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JNcQUOI Avenida
Manuel Manso

18 novas esplanadas em Lisboa para desconfinar e arejar

O tempo quente já pede a prática do verbo "esplanadar". Saiba onde estão as novas esplanadas para desconfinar em segurança

Por Francisca Dias Real
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É uma tradição bem portuguesa, esta de rumar à esplanada assim que os casacos começam a ficar para trás. Talvez até antes disso, porque neste jardim à beira-mar plantado tudo serve de desculpa para fazer fotossíntese. Com isto em mente, quisemos trazer-lhe a papinha toda, dizer-lhe onde é que a pode fazer sem passar fome e sede. A lista que se segue é um apanhado das últimas novidades e de outras que ainda não perderam o cheiro a novo. Tudo o que tem de fazer é sair, com todos os cuidados que os novos tempos impõem, consultar este guia e aproveitar estas 18 novas esplanadas em Lisboa.

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As novas esplanadas em Lisboa

Musa da Bica esplanada
Musa da Bica esplanada
DR

1. Musa da Bica

Bares Cervejaria artesanal Cais do Sodré

Os petiscos de Leonor Godinho fazem render qualquer um que vá à Musa da Bica só para se refrescar com cerveja artesanal – é mais que provável que acabe sentado à mesa e a lamber os dedos. Da katsu sando à sandes de pastrami com aquela batatinha frita caseira, dos pães de queijo ao falafel de tremoço, está convencido? A melhor das notícias é que alargaram o espaço de esplanada para o outro lado da estrada, para grandes finais de tarde com distanciamento e cabelos ao vento.

Spot By Fortaleza do Guincho
Spot By Fortaleza do Guincho
Manuel Manso

2. Fortaleza do Guincho

Restaurantes Cascais

O que era antes uma zona de solário, é agora o novo espaço de esplanada da Fortaleza do Guincho. É aqui, no Spot, com vista-mar privilegiada, que Gil Fernandes, chef do icónico restaurante desde 2018, quer servir uma cozinha menos formal, mas sem nunca prescindir da qualidade do produto. A carta é eclética, com comida de partilha, e ideal para um longo dia a contemplar as vistas do mar revolto do Guincho. Da antiga carta de bar, ficou a salada de polvo com batata doce, mas de resto é tudo novo: o gaspacho alentejano, o ceviche de peixe da lota, berbigão à Bulhão Pato ou o bacalhau à Guincho. Com a abertura do espaço de esplanada, o foco, tal como antes, está nos locais, que estão convidados a subirem à esplanada apenas para um copo ou cocktail, para petiscar ou para fazer uma refeição. Além dos petiscos, há pratos principais como o clássico esparguete de lavagante ou um prego no pão.

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Crispy Mafya
Crispy Mafya
Mariana Valle Lima

3. Crispy Mafya

Restaurantes Princípe Real

Não é mesmo à porta do estaminé, até porque a inclinação complicaria a operação, mas não deixa de ter vista para o restaurante. O Crispy Mafya aproveitou as grades do lado oposto da estrada e improvisou uma mesa corrida com bancos altos para quem quer comer ao ar livre e sujar as mãos com o já conhecido frango frito. Para almoços, jantaradas ou petiscadas de final de tarde com hip hop como cenário de fundo, há sempre asinhas de frango à sua espera, hambúrgueres generosos (com opção veggie sempre), batatas fritas caseiras e cerveja fresca sempre a sair – esteja atento às redes sociais que há sempre happy hours a serem anunciadas. 

Quiosque São Paulo
Quiosque São Paulo
DR

4. Quiosque São Paulo

Coisas para fazer Grande Lisboa

A Taberna da Rua das Flores está firme mas expandiu o seu negócio taberneiro ao Cais do Sodré, através de um convite de Catarina Portas e João Regal, proprietários do único quiosque privado em Lisboa, o Quiosque São Paulo. Com 30 lugares de esplanada, o quiosque ganha agora nova vida numa empreitada feita por André Magalhães e os seus sócios, Bárbara Cameira e Tiago Alves. Fazem toda a produção e confecção n’A Taberna e servem depois no quiosque petiscos portugueses, bem conhecidos dos lisboetas mas muitos caídos em desuso. Começam logo às 09.00 a servir pequenos-almoços com galões e garotos, caldinhos, ou seja, café com cheirinho de aguardente (para começar bem o dia), bolos de arroz, rochas e pão de leite com marmelada. A ementa muda às 11.30 e mantém-se até às 23.00 com várias sanduíches, como a de torresmos da Casa Cid. Os petiscos prosseguem com ovos verdes, pastéis de massa tenra e bolinhos de bacalhau e há saladinhas para ir picando.  Na parte das bebidas, André Magalhães também decidiu recuperar para este quiosque a receita do refresco de salsaparrilha, do século XIX, utilizando ingredientes de ervanárias portuguesas.Para adoçar, conte com mousse de chocolate ou o clássico pudim Mandarim.

