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Restaurantes abertos no dia 1 de Janeiro em Lisboa

Começar o ano a comer fora é difícil, mas não impossível. Saia da cozinha e reserve mesa num destes restaurantes abertos a 1 de Janeiro.

Hugo Torres
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Procurar uma agulha num palheiro. É muito provável, quase de certezinha, que a expressão não tenha sido dita pela primeira vez para descrever a situação de madrugadores esfomeados no primeiro dia do ano – mas assenta-lhe que nem uma luva. É que, quando está meio mundo a ressacar das festas de passagem de ano, encontrar mesa é toda uma aventura. Para evitar aquele desespero de última hora, aqui tem duas – três! quatro! – mãos-cheias de restaurantes abertos a 1 de Janeiro de 2026 em Lisboa, de brunches a mariscadas. Convém é fazer reserva, para evitar dissabores.

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Restaurantes abertos a 1 de Janeiro em Lisboa

  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Num dos cantos da cozinha aberta do 550º está o forno. É italiano, alimentado a lenha e gás, e uma das estrelas desta casa onde quem manda é o fogo. As temperaturas atingem os 550 graus Celsius – e explicam o nome do restaurante do Príncipe Real que tem o chef David Casaca aos comandos. A carta divide-se em três grandes apostas: o fogo (com carnes maturadas), as pizzas e os arrozes, que não são nada tradicionais. Abre às 12.30.

  • Santa Maria Maior

Junto ao Tejo, na Doca da Marinha, Olivier da Costa aposta no peixe e no marisco. Para a carta, o chef e empresário diz ter-se inspirado, acima de tudo, na vista, mas também no receituário da família. A 1 de Janeiro, contudo, não é a oferta habitual que está em cima da mesa. Entre as 12.00 e as 17.00, é servido um brunch com o valor único de 58€ que inclui uma selecção de pequeno-almoço (panquecas, ovos, tortilha, bacon, salsichas, compotas, iogurtes), uma selecção fria (ostras, lagosta, gambas, salmão e biqueirão), queijos e charcutaria, saladas, sobremesas e bebidas. Pelo meio, terá cinco opções de pratos quentes (bacalhau gratinado, lombo com molho Olivier & cogumelos, peixe assado, caril de frango, gratinado de legumes), além de duas sopas (de legumes e sopa rica de peixe).

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  • Beato

Marin Colomès é um dos três sócios. É ele quem está ao leme da pequena cozinha. No Alfredo, há uma tríade de clássicos que não pode falhar no menu. O croquete é um deles, a desfazer-se na boca, feito com chouriço de sangue e farinheira. O Arroz do Alfredo, o mais nutritivo dos pratos, é enriquecido com bochecha de porco e chouriço e pode ser servido em doses para duas, três ou quatro pessoas. Por fim, a tarte de limão, sobremesa sem rival que a clientela já não quer que vá a lado nenhum. Neste primeiro dia do ano, os horários para reservas começam às 19.30.

  • Português
  • Chiado

Um espaço, vários conceitos e restaurantes. É assim o grande casarão que José Avillez abriu no Verão de 2016 no Chiado. Há a Taberna, com petiscos de assinatura; o Páteo, que combina marisqueira e restaurante de peixe; a Pizzaria Lisboa, que o chef instalou aqui no pós-pandemia; e o Mini-Bar, que também ganhou uma nova morada no Bairro do Avillez, depois de ter saído do São Luiz. Mais recentemente ainda voltou a acolher a Cantina Peruana, em formato pop-up. Um sítio para agradar a gregos e a troianos.

