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Rita Chantre | Elevada
Rita Chantre

Os melhores sítios para estudar ou trabalhar em Lisboa

Está em época de exames? Tem trabalho para fazer? Há vários locais na cidade onde pode fazer um ou outro.

Beatriz Magalhães
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Precisa de redobrar a atenção num espaço com silêncio, conforto e boa luz? Há disso em Lisboa. Ou prefere trocar o ambiente fechado de uma biblioteca pelo burburinho de fundo, o som da máquina do café e o vai-vém das pessoas? Também há disso em Lisboa. Pusemo-nos no lugar de um estudante em época de exames ou de um trabalhador remoto, e partimos à descoberta. O resultado é este guia com os melhores sítios para estudar ou trabalhar em Lisboa. Do café simpático com internet rápida à biblioteca de um palácio histórico, eis mais de 20 espaços onde o fazer.

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24 sítios para estudar ou trabalhar em Lisboa

  • Cafeteria
  • Sete Rios/Praça de Espanha

O que é bom não precisa de estar no centro da cidade para dar nas vistas. Este café fica na Estrada da Luz e é um achado para aproveitar. De que forma? A trabalhar, apreciando as janelas grandes e a luz que por elas entra, a tranquilidade do espaço e a boa música; a provar o iogurte com granola, os scones ou as torradas de pão alentejano ao pequeno-almoço, mais os menus de almoço. Sempre nas calmas, claro.

  • Padarias
  • Avenidas Novas

Não é só pão que vai encontrar n'A Padaria Portuguesa. Também há pastelaria variada, menus de pequeno-almoço e de brunch. No número 39 da Avenida da República, pode usufruir da esplanada, mas se preferir ficar no interior, o espaço é grande e há muitas mesas à escolha. Talvez não seja o sítio mais sossegado, mas se o barulho não o incomodar, é uma boa opção. 

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  • Cafés
  • Cais do Sodré

Não vivemos sem café, mas uma bica às vezes já não nos chega. É com alegria que vemos o café de especialidade ganhar terreno – há cada vez mais espaços em Lisboa para se estar (a trabalhar ou não) e para se apreciar café. E a Baobá é talvez o melhor exemplo. A torra dos grãos, vindos de São Paulo, é feita neste espaço em Lisboa.

  • Atracções
  • Bibliotecas, arquivos e fundações
  • Alcântara

Instalada no antigo Palacete dos Condes de Burnay, está aberta ao público desde 2020. É a terceira maior da rede de bibliotecas públicas da cidade, fruto da intervenção que esteve a cargo da arquitecta Margarida Grácio Nunes. Com cinco pisos (o último com vista para o bairro e para o Tejo), a biblioteca tem uma loja, uma sala multiusos, um espaço para famílias, uma galeria e um jardim onde foi mantida uma fonte que continua a beber da ribeira de Alcântara.

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  • Atracções
  • Bibliotecas, arquivos e fundações
  • Marvila

É a maior biblioteca de Lisboa. Uma casa senhorial abandonada há décadas que reabriu em 2016, com um auditório de 172 lugares, duas áreas de leitura com mesas e computadores para trabalhar ou estudar, três salas pensadas para crianças e uma oficina de trabalhos manuais. Aqui, não lhe faltará espaço. 

  • Atracções
  • Bibliotecas, arquivos e fundações
  • Lumiar

Também faz parte da rede de bibliotecas de Lisboa e fica em Telheiras, onde nasceu para dar ao bairro um espaço de promoção da leitura para todas as idades. O espaço tem todos os serviços de uma biblioteca, com um local próprio e sossegado para poder estudar sem distracções e com computadores, caso precise de apoio. A biblioteca dispõe ainda de uma fonoteca, para apoio especializado na área da música, sobretudo em tudo o que diz respeito à música portuguesa.

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  • Atracções
  • Bibliotecas, arquivos e fundações
  • Areeiro/Alameda

É uma das bibliotecas mais bonitas de Lisboa e está instalada num palácio construído em meados do século XVII, para servir de casa de campo aos Marqueses de Távora. Ganhou espaço com a sua renovação em 2017 e mantém um belo jardim em redor. Se escolher ficar no interior, tem mais luz e mais silêncio para ficar compenetrado no trabalho. Cá fora, pode sentar-se na relva ou no quiosque. É o ideal para sessões de estudo em grupo (e sempre evita quaisquer olhares indesejados dos mais silenciosos). 