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JNcQUOI Avenida
JNcQUOI Avenida
Manuel Manso

5. JNcQUOI Avenida

Restaurantes Avenida da Liberdade

É no filho mais velho dos restaurantes do grupo Amorim Luxury que está a novidade: o JNcQUOI Avenida ganha uma esplanada com 36 lugares em plena Avenida da Liberdade – há um estrado onde dantes estavam os lugares de estacionamento. A carta é assinada pelo chef António Bóia e traz um cold bar de onde saem ostras do Algarve, carpaccio de novilho, ceviche de garoupa ou um royal de marisco. No hot bar há ovos rotos trufados, pica-pau de novilho, bacalhau gratinado e plumas de porco ibérico. Não falham as saladas e as sanduíches, para refeições mais leves, e as tábuas de queijo para as horas de partilhar. Está aberta todos os dias do 12.00 às 23.00, mas é sempre melhor reservar (21 936 9900).

O Velho Eurico
O Velho Eurico
Mariana Valle Lima

6. O Velho Eurico

Restaurantes Português Castelo de São Jorge

A tasca da Mouraria, renovada por José Paulo Rocha e Fábio Algarvio, reabriu com a sua cozinha tradicional portuguesa, à qual acrescentaram pratos do dia – por lá vão passando rancho à minhota ou chocos grelhados – e um menu de petiscos onde brilham caracóis e moelas, que com este tempo caem sempre muito bem. Têm uma agradável esplanada para poder comer sem preocupações se quiser voltar aos hábitos de pré-confinamento, mas convém reservar, não vá o diabo tecê-las e roubar-lhe o lugar.

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Soão
Soão
Mariana Valle Lima

7. Soão

Restaurantes Asiático contemporâneo Alvalade

Dias de calor pedem esplanada e o Soão fez o favor de alargar a experiência asiática ao exterior com meia dúzia de cadeiras e mesas mesmo encostadas ao restaurante, todas a cumprir a chamada distância de segurança. Mantém o serviço de take-away e entregas mas já está aberto para a viagem pelo Japão, Índia, China, Vietname, Coreia e Tailândia, há paragens na Indonésia e no Laos e os cocktails de autor de Vasco Martins para brindar sem medos, mas com cuidados.

chapitô
chapitô
Mariana Valle Lima

8. Chapitô à Mesa

Restaurantes Grelhados Castelo de São Jorge

O ex-libris que é o panorâmico do Chapitô não deixa de o ser, mas em tempos como estes em que meio mundo procura uma esplanada para passar um bom bocado é aqui que entra o renovadíssimo terraço lá do sítio. Serve almoços e jantares com umas belas vistas para a nossa Lisboa, e ao leme da cozinha está agora o chef Pedro Bandeira Abril, que já passou pela Casa da Comida e pela Taberna Sal Grosso. Nas mesas caem coisas como salada de polvo ou de salmão, escabeche de coelho, bacalhau, polvo e atum grelhados, pregos ou abanicos de porco preto. É possível que haja menus especiais de quando a quando, por isso vá deitando o olho ao Instagram do Chapitô à Mesa. Durante Julho, todas as segundas-feiras há jantares especiais, com cozinheiros convidados. 

