Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right O melhor de Portugal em Lisboa

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Jornais d'A Brasileira
©Gabriell Vieira Miguel Silva, responsável pelo quiosque há 30 anos

O melhor de Portugal em Lisboa

Portugal é rico em tradições e estes são alguns espaços em Lisboa que dão a conhecer o melhor de Portugal em Lisboa.

Por Renata Lima Lobo
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Chamamos-lhe um "pequeno jardim à beira mal plantado" e tem pouco mais de 92 mil m2. Mas os países não se medem aos palmos e apesar de pequeno (não tão pequeno o Mónaco ou Andorra, mas ainda assim pequeno), Portugal é enriquecido pelas muitas regiões, do continente às ilhas, com as suas próprias tradições, gastronomia e produtos. Recomendamos que saia de Lisboa para explorar tudo o que o país tem para oferecer, mas enquanto estiver pela capital também pode sentir-se um explorador das nossas tradições, seja com uma refeição tipicamente minhota ou um casaco de lã quentinho da Serra da Estrela. 

Recomendado: Lojas tradicionais: um cheirinho pelas melhores lojas de chá e café em Lisboa

Casa do Alentejo
Casa do Alentejo
©DR

Casa do Alentejo

Restaurantes Santa Maria Maior

A Casa de Alentejo é a verdadeira casa da região do Alentejo em Lisboa. O edifício do antigo Palácio Alverca merece, só por si, uma visita, graças à bonita decoração com traços árabes. É palco de apresentações de livros, sessões de poesia, exposições ou outros eventos e tem um restaurante com duas salas impressionantes. No pátio interior, outro espaço. A taberna da Casa do Alentejo já foi um segredo. Agora nem tanto, ainda que a música de intervenção se mantenha um atractivo interessante, a combinar com migas, queijos, tostas ou os diversos petiscos e pratos do dia.

museu da filigrana
museu da filigrana
©Manuel Manso

Museu da Filigrana

Compras Joalharia Chiado

É o primeiro museu em Portugal totalmente dedicado à arte vianense que trabalha finíssimos fios de ouro ou de prata com toda a paciência do mundo. Sabia que o ouro de Viana é fabricado na Póvoa do Lanhoso? E o que é um martelo de mola ou um maçarico de sopro? Ah, pois é. Se afinal não sabe assim tanto sobre o fabrico artesanal de filigrana portuguesa ou nunca viu uma peça de verdade ao vivo, este museu/loja tem um total de 150 objectos de colecções privadas espalhadas por aqui e por ali, como ferramentas utilizadas entre o século XIX e XX e que acompanham todo o processo de criação de uma peça de filigrana, dos corações às contas. Ao fundo, uma recriação de uma oficina tradicional, num espaço que inclui ainda uma cronologia que remonta ao terceiro milénio a.C. e à existência de jazidas de ouro em Portugal. Um projecto promovido pela joalharia Anselmo 1910.

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açores na feira
açores na feira
Fotografia: Francisco Santos

Açores na Feira

Restaurantes Português São Vicente 

Depois de passar pelo Exército, pelas novelas e de ser empregado de mesa, Bruno trouxe os pais da ilha Terceira para Lisboa e com eles a comida tradicional. Abriu o restaurante Açores na Feira. Falando da ilha Terceira, inevitável passar pelas alcatra de carne regional (para duas pessoas), feijoada açoriana (adocicada) ou bife de espadarte fresco dos Açores.

 

jornais da brasileira
jornais da brasileira
©Gabriell Vieira

Quiosque d'A Brasileira

Restaurantes Cafés Chiado

Agora é possível ir à Brasileira, mítico café do Chiado com 115 anos de vida, e sentar-se a ler o Terras da Beira. Ou o Campeão das Províncias. Ou – porque não? – O Interior. O grupo O Valor do Tempo, que tem a participação maioritária d’A Brasileira, decidiu trazer notícias de todo o país para o Chiado. No quiosque, igualmente histórico e onde se vendia imprensa nacional, os escaparates passaram a mostrar publicações O Mirante, o Jornal do Fundão ou a Gazeta das Caldas. São 18 os títulos que para já estão a bordo deste projecto, um processo que ainda não terminou.

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Casa dos Ovos Moles em Lisboa
Casa dos Ovos Moles em Lisboa
©Casa dos Ovos Moles em Lisboa

Casa dos Ovos Moles em Lisboa

Restaurantes Pastelarias Chiado

Auto-intitulam-se de padroeiros da doçaria conventual e dão a conhecer a história do país através dos doces com ovos. A oferta navega por todos os mosteiros do país e vai dos Ovos Moles de Aveiro, Pão de Ló de Ovar ou pudim Abade Priscos, ao Papo d'Anjo de Amarante, Queijinho de Alcobaça, ou Rebuçados de Portalegre. menu é infindável que causa picos de glicémia só de ler. Também aceitam encomendas para entregas ao domicílio.