  • Cafés
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A vista para a cozinha da Bread & Friends faz parar quem passa. É que o chef de padaria entra ao serviço pelas 03.30 (quatro horas antes do horário de abertura, às 07.30) e é possível vê-lo a trabalhar a partir da rua. Lá dentro, a paisagem estende-se, com uma das paredes em vidro. O conceito é do grupo Sana, que não se esqueceu do hábito bem português de beber café e apostou também numa máquina de torrefacção, instalada mesmo à entrada do espaço. Na hora de sentar, há muito por onde escolher, desde os sofás junto às tomadas, para se instalar com o computador, às mesas de grupo a um recanto mais aconchegante, junto à lareira. 

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  • Castelo de São Jorge

Escondido no Teatro Taborda, na íngreme Costa do Castelo, o Café da Garagem é o sítio certo para levar alguém a quem deve um pedido de desculpas sobre algo indesculpável ou, simplesmente, para ir tratar da lista de tarefas. Aliás, todos os dias há uma sala específica para quem está no computador usar. A vista para a Senhora do Monte amolece qualquer coração, a decoração de onda vintage, com portas a fazer de mesas e cadeiras estrategicamente viradas para as janelas, idem. Depois é pedir um chá e uma torrada em estilo bruschetta e apreciar o cenário.

  • Bairro Alto

Um oásis. É assim que Fernão Gonçalves apelida o pátio onde fica a esplanada do Clara Café – e não está errado. Afinal, onde vamos encontrar um sítio mais calmo, escondido e sombreado por um limoeiro, no centro da cidade? O projecto é da autoria do barman e de Diogo Noronha e fica dentro do centro cultural da Brotéria, no Bairro Alto. A carta é “all day”, com pequenos-almoços, almoços e lanches, e é um sítio perfeito para trabalhar ou estudar. Se chegar lá e não tiver lugar, a Brotéria tem várias salas disponíveis onde ficar.

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  • Grande Lisboa

A bandeira na Graça é só mais uma do império Copenhagen Coffee Lab. Em pleno Campo de Santa Clara, com direito a esplanada para os dias de sol, este espaço é perfeito para começar o dia ou acabá-lo. O café de especialidade, filtrado em V60 aeropress ou frenchpress, é a jóia da coroa, o tipo de bebida que casa bem com a tradicional pastelaria do Norte da Europa. É um café onde pode estar sossegado enquanto estuda ou trabalha, sem grande reboliço (a não ser que vá em dia de Feira da Ladra, às terças e sábados).

  • Lisboa

O Elevada, em Arroios, é um projecto dividido em três vertentes: co-work, café e espaço de eventos pensado para juntar a comunidade em torno da nutrição e da longevidade. A carta de comes e bebes adapta-se a vários tipos de dieta, seja vegana, vegetariana ou plant-based. O espaço conta com algumas mesas (até umas mais pequenas para chamadas de trabalho) onde pode ficar a trabalhar, enquanto come uma salada ou smoothie bowl. Mas, como acontece com outros espaços de coworking na cidade, é preciso pagar.

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  • Atracções
  • São Sebastião

Perdemos a conta das vezes que vemos gente deitada nos jardins da Gulbenkian a ler. Isso faz-nos crer que estes jardins da cidade são dos mais propícios a tal actividade, com vários recantos onde pode ficar mais sossegado e impedir que algum pato lhe vá picar as folhas do livro. É um sítio que pode sempre servir para um estudo mais leve. Para trabalhar com o computador, há por lá cafés onde pode ficar ou então a biblioteca de arte se reunir as condições de acesso.  

  • Compras
  • Avenidas Novas

Foi numa antiga loja de móveis portuguesa, perto do Campo Pequeno, que Giovanna Centeno e Samuel Miller abriram as portas da sua Good Company Books. Nas estantes, os livros são apenas em inglês, mas entre os vários títulos há uma grande aposta nos autores lusófonos. Na parte do café, há mesas para sentar e no menu, além de bebidas à base de café, há também vinhos portugueses e alguma pastelaria. Se no café a azáfama se instalar, tem mais mesas e várias tomadas no andar de baixo, mais sossegado para estudar ou trabalhar.

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  • Cafés
  • Santos

Quando abriu, ali na fronteira de Santos com a Madragoa, o Heim Café tornou-se tão popular que esperar na fila aos fins-de-semana era inevitável. Se for o caso quando lá for, não desista, porque o brunch é bem bom. Também é bom sítio para estar a trabalhar no computador ou a estudar.

