As novas esplanadas em Lisboa para aproveitar o sol

Estas são as novas esplanadas em Lisboa para as tardes e noites quentes.
Botanista
Duarte Drago
Por Clara Silva e Cláudia Lima Carvalho |
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Esplanadas frescas no duplo sentido do adjectivo, percebe? São estes nomes que circulam pelos grupos de WhatsApp desde os dias quentes de Verão, que se têm prolongado por este Outuno. Comece já a dinamizar esses chats e a marcar um copo ao final do dia numa destas 21 novas esplanadas em Lisboa. Da reabertura do Clube Ferroviário, com uma esplanada tropical, ao lounge da nova cervejaria do Rato, instalada num miradouro quase secreto, até ao primeiro arménio em Lisboa. Há novidades fresquinhas e muitas razões para pôr protector e reclamar o seu lugar ao sol.

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As novas esplanadas em Lisboa

Ararate
Duarte Drago
Restaurantes

Ararate

icon-location-pin Avenidas Novas

Com a abertura do Ararate, os lisboetas têm uma nova bandeira no mapa gastronómico de que podem usufruir sem sair da cidade. E vão reconhecer sabores que conhecem há muito. O Ararate é um acontecimento: mais de 70 anos depois de Calouste Gulbenkian ter aqui fixado residência, Lisboa vê abrir o primeiro restaurante arménio do país. Um empreendimento com um respeito milimétrico pela gastronomia deste povo milenar, cujas constantes provações o obrigaram a aprimorar métodos de conservação e a preparação dos alimentos. Pode entrar à-vontade: não vai sentir-se perdido na ementa. Em dias de sol, pode é ser difícil arranjar lugar na esplanada.

Mami Organic Food
Manuel Manso
Restaurantes, Orgânico

Mami Organic Food

icon-location-pin São Sebastião

A comida orgânica do Mami traduz-se em hambúrgueres bem saborosos, como um de espadarte com zucchini salteado pesto, amendoim tostado, feta, alface, agrião e espinafres. Mas este restaurante é também cafetaria, padaria, pastelaria, wine bar e bar 100% biológico. 

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O Botanista
©Duarte Drago
Restaurantes, Vegano

O Botanista

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Bem-vindo ao maravilhoso mundo do vegetal: O Botanista, o novo projecto de Catarina Gonçalves, do Ao 26 - Vegan Food Project, com André Baptista, tem um piso térreo muito verde, carregadinho de plantas e um menu vegan para todas as horas do dia. Tem opções de pequeno-almoço, almoço e lanche, muitas que ninguém diria que são vegan - é, aliás, esse o objectivo. Nem Catarina, responsável pela doçaria, nem André, na cozinha, querem recriar o que já existe em versão vegan. Querem, antes, "apresentar coisas boas, que te alimentam e que te sabem bem, e que esqueças que não tem carne, peixe ou ovos. Não entra nada de origem animal mas nem dizes que é vegan”. 

Izanagi
©Duarte Drago
Restaurantes, Japonês

Izanagi

icon-location-pin Alcântara

Começou por ser um projecto para mais um SushiCorner, descentralizado e a dar uma nova vida e novos ares vindos do Oriente às Docas, mas o chef Daniel Rente, ao comando da cozinha do SushiCafé há anos, em conjunto com os sócios do grupo “esgalhou uma ideia diferente” – nasceu o Izanagi, um restaurante japonês com uma oferta gastronómica semelhante à que se come nas ruas japonesas ou até em lojinhas do metro. 

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Zazah good view
©Arlindo Camacho
Bares

Zazah Good View

icon-location-pin Grande Lisboa

Na ponta oposta ao Okah, o restaurante asiático no topo do LACS, está o Zazah Good View, este sim a extensão do restaurante Zazah do Príncipe Real mas com uma vertente mais de bar. Os petiscos de partilha que deram a conhecer no restaurante, como as bolinhas de alheira (6€), os cogumelos-ostra de Sintra gratinados com parmesão ou os cones de sapateira (8,50€), estão aqui para acompanhar a carta de 12 cocktails criada em parceria com a Liquid Consulting. Prove um Smash the Pumpkin, com gin, puré de abóbora caseiro e xarope de canela (9,50€) ou o fresco Summer Berry, com rum, morango e baunilha (9€). Este espaço mantém a mesma ideia dos contentores mas deste lado estão a céu aberto, há mesas altas, uma zona de dança e outra que conta como miradouro.

