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10 coisas que os turistas fazem e todos os lisboetas devem experimentar

Se inventaram salsichas de soja e há quem coma bifanas de seitã, por que é que os alfacinhas não podem armar-se em bifes? Damos-lhe duas mãos cheias de sugestões

Fotografia: Arlindo Camacho

10 coisas que os turistas fazem e todos os lisboetas devem experimentar

Fazer compras no Depósito da Marinha Grande

Está em vários guias como um sítio obrigatório e no entanto quantos de nós não passamos pela montra do número 418 na Rua de São Bento sem nos determos? Se calhar é um sítio tão familiar que se tornou invisível, como o quadro da nossa sala de estar ou o aperto de mão do tio Germano, a quem faltam dois dedos. A loja do Depósito da Marinha Grande tem das mais icónicas criações da fábrica centenária, copos, frascos, garrafas, objectos de decoração, candeeiros e até material de laboratório. É, também, o pior sítio de sempre para levar aquele amigo desajeitado – ou jogar ao “apanha” com o tio Germano.

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Estrela/Lapa/Santos

Provar o pastel de nata do Martinho da Arcada

Esqueça os Pastéis de Belém, que dominam as listas dos melhores de Lisboa, ou os da Aloma, que registaram o domínio omelhorpasteldenatadelisboa.com. O Martinho da Arcada vive muito da clientela estrangeira e da mitologia pessoana (ainda lá está a mesa do poeta), mas tem um pastel que rivaliza com os melhores de Lisboa. É servido no pequeno café ao lado do restaurante e custa 1€.

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Santa Maria Maior

Ver o pôr-do-sol no The Keep

Vá até ao número 74 da Costa do Castelo e toque à campainha. Depois de subir as escadas em caracol vai chegar a um dos terraços com melhor vista para Lisboa. O The Keep é um hostel  – chamam-lhe “sleep boutique” – onde antes ficava uma pensão chamada Ninho das Águias: é o edifício verde junto ao castelo com a torre tipo Rapunzel que sempre nos interrogámos o que seria. Está renovado e é um poiso frequente para turistas, empoleirados nas varandas e nos patamares. Também servem jantares românticos (60€) sob marcação.

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Castelo de São Jorge

Provar os acepipes da Manteigaria Silva

É uma imagem comum nos meses mais quentes: um grupo de turistas especado em frente à Manteigaria Silva enquanto um guia explica o que são cada um dos produtos expostos, como se fosse um episódio ao ar livre da Rua Sésamo. “Isto é um bacalhau, vem da Noruega”. Percebe-se porquê. A Manteigaria é uma loja-museu com tudo o que há de bom para beber e mastigar em Portugal. Fundada em 1956, é uma das últimas mercearias finas da Baixa e apesar de não fazer parte do roteiro de compras dos lisboetas vale uma visita.

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Santa Maria Maior

Ficar na Esplanada do Castelo de S. Jorge

Poderá ser este o motivo para a re-reconquista de Lisboa? Sabemos bem que o Castelo e áreas circundantes estão ocupadas por autocarros de turismo e pessoas que têm no armário mais do que um panamá, para quando o outro está a lavar. Mas a esplanada do Castelo de S. Jorge merece ser descoberta assim como um dos monumentos mais emblemáticos da cidade. A entrada é gratuita para os lisboetas – basta levar um comprovativo – e a vista e o serviço vão fazê-lo perceber por que é que Martim Moniz se quis entalar naquelas portas.

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Castelo de São Jorge
Subir ao Terraço da Basílica da Estrela

Subir ao Terraço da Basílica da Estrela

O guia Lonely Planet fez as contas: são 112 degraus até uma “vista de longo alcance sobre Lisboa”. De lá de cima vê-se o Jardim da Estrela, a Lapa, o Tejo e um ou outro pombo que vai olhar para si e pensar “quem é este?”. É que o terraço da Real Basílica da Estrela não é assim tão frequentado. Talvez por causa dos 112 degraus ou dos 4€ que custa o bilhete que lhe dá acesso. Das 10.00 às 18.30, encerra às segundas.

Visitar uma das livrarias mais pequenas do mundo

Visitar uma das livrarias mais pequenas do mundo

É o pior sítio da cidade para procurar livros sobre claustrofobia. A minúscula Livraria do Simão, nas Escadinhas de São Cristóvão, tem apenas 3,80 metros quadrados, com cada centímetro ocupado por livros. Só cabe lá dentro uma pessoa de cada vez mas vale a pena pesquisar esta belíssima coleção de livros raros de autores portugueses e estrangeiros. Aberta em 2008 no lugar de uma tabacaria, está em vários guias turísticos como uma das atracções mais insólitas da capital.

Ir à Casa dos Gessos

Não tem vagar para ir ao Terreiro do Paço ver a estátua de S. José I com este frio e chuva? Felizmente pode ver o molde em gesso a partir do qual se fez o rei e o cavalo num sítio coberto e com ar condicionado. A Casa dos Gessos pertence ao Museu Militar e para além da mítica obra de Joaquim Machado de Castro tem o molde das estátuas de Sousa Martins (a do Campo Mártires da Pátria) ou Afonso de Albuquerque (da Praça do Império) num total de 12 figuras. A Casa dos Gessos pode ser visitada apenas à quarta-feira de manhã (10.00-13.00) e quinta-feira à tarde (14.00-17.00). Entrada gratuita.

Tirar uma foto no melhor “jardim” de Lisboa

Tirar uma foto no melhor “jardim” de Lisboa

É um pagode para qualquer turista que fale português: Jardim das Pichas Murchas. Os guias turísticos a caminho do Castelo fazem aqui um pit stop para risinhos nervosos e fotografias. E há ainda quem se atreva a traduzir para inglês o significado da placa. Mas vamos à história: o jardim, que na verdade é um largo, foi baptizado pelo calceteiro Carlos Vinagre porque era o sítio onde os cidadãos séniores do bairro se sentava a praticar a sua desocupação. A placa foi colocada por brincadeira, a Junta não gostou e mandou tirar, mas a vontade da população foi mais forte e o nome mantém-se para gáudio de locais e turistas. O “jardim” fica no cruzamento da Rua de S. Tomé com a Rua do Salvador.

Visitar o Cemitério dos Prazeres

Não é visto como uma atracção turística pelos locais e percebe-se porquê: é muito provável que todas as visitas a este sítio sejam pelo pior dos motivos. Mas o que leva os turistas ao cemitério dos prazeres? Aqui estão alguns dos melhores exemplos de arte fúnebre e os edifícios mais curiosos de Lisboa, como o mausoléu dos Duques de Palmela, uma pirâmide de inspiração maçónica onde estão sepultadas mais de 200 pessoas. Tem ainda uma vista privilegiada para o Tejo e uma das maiores concentrações de ciprestes da Europa. Há visitas guiadas, essenciais para descodificar as centenas de histórias do cemitério (por marcação 213 912 699) e um museu na capela.

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