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Onde comer bom e barato em Lisboa

Ele é frangos de churrasco, cachorros quentes com ovo a cavalo, sopas robustas e sandes com fatias de carne tão grandes que não cabem no pão. Lisboa sabe servir os alfacinhas sem lhes ir à poupança

Fotografia: Ana Luzia
KRS Bun do Montana Lisboa Café

Comer fora é caro. Cada vez mais. Mas restam alguns verdadeiros achados. Andámos atrás das melhores pechinchas que se vendem na cidade até 5€ e ainda reunimos conselhos para poupar na conta. Olhando para a lista de 40 pratos que lhe recomendamos, estão lá preciosidades sem preço. Se a isto juntarmos as dicas de pelintra (incrível a benesse de se poder levar uma garrafa de vinho para o Salsa & Coentros a custo zero) fica sem argumentos para deixar de ir comer fora.

 

Pratos por tuta e meia: à mão

Chelsea Bagel

Raffi's Bagels, 5,50€

Se soubesse o que estes bagels andaram para aqui chegar, fazia-lhes uma vénia e devorava-os em três tempos. A receita da avó do dono perdeu-se na Áustria, durante a II Guerra Mundial, mas (para grande felicidade nossa) sobreviveu na memória da matriarca e é agora reproduzida, 80 anos depois, na cozinha deste espaço em Campo de Ourique. Este bagel com um recheio de queijo creme, salmão fumado, rúcula, cebola roxa e pepino é um dos nossos predilectos. Se quiser uma experiência diferente, atire-se ao Brooklin bagel, feito com pickle fleisch, uma carne marinada durante sete dias em sal e ervas.

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Lisboa

Empada Alentejana de Pato

Delidelux, 3,60€

A dúvida é saber por onde começar este texto. Se pela mercearia com produtos do mundo, mesmo à entrada; se pela vista sobre o Tejo, na esplanada; ou se pelo que aqui se come, saído de uma cozinha que não fecha durante o dia. Os brunches são sobejamente conhecidos, mas os pratos de massa, as saladas, as tábuas de queijos e enchidos, e os ovos cozinhados de 1001 maneiras também não passam despercebidos. Vá por nós e coma a empada alentejana de pato. Vai deixá-lo feliz.

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São Vicente 

Fatia de Pizza

Primo Basílico, fatia (2,90€), meia fatia (1,50€)

Em Alfama, o mais lisboeta dos bairros de Lisboa, há um pequeno e insuspeito pedaço de Itália. O Primo Basílico vende pizzas à fatia (2,90€) e meia fatia (1,50€) feitas ali mesmo, todos os dias, e aquecidas na hora. No menu há ainda foccacias, arancini e muitas opções vegan. Pode escolher comer ali, e ver os turistas correr apressadamente de volta para o cruzeiro, ou levar para casa. Está aberto até tarde.

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Alfama

Hot Dog Tuga

Frankie Hot Dogs, 3,85€

Estes hot dogs são um desafio às leis da gravidade. “Não conheço nenhum espaço em Portugal que venda cachorros quentes com ovos estrelados e bacon por cima”, diz Gonçalo Teixeira, o dono, sobre um dos seus ex-líbris: o Tuga. Este cachorro, além da salsicha fresca de porco (também têm salsichas de aves e de soja), do ovo estrelado e do bacon crocante, leva ainda por cima mostarda com mel. Peça uma dose de batatas fritas e não saia de lá sem provar as óptimas sobremesas, que vão dos brownies de chocolate aos cheesecakes de manga, morango e Oreo.

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Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Meia Piadina Bottega

Bottega Piadina, 4€

A Emilia Romagna, a região italiana do topo da bota, deveria ser agraciada pela UNESCO por todo o bem que tem feito ao mundo. É de lá que vêm o queijo Parmesão e o presunto de Parma e foi lá que nasceram as piadinas. “Respeitamos a receita tradicional, mas demos o nosso toque. A piadina original é feita com gordura animal, mas nós optamos por fazê-la com azeite português. É mais saudável”, explica João Silva Carvalho, um dos donos da Bottega. Os recheios deste pão espalmado variam dos doces aos salgados. Prove a de queijo provola affumicata. Vai achar muita piadina.