Choco Frrito
Choco Frrito
Fotografia: Manuel Manso

Choco Frrito

Restaurantes Grande Lisboa

Carregue no érre do frito e não ache que os rr a mais são erro ortográfico – é uma homenagem ao dialecto charroco, o nome dado ao falar sadino, que ouvirá especialmente em bairros setubalenses como o Troino. Esta primeira lição serve para explicar o duplo érre em Choco Frrito, o nome desta casa dedicada ao petisco na Penha de França. No menu há a versão mais tradicional das tiras de choco com limão, mas têm também choqrrettes, uns croquetes de choco picado com tinta, um wrap com choco marinado e uma sanduíche de choco frito, tudo sempre a acompanhar com batatas fritas. 

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Burel Factory
Burel Factory
DR

Burel Factory

Compras Chiado

Da primeira vez que entrámos na Burel Factory, ficámos pasmados com a quantidade (e com a pinta) de coisas que é possível fazer com este material. Algumas peças, mantêm o ar quentinho e tradicional da Serra da Estrela, outros arriscam no design e saem da caixa. Da decoração à moda, sem esquecer os projectos à medida, quem diria que o burel ia dar pano para tanta coisa.

Dom Tacho - Francesinha
Dom Tacho - Francesinha
Fotografia: Ana Luzia

Dom Tacho

Restaurantes Areeiro/Alameda

O molho da francesinha é segredo e António Valente, que veio do Porto para abrir um restaurante por carolice há 13 anos, não o vai revelar. Portanto, passemos à frente: entre as fatias de pão há bife de vaca, salsicha fresca, linguiça, fiambre e mortadela; se quiser, mande vir batatas fritas e um ovo a cavalo na francesinha. António Valente deixou a profissão como engenheiro químico, juntou-se ao irmão Joaquim e os dois sacaram a receita à mãe. No Porto, parecida com esta, só no Santiago, argumenta – “as outras já foram”.

No mesmo campeonato, encontra boas francesinhas no restaurante MarcoA casa mãe, em Vila Nova de Famalicão, aberta há quase duas décadas, rivaliza com os mais conhecidos restaurantes do Porto. As salsichas e a linguiça vêm lá de cima e o sabor não engana. A clássica é a Portuense, claro, também chamada de “berdadeira”, assim mesmo com b e com tudo a que tem direito. Se for adepto de picante, arrisque tudo na Dragon Red, dizem eles que “até deitas lume dos olhos”.

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Arroz de Lagosta e gambas do Solar dos Presuntos
Arroz de Lagosta e gambas do Solar dos Presuntos
Fotografia: Manuel Manso

Solar dos Presuntos

Restaurantes Lisboa

É preciso entrar sem pensar no que vai gastar. Mas entre firme e confiante de que a comida que lhe vão servir corresponde aos verdadeiros sabores portugueses, isto numa casa que se orgulha de fazer “alta cozinha de Monção”, coisa que se lê à entrada do restaurante. Não olhe a meios na hora de pedir as finas fatias de presunto, daqueles gulosos que estão pendurados na montra, para aconchegar o estômago e seguir para o arroz de lagosta e gambas, uma das especialidades. O Solar é daqueles sítios que serve lampreia da boa, na época dela, e entrando os meses frios, é não deixar escapar o cozido à portuguesa, servido religiosamente todas as quartas-feiras e confeccionado em 24 horas.

 

nobre
nobre
Fotografia: Manuel Manso

O Nobre

Restaurantes Areeiro/Alameda

Justa Nobre é uma estrela da cozinha portuguesa e um marco na história da restauração lisboeta. Na casa que tem junto ao Campo Pequeno há uns bons anos, mostra os melhor da sua cozinha de inspiração transmontana, mas sempre a cruzar outras regiões do país. Há de tudo, desde as iscas de cebolada aos ovos mexidos com tomate, desde o folhado de caça brava aos camarões de fricassé. E há uma família inteira a servi-lo com um sorriso de orelha a orelha. Marido e filho na sala, irmãs a contribuir na rectaguarda - sobretudo nas sobremesas.

