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Javá
Mariana Valle Lima

Sítios românticos em Lisboa para casais apaixonados

Lisboa tem romance para dar e vender. Estes são 16 dos sítios mais românticos da cidade para dar corda ao amor.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Pode parecer complicado encontrar um sítio com poucas pessoas capaz de derreter corações. Mas é possível. No escurinho do cinema, no mais secreto dos restaurantes, no meio do rio Tejo, no recanto de um jardim, a olhar para as estrelas ou num hotel com ar de palacete exclusivo a príncipes e princesas. Há opções até para convencer os cépticos com corações empedernidos. Se tem um desses, já é altura de baixar a guarda e espreitar estes sítios românticos em Lisboa. Depois de um dia ou de um fim-de-semana rendido ao amor, não haverá volta a dar.

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Sítios românticos em Lisboa

  • Atracções
  • Edifícios e locais históricos
  • Sintra

Mais parece uma casinha dos contos de fadas, mas é bem verdadeira e foi onde Elise Hensler, Condessa d’Edla e cantora de ópera, viveu a sua história de amor com o rei D. Fernando II. O chalet Condessa d’Edla, reaberto ao público em 2013, foi inspirado nas construções das montanhas suíças e o jardim que o envolve – e também à Quinta da Pena – reúne vegetação autóctone e espécies botânicas provenientes dos quatro cantos do mundo, para além de várias fontes e pequenos miradouros. O bilhete (11,88-13,30€) inclui a visita à Quinta da Pena, ao interior do chalet e ao Jardim da Condessa, onde poderá parar com a sua cara-metade para um tête-à-tête romântico.

  • Filmes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

É quase certo que ouvirá frases como “We’ll always have Paris” e outras tiradas lamechas que os clássicos do cinema nos deixaram. Não há nada mais romântico que uma fita analógica a ser projectada, com todas as imperfeições que isso acarreta, como qualquer relação a dois. A programação da casa do cinema é mensal, por isso é uma questão de ir espreitando a ver se encontra aquele clássico ideal para apaixonados. Mas o escurinho do cinema não costuma falhar, nem mesmo quando o filme não é dado ao romance. Aliás, para que o romance aconteça fora do ecrã até poderá escolher um filme de terror. A não ser que a sua cara-metade tenha nervos de aços, terá a oportunidade de a aconchegar bem aconchegadinha.

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  • Atracções
  • São Sebastião

Começou por ser apenas um local de abrigo para plantas, mas hoje é possível passear por entre os seus lagos, cascatas, estátuas e uma colecção que compreende centenas de espécies vindas de todo o mundo. É quase uma selva, bela e tranquila, no meio da cidade. Por isso, o ambiente é simultaneamente selvagem e romântico, perfeito para os casalinhos ficarem longos minutos a namorar nos seus recantos escondidos.

  • Restaurantes
  • Cascais

À beira-mar plantado, tendo o Atlântico como cenário de fundo, o Fortaleza do Guincho é o sítio ideal para respirar ar puro, olhar para o mar e comer o que vem de lá. Acompanhado pela sua cara-metade, claro. Pode contar com marisco e peixe fresco da costa portuguesa à mesa, cortesia do chef Gil Fernandes. Este é um programa feito para casais foodie, já que o restaurante é detentor de uma estrela Michelin desde 2001. Há, claro, um menu de degustação acompanhado de bons vinhos.

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  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

O antigo Campo de Alvalade do século XIX foi precisamente construído em estilo de Passeio Romântico. Hoje acolhe uma série de actividades lúdicas, e tanto é possível dar umas raquetadas no campo de padel, como passear o patudo no parque canino ou esperar que as crianças esgotem as energias no parque infantil. Mas, se falamos de romance, as atenções viram-se inevitavelmente para a Casa do Lago, um bar-restaurante com localização mais que privilegiada, e os barcos a remos no lago principal do jardim. Cada um tem capacidade para seis pessoas, mas neste caso vai querer ficar à larga, com o barco só para si e a sua cara-metade.