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Bairro Alto

Peixinhos da Horta

Páteo do Petisco, 3,80€

O Páteo do Petisco acabou de inaugurar o terceiro espaço em Lisboa no tão aguardado Palácio Chiado. Mas recuemos um pouco. Quando o primeiro Páteo abriu em Cascais, revolucionou a vila. Eram poucas as opções para jantares baratos e bons em sítios descontraídos. O sucesso foi tanto que, pouco tempo depois, abriram o segundo espaço no Mercado da Vila, também em Cascais, onde servem petiscos como as lascas de batata, os croquetes de alheira, os ovos rotos ou estes peixinhos da horta, em que o feijão-verde, envolto num polme caseiro, é frito na hora.

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Cascais

Quesadilla com Chorizo

Pistola y Corazon, 4€

O que acontece quando um norte-americano com vontade de abrir uma taqueria se junta a uma arquitecta, designer e ilustradora italiana e a um cozinheiro mexicano? Uma novela. E das boas. Este trio deu origem a um dos mais concorridos restaurantes do Cais do Sodré (está sempre a abarrotar) onde se servem bons tacos e totopos. Esta quesadilla com chorizo é, na verdade, uma entrada, mas alimenta. A tortilha de milho é recheada com queijo e com chouriço mexicano caseiro e é servida com feijões fritos. E não diga que não vai daqui com fome. Olé.

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Cais do Sodré

Sandes de Filete de Choco

Merendinha do Arco Bandeira, 2,25€

“O choco é grande e vem de Marrocos”, afiança-nos David Castro, um dos sócios desta mítica casa na Baixa, instituída ainda no tempo da outra senhora. “Depois corta-se às tirinhas e tempera-se de um dia para o outro com limão, vinho branco, alho e louro. Passa-se por ovo e frita-se”. É servido dentro de um pão ou no prato com arroz de feijão. A sandes de patanisca também é uma aposta ganha, assim como o bacalhau à minhota – não fosse esta uma família de Paredes de Coura.

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Baixa Pombalina

Sandes Serrana

Nova Pombalina, 4€

Se lhe deu uma vontade animalesca de comer uma boa sandes, então vá até à Nova Pombalina. Não há quem as faça tão bem como Manuel e Virgílio, os donos da casa. A que mais sai é a de leitão, mas a de lombo e a serrana, esta com queijo da Serra e presunto, são também claras vencedoras. Mas há mais, muitas mais, sempre com os recheios a transbordar para fora do pão rústico tostadinho. Se ficar embuchado, peça um sumo. São exímios na arte de espremer e intitulam-se os reis da limonada.

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Baixa Pombalina

Sumos

Liquid, entre 4,40€ e 5,30€

Há sumos que são refeições e a Liquid é especialista na matéria. Assim sendo, criou uma gama que se divide entre aqueles que ajudam a desintoxicar, ganhar energia, perder peso e rejuvenescer; os feitos com muita fruta; os antioxidantes; e os para quem faz desporto. Todos com ingredientes biológicos e de produção local que o vão deixar bem compostinho até à hora do lanche. À venda têm ainda smoothies e bebidas quentes, como chá matcha com cacau.

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Chiado
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Pratos por tuta e meia: menus

Dois Croquetes com Arroz ou Batatas Fritas

Garrett do Estoril, 2,20€/croquetes + 2,80€/arroz ou batata

São dois croquetes, mas podiam ser dois rissóis de camarão, dois pastéis de bacalhau, duas empadas de galinha, duas miniquiches ou duas almofadinhas de carne. É uma dose de arroz ou de batatas fritas caseiras, mas podia ser uma de esparregado, de legumes ou de salada mista. O importante para esta pastelaria – uma das mais míticas e mais concorridas de toda a linha – é que o cliente saía satisfeito e de barriga cheia.

