Labor, de Paloma Varga Weisz
Galeria Pedro Cera/ divulgaçãoLabor, de Paloma Varga Weisz

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Fique a par das novidades, mas atenção às exposições que saem das galerias no fim de Junho e que não convém perder.

Helena Galvão Soares
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Só tem até este sábado para ver “Acts of Transformation”, encontro dos norte-americanos FUTURA e Jason REVOK, na Underdogs. Nas inaugurações deste mês, destaque para "Labor", de Paloma Varga Weisz (na fotografia), na Galeria Pedro Cera, "Caminho entre duas linhas", de Joana Paraíso, na Guilherme Cossoul, e "Água viva", nas Salgadeiras. "Discipline of Subjectivity", de Erwin Wurm e "Words don't come easy", continuam até ao fim do mês. E, claro, há as incontornáveis "Lisboa em revolução, 1383-1974", no Pavilhão Preto, "Siza", na Gulbenkian, e "Atelier", de Pedro Cabrita Reis, na Mitra.

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Exposições para visitar este fim-de-semana

  • Arte
  • Desenho e ilustração
  • Chiado/Cais do Sodré

"Do incessante diálogo entre o desenho e o caminhar sugere-se, pois, o movimento da demarcação. Este é o caso do trabalho intitulado Linha pontuada a tons de verde [na foto], no qual Joana regista a trajectória de uma geografia relacional, desenvolvida através dos seus percursos pedestres em torno de 25 espaços verdes da cidade", diz a folha de sala. 

São três as obras de desenho – Cruzamentos (série de 100 peças), Fragmentos e Linha pontuada a tons de verde (série de 25 peças) – complementadas por uma quarta: Vozes da cidade, constituída por um gravador áudio, media player e auscultadores, em que a artista nos desafia a gravar descrições de memórias dos nossos percursos pedestres. A concepção da exposição e a qualidade do desenho de Caminho entre duas linhas valem a visita à galeria da Cossoul.

Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul. Rua Nova da Piedade, 66. Ter-Sáb 15.00-19.00 (até às 23.00 em dias de eventos)

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Lisboa

A exposição pede que nos demoremos no conteúdo dos armários, que lembram gabinetes de curiosidades, quer com partes de corpo que lembram ex-votos, quer com modelos de orelhas e pénis dignos de museu de dermatologia, quer com figuras de freak show. Impossível também não contemplar demoradamente as figurinhas de vidro translúcido entre o antropomórfico e o zoomórfico, as "Wilde Leute".

Galeria Pedro CeraRua do Patrocínio, 67 E (Campo de Ourique). Até 19 Jun. Ter-Sex 10.00-13.30/ 14.30-19.00, Sáb 14.30–19.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Grande Lisboa

"O Norte da Europa ofereceu-nos a sua parte de artistas que constroem um universo artístico dominado pelas leis, físicas e simbólicas, do absurdo. Uma mistura de gravidade e de insustentável leveza; perante as suas obras nunca sabemos muito bem como nos devemos comportar, como interpretar: serão para levar a sério ou para rir? Qual o plano em que se situam? Da crítica, do político ou, ao invés, do derisório, do anárquico ou do desconstrutivo? Ou os dois em simultâneo?", começa por interrogar Nuno Faria, em Sample my sausage, texto que podemos ler na folha de sala da exposição, na galeria Cristina Guerra Contemporary Art.

Cristina Guerra Contemporary Art. Rua de Santo António à Estrela, 33. De 16 de Maio até 29 de Junho. Ter-Sex 11.00-19.00, Sáb 15.00-19.00 (excepto feriados)

  • Arte
  • Belém

A quietude própria de um museu é interrompida logo na primeira sala de "Restos, Rastros e Traços", exposição retrospectiva – expressão que o próprio artista prontamente substitui por introspectiva –, que ocupa por estes dias o Museu de Arte Contemporânea do CCB. Entre instalação, fotografia, vídeo e pintura, as artes plásticas que Fiadeiro sempre convocou desembocam numa derradeira manifestação, a performance. Em três salas, expõe criações do passado, revisita os próprios êxitos e explora, com a ajuda de jovens performers, as possibilidades do presente. A exposição pode ser visitada até 22 de Setembro. De 21 de Junho a 6 de Julho, paralelamente, decoore uma programação de espectáculos na Black Box e no Pequeno Auditório do CCB.

