As melhores coisas para fazer nos palácios em Lisboa

Com vista rio ou para a Assembleia da República. Perfeitos para bem comer e bem beber ou para encostar a cabeça na almofada. Conheça 13 palácios em Lisboa que vale a pena visitar
Museu de Lisboa – Palácio Pimenta
©José Avelar – Museu de Lisboa
Por Maria Ramos Silva |
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Abrigaram heróis da Restauração, um Dom José apavorado com os efeitos do grande terramoto, e até fauna tropical. Uns estiveram de portas fechadas algum tempo, outros mantiveram-se activos, vendo reciclada a sua vocação. Hoje são motivo para visitas guiadas e passeatas pelos seus jardins e salas históricas, promovem actividades tão peculiares como torneios de bridge, funcionam como charmosos hotéis (para uma pernoita de luxo ou simplesmente ir beber um copo com vista privilegiada), abrem as suas portas a concertos e outros eventos culturais, já para não falar que dão cartas como modernos espaços de restauração. Conclusão óbvia: não faltam coisas para fazer nos palácios em Lisboa. Siga o nosso roteiro. 

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Coisas para fazer nos palácios em Lisboa

Palácio de Belém
©DR
Atracções, Edifícios e locais históricos

Palácio de Belém

icon-location-pin Belém

O residente oficial mais famoso pode não estar na casa, mas o trajecto pelo palácio e pelos jardins mantém-se uma prioridade. Todos os sábados, às 10.30, 11.30, 14.30, 15.30 e 16.30, há visitas guiadas por técnicos do Museu da Presidência (máximo 30 participantes) que lhe contam tudo sobre o monumento. O percurso inclui toda a ala protocolar (sala das Bicas, sala de Jantar, sala Dourada, sala Império, sala dos Embaixadores), a Capela e o Gabinete Oficial do Presidente da República. No exterior, vale a pena lembrar-se que esta já foi uma zona de veraneio. Ah! E um zoológico tropical. 

5€ (inclui visita livre ao Museu)

Palácio dos Marqueses de Fronteira
© Lydia Evans / Time Out
Atracções

Palácio dos Marqueses de Fronteira

icon-location-pin Sete Rios/Praça de Espanha

Foi construído entre 1671 ou 1672, como pavilhão de caça para João Mascarenhas, 1.º Marquês de Fronteira. Paredes meias com o Parque Florestal de Monsanto, este palácio do século XVII acolhe a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna que tem como principais objectivos promover a investigação, criação artística e cultural e cuidar do património que além do palácio, inclui românticos jardins. E tudo pode ser visitado através de visitas guiadas durante a semana (Seg-Sex 9.30–17.30) e aos sábados (sujeita a confirmação prévia). Um dos destaques vai para o torneio de bridge que a fundação realiza mensalmente, na última segunda-feira de cada mês, a partir das 21.00.

Entrada: 12€ (8€ para os Amigos da Fundação), com direito a bar aberto

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Sala do Despachio do Palácio Nacional da Ajuda
©Palácio Nacional da Ajuda
Atracções

Palácio Nacional da Ajuda

icon-location-pin Ajuda

Monumento nacional desde 1910, destaca-se como a antiga habitação real e museu de artes decorativas, e também enquanto sede de outras instituições portuguesas ligadas à cultura e palco de cerimónias protocolares. Organiza visitas orientadas e recebe exposições que convidam a uma passeio pela história. Resumindo as origens desta palácio, é caso para regressar a 1755. Encontrava-se a Família Real na sua Quinta de Belém quando se deu o grande terramoto. Desde então, D. José I recusou-se a voltar a habitar edifícios construídos “em pedra e cal”. A solução encontrada passou pela eleição de um local seguro. E não é difícil perceber que acabamos por ir parar a este Palácio Nacional da Ajuda. Entre mostras e conferências, enche-se de programação complementar e até os miúdos têm tudo para adorar o passeio.

 

Hotéis, Hotéis de luxo

Palácio do Governador

icon-location-pin Belém

Pronto para fazer check in em grande estilo? Em 2015, a casa onde viveu o primeiro governador da Torre de Belém, Gaspar de Paiva (1517), e os seus sucessores, abriu portas como hotel de cinco estrelas. O Palácio do Governador, em Belém, deve a decoração inspirada no período dos Descobrimentos à designer Nini Andrade Silva, que foi buscar a história do edifício para desenhar a identidade do hotel. A vista directa para o Tejo, a poucos metros distância, é só mais um apontamento de charme. A recepção ocupa o espaço da antiga capela. No pátio da entrada, estão ainda resquícios da antiga fábrica que aqui funcionou e alguns dos quartos (60 no total) mantêm os tectos em arco e tijolo picado. A decoração segue o caminho das Índias.