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Cascais

Menu Empanadas

Empanaderia El Pibe, 4,90€

Vá com tempo, porque aqui tudo é bom e o difícil vai ser escolher. O menu empanadas deste restaurante oferece-lhe (sim, é quase dado) uma sopa do dia, duas empanadas e um acompanhamento. No menu têm 12 empanadas, feitas com cebola e mozzarella, com espinafres ou carne, com caril de vitela e porco, com cogumelos, alho francês e farinheira ou com polvo, grelos e cebola, entre outras. A acompanhar há boa banana-pão, salada de tomate e abacate e batatas assadas no forno. Não saia da de lá sem provar os óptimos alfajores de sobremesa.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Miniprato com Salsicha e Acompanhamento

Wurst – Salsicharia Austríaca, 4,50€

Todas as terças-feiras lá vai Maria Fuchs até à Herdade do Freixo do Meio, no Alentejo, fazer salsichas. “Quando vim para Lisboa, a única coisa de que senti realmente falta foi das nossas salsichas, por isso comecei a pensar numa forma de as vender cá”, conta. As receitas são austríacas, trazidas por si de Salzburgo, onde nasceu, mas a carne é portuguesa e biológica. E, à venda na sua banquinha no Mercado de São Bento tem a clássica frankfurter, servida cozida ou grelhada; a debreziner, com pimentão-doce e piripiri; a bratwürstel, de bovino e suíno, e a kaskrainer, recheada com queijo. Escolha uma destas para o miniprato e junte-lhe um acompanhamento, como a salada de batata, as batatas fritas caseiras ou a salada de repolho.

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Chiado/Cais do Sodré

Ovo Estrelado com Salada Russa

Pastelaria Versailles, 1,20€/ovo + 3€/salada russa

A mais famosa casa de chá alfacinha não é só boa a aviar miniaturas e infusões às cinco da tarde. Também capricha nas refeições que serve à hora de almoço aos engravatados que por lá aparecem. Entre bifinhos com ovo no prato, escalopes panados com batata sauté e croquetes de vitela com salada mista, o ovo estrelado com salada russa é um prato simples, saboroso, que nunca falha.

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Avenidas Novas

1⁄4 de Frango com Arroz e Batata Frita

Rio de Mel, 3,50€

É uma das mais concorridas churrasqueiras da cidade e tem quase sempre uma senhora fila à porta, cheia de gente gulosa e com fome. Se por lá aparecer à hora do almoço, embrulham-lhe um 1⁄4 de frango assado no ponto, com ou sem molho picante, e ainda lhe enfiam no saco uma couvete de alumínio com arroz branco e batata frita. Nota: encomende primeiro pelo telefone (21 849 8486) e apareça lá depois. Próximo!

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Alvalade

Pratos por tuta e meia: asiáticos

Caril de Frango

Shahida, 5€

Dentro do Centro Comercial Martim Moniz, em frente a uma loja de malas está o Shahida, um pequeno restaurante de comida bangladeshiana com uma notável relação qualidade/preço. Recomendamos o caril de frango, mas da vez seguinte vá experimentar os pratos de cabrito (o cabrito tikka massala é 8€). Para acompanhar esqueça o arroz e peça roti, o pão achatado típico da Índia e países vizinhos. Não se vai arrepender.

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Martim Moniz

Gwa Bao Chashu Porco

KOPPU – Ramen Concept Food, 4,50€

O ramen, a sopa japonesa que leva um caldo que demora entre oito e 12 horas a ser confeccionado, leva, como dá para perceber, o seu tempo a fazer. Depois é preciso ainda juntar noodles, ovo, barriga de porco, entre outras coisas boas... Por isso, enquanto espera por aquela que será (muito provavelmente) a próxima nova moda em Lisboa, peça estes pãezinhos cozinhados a vapor com barriga de porco marinada e assada com molho tonkotsu e pepino no seu interior. São óptimos e prometem encher-lhe os olhos e a barriga.

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Princípe Real

KRS Bun

Montana Lisboa Café, 4€

O Montana Lisboa Café, uma novidade no Cais do Sodré, é muito mais do que uma loja de material para graffiti. Dentro dela tem uma loja de street art e ainda uma cafetaria que está a dar que falar por conta dos seus bagels coloridos. A par destes, vendem wraps de carne de porco, hambúrgueres de novilho em pão tingido com tinta de choco, empadas de galinha e os KRS Buns, uns pãezinhos japoneses cozinhados a vapor e recheados com barriga de porco, pickles, molho hoisin e cebolo.