+ O homem, o estaleiro e a obra. A “introspectiva” de João Fiadeiro no MAC/CCB

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Campo de Ourique

“O que foi interessante e o que foi divertido no trabalho foi tentar ver como é que eu podia, usando estes materiais e este tipo de linguagem, tornar a letra uma coisa interessante plasticamente”, disse Rui Sanches em conversa com o galerista Miguel Nabinho. E o que recomendamos é precisamente que se vá divertir a admirar cada uma das letras e a descobrir que palavras se escrevem em cinco das peças de "Words don't come easy". Leia aqui o que Rui Chafes diz sobre as dez peças em exposição na Galeria Miguel Nabinho.

Galeria Miguel NabinhoRua Tenente Ferreira Durão, 18 B (Campo de Ourique). De 24 Mai até 29 Jun. Seg-Sáb 10.30-13.00/ 14.00-19.00 (excepto feriados)

  • Coisas para fazer
  • Exposições

Considerado como um dos mais importantes fotógrafos de arquitectura do século XX, Lucien Hervé tornou-se conhecido sobretudo pela forma como jogava com a luz e a sombra, como conseguia transmitir o espaço, a estrutura e a textura, na sua fotografia de edifícios modernistas, nomeadamente os de Le Corbusier e Oscar Niemeyer. Esta exposição, especialmente concebida para o Centro Cultural de Cascais e com curadoria dos arquitectos Isabel Alvarenga e Victor Neves, debruça-se sobre a representação da figura humana e da cidade na obra de Lucien Hervé, que cruza fotografia, arquitectura e sociologia.

Centro Cultural de Cascais. Até 30 Jun. Ter-Dom 10.00-18.00. 5€

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  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Nesta sua primeira exposição individual nas Salgadeiras Arte Contemporânea, Rita Gaspar Vieira constroi uma espécie de obra total, em que as paredes, chão e tecto da galeria dialogam com as peças expostas. "Na premissa, encontramos sempre o desenho, como disciplina e como pensamento. Desenhos feitos com água, um dos elementos mais presentes na prática artística de Rita Gaspar Vieira, em que recorre ao chão, a superfícies de trabalho como repositórios de memória e como suportes do seu processo criativo", pode ler-se na folha de sala.

Salgadeiras Arte Contemporânea. Avenida Estados Unidos da América, 53 D (Alvalade). De 06 de Jun até 14 Set (férias de 1 a 17 Ago) Qua-Sáb 14.30-19.30. Entrada livre

  • Museus
  • Transporte

A propósito das celebrações dos 25 anos do seu museu, a Carris apresenta uma exposição temporária até 23 de Setembro com fotografias a preto e branco de Américo Simas e um vídeo de José Barbosa, com um olhar intimista sobre o dia a dia dos tripulantes.

Museu da Carris. Rua 1º de Maio, 101-103. Seg-Sáb 10.00-12.30/ 14.00-17.30. Até 23 Set

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  • Arte
  • São Sebastião

"Siza", no Museu Calouste Gulbenkian, debruça-se sobre a obra, mas sobretudo sobre o génio de Álvaro Siza Vieira. A exposição está marcada por uma humanização sem precedentes daquele que foi o primeiro Pritzker português. A partir dos seus cadernos, item essencial para um desenhador compulsivo, a dupla de curadores – o galego Carlos Quintáns assistido por Zaida García-Requejo – revisitou a obra feita, mas sobretudo a obra imaginada e esboçada, os fascínios e adorações, os laivos de humor e de tédio. A mostra reúne elementos dos principais arquivos do arquitecto português, como é o caso do Canadian Centre for Architecture, em Montreal, da Fundação de Serralves, da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian, da britânica Drawing Matter e do próprio atelier de Siza Vieira, mas também de pequenas colecções particulares ou de instituições internacionais como o MoMA ou o Pompidou.