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  • Coreano
  • São Vicente 

O Bada é um snack-bar coreano e fica no Intendente. A carta é simples e acaba por ter mais bebidas do que pratos. Além do soju, bebida alcoólica típica coreana feita a partir de arroz e parecida ao sake, há licores, cervejas, opções não-alcoólicas (chá, latte, limonada) e cocktails de assinatura. Para comer, o tteokbokki é uma das propostas mais populares. Os pequenos bolos de arroz são preparados com pasta de malagueta, molho de ostra, soja e queijo. A outra é o prato de arroz e atum, que leva soja, wasabi, pickle de nabo e alga nori. Um dos favoritos da casa é o camarão marinado em molho de soja. Salta ainda à vista uma especialidade coreana bem picante, a lula fermentada com rabanete e, claro, o kimchi caseiro. No dia 1, abre às 18.00.

  • Chiado

O ambiente informal e os tons terra são o primeiro sinal de que este não é um restaurante como o Cura, onde o chef conquistou uma estrela Michelin. Mas o Broto também não é um restaurante tradicional, muito menos uma tasca. O serviço é cuidado, a apresentação dos pratos é exímia, os ingredientes são de alta qualidade e a preparação mostra muita técnica e criatividade. Tudo foi pensado ao pormenor – e isso também se sente no preço, que corresponde ao "segmento médio-alto" que Pedro Pena Bastos quer assumidamente conquistar. Ainda assim, vai encontrar na carta surpresas como patanistas, croquetes, açorda, coscorões, molhenga de tomate, borrego à colher, farturas e leite creme.

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  • Marvila

Num dos grandes armazéns do Poço do Bispo, estamos em Marrocos. Com um chá dá-se as boas-vindas e abre-se o apetite das visitas. Apetite para explorar o rol de entradas, que tendem a encher a mesa. É altura de reencontrar sabores já conhecidos, como o apetitoso húmus ou a sala fresca du jardin, com quinoa, frango, abacate, tomate e pesto. Outros pequenos pratos, também servidos numa lógica de partilha, começam por intrigar. É o caso do zaalouk, salada à base de beringela assada, ou do briouat, pequenos pastéis de queijo e ervas, feitos com massa fina, de forma muito semelhante à de uma pequena chamuça. São servidos em quantidade e com chutney de tomate a acompanhar.

  • Belém
  • Recomendado

Ir às mesas falar com as pessoas nunca foi das coisas que mais gostou de fazer. Apesar de todo o reconhecimento, João Rodrigues sempre passou mais tempo dentro da cozinha. Quem o vê hoje atrás do balcão do Canalha, em amena cavaqueira com quem ali se senta, não suspeitaria. O chef está feliz, sem grandes peneiras, dramas ou conceitos. A música, numa playlist ecléctica em português, compõe o ambiente, agitado q.b. O serviço é rápido, mas sem pressas. À porta, fica a montra com carne, peixe e marisco para ser feito a gosto. Mas há muito mais para pedir, de entradas mais simples como pastéis de bacalhau, a um raspado de presa de vaca Simental Alex Castani (os produtores vêm assinalados na carta). Há molejas de borrego alentejano grelhadas ou uma tortilha aberta de camarão e cebola. De destacar ainda um prato já clássico de João Rodrigues, a lula de torneira grelhada e manteiga de ovelha.

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  • Parque das Nações

Nesta churrasqueira moderna, o frango vem para a mesa numa travessa de inox. A pele apresenta-se vagamente tostada e a carne suculenta. Serve-se à dose ou à meia dose e o menu garante alguns dos acompanhamentos da praxe – batatas fritas, arroz de alho e salada montanheira. Mas nem só frango assado sai desta grelha. O piano de porco ibérico, as plumas ou os lagartos, a espetada de peru ou o costeletão de novilho estão lá para saciar os carnívoros. No campeonato do peixe, as grandes especialidades dividem-se entre o bacalhau na brasa e o polvo na brasa, se bem que o bacalhau espiritual, ao que pudemos apurar, também tem muita saída. O serviço começa ao meio-dia.