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Verride Palácio Santa Catarina
©Paulo Carvalho
Hotéis

Verride Palácio Santa Catarina

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

O Verride Palácio Santa Catarina abriu em pleno miradouro de Santa Catarina, mais conhecido como Adamastor, e se subir até ao rooftop bar pode sorver um belo cocktail enquanto aprecia o Tejo à sua frente — o check in é tentador mas opcional. O edifício de 1750 foi totalmente recuperado e deve o nome ao conde mais emblemático que por lá passou, mantendo a traça antiga e alguns pormenores que estavam bem conservados, caso da escadaria em caracol que impressiona logo à entrada, da fachada e do arco em pedra da suite Arch. 

Museus

Palácio Pimenta

icon-location-pin Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Foi construído em meados do século XVIII e funcionou como solar de veraneio, erguido no Campo Grande. Hoje é o cenário do Museu da Cidade, afirmando-se como núcleo-sede dos cinco núcleos do novo museu (Palácio Pimenta, Teatro Romano, Santo António, Torreão Poente e Casa dos Bicos) criados em 2015. A exposição permamente mostra a evolução de Lisboa, desde a pré-história até ao início do séc. XX, enquanto que os Pavilhões Preto e Branco, localizados no jardim, funcionam como área de exposições temporárias.

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Hotéis

Torel Palace

icon-location-pin Lisboa

No Torel Palace falamos não de um mas de dois palacetes, datados de 1902 e 1904 (o primeiro pertence a uma família portuguesa e o outro à Igreja Católica). Actualmente, dá cartas como hotel localizado na Colina de Santana, no coração de Lisboa, com uma vista sobre o centro da cidade e sobre o Rio Tejo que em tudo se posiciona oara ir parar ao seu Instagram num abri e fechar de olhos. A decoração rococó com dourados e floridos – se Maria Antonieta tivesse escolhido Lisboa como destino de férias, era quase certo que ficava aqui alojada –, é só um dos elementos diferenciadores deste espaço.

Palácio chiado
©Luis Ferraz/Palácio Chiado
Restaurantes

Palácio Chiado

icon-location-pin Chiado

Espaços de comes e área de bebes. Na Rua do Alecrim mora este palácio do século XVIII onde pode experimentar pratos de nomes como Farrobodó, SEA by Local, Local Chiado, Meat Bar, Bacalhau Lisboa e Confeitaria do Palácio; e ainda beber um cocktail, assistir a uma exposição ou a um concerto e organizar uma festa digna da corte numa sala privada. O Palácio Chiado devolve-nos a 1781, essa época vivida por aristocracia e bons vivants, que aqui bailaram, se reuniram em faustosos banquetes.

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Atracções, Edifícios e locais históricos

Palácio Baldaya

icon-location-pin Benfica/Monsanto

Esteve fechado ao público por mais de um século, mas 2018 foi o ano da reabertura após obras de recuperação, regressando aos olhos do público um dos edifícios mais icónicos da freguesia de Benfica. Tem uma biblioteca, uma ludoteca, uma área de coworking, salas multifunções, jardins e uma cafetaria. A agenda inclui exposições, workshops, tertúlias e concertos. 

©Booking
Hotéis

Palacio Ramalhete

icon-location-pin Santos

O nome do hotel (sim, este é mais um destino onde fazer check in e vontade de o fazer não faltará) é rapidamente explicado pelos azulejos com girassóis que acompanham a escadaria de pedra do edifício. Situado na Rua das Janelas Verdes, perto do Museu Nacional de Arte Antiga, é muito mais do que um hotel com uma fachada bonita. Entre os nove quartos e sete suítes, não há dois iguais. Alguns têm vista para o Tejo, outros estão virados para o pátio interior, mas todos se mantêm fiéis à arquitectura original, com chão em tábua corrida, grandes janelas e tectos trabalhados, que nos levam de volta ao século XVIII. 

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Obrigatório em Lisboa

rua augusta
Fotografia: Arlindo Camacho
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Pessoas sentadas observam um painel no Museu de Arte Antiga
Fotografia: Arlindo Camacho
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Arlindo Camacho
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