Museu Calouste Gulbenkian. Até 26 Ago. Qua-Dom 10.00-18.00. 10€ (gratuito aos domingos, após as 14.00)

  • Arte

Pedro Cabrita Reis pega em cerca de 1500 peças do seu atelier e transporta-as para oito pavilhões, na Mitra, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. "Atelier" é uma mostra que traz do ambiente de oficina 50 anos de produção artística de Cabrita Reis, do desenho à escultura.

Pavilhões da Mitra. Rua do Açúcar, 56 (Marvila). 19 Mai-28 Jul, Qui-Dom 14.00-18.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

O Museu de Lisboa começou a preparar a sua exposição comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril em 2022 e o resultado pode ser visto no Pavilhão Preto. Chama-se “Lisboa em revolução 1383 – 1974. 6 momentos que mudaram a nossa história. 1383, 1640, 1820, 1836, 1910, 1974”, é comissariada por Daniel Alves, do Departamento de História e Instituto de História Contemporânea da Nova-FCSH, e tem projecto expositivo de António Viana (espere rigor, beleza – e surpresa).

Além de ecrãs em que é feito um enquadramento histórico de cada um dos seis momentos revolucionários, vai encontrar expostos objectos extraordinários (como a reconstituição de um telégrafo visual e uma montagem do levantamento da planta de Lisboa de 1904-11, que junta as 249 plantas que o compõem e que cobre toda a parede que abre a exposição, apesar de estar em escala reduzida), e objectos nunca antes vistos, como o mapa de Portugal com o planeamento da operação militar do 25 de Abril, cedido por um dos capitães do Conselho da Revolução. A título de curiosidade, há ainda um desconcertante quadro que visto de um ângulo é um retrato de D. Miguel e de outro a cabeça de um burro.

 “Temos 135 peças expostas e só 40 são do Museu de Lisboa, o resto veio de fora. Foi uma exposição muito desafiante, tentámos ir ao encontro das escolhas do comissário”, diz Paulo Almeida Fernandes, investigador do Museu de Lisboa e coordenador da exposição. “Tenho que dizer que foi muito divertido fazer esta exposição, com esta equipa extraordinária, divertimo-nos muito. Espero que isso se note na exposição”, diz Daniel Alves. A parede que fecha a exposição, com frases surrealizantes da época, como “Nem mais um faroleiro para as Berlengas”, “Nem mais um anticiclone para os Açores”, dá certamente uma nota de humor. Mais subtil será o quadro de Salazar exposto sobre uma cadeira, composição a que António Viana chegou enquanto visitávamos a exposição ainda em montagem. A não perder.

Pavilhão Preto, Palácio Pimenta, Museu de Lisboa, Campo Grande, 245. 26 Mai-05 Jan. Ter-Dom 10.00-18.00. 3€ (entrada livre ao domingo). Visitas orientadas pelo comissário, Daniel Alves: 9 Jun 11.00, 21 Set 15.00, 5 Out 11.00, 30 Nov 15.00, 8 Dez 11.00 (3€, inclui museu)

  • Arte
  • Grande Lisboa

A plataforma Underdogs e a Câmara Municipal de Almada inauguram “Portais do Tempo” a 13 de Abril, nos antigos estaleiros da Lisnave. Com curadoria de Pauline Foessel, a exposição colectiva, que integra as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, reúne obras de Ana Malta, Fidel Évora, Inês Teles, Márcio Carvalho, Pedro Gramaxo, Petra.Preta e Raquel Belli, artistas que não viveram o 25 de Abril de 1974, mas foram convidados a dialogar com os trabalhos de Alfredo Cunha, autor das famosas séries fotográficas dedicadas à revolução dos cravos e à descolonização portuguesa. Cada uma das peças criadas, compostas por lonas de escala monumental (7x12 metros), procura oferecer “uma leitura nova e pessoal” dos acontecimentos vividos pelo fotógrafo, da revolução e do seu significado nos dias de hoje.

