesa de pingue-pongue. Além de cachorros, eles têm o material para bater umas bolas com alguém enquanto espera pelo seu pedido – ou pode ser mesmo pelintra e nem pedir comida.
Chore de alegria
Chama-se Roda de Choro mas não há drama – pelo contrário. No Bartô do Chapitô há música de baile à brasileira com base de cavaquinho, violão, e pandeiro todas as segundas-feiras a partir das 22.30.
Junte-se às estrelas mundiais de rock
Às sextas-feiras e domingos, o Hard Rock Café tem música ao vivo e não cobra entrada. Tocam sobretudo bandas de garagem ou de covers.
Combata a neura de segunda-feira
O Titanic Sur Mer, bar de Manuel João Vieira que é o sucessor espiritual do Maxime, tem uma iniciativa nobre para lutar contra a depressão das segundas-feiras: no palco do Titanic Jazz Jam está uma espécie que esta casa considera estar em vias de extinção: o homo improvisapiens.
Vislumbre a margem sul no Adamastor
Passa-se a vida a dizer que o melhor de Almada é a vista para Lisboa. E quanto a isso, gostos são gostos. A proposta aqui é inversa: vá ao miradouro de Santa Catarina (ou Adamastor) e deixe-se ficar a olhar para o outro lado. Procure, entre as mini-praias e as ruínas do Ginjal, o melhor local para pescar. Depois é levar o peixinho (grátis e fresco) para casa.
Vá ao Damas consumir música
É, no que toca a espaços nocturnos (e lugares para ver concertos) em Lisboa, um dos últimos redutos de entrada livre. E não é por isso que a programação não é séria e consistente. Uma vez lá dentro só gasta dinheiro se quiser. Pode sempre não beber nada.
Namore na Árvore do Príncipe Real
Tem razão, estimado leitor, namorar, por norma, não custa nada. Ou, por outra, não custa dinheiro nenhum. Este mítico cipreste do Buçaco tem mais de 140 anos e uma copa de cerca de 25 metros de diâmetro e é um óptimo refúgio (à sombra e com vários bancos) para se prolongar na arte do namoro. O Jardim do Príncipe Real merece.