  • Cervejarias
  • Avenida da Liberdade

Desde 2017 que o emblemático salão da Avenida dá pelo nome de Cervejaria Liberdade. Ao fim de mais de dois meses de obras, o restaurante do Tivoli é, finalmente, uma cervejaria que se preze. Saiu o grande balcão que marcava o centro da sala, entrou um aquário de crustáceos que, logo à entrada, diz aos clientes ao que vêm. A montra de peixe fresco tira-lhes as dúvidas: estamos numa casa dedicada aos peixes e aos mariscos (maioritariamente nacionais), mas onde ainda há espaço para clássicos que nunca passam de moda: os croquetes de novilho, o bife tártaro à Tivoli (preparado como manda a tradição, à frente de quem o vai comer, a sopa de morangos ou os crepes Suzette.

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  • Cais do Sodré

Num espaço cheio de pinta e boa música, o Corrupio aposta no receituário português, com produtos escolhidos a dedo, e nos melhores vinhos. O balcão de azulejos, desenhado pelo estúdio de design Pedrita e pintado à mão, é a peça central. Gira tudo à sua volta e cada lugar é distinto de qualquer outro. A obra de arte que nos serve de mesa inspirou-se no menu, que todos os dias tem uma sopa mais rara do que se esperaria: canja de galinha e ovo. Nos petiscos, é certo que há ostras, mas destacam-se as saladas de polvo com batata doce e de orelha tenra. Nas sugestões de pratos, fáceis de partilhar, o bestseller é o peixe do dia com arroz fresco de limão e coentros. E tem ainda o arroz de cabrito com enchidos e laranja. Seja como for, não deixe de perguntar se há algum prato fora da carta. Pode ser uma boa surpresa. Está aberto, como habitualmente, meio-dia à meia-noite.

  • Belém
  • Recomendado

Já foi a cafetaria do CCB. Depois de uma renovação, passou a restaurante com vista privilegiada sobre o rio. Os pontos cardeais que lhe dão nome percebem-se numa rápida passagem de olhos pela carta: a Oeste, a comida italiana com as antipasti, as insalate, as pizzas e as massas frescas e artesanais; a Este, a inspiração japonesa nos ippin ryori, no teishoku, no sushi e no sashimi, nos makis e nos temakis; entre uns e outros, o ceviche, o carpaccio, o tártaro de atum, o gunkan à guilho (!) e até o belo do hambúrguer. No dia 1, o serviço vai das 13.00 às 23.00.

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  • São Sebastião

Depois de Madrid e Barcelona, o restaurante da família La Ancha instalou-se no hotel Me Lisboa by Meliá. A carta – que fica algures entre as tapas e o fine dining – não é exactamente a de Espanha. Não é sequer igual todos os dias: varia consoante a estação e o produto disponível. Mais de 640 pratos já foram criados, provados, testados e vendidos no Fismuler, que abriu em 2016, mas apenas entre 20 e 30 chegam ao menu a cada dia. A estrela é o escalope San Román, um panado XXL servido com uma surpreendente cobertura de ovo cozinhado a baixa temperatura, trufa e cebolinho. Abre às 13.30 neste dia.

  • Português
  • Santa Maria Maior
  • preço 3 de 4
  • Recomendado

Comece o ano num clássico com tratamento VIP. Na mais célebre casa das Portas de Santo Antão, comece por escolher entre o balcão e o restaurante. É que as experiências são bem diferentes: no primeiro dedique-se aos croquetes e aos pregos, ambos a escorregar melhor quando acompanhados de uma túlipa fresquinha; no segundo, o ambiente e os pratos dos anos 80 fidelizam clientes há anos sem fim. Onde mais na cidade encontra empadão de perdiz ou de lagosta e crepes Suzette? No dia 1 de Janeiro está aberto apenas ao jantar, entre as 19.30 e as 22.15.