Estaleiros da Lisnave, Cacilhas, Almada. Até 13 Jul. Qui-Sex 15.00-19.00, Sáb-Dom e feriados 10.00-19.00

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Cascais

O Centro Cultural de Cascais recebe uma exposição dedicada à fotojornalista e cineasta americana Ruth Orkin (1921-85), com 120 fotografias, filmes e objectos pessoais (cartas, excertos de jornais e revistas, páginas do diário da artista e ainda uma máquina fotográfica) que permitem conhecer a época em que viveu e o seu olhar sobre ela.

Assinou trabalhos para o The New York Times e para a revista Life, entre outras, mas também trabalhos em nome próprio, como o ensaio Não Tenhas Medo de Viajar Sozinha (a que pertence a foto em destaque) sobre a experiência de viajar sozinha enquanto mulher na Europa do pós-guerra. Destacou-se também como retratista – pela sua lente passaram Alfred Hitchcock, Marlon Brando, Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Albert Einstein e Leonard Bernstein, entre outros.

Centro Cultural de Cascais. Avenida Rei Humberto II de Itália, 16. Ter-Dom 10.00-18.00. 28 Abr-7 Jul. 5€

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Santa Maria Maior

No ano em que se comemoram 50 anos de 25 de Abril e, consequentemente, 50 anos de liberdade, o Museu de Lisboa | Teatro Romano apresenta "Dez histórias de liberdade – de escravo a liberto em época romana". 

Na exposição esclarece-se que a escravatura da época era muito diferente da de períodos posteriores, pelo que o mais correcto é chamar-lhe servidão. Um escravo podia ter escravos. Podia fazer trabalho remunerado e assim comprar a sua liberdade, passando a ser um liberto. Como liberto estavam-lhe vedados alguns cargos públicos, mas podia ter propriedade, enriquecer e ter até vários escravos. Na direcção oposta, um homem livre podia tornar-se escravo, por ter dívidas incomportáveis, que não conseguia saldar. Vendia-se a si próprio. Crianças abandonadas eram também tornadas escravas.

As histórias escolhidas são bastante curiosas. Há um escravo médico, um liberto que é sacerdote imperial, uma actriz, um marmorista, um escravo conselheiro do imperador Cláudio, outro secretário de Cícero... Mas atenção, isto era uma minoria. O bem-estar dos escravos estava dependente da vontade dos seus proprietários.

Museu de Lisboa | Teatro Romano. Até 8 Set. 10.00-18.00. 3€

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  • Arte
  • Fotografia

A apresentação do livro 25 de abril de 1974, Quinta-feira, do fotojornalista Alfredo Cunha, e a exposição homónima, na Galeria Municipal Artur Bual até ao próximo dia 23 de Junho, são as primeiras iniciativas do programa de celebração dos 50 anos do 25 de Abril no Município da Amadora, que se orgulha de ser o primeiro criado pós-25 de Abril. Com entrada gratuita, inclui composição narrativa visual e cronológica de originais fotográficos em filme, com a sonorização musical do compositor Rodrigo Leão.

Galeria Municipal Artur Bual, Rua Luís de Camões, 2, Amadora. Ter-Sáb e feriados 10.00-13.00/ 14.00-18.00, Dom 14.30-18.00. Até 23 Jun (Dom). Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Oeiras

A Censura Prévia, que com Marcello Caetano se eufemiza para Exame Prévio, foi uma das principais medidas, a par da acção, mais robusta, da polícia política, para reprimir a divulgação de opiniões políticas contrárias ao regime ou a expressão de posições incómodas no plano dos costumes. “Só existe aquilo que o público sabe que existe”, frase de Salazar, resume bem a estratégia da Censura.

“O material aqui exposto olha para um aspecto especial da censura em Portugal, o aspecto da defesa da autoridade e da ordem estabelecida, o respeito”, descreveu, na inauguração da exposição, José Pacheco Pereira, ele próprio autor de dois livros que foram censurados e mandados para a PIDE durante a ditadura. Nesta exposição do Palácio do Egipto, em Oeiras, há sobretudo livros e textos de jornais censurados, acompanhados dos despachos da Censura que descrevem as razões da proibição, que actualmente muitas vezes nos parecerão insólitas.