  • Atracções
  • São Sebastião

Há muito para agradecer ao senhor Calouste Gulbenkian. Enquanto mecenas criou uma das maiores estruturas lisboetas no que à promoção da arte diz respeito. Inaugurada em 1969, a Fundação Calouste Gulbenkian recebe concertos (quase sempre de música erudita ou de jazz), tem um museu dedicado à arte contemporânea, auditórios, bibliotecas e até uma orquestra. Depois há o jardim, que se tornou um dos símbolos da capital, como lugar de descanso e leitura. Referência para a arquitectura paisagista portuguesa, destaca-se pela riqueza da flora e da avifauna, mas sobretudo pelos muitos recantos escondidos para namorar. Às tantas até é capaz de se esquecer onde está, por isso tente não se entusiasmar muito nas demonstrações de afecto. Uns beijinhos, claro, ninguém leva a mal.

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  • Restaurantes
  • Cais do Sodré

O 8Building, antigo edifício dos CTT no Cais do Sodré, tem uma data de restaurantes no rés-do-chão, mas então e lá em cima? Para chegar ao Javá, terá de entrar à confiança e procurar o elevador panorâmico, que o leva até ao último piso. Chegado ao topo, é toda uma nova vista da cidade que se abre para si (e para o seu amor). A paisagem pede um copo e uns petiscos.

  • Bares
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O nome do bar não deixa margem para dúvidas: há Brasil ali presente. Quando passa à porta, são os sons da Bossa Nova e do jazz que convidam a um momento romântico. Neste bar não falta uma carta bem composta de vinhos e petiscos. Enfim. As coisas boas e simples da vida. 

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  • Atracções
  • Torres e miradouros
  • Castelo de São Jorge

Este terraço esteve vedado ao público, mas foi ajardinado e aberto a todos na Primavera de 2015. Escondido perto do Castelo de São Jorge, numa área encoberta por uma fila de casas térreas, é mais fácil de encontrar do que parece: basta virar na Rua do Recolhimento, antes da bilheteira, e seguir pelo Beco do Recolhimento. Além da sombra de oliveiras, oferece uma bela vista sobre a Lisboa antiga, das torres do Mosteiro de São Vicente de Fora à cúpula do Panteão Nacional, da Igreja de Santo Estevão a todo o bairro de Alfama. Apesar de não se encontrar aberto à noite (com muita pena nossa, porque seria um espectáculo ver o céu estrelado a partir daí), é um recanto cativante, para andar de braço dado com alguém especial.

  • Atracções
  • Parque das Nações

No Oceanário vai encontrar um gigante aquário com milhões de litros de água salgada e uma série de inquilinos para conhecer com entusiasmo, entre águas temperadas, tropicais e frias, porque o planeta faz-se de diversidade. Bonito, surpreendente e romântico, atrai pequenos visitantes e casais mais crescidos que percorrem os corredores de mão dada. É um clássico primeiro, segundo ou vigésimo quinto encontro. Nunca falha.

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  • Hotéis
  • Estrela/Lapa/Santos
  • preço 4 de 4

Escondido entre as mansões de famílias com quatro sobrenomes e pelo menos dois hífens, este palacete do século XIX convertido em hotel de cinco estrelas é o mais próximo que imaginamos de um palácio real dos tempos modernos e em 2019 foi considerado o “Melhor Hotel Urbano” pela Condé Nast Traveler. É fácil perceber porquê. O estilo clássico e imperial deixa-nos de boca aberta durante toda a estadia. De quarto em quarto, as cores da decoração e a paisagem variam (uns têm vista para o Tejo, outros para o jardim exótico), mas é nas suítes palacianas que encontramos camas de dossel maiores do que sabíamos existir.

  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Parque das Nações

Esqueça os restaurantes e os teleféricos. No Parque das Nações, não faltam quilómetros e quilómetros de áreas verdes para passeios românticos. Para aproveitar ao máximo, temos o roteiro perfeito para si. Comece no Passeio das Tágides, um passadiço sobre o Tejo, e caminhe em direcção à Ponte Vasco da Gama, passando pela Torre. Entre o Parque Aranha e o Jardim do Passeio dos Heróis do Mar, encontrará um passadiço de madeira com o rio Tejo por baixo, que o levará ainda à Estacada das Gaivotas, no final do Caminho das Gaivotas. Sente-se no final desse passeio e aprecie a vista. Depois de retomar o fôlego, dê a mão ao seu par e andem um pouco mais até alcançarem o Parque Tejo, na zona norte. O espaço tranquilo, que tem mais de 80 hectares de jardins e relvados junto ao rio, convida a um piquenique romântico ao final da tarde.