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  • Hambúrgueres
  • São Sebastião

À pergunta “onde é que se come um bom hambúrguer em Lisboa?”, a resposta é quase sempre imediata e consensual: Ground Burger. E não é para menos. Por mais hambúrgueres que possamos comer, há algo que continua a distinguir os exemplares deste restaurante colado à Gulbenkian (e também no Time Out Market e em Santa Apolónia). Pode ser o brioche feito em casa pelo menos duas vezes por dia e que chega à mesa ligeiramente torrado, pode ser a carne certificada Black Angus, ou até as batatas impecavelmente fritas, com alho e alecrim. O que é certo é que nestes hambúrgueres artesanais, qualquer aposta é segura.

  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré

Com um ambiente idêntico à casa original, em Cascais, Lisboa ganhou o seu próprio Izakaya numa antiga fábrica de cerâmicas no Príncipe Real, transformada numa autêntica taberna japonesa. Maior – quer em área, quer em número de lugares sentados ou de cozinheiros em acção –, o projecto de Tiago Penão mantém o ADN intacto, apesar de ter algumas novidades para apresentar, como as mesas viradas para o balcão, a grelha a lenha e pratos como as teba gyosas, asas de frango recheadas ou a gyutan sando, uma sandes de pão brioche com língua de wagyu, pickles e maionese kimchi. Guarde a dica para o primeiro jantar do ano novo, a partir das 19.00.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Fazer, preparar e servir pastrami é uma arte dominada por apenas alguns. Aqui, o ingrediente é rei e senhor, o que fica desde logo declarado no nome. A carta é curta, com oito sanduíches e seis tipos de pastrami, entre os quais se destacam os de vaca, em várias combinações, e o de salmão. A Reuben é a nossa preferida, mas as opções incluem a Mustard Classic, a Spicy Kimchi e a Rachel, com pastrami de peru. Em todas é-lhe dado a escolher entre brioche e pão de fermentação lenta, curiosamente os únicos ingredientes das sandes que não são feitos na casa. No dia 1, o espaço está aberto do meio-dia às 11 da noite.

  • Oeiras

Mesa farta a desta madrasta. Da cozinha, saem clássicos de sempre, como os pastéis de massa tenra, o carpaccio de polvo e pico de gallo ou ovos rotos com presunto. Os pratos de massa são feitos com a pasta fresca que circula nas restantes cozinhas do grupo Non Basta. Já as pizzas têm o dedo de Luiz André Alvim, da Bike Bakery. Resulta de um processo de fermentação lenta que a deixa volumosa e arejada, porém crocante. Nos pratos principais, há três que não convém perder: o arroz de forno com magret de pato, o arroz cremoso de lavagante e a lasanha de costela mendinha, densa mas feita para se desfazer na boca. O espaço é bem iluminado, aberto para o exterior. O edifício mantém a traça curvilínea dos anos 50, embora tenha sido totalmente remodelado. Há uma esplanada, a pensar nos longos dia de sol, e um terraço com bar, a puxar aos brindes ao pôr-do-sol.

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  • Hotéis
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

No Mama Shelter, os brunches de domingo costumam ser concorridos e não será diferente no primeiro dia do ano. No buffet, haverá uma selecção de pratos quentes e frios, com propostas que combinam sabores locais e internacionais. O brunch é servido das 12.15 às 14.30 e tem um custo de 50€ por adulto e 25€ para as crianças, dos 4 aos 12 anos. Se preferir ir mais cedo, o pequeno-almoço vai das sete às dez da manhã. A partir das 19.00, serve-se o jantar.

  • Cascais
  • Recomendado

Foram anos ao abandono, um mono à beira-mar, em plena estrada do Guincho. Foi palco de treinos ao ar livre, piqueniques e sessões fotográficas, mas também alvo de pichagens e vandalismo. O Raio Verde é hoje o Maré, de José Avillez. A carta aposta na contemporaneidade, homenageando ainda assim a tradição. Para beber, há cocktails de autor e uma carta de vinhos composta. Na comida, pode começar com um cone de atum com soja picante, uma corvina marinada com cebola roxa e abacate, umas tradicionais amêijoas à Bulhão Pato ou bruxinhas de Cascais. Há petiscos e saladas e pratos de grelha, mas com um twist. O robalo, por exemplo, é servido fatiado com azeite, cebolinho e limão, tal como a corvina. Há ainda espaço na carta para as tachadas como o arroz de carabineiros, caranguejo e amêijoas ou a cataplana à Maré com hortelã da Ribeira. Nos pratos de carne, destaque para o bife do lombo, molho à café e batata frita.