Destaque também para o design da exposição. Citando uma frase do site da Ephemera, "instalação ímpar de Carlos Guerreiro. Perdem muito se não forem lá".

Palácio do Egipto. Rua Álvaro António dos Santos, 10. Ter-Sáb 11.00-17.00. Até 28 Dez. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Logo após o 25 de Abril as paredes começaram a cobrir-se de pichagens, murais e cartazes. A Biblioteca Nacional guarda nos seus Serviços de Iconografia uma grande colecção de cartazes deste período que quis mostrar ao público nestes 50 anos do 25 de Abril. A exposição resultante dessa vontade, A Revolução em Marcha: Os cartazes do PREC, 1974-1975, foi comissariada por Paulo Catrica, fotógrafo e investigador do Instituto de História Contemporânea, que seleccionou 92 cartazes de entre as centenas existentes. Os originais foram replicados e colados num mural de 16 metros de comprimento sob instruções do comissário (veja a lista completa de cartazes aqui).

“A produção e a colagem massiva de cartazes, em particular nos anos de 1974 e 1975, foram o instrumento preferencial de afirmação e consolidação dos novos protagonistas políticos e sociais, partidos políticos, sindicatos, comissões de moradores e de trabalhadores, associações cívicas e de dinamização cultural, etc.”, explica o comissário na folha de sala, onde cita ainda um dos pioneiros da poesia visual, E. M. de Melo e Castro, num artigo da Colóquio Artes de 1977: "Assim, Portugal se transformou num enorme Poema visual, que todos os dias, durante dois anos, se transformou, porque todos podiam escrever e escreviam: porque todos sabiam ler e liam".

Biblioteca Nacional de Portugal (Entrecampos). Seg-Sex 09.30-19.30, Sáb 09.30-17.30. Até 21 de Setembro. Entrada livre

  • Arte
  • Avenidas Novas

Enzo Cucchi é um nome cimeiro – e um dos mais internacionais – das artes plásticas italianas, das últimas cinco décadas. A expor pela primeira vez no contexto institucional português, pisa a Culturgest com duas exposições simultâneas, ambas com curadoria de Bruno Marchand. Em "Mezzocane", apresenta um conjunto alargado de pinturas, esculturas e desenhos realizados pelo artista italiano ao longo últimas duas décadas. Em "Il libraio e l'artista", vem à tona um lado menos conhecido do autor, hoje com 74 anos, com trabalho desenvolvido na área da produção gráfica, nomeadamente capas de livros, brochuras, catálogos e outros materiais impressos.

A exposição terá um calendário de visitas guiadas. A primeira é dia 16 de Março, às 16.00, conduzida pelo próprio artista e pela historiadora de arte Sara Chiara. Haverá mais quatro, com Ana Gonçalves e Maria Sassetti, a 20 de Março, 20 de Abril, 25 e 29 de Maio, sempre às 17.00. A exposição "Il libraio e l'artista" é de entrada livre.

Roteiro de arte em Lisboa

  • Arte

São 56 as estações de toda a rede do Metropolitano de Lisboa. E todas, mas mesmo todas, são verdadeiras galerias de arte urbana, não a céu aberto, mas debaixo de terra. Artistas consagrados da nossa praça deixaram o seu cunho na história dos transportes públicos alfacinhas e, embora seja uma tarefa difícil, escolhemos sete estações que merecem um olhar especial. Falamos-lhe de obras de Almada Negreiros, Vieira da Silva e Arpad Szenes, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Maria Keil, Júlio Resende ou mesmo do célebre cartoonista António Antunes. Uma viagem para apreciar e partilhar.

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  • Arte
  • Arte urbana

Vhils, Bordalo II, Aka Corleone, Smile, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Mário Belém são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas de todo o mundo, que escolhem Lisboa para servir de tela aos mais variados estilos e mensagens. Se por um lado Lisboa está em guerra com taggers com pouco talento para a coisa – e que fazem questão de espalhar assinaturas por tudo quanto é sítio –, por outro a cidade é cada vez mais um museu a céu aberto de belíssimas obras de arte urbana. Embarque connosco num passeio alternativo pela cidade.

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