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O restaurante chefiado por Rui Silvestre recebeu a maior distinção da noite no Funchal. Não é a única novidade para Lisboa: além de três novos recomendados, o prémio em estreia nesta edição, Abertura do Ano, foi para o JNcQUOI Table.

O Fifty Seconds é o grande vencedor da terceira edição do Guia Michelin exclusivamente para Portugal. O restaurante de Rui Silvestre conquistou a segunda estrela na noite desta terça-feira, 10 de Março, numa cerimónia no Savoy Palace, na Madeira. O JNcQUOI Table, de Filipe Carvalho, ficou com um prémio em estreia na Península Ibérica: Abertura do Ano. O Table entrou também na lista de restaurantes recomendados do famoso guia vermelho. O mesmo aconteceu com o JNcQUOI Fish, no mesmo edifício e também sob a tutela de Filipe Carvalho. Ainda em Lisboa, o Eleven perdeu a estrela, tal como o Arkhe, que fechou.
Portugal partia para esta cerimónia com oito restaurantes com duas estrelas Michelin, 38 restaurantes com uma, seis restaurantes com estrela verde, 28 Bib Gourmand e 116 recomendados. O que faltava? Um restaurante com três estrelas Michelin, a distinção máxima. Em entrevista à Time Out, Henrique Sá Pessoa disse ter essa ambição – mas, com um restaurante ainda a estrear, dificilmente seria este ano. Ainda assim, o chef manteve as duas estrelas que eram do Alma, apesar da mudança de nome e de localização. Quanto às três estrelas, continuarão a faltar. Por outro lado, todos os restaurantes com duas estrelas Michelin mantiveram a distinção.
Depois desta cerimónia, as contas saldam-se assim: há mais um restaurante duas estrelas (agora são nove), mais dez restaurantes uma estrela (agora 44, descontando o Fifty Seconds, que tinha uma, o Eleven, o Arkhe e o Al Sud, que mudou de conceito), mais uma estrela verde (são agora sete, com A Cozinha do Paço, de Afonso Dantas, em Évora, como novidade), e ainda dois novos Bib Gourmand e 34 novos recomendados. De notar que, no caso específico dos restaurantes com uma estrela, a evolução nos últimos cinco tem sido francamente positiva, passando de 21 estrelas em 2021 para 44 em 2026.
Destacando as novidades de Lisboa, encontramos ainda nos recomendados o Broto de Pedro Pena Bastos, o Mitsu de Shinyu Koike, o Omakase Wa de Ashik Yonjan, o Salta de Tomaz Salema Reis, e o Santa Joana de Nuno Mendes, com menção para Bruno Antunese Maurício Varela. Alargando o radar, há ainda a ter em conta as novidades de Cascais – o Kappo de Tiago Penão conquistou uma estrela, o Maré de José Avillez e Filipe Pinto Ramos e o Sult de Nelson Soares entraram na lista de recomendados –, a de Paço d'Arcos – o Intemporal de António Simões, novo recomendado – e a da Azambuja – o Tasco da Ilda de Madalena Dias.
Lisboa não esteve, no entanto, à altura do Porto. O Porto teve uma grande noite no Savoy. Só na cidade, sem contar com arredores, há quatro novas estrelas Michelin: DOP, de Rui Paula e Sandro Teixeira; Gastro by Elemento, de Ricardo Dias Ferreira; Éon, de Tiago Bonito; e em particular o In Diferente, de Angélica Salvador, chef brasileira que se torna assim a segunda mulher no guia com estrela Michelin, depois de Marlene Vieira (a primeiríssima foi, nos anos 1990, Maria Alice Martins, do Tia Alice, em Fátima). O Porto tem ainda seis novos recomendados. Vítor Matos, que se tem destacado em todas as edições nacionais do guia, arrecadou mais uma estrela, pelo Schistó (Peso da Régua), que partilhou com Vítor Gomes.
O Guia Michelin é o mais reconhecido guia de restaurantes do mundo. Depois de muitos anos acoplada a Espanha, a gastronomia portuguesa passou a ter, em 2024, uma edição própria do guia. As primeiras estrelas dessa nova vida foram atribuídas em Albufeira, onde se consagrou Vítor Matos. Depois veio a gala no Porto, em 2025, e a estrela para Marlene Vieira, então a única mulher chef do país com essa distinção. Em 2027, a gala Michelin será em Coimbra, anunciou o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, logo no início da cerimónia, que foi apresentada por Daniela Ruah e com a chef pasteleira Juliana Penteado a receber os convidados na passadeira vermelha.
A lista completa de restaurantes pode ser consultada no site do Guia Michelin.
Está à procura dos melhores restaurantes de Lisboa? Escolhemos os 100 que mais nos entusiasmam para 2026. Nas novidades, ainda cheiram a tinta os artigos sobre o Flamma, o Faminto, o Black Moon, o La Repubblica 29 e o Pub Lisboeta Mercearia Pachecas. No departamento das sandes, o Vetrina chegou a Campo de Ourique e o Katsu, no Cais do Sodré, é um fenómeno. Já na padaria Moko, é tudo vegano: croissants, empanadas, folhados mistos, pastéis de nata... Voltando aos chefs, tome nota destas notícias: Maurício Varela tomou conta do Ofício e Ana Leão do Corrupio.
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