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Cais do Sodré

Noodles Sichuan Style

The Old House, 3,50€

Se procura aconchego (físico ou espiritual), dê um saltinho até ao Parque das Nações. Neste restaurante chinês que faz a boa comida de Sichuan (do picante q.b. ao incrivelmente picante.), cozinham-lhe uns noodles com carne picada capazes de o pôr todo zen. O caldo agridoce leva soja, couve chinesa e cebolinho por cima para aromatizar. Mas também o há na versão vegetariana. Experimente ainda o peixe grelhado da casa e as gyosas de carne que vêm como entrada. Tudo de comer e chorar por mais.

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Parque das Nações

Raviólis Fritos

Mr. Lu, 5,50€

Às vezes o melhor mesmo é ir à confiança e esperar que tudo corra bem. Nem sempre é fácil perceber o que está escrito no menu do Mr. Lu, mas uma coisa é certa, seja qual for o prato que pedir, vai ser bom. Desde as perninhas de rã, passando pelas costelinhas com inhame, pelas gambas picantes cozinhadas no wok, pela língua de pato frita, até aos corações de frango picantes. Dê lá um salto e prove os raviólis fritos deste chef premiadíssimo na China, que em 1997 foi considerado o segundo melhor do país. Um viva ao Mr. Lu!

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Lisboa

Rolos de Farinha de Arroz com Gambas

Yum Cha Garden, 3,75€

Chen Hui adoptou o nome de Viviane para nos facilitar a vida. E agora que já sabe o nome da dona, peça-lhe os rolos de farinha de arroz com gambas, uma das especialidades desta casa, perita em fazer dim sums. A massa destes rolos é feita na hora pelo chef (que calha ser marido dela), com muito cuidado, e é cozida a vapor. O recheio varia e pode ser de gambas, porco com mel, vaca ou então simples. Viviane, que ficou conhecida dos alfacinhas por causa do seu outro restaurante em Oeiras, serve ainda bons raviólis de vaca frita, crepes vietnamitas, pastéis de choco, pães chineses recheados e sopas. Ah, e está sempre bem-disposta.

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Lisboa

Pratos por tuta e meia: sopas

Sopa Ácida Picante

Grande Palácio Hong Kong, 3,25€

É, provavelmente, o restaurante chinês mais badalado da cidade e tem uma sopa de comer e chorar por mais. Esta é a ácida picante – um clássico da cozinha cantonesa – e é farta e vai deixá-lo bem composto e de sorriso de orelha a orelha. E por falar em orelhas, no caldo vai encontrar os sui generis cogumelos orelha-de-judeu a boiar juntamente com tofu e coentros frescos. Um ovo batido que liga tudo e uns pozinhos mágicos fazem deste um dos melhores pratos da cidade. Prove ainda a sopa de raviólis com camarão se ainda tiver espaço.

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Lisboa

Sopa Borsch

Stanislav, 5€

Seja russo por umas horas e vá ao Stanislav provar esta sopa que, de tão boa que é, até já foi enviada para o espaço. A sopa borsch – que no restaurante de Stanislav é feita a partir de um caldo de vaca com beterraba, cebolas, cenouras, batatas e outros legumes – é tão consumida na Ucrânia, na Polónia e na Rússia, que o Governo deste último país chegou mesmo a produzi-la em tubos para que os seus astronautas a pudessem levar para o espaço. “Pode ser comida quente ou fria. E também deve ser acompanhada com um pãozinho escuro e um shot de vodka”, explica Stanislav. “A sopa mata a fome e a vodka acaba com o frio”. Antes de ir para a mesa, deitam-lhe uma colher de smetana (sour cream) para a suavizar.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Sopa de Massa de Arroz com Carne de Vaca

Mi Dai, 5€

Este restaurante da Mouraria, sem placas ou néones a assinalar a sua existência, é simples e eficaz. O cliente chega, olha para a vitrina refrigerada onde se perfilam pratos de massa, gyosas, beringelas e entrecostos fritos, escolhe o que quer e senta-se à espera que o sirvam. A comida chega-lhe pouco depois. Quente e saborosa, como esta sopa de massa de arroz com carne de vaca, couve chinesa e especiarias.