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  • Atracções
  • Belém

Mesmo quando não há estrelas no céu, há estrelas no Planetário. Sob a cúpula de 23 metros é possível observar constelações, luas, planetas, nebulosas, galáxias e milhares de estrelas. O Planetário surgiu há mais de meio século, graças ao empenho de um comandante da Marinha e professor de navegação astronómica, e desde então tem tido como objetivo promover a cultura científica e tecnológica e o interesse pela astronomia. Apresenta sessões temáticas para diversas idades, observações astronómicas, programas de Ciência Viva no Verão, noites com um astrofísico no último sábado de cada mês, para além de outros Encontros com o Cientista, várias atividades educativas para grupos escolares, comemorações de eventos e efemérides.

  • Atracções
  • Praias
  • Sintra

Fica pertinho do Cabo da Roca, o célebre ponto mais ocidental da Europa, e a sua beleza é capaz de mobilizar até o coração mais rochoso. As rochas, aliás, compõem o cenário em seu redor, mas fique tranquilo que a areia é fina. O resultado é um postal de encher o olho, claro está, mas como tudo o que é bom dá trabalho, lembre-se que o espera uma longa caminhada desde o parque de estacionamento até alcançar por fim a proximidade do mar. Um excelente programa para fazer no Verão ou no Inverno.

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  • Hotéis
  • Chiado/Cais do Sodré

Dormir num palácio é sempre uma experiência romântica, mas se esse palácio tem uma vista privilegiada sobre Lisboa, o romantismo sobe logo de nível. E ainda nem escrevemos sobre os azulejos azuis da fotogénica casa de banho da suíte Queen. No total são 14 suítes e quatro quartos que garantem uma experiência exclusiva e luxuosa. Em comum têm os janelões por onde entra a badalada luz de Lisboa, espelhos enormes, camas com espaço para uma família inteira, lençóis com 600 fios de algodão egípcio e almofadas para todos os gostos. Depois, nas casas de banho em mármore, encontra ainda toalhões compridos, confortáveis e fofos.

  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios

Um rio é romântico por natureza e o Tejo tem a vantagem de ter uma área de recreio bastante generosa. A proposta é, por isso mesmo, óbvia: os passeios de barco, independentemente do tamanho e da velocidade, tanto podem meter copos e sushi, como podem incluir DJs ou um spa a bordo com direito a pôr-do-sol romântico no final. Podem, no fundo, ser quase tudo o que imaginar. Razão porque deve espreitar a nossa lista dos melhores passeios de barco em Lisboa e arriscar mergulhar num programa com a sua cara metade. Sem meter água, claro.

Para romances mais caseirinhos

  • Filmes

A evolução da espécie humana há muito entrou numa nova fase, tendo transformado o homo sapiens sapiens em seres devoradores de séries de televisão. O meio ambiente é propício: é Netflix para ali, HBO para acolá, Disney+, Amazon Prime Video, Apple TV+, Filmin, RTP Play, OPTO e tudo o que são canais em sinal aberto e por cabo. Todos os dias há novidades, todos os dias alguém nos recomenda uma série nova que temos mesmo de ver, e nós – bom, nós vamos tentando acompanhar. As plataformas são globais (ou nacionais), mas a experiência pode ser muito solitária e espartilhada. Há, no entanto, produções que, por um motivo ou outro, voltam a reunir-nos à volta de uma fogueira comum, que nos congregam à volta das mesmas histórias e nos devolvem o sentimento de partilha. São as séries de que toda a gente anda a falar ao mesmo tempo, pelo menos durante um período. São as séries do momento. Ei-las.

  • Filmes

Criar uma boa história de amor é uma incógnita. Na vida, que vem sem argumento, é esperar e ver no que dá. Na ficção, por seu lado, é imaginar e fazer. Não é simples, por fina ser a linha entre romantismo e xaropice. Porém há realizadores que conseguem evitar as armadilhas e quebrar o mais empedernido coração – com estilo. E a lista que se segue é prova disso. Estes filmes mais românticos que os filmes românticos contornaram a questão com mestria, ao mesmo tempo que nos deram romances capazes de perdurar no tempo.

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