Café de São Bento Baixa
Rafael Cortinhas
Rafael Cortinhas

12 restaurantes para o pedido de casamento em Lisboa

Com vista rio ou mar, ambientes românticos ou até de festa. Escolha o anel, que nós sugerimos o restaurante.

Mauro Gonçalves
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Mas uma vaga ideia de como pode tornar o momento do "sim!" ainda mais especial. Da alta cozinha ao restaurante com pé na areia, sugerimos 12 restaurantes perfeitos para o pedido de casamento. Independentemente da escolha – com vista, pouca luz ou ambiente de festa –, o que garantimos é que vai comer bem. Afinal, o que interessa ter um sítio bonito se depois o prato não acompanhar? Em qualquer um destes restaurantes, comunique antecipadamente os planos, logo no momento da reserva, para que tudo possa correr ainda melhor. Ficamos a torcer para que a resposta seja sim.

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Restaurantes para o pedido de casamento em Lisboa

  • São Sebastião

A atmosfera é nocturna. Luz baixa, tons escuros, superfícies espelhadas e uma vista panorâmica para o centro da cidade, que permite que as luzes de prédios e letreiros entrem para aquecer o espaço. O Attiko abriu no 12.º andar do hotel ME Lisbon, o mesmo que alberga o espanhol Fismuler. As propostas gastronómicas não podiam ser mais diferentes. Lá em cima, explora-se a cozinha nipónica em várias das suas faces. Não é um restaurante de sushi. Aqui, servem-se crudos diversos, mariscos, saborosos cortes de wagyu e especialidades da grelha tradicional japonesa.

  • Avenida da Liberdade

É difícil de acreditar que no meio da Avenida da Liberdade se esconde um jardim tão verdejante como este. As mesas, tapadas pelos chapéus de sol, rodeiam-se de árvores e inúmeras plantas, como estrelícias e também buganvílias. Estamos no Bougain, o restaurante de Miguel Garcia no hotel Valverde. De Cascais, vieram alguns dos clássicos. Na carta, encontramos o lírio curado, o beef Wellington, o steak tartare e o arroz de carabineiros e citrinos. Mas também novidades como o carpaccio de vieiras, os tártaros de beterraba fumada e de atum picante, o papillote de robalo do mar ou o ribeye maturado. 

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  • Santa Maria Maior

O mais famoso bife da cidade ganhou uma nova morada, a terceira em Lisboa, dentro do hotel do Benfica e onde no arranque do século XX viveu o clube privado de cavalheiros Bristol. O veludo vermelho, o cabedal, a madeira e a luz quente seguem a linha clássica da marca, mas aqui brilham ainda duas esculturas femininas, em tamanho real, originais e protegidas. São do artista modernista português Leopoldo Almeida. A carta é a de sempre, mas ganhou alguns pratos novos e exclusivos. Nas entradas, por exemplo, aos já populares croquetes, bife tártaro e fois gras de pato, juntaram-se umas amêijoas à Bulhão Pato, ostras e peixinhos da horta. E se até aqui, no capítulo dos peixes, a carta oferecia apenas o bacalhau gratinado, agora há filetes de peixe-galo com arroz de tomate e bacalhau à brás. Mas vamos à carne, a estrela da companhia. Ao lado do incontornável bife à Café de São Bento e do residente bife à portuguesa, estão o bife ao molho madeira, uma receita clássica em vias de extinção, e o chateaubriand. Nas sobremesas, outra estreia: um soufflé de avelã, que chega à mesa quente e recebe, à frente do cliente, uma bola de gelado de baunilha e um banho de molho de chocolate quente.

  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Ao fundo do corredor, há um armário com um espelho que esconde uma passagem para um mundo novoAo abrir, somos surpreendidos com uma sala ampla ao estilo de um pub de Berlim. É nesta sala que se servem a maioria das refeições, mas os segredos do Comadre não acabam aqui. Se descermos uns degraus, ao lado de uma parede cheia de molduras que juntam retratos religiosos e insólitos, damos de caras com um gabinete de curiosidades onde é possível sentar para um copo. Este piso inferior assenta também nos jeitos particulares de Wes Anderson, com duas salas mais privadas, decoradas ao estilo do cineasta, e que se destinam a receber grupos de até dez pessoas: a pink room e a green room. 

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  • Avenidas Novas

A começar pelo nome, acabando no ambiente aconchegante, um jantar no FOGO de Alexandre Silva tem tudo para ser caliente (em bom e sem pirosadas). Até porque a comida continua a ser o foco, como se quer num bom jantar. E aí não há prato que chegue à mesa que não passe pelo fogo das mais variadas formas. Podem ser umas ostras que passaram pelas brasas, um tártaro de vaca maturada com tutano fumado, um arroz de forno com pato assado ou um carabineiro grelhado (ou outro marisco ou peixe que Alexandre Silva encontre na lota).