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  • Gastropubs
  • Chiado

Mesmo com jantar e festa de passagem de ano na véspera, este palácio do século XVIII na rua da Alecrim abre para o almoço nbo primeiro dia do ano (o primeiro serviço é às 12.30). Para comer, a carta que o novo chef, André Pinto, tem vindo a desenvolver desdeo início do Verão. São pratos de cozinha tradicional portuguesa com um toque contemporâneo e uma influência asiática subtil aqui e ali. 

  • Petiscos
  • Campo de Ourique
  • Recomendado

Miguel Azevedo Peres tem uma das poucas casas no país que respeita o princípio nose to tail sem vacilar. Quer isto dizer que o animal é sacrificado, mas todo aproveitado. Uma nobre e difícil missão, que não se fica por aqui. Há uma atenção redobrada na escolha de produtores e procura-se sempre trabalhar com uma agricultura regenerativa. Ao mesmo tempo, enobrecem-se partes do animal habitualmente menosprezadas. A 1 de Janeiro, no entanto, o menu é diferente do habitual: custa 27€ e inclui cheeseburguer, champanhe e churros. Funciona das 13.00 às 21.00, mas a reserva é altamente incentivada (costuma encher). Se não tiver bebido o suficiente na véspera, o Pigmeu promete uma carta de champanhes a preço de garrafeira.

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  • São Vicente 

Ninguém respira tanto a sua terra como Vítor Adão. O chef saiu de Chaves já há um bom par de anos, mas nem por isso esquece as raízes. Pelo contrário, no Plano, o restaurante de fine dining escondido na Graça, dá palco a muitos produtores da zona. Nos pratos conta-nos as histórias da terra e das suas gentes, interpreta-as, dá-lhes a assinatura, sempre com o máximo respeito pela tradição. O menu de degustação é uma viagem que, na verdade, se alonga por todo o país. Está aberto ao jantar.

  • Grande Lisboa

Depois do sucesso das edições anteriores, a Praça Beato começa 2026 com um brunch de Ano Novo a ocupar em exclusivo todo o espaço no dia 1 de Janeiro (entre as 11.00 e as 17.00). Em formato buffet e com dois turnos (11.00 e 13.30), a proposta aposta na partilha, nos produtos portugueses e nos pratos de conforto: uma grande mesa com queijos, enchidos, pão de massa mãe, pastelaria e panquecas, estação de ovos feitos na hora, pratos quentes e frios de inspiração nacional, sobremesas caseiras e bebidas incluídas. Há ainda área dedicada às crianças, com actividades acompanhadas, e espaço exterior para brincar. Os adultos pagam 49€, as crianças dos quatro aos 11 anos pagam 24,50€, e menores de três anos não pagam.

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  • Japonês
  • Benfica/Monsanto

É a irmã mais nova do Ajitama. Ao contrário dos restaurantes da Avenida Duque de Loulé e na Rua do Alecrim, aqui o serviço é rápido e menos personalizado e o menu é curto, tal como numa estação de comboios japonesa. Neste caso, é em Benfica que tudo acontece, e entre as novidades está a produção própria de noodles. O que se poupa no serviço à mesa – às duas mesas grandes comunitárias – e numa carta mais concisa é o que permite manter os preços mais baixos. Há duas entradas apenas: uma combinação de gyozas e edamame. Nos ramens, são três as opções: o mais simples shio, a pensar nos principiantes, e o miso, mais intenso e com níveis de picante que podem ser adicionados, além do vegan. Para sobremesa, a frescura dos mochis.