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Queimado
Queimado
JORGE FONSECA

9. Queimado

Restaurantes Bairro Alto

O pequeno restaurante no Bairro Alto onde tudo passa pelo carvão (mas nada sai queimado) precisou de se reinventar neste pós-confinamento. Fechou em Março e só abriu para três pop-ups especiais, com serviços de entrega próprio, com outros restaurantes e bares da cidade, o East Mambo, o Crispy Mafya e o Machimbombo. O regresso faz-se agora com um novo conceito, o Bun It. Tem um novo menu baseado em sandes em brioche para pegar e levar ou voltar a sentar-se à mesa. O espaço do interior foi reorganizado e a rua ganhou umas mesas e bancos em estilo esplanada para comer e beber ao ar livre. O restaurante não vai perder a sua famosa happy hour, que agora será entre as 17.00 e as 19.00, nem a música ao vivo – mantém os DJs residentes durante as refeições. Pode reservar mesa para três horários diferentes (18.00, 20.00 e 21.30) ou passar para pegar e levar.

Selllva
Selllva
Selllva

10. Selllva

Restaurantes Grande Lisboa

O grupo Capricciosa tem já 12 restaurantes no seu portefólio mas faltava-lhe um conceito mais saudável. O Selllva – os três L’s não são erro, precisa de os imaginar como uma garra –, na rua Mouzinho da Silveira, perto do Marquês de Pombal, junta-se ao clã como um restaurante saudável sem ser fundamentalistas, com opções vegetarianas e veganas mas também boas propostas para quem não quer abdicar da proteína animal. Agora, de volta à nova normalidade, o restaurante criou uma zona de esplanada ampla, à entrada, para fazer face às necessidades. Ficam assim 48 lugares no interior e 16 no exterior, tudo com as devidas distâncias. 

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Ajitama esplanada
Ajitama esplanada
Ajitama

11. Ajitama Ramen Bistro

Restaurantes Asiático contemporâneo Grande Lisboa

Quem quer entrar pelas portas do Ajitama tem agora uma nova zona de refeições sem tecto – é isso mesmo, há agora uma zona de esplanada construída sobre o passeio num deck elevado para não haver riscos de ter o caldo entornado. Para o tempo quente há novidades na carta como o chashu don, carne de barriga de porco com base de arroz japonês, e o ramen de Verão hiyashi chuka, com noodles e caldo frios com toppings também eles frescos. Para refrescar ainda mais há uma bebida com chá de matcha e leite de amêndoa bio e hortelã, o shochu margarita, uma interpretação da margarita que em vez de tequila leva o destilado japonês shochu, ou pode optar pela sangria de sake com frutos vermelhos. 

Sítio de Gente Feliz
Sítio de Gente Feliz
Sítio de Gente Feliz/Instagram

12. Sítio de Gente Feliz

Restaurantes Português Oeiras

Ainda antes de saber datas e normas, Miguel Gonçalves aproveitou a quarentena para fazer uma limpeza profunda ao seu Sítio, para voltar a receber Gente Feliz. Foi pintado e remodelado, criadas pequenas ilhas mais protegidas e a esplanada espaçada. A comida é caseira e bem portuguesa e, como sempre, não há menu mas com uma nota de 20€ come e bebe bem, com acepipes, entradas, prato principal repetido, sobremesa e bebidas. Não há multibanco, vá precavido. 

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Anjos70
Anjos70
Anjos70 Facebook

13. Anjos70

Coisas para fazer Lisboa

Não é uma novidade total, até porque o número 70 do Regueirão dos Anjos sempre teve terraço com meia dúzia de cadeiras. Os tempos que se vivem obrigaram a mudanças no espaço e agora já pode passar a tarde no Anjos70 refastelado na esplanada. Está aberta de segunda a sexta entre as 17.00 e as 23.00, e aos fins-de-semana o horário varia consoante os eventos que recebem – quando há mercado fica aberta das 11.00 às 23.00. Há comes e bebes a toda a hora, mas sem uma carta fixa, tanto tem prato do dia como apenas petiscos, mas garantimos é que há sempre opção vegetariana. No mês de Junho apostam forte nas bifanas e nas seitanas para celebrar os Santos. 

