Praia, Praia Grande, Sintra
©Duarte Drago | Praia Grande
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As melhores praias em Sintra

Suba a serra e dê uma volta pelas melhores praias em Sintra. Da Adraga à Samarra, as vistas são de cortar a respiração.

Raquel Dias da Silva
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Já se sabe que Sintra guarda os seus caprichos, portanto não estranhe se estiver um calor intenso em Lisboa e precisar de uma malha por estas bandas. É um clássico, na verdade. Nunca sabemos muito bem como estará o tempo, mas seja qual for o cenário, os índices de beleza prometem compensar todos os banhistas sem excepção, tanto os que se aventuram nas águas frias como os que não arredam pé do conforto da esplanada. Adraga? Praia Grande? Parta connosco à descoberta das melhores praias em Sintra, que sempre foi o destino de eleição da realeza – os seus inúmeros palácios são prova disso e hoje em dia é local de romaria de turistas vindos de todo o mundo. O paraíso está à espreita nestes recantos feitos de areia e mar. Para além dos banhos de sol e sal, conte com excelentes condições para a prática de desportos náuticos, como o surf, enquanto as falésias proporcionam aos mais aventureiros excelentes rampas de salto para parapente.

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As melhores praias em Sintra

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Fica pertinho do Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental, e a sua beleza é capaz de comover até o coração mais empedernido. As arribas, aliás, dominam o cenário, com o areal encaixado numa encosta escarpada de falésias calcárias da idade do Jurássico. O resultado é um postal de encher o olho, mas como tudo o que é bom dá trabalho, lembre-se de que o espera uma longa caminhada desde o parque de estacionamento até, por fim, conseguir estender a toalha junto ao mar. Se a sua onda é a pesca, saiba que há muitos peixes à procura de moluscos no lado esquerdo da praia. Caso prefira fazer nudismo, o canto norte é o spot habitual. A visita só fica completa depois de admirar as grutas e a famosa Pedra de Alvidrar, um colosso que o escritor Francisco de Almeida Jordão, já em 1748, descrevia como tendo uma “altura imensa, que foge o lume dos olhos quando se olha para baixo”.

COMO CHEGAR: A N247 vale por si só: uma estrada que serpenteia a Serra de Sintra, muitas vezes com vista para o mar. Uma vez na vila de Almoçageme, basta seguir as indicações para a praia da Adraga.  

JÁ QUE AQUI ESTÁ: Aninhado à beira-mar, a história do Restaurante Adraga remonta a 1905. Desde então que faz as delícias dos veraneantes. A prata da casa é, claro, o peixe e o marisco frescos, algum apanhado ali perto, onde as águas são frias e agitadas, e grelhado por quem entende da matéria. Guarde espaço para as sobremesas.

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A descida até à praia, encosta abaixo, pode parecer não ter fim e até ser um pouco difícil – ainda que, na verdade, seja bastante curta –, mas compensa pela beleza deslumbrante e selvagem. É até considerada por muitos uma das praias mais bonitas do país, fruto de milhões de anos de erosão provocada pela força do oceano Atlântico. Sem qualquer infraestrutura de apoio, é preciso ter cuidado, pois na maré alta fica com pouco espaço no areal. Já durante a maré baixa é possível explorar as enseadas da Palaia, a Sul, frequentadas por apanhadores de percebes; e o Pesqueiro do Abrigo, a Norte. Prepare-se para uma hora de caminhada – hora e meia para o regresso –, equipando-se devidamente com um bom par de botas, comida e bebida.

COMO CHEGAR: Existem vários trilhos que dão acesso à Praia da Ursa, mas o caminho mais fácil arranca da estrada que liga ao Cabo da Roca, algumas dezenas de metros antes de chegar ao farol. Encontrado o ponto de partida, a grande dificuldade concentra-se nos últimos 400 metros. Para alcançar o pequeno areal, é preciso descer uma falésia sinuosa e bastante íngreme, onde todos os cuidados são poucos e o calçado antiderrapante é obrigatório.

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A dez minutos da Ericeira, esta praia é um curioso caso de duas jurisdições. Metade do areal pertence à câmara de Mafra, a outra metade à de Sintra, até os sacos do lixo são diferentes. O destino é óptimo para caminhar na maré baixa e cada vez oferece mais estacionamento. Mas atenção, o cenário é para duros. Não estranhe se encontrar água gelada, frio e vento. Apesar disso, durante a época balnear tem todos os apoios de que precisa, incluindo nadador salvador e bares. É também um éden para surfistas, que dizem que o mar tem grande power, e adeptos de caminhadas, servindo de ponto de partida ou de passagem para trilhos moderados na natureza, como o percurso que leva à cascata da Ribeira da Mansa.

COMO CHEGAR: Situada a sul da Ericeira, o acesso faz-se por Assafora, pela Estrada de São Julião. 

JÁ QUE AQUI ESTÁ: Faça uma paragem em São João das Lampas, essa catedral do pão saloio. E, ainda perto da praia, não se esqueça de apreciar as moradias com janelas de molduras azuladas e uma capela com campanário, onde se encontram painéis com alusões à vida de São Julião.

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Se o bronzeado continua no top das suas prioridades, encaminhe-se para um terreno fértil em iodo. A Praia do Magoito é um dos spots privilegiados para conseguir a tonalidade mais desejada. Formado num vale escavado pela Ribeira da Marta, distingue-se também pelo extenso areal e o contraste entre a ampla faixa de areia e as ribas envolventes. As dunas, essas, estão classificadas como geomonumento – os vestígios arqueológicos remontam ao Paleolítico –, e no mar, as ondas convidam os surfistas e bodyboarders. Com bons acessos e infraestruturas, é uma praia muito apreciada ao longo do ano e o acesso é feito por uma rampa, permitindo visitas de pessoas com mobilizada reduzida.