Casa Lisboa
Manuel Manso
Restaurantes, Português

Casa Lisboa

icon-location-pin Santa Maria Maior

O desafio de Luís Gaspar, o chef da Sala de Corte, não era fazer um restaurante para turistas, ainda que a localização seja tentadora para isso mesmo, mas antes um restaurante onde os turistas consigam perceber a identidade gastronómica do país e os lisboetas consigam almoçar como deve ser. O grupo Multifood ganhou a concessão deste espaço na Ala Poente da Praça do Comércio e o chef agarrou-o. Na Casa Lisboa, as receitas são tradicionais portuguesas. Servem tudo o que é clássico mas com técnicas apuradas e mais modernas, sem perder o toque de comida de conforto e a memória daquela receita que a avó fazia.

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Okah
Arlindo Camacho
Restaurantes, Asiático contemporâneo

Okah

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

O Okah é um restaurante inspirado na Ásia chefiado por Moisés Franco e a segunda incursão do grupo Zazah, o restaurante do Príncipe Real, na cidade. A vista sobre o Tejo é incrível e a decoração, muito crua, é enquadrada com a envolvente, há 15 contentores laranja, cada um com mesas, cada um a lembrar uma oca, as habitações indígenas brasileiras que deram origem ao nome. A carta tem vários pratos de diferentes zonas da Ásia,como o ceviche filipino kinilaw, amêijoas com garam masala, um borrego com molho de ananás e hortelã ou camarões tigres gigantes.

Soul Garden
Manuel Manso
Restaurantes

Soul Garden

icon-location-pin Campolide

O Corinthia Lisboa Hotel, em Campolide, criou uma espécie de jardim interior: basta atravessar a entrada do hotel e chega a um oásis onde se serve comida leve de sabores equilibrados, casada com cocktails de assinatura. Há três ilhas dedicadas a três estilos de cocktails: a ilha old fashion, a sour e a negroni e para cada um destes espaços mais recatados há uma pequena carta de bebidas criada por Nelson Antunes – o white negroni traz gin e vermute (12,50€) e o Don Julio sour tem tequilla e sumo de lima (17€). A cozinha é de Carlos Gonçalves, que passou boa parte da sua carreira na equipa do hotel Ritz Four Seasons.

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Quiosque da Oitava Colina
Fotografia: Arlindo Camacho
Bares, Cervejaria artesanal

Quiosque Oitava Colina

icon-location-pin São Vicente 

Era a esplanada que faltava para o Largo da Graça ficar mesmo cheio de graça. A cerveja do bairro, a Oitava Colina, ainda não tinha uma tap room mas o problema resolveu-se a 25 de Abril, quando se instalaram num dos quiosques mais carismáticos da zona, que em tempos serviu de casa de banho para os guarda-freios da Carris e também chegou a ser bilheteira para os eléctricos. Há cinco torneiras de cerveja artesanal da marca (pena que a indian pale ale Urraca Vendaval não esteja disponível) e também cerveja artesanal engarrafada.

café janis
Myrto Steirou
Restaurantes

Café Janis

icon-location-pin Cais do Sodré

São poucas mas boas. Estamos a falar das mesas da esplanada ao estilo parisiense do novo Café Janis, na esquina da Rua da Moeda, onde funcionava a salsicharia Hansi. Os donos, Pierre d’Andrimont e Margaux Marcy, dois belgas a trabalhar nos escritórios Second Home, do Time Out Market, ali ao lado, sentiram falta de um café para petiscar e beber um copo depois do trabalho. E nada como um copo de vinho com uma tábua de queijos franceses e italianos (12€) para acabar o dia. Ou ao pequeno-almoço, é como quiser.

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Cantinho do Avillez
©Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Cantinho do Avillez

icon-location-pin Parque das Nações

Vinte anos depois da Expo 98, arranjam-se sempre razões para voltar ao Parque das Nações.
 O Cantinho do Avillez, um dos mais recentes espaços de José Avillez, a replicar a Oriente o conceito do restaurante com o mesmo nome no Chiado, passou a ser uma delas. Há diferentes zonas de esplanada, vista para o rio, e muitas mesas tanto
para um almoço de negócios, como para um jantar de família. Guarde espaço para o melhor,
a sobremesa, a Avelã ao cubo (5,5€).