  • Petiscos
  • Cascais
  • Recomendado

Esta ideia dos petiscos para ir partilhando já vem do anterior restaurante de João Matos em Cascais, o Cascas, que deu origem a este depois do encerramento forçado. Ora bem, viraram-se para o mar e abriram um duplex com um bar à entrada com cocktails clássicos e outros de assinatura, que se querem bem ligados à cozinha. Exemplo disso é a caipirinha de aipo. O Hífen esforçou-se para deixar de fora nomes que “como as tascas da esquina ou o não-sei-quê do bairro”, mas nada tema, que o ambiente trendy está la todo: as madeiras claras, os apontamentos azuis-claros e as plantas a cobrirem paredes. Um bar-restaurante-insta-friendly.

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  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré

Lisboa ganhou o seu próprio Izakaya, que transformou uma antiga fábrica de cerâmicas no Príncipe Real numa autêntica taberna japonesa. Maior – quer em área, quer em número de lugares sentados ou de cozinheiros em acção –, o projecto de Tiago Penão mantém o ADN intacto, apesar de ter algumas novidades para apresentar, como as mesas viradas para o balcão, a grelha a lenha e pratos como as teba gyosas, asas de frango recheadas ou a gyutan sando, uma sandes de pão brioche com língua de wagyu, pickles e maionese kimchi. 

  • Global
  • Chiado

Ao longo do seu percurso de chef estrelado, José Avillez já há-de ter apadrinhado muitos noivados, sobretudo desde que refundiu o Mini Bar dentro de um outro restaurante – o Bairro do Avillez –, tornando-o ligeiramente secreto. Secreto, mas não o suficiente para que deixássemos de antever um ambiente propício ao romance, sobretudo pela luz baixa. Às quartas, há música ao vivo. Sextas e sábados contam com DJ. Se a resposta for sim, pode celebrar na pista.

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  • Grande Lisboa

Comece por atravessar o rio. No cacilheiro, a dose de romantismo vai depender do horário da travessia (as horas de ponta conseguem ser bastante caóticas). Uma vez na outra margem, caminhe lentamente pelo passeio ribeirinho. No final do percurso, vai encontrar um restaurante com uma esplanada generosa, tão generosa que entra Tejo adentro. Durante o dia, há quem se encante pelo espelho de água. Quando cai a noite, são as luzes de Lisboa que compõem o postal.

  • Italiano
  • Avenidas Novas
  • preço 3 de 4

É duplamente aconchegante. Pela luz baixa, pela decoração e, claro, pela cozinha italiana, que ganha sempre no jogo do conforto. No Provincia, é quase como se o pedido fosse feito em casa – só que sem a parte de ter de cozinhar ou pôr a loiça na máquina. Peça uma mesa recatada, descontraia os ânimos com uma bebida. Lembre-se: o não está sempre garantido.

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  • Bairro Alto

À primeira vista, poder-se-ia dizer que estamos perante dois bares de vinhos, com pinta e onde é possível também comer alguma coisa, mas a carta denuncia. É mais do que isso. Não há pratos batidos, nem vinhos escolhidos ao acaso. Não abriram à procura de um público fácil, apesar de estarem num dos mais movimentados bairros de Lisboa, o Bairro Alto. O objectivo é servir e agradar a quem gosta de comer bem, tal como acontece no irmão de Alfama, o Bar Boca, com um menu completamente vegan.

  • Chinês
  • Parque das Nações

"A seguir ao beijo francês a sensação mais excitante que um adulto pode experimentar na boca chama-se ma la e resulta do ardente/dormente típico da cozinha de Sichuan, a província mais gourmet da China. O The Old House tem vários pratos com ma la, produzido através da combinação de malaguetas e pimentas de Sichuan." Quem o diz é o crítico Alfredo Lacerda. Haverá melhor teaser para um jantar a dois e um pedido de casamento? Peça uma das mesas no piso de cima: são lugares à janela e mais discretos.

Lisboa romântica

Nunca subestime a escolha do sítio na hora de marcar um primeiro (um segundo, ou até mesmo um terceiro) encontro. Além do conselho – que é para a vida –, vamos mais longe e escolhemos os bares da cidade com um ambiente mais propício ao romance, ou capazes de potenciar a química entre os corpos. Para isso, contam os cantos e recantos, o número de pessoas, o volume da música, a intensidade da luz.

Como já vem sendo hábito, os restaurantes em Lisboa não perdem a oportunidade para criar menus especiais e, muitas vezes, mais generosos, para o dia mais romântico do ano (ou piroso, como preferir) – o Dia de São Valentim. Há de tudo e a maioria são criações exclusivas para esta noite. De tal maneira que, se não ficar de casamento marcado, fica com a barriga reconfortada.

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