  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré

Depois de ter saído do Praia no Parque, Lucas Azevedo voltou com um restaurante sem rótulos, mas com um grande balcão. Abriu praticamente sem sushi, mas os clientes que o conheciam de outras andanças estavam com tantas saudades que o chef reformulou a carta para incluir várias opções de sashimi, temaki, futomaki e oshizushi. No entanto, a katsu sando continua a ser a protagonista. Destaque ainda para pratos como a enguia, servida com arroz branco e gema de ovo, o coração de alface com molho pirikara, o tártaro de carapau com tofu frio e shiso, a lula com togarashi, ou a beringela com miso e o frango karaage. Uma opção para o primeiro jantar de 2026.

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  • Português
  • Campolide
  • preço 2 de 4
  • Recomendado

Poucos restaurantes garantem uma boa refeição todas as vezes. O Sal & Brasas é uma dessas raras excepções. Funciona como uma máquina bem afinada, sem perder alma, rigor nem humanidade. O cozido à portuguesa, servido à quarta-feira em buffet, mostra-o bem: cada ingrediente no ponto certo, quente e íntegro, das carnes às couves, da farinheira à morcela. Aberto em 2017, com raízes em Coruche, a casa construiu reputação na cozinha tradicional e nas carnes maturadas, mas são muitas vezes os pratos do dia que brilham. Aqui, o detalhe manda e nota-se. No dia 1 de Janeiro, o restaurante não aceita reservas e as mesas terão, no máximo, seis pessoas.

  • Chiado/Cais do Sodré

Depois de adquirido pelo grupo São Bento e inteiramente renovado, o Snob reabriu sem perder a alma de sempre. Lá dentro, tudo continua familiar, embora a cheirar a novo. A madeira que cobre o espaço reluz, a alcatifa no chão é de um vermelho vivo e, 60 anos depois, augura-se longa vida. Na carta, os pratos essenciais mantêm-se, escolhidos e ensinados à nova gerência pelo antigo proprietário, Albino Oliveira: o bife, os croquetes, os pregos e a mousse de manga. O que também não mudou foi o seu carácter noctívago: come-se a partir das 19.00.

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  • Asiático contemporâneo
  • Alvalade
  • preço 3 de 4
  • Recomendado

Japão, Índia, China, Vietname, Coreia ou Tailândia, eis algumas dos países por onde passa a carta do Soão, o pan-asiático do Grupo Sea Me em Alvalade. Poder-se-ia dizer que é um restaurante atípico num bairro típico. O ambiente é o de uma típica taberna asiática, com madeira tosca e candeeiros que são redes de pesca. Ao balcão, podem sair baos, pad thai, caril ou sushi. No piso de baixo, está o bar com cocktails de autor e quatro salas privadas, para uma experiência mais intimista.

  • Português
  • Alcântara
  • preço 2 de 4
  • Recomendado

Em casa da família Nunes, com cheirinho a Alentejo, segue-se a tradição à risca: azulejos nas paredes, calçada portuguesa no chão, pão e vinho sobre a mesa e mais umas tantas iguarias de rapar o tacho. Os queijos de Serpa são o tiro de partida da refeição que deve seguir caminho para a irrepreensível açorda de alho com bacalhau ou para os pratos de caça, como a perdiz. Tem “excelente adega”, diz a entrada no Guia Michelin, e é dos poucos sítios onde se pode pedir um pijaminha de sobremesas, todas caseiras e saborosas. É obrigatório provar o caldo de cação à moda de casa da avó. No dia 1 de Janeiro abre apenas ao almoço.

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  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A ciência está na massa e Davide e Eros asseguram que estamos perante a prima pizza napolitana. A começar pela fermentação que dura, no mínimo, 24 horas, mas que pode chegar às 48. Fofa e alta quanto baste, resiste à moda das bordas insufladas. O resto é a magia dos ingredientes. Há pizzas que se destacam no menu: é o caso da Italian Dream, que dá nas vistas pelo tom rosado da mortadela e pela burrata fresca desfeita antes de servir. O pistáchio dá-lhe o toque final e, acredite, faz jus ao nome.

