Os melhores sítios para ouvir música em Lisboa

Mesmo que tenha um bom sistema de som, as melhores colunas e uma bela playlist, todos sabemos que a música, tocada ao vivo, é outra coisa. Deixamos-lhe um leque de sítios para ouvir música em Lisboa. Boa música.

Fotografia: Ana LuziaDamas

Isto dos sítios para onde vamos depositar a dormência laboral acumulada durante a semana tem muito que se lhe diga. Há quem vá pelo ambiente, pelo preço dos copos, há quem nunca vá a não ser que aí venha o artista da sua vida, há quem nem aí tire o corpo do sofá, há de tudo. Como há nesta lista que se segue, clássicos da capital ou coisas mais recentes, que tão boa música proporcionam. Do MusicBox à ZDB, estes são os melhores sítios para ouvir música em Lisboa. 

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Os melhores sítios para ouvir música em Lisboa

Musicbox

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

A caixinha de música da rua cor-de-rosa tem uma das mais generosas programações de concertos e estica-se noite dentro. Não vamos utilizar aqui a expressão “ecléctico” para definir a oferta do Musicbox porque estamos a guardar essa expressão para quando alguém que conhecemos mal quiser falar de música – “gosto de tudo, sou muito ecléctico”. A discoteca inaugurada em 2006 e que é epicentro do trabalho da empresa cultural CTL – Cultural Trend Lisbon tem música todos os dias da semana, excepto ao domingo. Quando grande parte dos bares do Cais do Sodré fecham portas, perto das quatro, a noite aqui ainda longe de morrer — e prolonga-se até às seis.

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Cais do Sodré

Zé dos Bois

4 /5 estrelas

Lisboa não seria a mesma sem a Zé dos Bois. Não é um exagero retórico, é um facto. O trabalho de programação e curadoria ali desenvolvido ao longo de mais de uma década por sucessivos programadores foi decisivo para abrir Lisboa a outras músicas, e a sala do Bairro Alto continua a ser absolutamente essencial. É a principal sala de música alternativa e exploratória da cidade, criada por um colectivo de artistas em 1994. Desde então, servem-se copos, há eventos no terraço, e o aquário mais famoso da cidade continua a mostrar por que razão se mantém de pedra e cal como o aquário mais famoso da cidade.   

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Bairro Alto
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Lounge

4 /5 estrelas

O Lounge é um dos melhores sítios de Lisboa para sair à noite. E não há uma sílaba de exagero na frase anterior. A programação é uma das grandes apostas da casa, que consegue agradar a gregos e troianos. Numa noite normal — que até pode ser um domingo —, é possível começar por ouvir um concerto de rock’n’roll cru e suado e acabar a dançar ao som de pérolas disco obscuras às quatro da manhã. E o melhor disto tudo é que a entrada é livre. Às quintas, sextas e sábados, o bar é tão concorrido que é difícil arranjar um espacinho para dançar — e já nem falamos na fila para a casa de banho.

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Cais do Sodré

Damas

Poucos espaços, em anos recentes, se conseguiram afirmar tão depressa e tiveram um impacto tão forte na noite lisboeta como as Damas. De portas abertas desde 2015, na rua da Voz do Operário, este híbrido de restaurante, bar e sala de concertos mudou a noite da Graça (havia noite na Graça?) e desviou uma série de pessoas da Bica e do Bairro Alto para uma colina ainda mais inclinada. A programação musical é variada, e vai da música africana e electrónica ao indie rock, normalmente com com entrada livre. Isto, a comida do restaurante (pratos do dia, opções vegetarianas, petiscos dos bons e cerveja artesanal a acompanhar) e a boa onda do espaço – uma antiga padaria que ainda mantém os fornos na sala dos concertos – fizeram das Damas um ponto de encontro como há muito não havia na cidade.

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São Vicente 
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Sabotage Club

Rock, rock e mais rock. É isto que se ouve no Sabotage, desde que abriu ao público em Abril de 2013. Sequência do trabalho desenvolvido pelos responsáveis da editora com o mesmo nome, que entretanto fechou, o Sabotage surge perto mas não no centro da concorridíssima azáfama nocturna do Cais de Sodré. Tem concertos de quinta-feira e sábado, quase sempre com bandas de rock nacionais com repertório próprio, mas ocasionalmente abre noutros dias. E a música vai do indie-pop ao stoner, garage e psych-rock. No fundo, é um clube para quem se curva perante o altar de seis cordas da guitarra eléctrica.

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Cais do Sodré

Fábrica Musa

A Fábrica Musa é tudo o que se quer: bar e fábrica. Isto é, pode beber-se uma cerveja de frente para o silo metálico que a produziu. Não há sensação como esta. A cervejeira nacional, inscrita na Lisbon Beer District que é Marvila (onde também constam a Lince e a Dois Corvos) tem, além disso, uma programação musical muito interessante ao fim-de-semana. Por aqui passam, regularmente, nomes da Cafetra, da Maternidade, nomes emergentes ou indie-consagrados da música portuguesa. Maravilha. 

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Marvila
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Casa Independente

5 /5 estrelas

Inaugurada em 2012 no Largo do Intendente, funciona como associação cultural, sala de concertos, bar e restaurante. Teve um papel fundamental na requalificação do Intendente, uma zona até então completamente excluída dos roteiros da noite alfacinha. Fica num antigo palacete, que também foi Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos e tem uma programação regular de concertos e festas. No fim de 2016, a Casa Independente alargou-se também ao Andar de Cima, como lhe chamaram. No segundo piso, funciona desde essa altura mais um bar/sala de espectáculos, com uma das melhores varandas de Lisboa (tem vista para o famoso pátio da Casa Independente). Pode também ser alugado para festas privados.

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Intendente

Lux Frágil

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Ver o nascer do sol da varanda do Lux é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante. Em 2014, o britânico The Guardian distinguiu-o como uma das melhores 25 discotecas da Europa, uma coisa que já estávamos fartos de saber. Esta é a discoteca mais famosa da cidade — e do país, para dizer a verdade. Abriu portas a 29 de Setembro de 1998, penúltimo dia da Expo 98. Manuel Reis, o dono, já tinha aberto o Frágil, no Bairro Alto - recentemente abriu o Rive-Rouge, no Time Out Market.

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São Vicente 
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E para beber um copo?

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Por Editores da Time Out Lisboa

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Por Clara Silva
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