Os bares mais bonitos em Lisboa

Diz-se que o que conta é a beleza interior e por isso é obrigatório entrar e sentar-se numa das mesas dos bares mais bonitos em Lisboa, uma lista que não pára de crescer

Fotografia: Ana LuziaAlfaiataria

Uma antiga alfaiataria, os bares do famoso coleccionador Luís Pinto Coelho, uma antiga pensão de prostitutas ou um wine bar coberto de garrafas de vinho. Lisboa é linda e tem bares lindos. Estes que aqui lhe apresentamos são algumas das mais distintas casas nocturnas da cidade, sobretudo pela arte decorativa que contém. Ainda que estejamos conscientes de que a beleza é uma coisa subjectiva e que o estimado leitor possa ter uma opinião bem diferente da nossa. Ainda assim decidimos arriscar, até porque se não for bela beleza, vai pela qualidade do que vai encontrar dentro destes nove bares. 

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Os bares mais bonitos em Lisboa

Alfaiataria

Entre Santos e a Lapa, numa zona com mais restaurantes do que bares, abriu em 2016 a Alfaiataria, um simpático bar para beber um copo ao fim do dia no lugar onde em tempos funcionou uma alfaiataria – e da qual restam ainda as máquinas de costura. O sítio é indicado para o corte e costura com aquela amiga que já não vê há algum tempo ou para provar cocktails com nomes alusivos (tal como a decoração) à antiga vida da casa. Experimente o popular Stoli Tailor, com vodka, lima e ginger beer. Os preços rondam os 8 euros. O bar costuma também acolher encontros de samba de roda (a dona do bar, Vanessa Cotrim, é brasileira).

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Estrela/Lapa/Santos

Fox Trot

No Príncipe Real já se sabe que é difícil estacionar mas este ainda é um dos poucos sítios da cidade onde pode deixar as chaves do carro ao porteiro e não se preocupar mais com isso — só convém deixar gorjeta. O bar ao estilo art deco abriu em 1978 graças ao coleccionador de arte Luís Pinto Coelho. Tem um bife à Fox Trot na carta que também põe o bar na lista dos melhores sítios para petiscar em Lisboa fora de horas (é servido até às três da manhã). Tem mesa de snooker, um pequeno jardim interior para apanhar ar fresco e no Inverno tem uma sala com lareira a funcionar.

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Chiado/Cais do Sodré
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Pensão Amor

Nunca as filas para entrar aqui foram tão grandes, nem nos tempos em que os quartos da pensão eram ocupados por prostitutas e frequentados por marinheiros que paravam no Cais do Sodré. O bar está em qualquer guia da cidade que se preze e vive da decoração e da antiga reputação. Aliás, a carta de cocktails é uma homenagem a esses tempos, com nomes sugestivos. O Orgia, por exemplo, o mais afrodisíaco, é servido num bule e chávenas de chá (20€/2 pessoas).

+ Este é um dos melhores bares no Cais do Sodré. Coheça os outros. 

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Cais do Sodré

By the Wine

É um dos melhores sítios do Chiado para beber um copo de vinho ao fim do dia e, sem dúvida, o que tem mais pinta. A “flagship store” da José Maria da Fonseca junta dois conceitos: o de winebar e o de loja de vinhos, com todos os produtos e marcas da empresa. A decoração é o mais impressionante, com garrafas a cobrir o tecto (diz quem teve muito tempo para contá-las que são 3267 garrafas). Para empurrar, conte sempre com petiscos como tábuas de queijo e de presunto.

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Chiado/Cais do Sodré
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A Paródia

O pequeno bar criado pelo mesmo fundador do Procópio, Pavilhão Chinês e Fox Trot abriu dois dias depois do 25 de Abril de 1974. Para entrar é preciso tocar à campainha. O bar tem uma zona de fumadores e está decorado com objectos antigos e caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro. Uma das salas está repleta de caixas de fósforos onde os clientes deixavam trocos para futuras visitas ao bar.

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Estrela/Lapa/Santos

Procópio

No Jardim das Amoreiras, foi este o primeiro bar do coleccionador e gestor hoteleiro Luís Pinto Coelho, a funcionar desde 1972. Mário Soares, Sá Carneiro e Raul Solnado eram habitués do bar que conserva muitas memórias pré-revolução lá dentro – e a mesma mobília. Algumas das recordações estão num livro lançado em 2007, a propósito dos 35 anos do Procópio — agora já são 45: “Jornalistas infiltrados faziam fila à espera de chegarem ao telefone para informarem o director de tudo o que ali se cochichava", lê-se.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
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Pavilhão Chinês

Foi o último dos bares a ser inaugurado por Luís Pinto Coelho (além do Procópio, A Paródia e Fox Trot, nesta lista) e um ponto obrigatório para quem visita a cidade. Aqui está alojada toda a parafernália que Pinto Coelho foi coleccionando ao longo dos anos, de soldadinhos de chumbo a capacetes da Segunda Guerra Mundial, de aviões miniatura a peças únicas de Bordalo Pinheiro. Há cinco salas e mesas de snooker.

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Chiado/Cais do Sodré

Red Frog

Situado na Rua do Salitre, o Red Frog recria o ambiente secreto dos speakeasies, os bares clandestinos surgidos em inícios do século XX, durante a Lei Seca, nos EUA. Abriu em Maio de 2015 com o ambicioso objectivo de pôr os lisboetas a beber cocktails. E conseguiu cumprir (e ultrapassar) os objectivos, com muito trabalho, uma das melhores garrafeiras da cidade e um conjunto de barmen/alquimistas capazes de transformar qualquer bebida em ouro. O bar da rã vermelha foi eleito o Melhor Bar de Lisboa nos Time Out Bar Awards 2017. E passados uns meses foi considerado o 92º melhor bar do mundo pelos júris da competição The World’s 50 Best Bars.

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Avenida da Liberdade
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Bacchanal

Na Roma Antiga, o bacanal era uma celebração em honra de Baco, deus do vinho, que por norma acabava em quilómetros de orgias e promiscuidade. Mas neste novo Bacchanal a ideia não é essa – a não ser que se queira enrolar com o vinho, com vinhos vários. Aí sim. E a avaliar pelos expositores do novo bar de Victor Cordeiro (que também é o proprietário do Loucos de Lisboa, no Príncipe Real), é bem possível que acabe a envolver-se com vinhos de inúmeras castas e de todas as regiões vinícolas portuguesas. Situado no Corpo Santo, vizinho de bares como o Copenhagen, o Cais do Pirata, o Viking ou o Jamaica, este projecto foi instalar-se numa antiga drogaria de 1918, que já há bastante tempo estava fechada e defunta,  e deu-lhe nova vida. Sim, é um bar com decoração de drogaria e vinho do bom. Feito. 

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Cais do Sodré

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