  • Coisas para fazer
  • Sete Rios/Praça de Espanha

Depois do Palácio dos Marqueses de Tomar, a Hemeroteca foi parar às Laranjeiras, onde pode aceder a mais de 12 mil títulos de jornais e revistas, incluindo raridades bibliográficas e bibliografia de referência para o estudo. Tem mesas e computadores disponíveis para fazer a sua pesquisa em condições decentes. 

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  • Coisas para fazer
  • Eventos literários
  • Alcântara

É provável que a maior parte das pessoas que aqui entra só pense em fotografar a bicicleta voadora que paira sobre as estantes altas de livros desta livraria da Lx Factory. Mas se não sabe, anote: a Ler Devagar tem um cafézinho com mesas e cadeiras num dos cantos. Um sítio ideal para ler um livro ou trabalhar ao computador – não há muito barulho, ainda que o ruído do entra e sai dos compradores possa incomodar alguns.

  • Lisboa

O número 38 da Rua Maria Andrade foi outrora uma concorrida padaria. De portas fechadas há vários anos, renasceu em 2021 como Maria Food Hub, um espaço com mais do que uma vocação, onde se quer reunir e expor o que de melhor se faz no bairro dos Anjos, da gastronomia às artes. De segunda a domingo, de manhã à noite, a cozinha está aberta mais de 12 horas. Há um cantinho recatado perfeito para os mais estudiosos ou trabalhadores.

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  • Cafés
  • Avenidas Novas

O café não tem de ser sempre a mesma coisa. Pode ser muito mais do que uma bebida com gelo, leite ou bebida vegetal. Pelo menos, essa é a filosofia de Sia Fung, a jovem por trás do MAS, na Avenida Duque de Ávila. Há brunch e café de especialidade, e as combinações de café irreverentes, pensadas ao detalhe, certamente impressionarão os mais cépticos. O espaço é pequeno, mas o andar de baixo é sossegado e pensado exactamente para quem quer estudar ou trabalhar. 

  • Atracções
  • Edifícios e locais históricos
  • Benfica/Monsanto

Esteve fechado ao público por mais de um século, mas reabriu em 2017 depois de obras de recuperação. Além da biblioteca, tem também uma ludoteca, salas para exposições e concertos, um Centro Qualifica e um espaço de co-work com cerca de 30 postos de trabalho e três salas. Se quiser apanhar ar para desanuviar dos estudos ou do trabalho tem os jardins interiores do palácio e uma cafetaria. 

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  • Cafés
  • Chiado/Cais do Sodré

A esplanada sobre o jardim da Praça das Flores é um dos pontos altos do espaço. Com boa pastelaria, com destaque para os croissants, tem ainda um interior simpático e familiar, a fazer lembrar uma sala de chá que convida a levar o portátil e a dar vazão às tarefas do dia. Também ali vão turistas, mas o ambiente de café de bairro ainda não se perdeu. Há famílias que ali chegam, grupos de conversa amena e tomam-se cafés tardios, a acompanhar o jornal. Ao fim-de-semana, o brunch de buffet é concorrido. 

  • Atracções
  • Belém

Fica no piso 1 do Centro de Reuniões aquela que é a Sala de Leitura do Centro Cultural de Belém. Tem um fundo bibliográfico generalista, com enfoque nas áreas da Literatura e das Artes Visuais, para quem precisar de consultar uns livros. Há 40 lugares sentados, destinados à leitura e ao estudo, quatro computadores com acesso à internet e uma zona de leitura de jornais – esta de livre acesso. Para aceder à Sala de Leitura terá de se inscrever e fazer o cartão de leitor previamente, de forma gratuita.

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  • Cafeteria
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Esta coffee shop fica perto do Marquês e, além de um bom expresso, latte ou capuccino, ainda come pastelaria feita na casa, de tarteletes a croissants, de caracóis sem frutas cristalizadas a arrufadas, não esquecendo uma boa oferta de pães. Está de portas abertas a quem trabalha remotamente ou a quem precisa de se focar nos estudos.

  • Pastelarias
  • Chiado/Cais do Sodré

Um dos grandes atractivos do The Mill dá pelo nome de tomada eléctrica. No plural, aliás. É perfeito para aqueles que preferem andar com o computador atrelado com dezenas de PDFs por ler ou uma tese para escrever. O café enche cedo, por isso atente nas horas a que está a pensar ir para lá. Conseguindo um lugar, peça um café – há três tipos, todos arábica, torrados a lenha em Lisboa.

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