COMO CHEGAR: Para lá chegar a partir da Ericeira, deve virar na Terrugem em direcção ao Magoito. 

JÁ QUE AQUI ESTÁ: Junto à rampa de acesso existe a tal duna fóssil com dez mil anos, classificada como geomonumento. A chamada Duna Consolidada do Magoito é uma duna costeira formada pela acumulação de areia gerada pela acção conjugada do mar e do vento. 

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Praia de Azenhas do Mar
Praia de Azenhas do Mar

O efeito cascata, o casario empoleirado, a luz única. Não faltam argumentos para passar pelas Azenhas: tem de admitir, é um verdadeiro postal ilustrado. Antiga aldeia de pescadores, tornou-se nas últimas décadas um local de veraneio tranquilo e local de inspiração de muitos pintores como Júlio Pomar, Emílio da Paula Campos ou Milly Possoz. Surpreende pela geografia, com as casas a descerem pelo declive da arriba até ao mar e a baía rochosa com uma piscina marítima é sem dúvida uma atracção a não perder, apesar do areal não ultrapassar os 30 metros.

COMO CHEGAR: Depois de passar a Praia das Maçãs, deve seguir na estrada junto ao mar. Estacione junto ao miradouro e desça a escadaria.

JÁ QUE AQUI ESTÁ: Suspenso sobre a praia e a piscina das Azenhas do Mar, encontra o restaurante homónimo, sempre com peixe e marisco frescos. 

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O nome deve-se ao facto de o rio que ali vai desaguar ter corrido, em tempos, entre pomares de macieiras, arrastando por vezes fruta madura que caía à água. Ponto histórico, já recebeu a nobreza de Sintra e é hoje uma praia de famílias no Verão, embora o melancólico encanto das cerradas neblinas e do mar bravo no Inverno seja um dos postais da região. Tem boas condições para a prática de surf.

ÉPOCA BANDEIRA AZUL: 30 de Maio a 13 de Setembro.

COMO CHEGAR: Suba a Serra de Sintra e, depois de passar a aldeia de Colares, siga as indicações para a praia.  

JÁ QUE AQUI ESTÁ: Se a praia lhe souber a pouco, conte com um extra: o complexo com duas piscinas de água salgada, um restaurante e um bar de apoio. Se quer entreter os gaiatos é uma boa opção, porque não faltam escorregas e uma zona de saltos. O eléctrico que vem de Sintra, um clássico recuperado, também vale pela viagem.

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Praia Pequena
Praia Pequena

Há nomes que enganam e este é um deles. A Praia Pequena do Rodízio, vizinha da Praia Grande, é menos pequena do que anuncia ao mundo, e mais abrigada, sinónimo de mais valia quando o vento se intromete no seu dia de boa vida. Pescadores desportivos e fãs de desportos aquáticos chamam-lhe um figo. Mas atenção: acarreta risco de deslizamentos de terreno, devido às fracas características geotécnicas dos terrenos, compostos sobretudo por calcários margosos. Palavras grandes e feias, bem sabemos, mas a vista compensa tudo. Ao longo da arriba existe um passeio de circulação pedonal (350 m2), com três zonas de estadia e contemplação.

COMO CHEGAR: Suba a serra até Colares e siga as indicações para a Praia Grande. Quando chegar ao cruzamento onde pode escolher entre a Praia Grande e a Praia das Maçãs, vire para a esquerda. Se quiser ficar pela Praia Pequena, deve virar logo na primeira estrada à direita, onde está a indicação de Rua da Praia Pequena.

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É um clássico e o adjectivo diz quase tudo – nem todas as idas à praia têm que implicar descidas de 100 degraus e belezas espampanantes, às vezes tudo o que queremos é um vasto areal. O final de Agosto coincide com a época mais forte na zona, mas ninguém o censurará se aparecer antes para uma almoçarada ou petisco no Bar do Fundo. De qualquer das formas, é uma das mais frequentadas da linha de Sintra, com fósseis de pegadas de dinossauros nos imensos rochedos que rodeiam o local e uma agenda marcada por provas de surf e bodyboard.

COMO CHEGAR: Suba a serra até Colares e siga as indicações para a Praia Grande. Quando chegar ao cruzamento onde pode escolher entre a Praia Grande e a Praia das Maçãs, vire para a esquerda.

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Segredo bem escondido na costa de Sintra, situa-se numa enseada estreita virada a Noroeste, formada por uma acentuada reentrância na falésia. Depois de uma descida quase a pique, a deslumbrante beleza da Praia da Samarra não nos deixa retomar o fôlego. O areal é pequeno, mas o local é único, rodeado de arribas onde pode encontrar a planta silvestre cravo-romano, exclusiva da região. É um autêntico paraíso para os veraneantes mais solitários e para os amantes da natureza quase virgem, onde o barulho dos banhistas é substituído pelas ondas a bater nas rochas.

COMO CHEGAR: Parte do Parque Natural Sintra-Cascais, encontra-se a Norte, a menos de meia hora de carro da Ericeira. Se estiver em Lisboa, conduza até São João das Lampas, passe pelo Parque Multiusos, onde pode parar para um piquenique, e siga caminho até chegar à Estrada da Samarra. Não há muito que enganar: peça ajuda ao GPS.

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