 

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Comida Independente
Comida Independente
Fotografia: Manuel Manso

Comida Independente

Compras Mercearias finas Santos

Do pacote de sal grosso da Salmarim ao único vinho português com certificação biodinâmica, o verde tinto Palmeirinha, Rita sabe contar a história de tudo o que tem na sua loja em Santos. Passou um ano a viajar pelo país, a conhecer produtores, os seus métodos e os seus produtos, a ser encaminhada de um produtor de azeite para um queijeiro e deste para o criador de gado de cada zona, acabando por conhecer os clusters onde a produção artesanal de qualidade continua no país. O resultado deste trabalho de investigação com ar de grande reportagem ou de tese de mestrado não foi para ficar no papel, mas para erguer a Comida Independente, uma mercearia com produtos de pequenos produtores de todo o país, onde tanto se vendem iguarias muito específicas, dignas de gastrónomos, como os legumes (Vasco Correia, da Moita) e o pão fresco do dia (de Adolfo Henriques, da Maçussa).

Silva & Feijóo
Silva & Feijóo
©Inês Félix

Silva & Feijóo

Compras Santa Maria Maior

Em 1919, nesta loja da Baixa operava uma cordoaria e em 2006 o espaço foi remodelado e transformado numa mercearia tradicional portuguesa. Localizada a escassos metros da medieval Casa dos Bicos, manteve as antigas paredes de pedra como cenário de exposição de produtos tradicionais de todo o país, incluindo os Açores e a Madeira. Inclui pão biológico, compotas, licores, patés, vinhos, enchidos e muitas outras especialidades.

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a vida portuguesa chiado
a vida portuguesa chiado
©DR

A Vida Portuguesa Chiado

Compras Chiado

Esta foi a primeira loja d'A Vida Portuguesa a vir ao mundo. Hoje, continua de pedra e cal e é um corrupio de estrangeiros, mas também de lisboetas em busca de presentes originais com um quê de saudosismo. E porque o fenómeno cresceu e o espaço da Rua da Anchieta se tornou pequena, a segunda loja no Chiado abriu, nove anos depois da primeira. Fica a dois passos, no número dois da Rua Ivens, e é dedicada à casa e à decoração.

Aposte nos produtos portugueses

Studioneves
Luis Ferraz

De mãos na argila: descubra estas marcas portuguesas de cerâmica

Compras

A tranquilidade terapêutica da cerâmica levou muito boa gente a enveredar por cursos deste ofício, mesmo nada tendo a ver com a respectiva profissão. As rodas de oleiro, as fornadas, os vidrados, as argilas, os moldes e as cores agarraram o coração de quem sempre achou que meter as mãos na massa era tarefa para os outros. Há quem o faça há anos e faça disto a sua profissão a tempo inteiro, há outros que dão agora os primeiros passos – de uma forma ou de outra todos chegam até nós com a fragilidade e delicadeza de uma peça cerâmica, seja ela perfeitinha ou tosca. Há por aí uma nova geração de artesãos da terra e, por isso, atirámos o barro à parede para perceber que ceramistas o apanhavam. Descubra algumas das melhores marcas portuguesas de cerâmica.

jogos Majora
Majora

GAME ON: seis jogos portugueses para toda a família

Coisas para fazer

Já estamos todos fartos de estar em casa, mas é preciso continuarmos firmes e fortes – e por cá acreditamos que os jogos de tabuleiro e cartas nos podem ajudar nessa missão. Felizmente, há uma indústria criativa nacional a crescer, que produz e exporta propostas inovadoras para toda a família. Por isso, as próximas recomendações são dessas editoras e autores, que valem a pena ter em casa e se podem encomendar online. Desde o Your Business City, para todos os futuros empreendedores, até ao clássico STOP!, reinventado pela também clássica Majora, sugerimos seis novidades portuguesas, todas lançadas em 2020, para provar que “o ano maldito” também nos trouxe coisas boas.

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Compras, Loja, Lã, CHIcoração
© DR

Inverno em pele de cordeiro: marcas portuguesas para comprar lãs

Compras

O Inverno deixa a alma e o corpo frios, a precisar do aconchego de uma boa chávena quente ou de um casaquinho de malha grossa, tão típico da estação. Ou até uma manta pesada, para aquelas tardes de preguiça no sofá. Portugal tem provas dadas na qualidade de produção têxtil, e nas lãs é um justo vencedor. Apesar de a indústria dos lanifícios já ter visto dias melhores, há marcas que continuam a apostar nesta matéria-prima que dá pano para mangas, casacos, meias, bonecos, acessórios para a casa, mantas, mochilas ou até sapatos. Dizemos-lhe onde encontrar as melhores marcas portuguesas de lãs para se aquecer.

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