Cantina Zé Avillez
ManuelManso
Restaurantes, Português

Cantina Zé Avillez

icon-location-pin Grande Lisboa

O Campo das Cebolas reabriu com outro aspecto e não foi à toa que elegemos este ano a Rua dos Bacalhoeiros como uma das melhores da cidade. As coisas estão a mudar por aquelas bandas e é ver a quantidade de turistas que se sentam nas esplanadas dos restaurantes ali à volta. A da Cantina Zé Avillez, um dos novos restaurantes do império do chef, é uma das mais recentes, e quer conquistar também portugueses. À boa maneira, pela barriga, com cozido à portuguesa (25€/ pessoa) para comer à sombra e só ao fim-de-semana.

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Ferroviario
©Manuel Manso
Noite

Ferroviário

icon-location-pin São Vicente 

O Clube Ferroviário ganhou um Bar em 2010, quando Mikas, um dos sócios da antiga concessão e responsável por espaços icónicos da noite de Lisboa, como o bar Bicaense, o começou a explorar. Volvidos cinco anos a concessão não renovou e o bar-esplanada com vista para o rio, que se tornou referência, fechou temporariamente. O grupo que detém as Espumantarias do Cais e do Petisco e o restaurante Peixola agarrou a concessão e abriu-o há dias, renovado. Há plantas tropicais, sofás e almofadas confortáveis, a vista de sempre, também sobre a parte industrial da cidade, e uma programação muito ecléctica que privilegia novos artistas.

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Mais para comer e beber

Sumaya
©Duarte Drago
Restaurantes

Os melhores novos restaurantes em Lisboa

A restauração floresce a grande velocidade na capital. Aliás, a nossa cidade tem uma diversidade cada vez maior no que à restauração diz respeito. E é mesmo caso para dizer: venham eles. Queremos toda a comida do mundo, chefs a abrir restaurantes de fine dining ou conceitos mais democráticos, restaurantes vegan, vegetarianos e paleo ou a boa comida portuguesa; queremos ficar sentados no restaurante a apreciar as vistas, ou pegar e levar para casa. Isto sem esquecer os novos espaços para comer uma das refeições preferidas dos lisboetas, o brunch. Fizemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa abertos nos últimos dois meses. Não se sinta desactualizado.

A Cevicheria
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Os melhores balcões em Lisboa

O balcão foi durante muito tempo o gueto da sala de restaurante. “Só temos lugar ao balcão” era, aliás, um lamento clássico do empregado de mesa. Ora, o estigma está a acabar, como estão a acabar os bancos altos e instáveis e o mobiliário formatado de snack bar. Há cada vez mais balcões lindíssimos onde se come muito bem e onde ainda se consegue assistir a um showcooking de borla. Dos clássicos às novidades, das marisqueiras aos japoneses, são mais de 250 metros de balcão onde os únicos levantamentos que tem de fazer são para erguer o copo ou levar o petisco à boca. 

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Snack-Bar Galeto
© João Palla Martins
Restaurantes

Restaurantes abertos até tarde em Lisboa

Se já lhe aconteceu ter a barriga a dar horas já tarde, este guia é para si. A fome é coisa que nem sempre dá para controlar e, pelos mais variados motivos, pode dar por si fora de horas a procurar um sítio onde comer um bom bife a cavalo com batatas fritas, enfardar uma paella, devorar uma pizza com todo o queijo a que tem direito ou entrar em ritmos mais tropicais e comer um pão de queijo. Ainda que Lisboa tenha umas quantas panificadoras abertas fora de horas, como a do Bairro Alto ou a da Praça do Chile, às vezes o estômago precisa mesmo de mais aconchego. Não é fácil: ora a cozinha fecha cedo, ora começa a chegar aquela hora perigosa em que empregados de cozinha e de sala o rondam, fecham as luzes e dizem educadamente que é hora de sair. Corremos a cidade e encontrámos 12 bons restaurantes abertos até tarde. 

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