  • Lisboa

Os hambúrgueres selados, em formato de nave espacial, são o cartão de visita do Taste Invaders original. Aqui também. Aliás, todo o menu é igual. Mas, embora a identidade da casa-mãe tenha sido transposta para esta localização, o espaço é muito maior e permite novidades de outro tipo. Com dois pisos à disposição, os sócios João Baptista e Nuno Mourão decidiram reservar o rés-do-chão para refeições e alargar o conceito no andar de cima, que funciona como uma espécie de sports bar e salão de jogos. Com um balcão de bebidas à disposição, snooker (12€/hora), máquina de flippers (1€), uma de setas (1€) e três televisões ligadas em canais de desporto, é em si mesmo um novo espaço de lazer no coração da cidade.

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  • Chinês
  • Parque das Nações

Este não é um restaurante chinês como os outros – tem uma das decorações mais bonitas da Lisboa Oriental e é especialista na sofisticada gastronomia da província de Sichuan, famosa pelo uso de mala, uma mistura potente de pimentas e especiarias que provocam aquela sensação característica de dormência sem comprometer o sabor dos pratos. E no que a estes diz respeito há que fazer jus à tradição e provar o pato à Pequim e a carne de porco desfiada (se preferir explorar algo diferente, aventure-se no peixe assado picante). O resto vem por acréscimo.

  • Coisas para fazer
  • Cais do Sodré
Time Out Market Lisboa
Time Out Market Lisboa

É um mercado do século XIX que começou por se chamar Mercado da Ribeira Nova e o povo, espantado por ver uma cúpula num mercado hortícola, chamava-lhe Mesquita do Nabo. As bancas com produtos frescos continuam a funcionar numa das alas, mas desde 2014 que este espaço se tornou o espelho da revista Time Out Lisboa, aqui representada em três dimensões. O Time Out Market Lisboa tem uma selecção dos melhores restaurantes da cidade, bares, espaços comerciais e uma sala de espectáculos. No primeiro dia do ano, abre às 12.00 e só fecha à meia-noite.

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  • Areeiro/Alameda

No Turvo, Vasco Lello concretiza um sonho antigo: ter um restaurante próprio, onde a cozinha não se deixa limitar por rótulos. Instalado no Bairro dos Actores, o espaço recupera parte da memória do antigo Viseu mas abre-se a uma nova vida, com carta curta e dinâmica, vinhos menos previsíveis e um ambiente descontraído. A inspiração é sobretudo portuguesa, embora o chef não tenha pruridos em cruzá-la com técnicas e sabores de outras latitudes. Para o dia 1 de Janeiro, a promessa passa por "comida de conforto, cocktails bem feitos, música certa e bons amigos à mesa". Com uma visita muito lá de casa: a trifana (sim, é a bifana do chef, que em vez de bi é tri). A partir das 12.00.

  • Alfama
  • preço 3 de 4

A versão mais descontraída de Marlene Vieira conhece-se no Zunzum Gastrobar, o primeiro projecto da chef junto ao Terminal de Cruzeiros. Estamos no domínio da alta cozinha, sem preços proibitivos. Veja-se o exemplo da filhós de berbigão à Bulhão Pato. As técnicas são do mundo, mas os ingredientes e os sabores são bem portugueses. É também aqui que a chef tem muitas vezes espaço para testar pratos que podem vir a fazer parte do Marlene, (a porta ao lado, com uma estrela Michelin). Para o dia 1 de Janeiro, a promessa é a de um menu especial, com pratos quentes e tradicionalmente portugueses. Um "pequeno-grande almoço". Mas atenção que as reservas são obrigatórias e fecham às 12.00 de 31 de Dezembro.

Ano novo, vida nova

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