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Martim Moniz

Sopa de Peixe

Escolha dos críticos

Adraga, 4€

Nem todos se podem gabar do luxo que é ter o oceano mesmo ali à porta. O peixe deste restaurante em Colares é tão fresco que parece que salta das ondas do mar directamente para o prato. E a oferta é variada. Há pregados, linguados, salmonetes, robalos, douradas, sargos e por aí fora. É só escolher. A sopa de peixe, um clássico da casa, também não lhe pode escapar. Apurada como se quer, é ligeiramente picante e leva lombos de peixe branco do dia com fartura.

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Sintra

Wonton

Yum Cha Garden, 3,50€

Não, não é uma gralha. É verdade que já falámos deste restaurante e não nos cansamos. É um dos nossos favoritos, bem como a sopa que aqui se faz. Raviólis de massa de arroz caseiros navegam num caldo com couve chinesa e sésamo torrado. Além de barata, esta sopa forra-lhe o estômago e enche-lhe a alma. Se for com tempo experimente ainda os dim sums de gambas e os siew mai de porco. Para sobremesa, prove os bolinhos de farinha de arroz com pasta de lótus. E, com sorte, Viviane, a dona, ainda lhe traz um prato de fruta por conta da casa.

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Lisboa

Pratos por tuta e meia: pratos

Codornizes grelhadas

Tasca Zé dos Cornos, 5€

Não espere belos empratamentos, nem toalhas de linho. O restaurante Zé dos Cornos encarna bem o espírito do que realmente deve ser uma boa tasca. Mesas e bancos corridos, comida tradicional e preços simpáticos. Estas codornizes, temperadas com limão, levam pickles e são acompanhadas de salada e excelente batata frita caseira. Já o entrecosto assado é outro dos pratos míticos da casa. Há quase sempre bacalhau frito e bons queijos das Beiras.

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Castelo de São Jorge

Doner Durum

Turkish Kebab House, 5€

A carne que gira no espeto deste pequeno restaurante vem do talho halal da porta ao lado e é confeccionada ali mesmo. As batatas são caseiras, o pão é ligeiramente torrado e a salada é sempre fresca – há ainda um molho picante saborosíssimo que não deve evitar. O problema de ir ao TKH (a abreviatura carinhosa que lhe deram os clientes habituais) é que depois de o experimentar o nosso grau de exigência para kebabs e durum atinge níveis otomanos.

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Lisboa

Entremeada grelhada

Sabores na Travessa, 5€

Não espere grandes mordomias, até porque Carlos Ferreira não tem mãos a medir. Sente-se, peça a entremeada grelhada e deixe este antigo talhante fazer magia com o seu prato. Se há alguém que percebe de carne aqui é ele, razão pela qual estes pratos são dos mais pedidos da casa, em pleno coração do Bairro Alto. Há bochechas de porco, postas de novilho grelhadas com um molho que é segredo, e entremeadas saborosas que aparecem acompanhadas pelos suspeitos do costume: o arroz, a batata frita e a salada de tomate.

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Bairro Alto

Moelas estufadas

Pomar de Alvalade, 5,20€

“São feitas à moda tradicional. Levam cebola, vinho branco, colorau e mais umas coisinhas”, diz Carlos Martins, dono deste restaurante instituído em Alvalade desde os anos 50. “Vendemos muitas moelas. Cerca de 10 quilos por semana. Antigamente grelhava-as mas os clientes começaram a reclamar que eram muito rijas e, por isso, estufei-as”. Dentro dos petiscos, há excelentes amêijoas do Algarve, gambas al ajillo e caracóis e caracoletas. Às quintas-feiras, o cozido também sai bem.

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Alvalade

Prego no prato com batata frita, ovo e arroz

Rui dos Pregos, 5,50€

O fast food português tem no Rui dos Pregos um dos seus mais respeitados embaixadores. O bife de vaca cortado fino e martelado, que passa subitamente pela chapa antes de ir parar ao prato, é um hino ao nosso engenho e gulodice. A acompanhar vêm batatas caseiras e um ovo equestre. Não se chama bitoque por respeito ao cânone bitoqueiro, que exige bifes maiores. Chamemos-lhe então um belo monotoque.