The Green Affair Chiado
The Green Affair Chiado
The Green Affair Chiado/Instagram

14. The Green Affair - Chiado

Restaurantes Chiado

O restaurante vegan expandiu o negócio para o Chiado no final de 2019, um ano e meio depois de abrir o primeiro espaço no Saldanha. O primeiro da família Green Affair tem esplanada na Duque d’Ávila, mas é no do Chiado que chegam as novidades com um pequeno jardim interior que permite que coma ao ar livre, seja o brunch vegan, que aqui é servido todos os dias da semana, seja os habituais pratos e petiscos da casa. Obrigatórios são os croquetes de espinafres com mostarda, as coxas de couve flor, as gyozas com hummus de beterraba, o hambúrguer de grão de bico e para adoçar o bico experimente a tarte crua de chocolate 

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Honest Greens
Honest Greens
©Inês Félix

15. Honest Greens

Restaurantes Parque das Nações

O Honest Greens reabriu o seu restaurante enorme no Parque das Nações e tem a esplanada pronta para o receber – não é a maior novidade da cidade, mas é daquelas incontornáveis que não deu espaço nem tempo para ser aproveitada em todo o seu esplendor. As propostas são todas sazonais, saudáveis e sustentáveis e a escolha é feita entre pratos com proteína como base (os market plates), e outros com salada na base (garden bowls). As mesas cá fora estão distantes e há espaço para todos poderem encher a barriga junto ao rio.

Terraço Editorial
Terraço Editorial
DR/Terraço Editorial

16. Terraço Editorial

Restaurantes Baixa Pombalina

A vista do último piso da icónica Pollux para as ruínas do Convento do Carmo e telhados lisboetas, continua a ser um segredo, ainda que mal guardado, da cidade. Este 8.º piso já teve muitas vidas – de snack-bar passou a restaurante com dedo de Miguel Castro e Silva, voltou a café e agora é Terraço Editorial, um restaurante-bar e biblioteca de vinhos. A carta de comida divide-se em petiscos, tábuas e sandes, pratos principais e sobremesas, e a acompanhar tudo isto, 190 vinhos – mas não se assuste, terá alguém para o ajudar na hora de escolher o vinho. 

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Lusophonica
Lusophonica
DR

17. Lusophonica

Restaurantes Cascais

O ponto de encontro é no farol, seja para comer, beber ou para ver uma emissão de rádio a acontecer. O Lusophonica abriu dentro do Farol de Santa Marta, em Cascais, mesmo à beira-mar, um espaço musicado pelo estúdio de rádio online que tem no seu interior a pescar sons da lusofonia. O acesso ao farol serve de terraço e é onde está instalada a esplanada extensa do Lusophonica, que tem sido o local de eleição para muita gente que começa a desconfinar. Serve brunch todo o dia, petiscos ao final da tarde, há gelados artesanais e café de especialidade para acompanhar. 

Rua Amarela Cascais
Rua Amarela Cascais
DR

18. Rua Amarela em Cascais

Coisas para fazer Cascais

Dez restaurantes, três ruas, várias esplanadas e muitos pratos à prova. O Todos Para a Rua! agora é Rua Amarela, precisamente porque todo o chão está pintado de amarelo, e já se instalou no de Cascais. Até Setembro, restaurantes como Moules & Gin, La Contessa – Carpaccio House, Taberna Clandestina, Polvo Vadio, Souk, Confraria Pop Up (ex-Waka) e Hamburgueria do Bairro juntam-se no eixo que compreende as ruas Nova da Alfarrobeira, Alexandre Herculano e Afonso Sanches. Todos os dias entre as 12.00 e as 23.00 a rua fecha-se ao trânsito e dá lugar às esplanadas para comes e bebes. É importante que faça reserva para evitar ajuntamentos.

Mais para comer

DejaVu Park
Inês Félix

Os melhores quiosques em Lisboa

Coisas para fazer

E quando achávamos que já estava bom, eis que nascem novos quiosques, com refeições saudáveis, cadeiras para praticar o bronze e um cartaz de festas diversas. Na dúvida, são estes os melhores quiosques em Lisboa para começar bem o dia ou para o terminar com um brinde à cidade. Estão preparados para o receber com as devias distâncias e medidas de higiene, é só escolher o poiso. 

Nivà - Gelado Cremoso
©Manuel Manso

Derreta-se com as melhores gelatarias em Lisboa

Restaurantes

Basta o sol brilhar e a temperatura subir um pouco que um gelado torna-se logo no melhor aliado – ainda para mais agora, depois de um confinamento obrigatório, estamos todos desejosos de um raio de sol e uma brisa na cara. Dos sabores de fruta, pêra, limão ou framboesa, aos clássicos, como pistáchio, chocolate negro ou avelã, o céu é o limite no mundo dos gelados (ou gelatos, que as perdições italianas são cada vez mais na cidade). 

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