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Belém

The Perfect Egg

Santa Clara dos Cogumelos, 4€

Quando este restaurante abriu poucos lhe vaticinaram uma vida longa. Um restaurante só com pratos de cogumelos?! Ora, Luigi Pintarelli, o dono, prova desde 2013, no piso superior do Mercado de Santa Clara, que o conceito faz sentido. Há patés de cogumelos, risottos com cogumelos porcini e trompetas da morte, carrés de borrego com cogumelos shitake e até gelados de boletos. O que nos traz aqui, desta vez, é um outro prato bastante apreciado: o the perfect egg. Tradução: ovo cozido a baixa temperatura com creme de trufa, queijo, amêndoas fumadas e manjericão.

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São Vicente 

Pratos por tuta e meia: hambúrgueres

B’basic Hamburger

B’Perfect Burgers 4,50€

É imperativo falar do pão propositadamente feito para esta pequena hamburgueria na Praça de Londres. Segundo Alfredo Lacerda, o nosso crítico, “não é tão doce como um brioche, é leve como um papo-seco e não se esfarela nem faz bolo na boca. Outro detalhe: o interior é torrado na medida certa, só até ficar ligeiramente dourado”. Posto isto, só falta falar das batatas fritas caseiras que vêm sempre a acompanhar. Por 0,50€ ainda pode acrescentar um ingrediente à escolha.

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Avenidas Novas

Garden Burger

Garden Burger, 3,30€

O Garden Burger (restaurante) foi um dos primeiros espaços de restauração a abrir no Centro Comercial das Amoreiras e uma das primeiras hamburguerias a aparecer na cidade. Desde 1985 que aqui se servem hambúrgueres em pão brioche com queijo, bacon, cogumelos ou ananás. Leva alface e tomate e tem uma legião de fãs que vem de longe só para o comer. A cebola, caso queira mais, é cortesia da casa e pode pedir quanta quiser. Mas, pelo amor de deus, controle-se e não saia de lá a chorar.

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Lisboa

Hambúrguer em brioche

Galeto, 4,85€ (antes das 22.00)

Suspeitamos que se outro terramoto houvesse, como o que abalou Lisboa em 1755, o Galeto, estóico, resistiria. Este café, restaurante, balcão, ponto de encontro de colarinhos brancos e operários, é, desde os anos 60, um marco na cidade. Ao balcão servem bons hambúrgueres, como este, considerado pela Time Out como um dos melhores da cidade. A carne é sumarenta e mal passada, a cebola é frita no ponto, o tomate corta a gordura e o pão brioche é tostado por dentro como se quer. Se aparecer por lá antes das 22.00, ainda lhe dão troco a uma nota de 5€.

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Avenidas Novas

Pratos por tuta e meia: tostas

Tosta mista

Tartine, 4,50€

Com uma fermentação lenta, os pães desta padaria (uma das melhores da cidade) são feitos com levedura natural, o que lhes confere um travo ligeiramente amargo. O pão desta tosta mista leveda durante 24 horas e a recheá-lo há fiambre e queijo. Experimente também as baguetes, os croissants e as torradas de pão alemão, um pão escurinho.

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Chiado

Tosta mista com queijo da Ilha

Vélocité Café, 5€

Quando entramos neste café, paredes meias com a Gulbenkian, o nosso coração divide-se. Ora nos apaixonamos pelas bicicletas à venda, ora nos perdemos de amores pelas tostas, que além de saborosas são capazes de alimentar um pelotão. Esta é a clássica mista com fiambre mas, ao invés de queijo flamengo, João Camolas, o dono, decidiu usar queijo da Ilha. Experimente também a tosta de queijo chèvre, pêra, mel e vinagrete de ervas.

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Avenidas Novas

Comentários

1 comments
Jose M
Jose M

estão a falhar nas avaliações pois começo um bastante grande e em lugar de destaque que se paga apenas 10 eeuros e se come de tudo o que é português! talvez este não paga cotas ou não é sócio do clube time out ....... vejam o restaurante Portugal puro e depois avaliem por si mesmos !