Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right A Time Out feita por si: 11 restaurantes que não conhecíamos

A Time Out feita por si: 11 restaurantes que não conhecíamos

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Da tasca ao sushi de fusão, a Equipa da Time Out Lisboa deixou que fossem os leitores a reservar a mesa em restaurantes que não conhecíamos ou de que nunca tínhamos falado. Eis a selecção dos melhores. São 11 novos convocados para as nossas listas de restaurantes.

1. NOVA PEIXARIA MERCADO

Nova Peixaria Mercado

 

“Às tantas devia era estar calado, que pela boca morre o peixe. Mas ao olhar para a vossa lista dos melhores sítios para comer peixe em Lisboa, fiquei todo escamado de não ver lá a Nova Peixaria Mercado. É uma referência obrigatória e uma grande falha vossa.” João Pinheiro

Esta é uma daquelas cartas que nos deixam sem trunfos: João Pinheiro não só demonstra que metemos água como esgota o arsenal de piadas possíveis para insinuar que não pescamos nada disto. E o pior é que o reparo é justo, sem espinhas. A Nova Peixaria Mercado abriu há seis meses – é dizer, há umas 24 edições desta revista e 180 dias de notícias no site – e só agora lhe prestamos atenção. Comecemos por dizer que vai directa para a grelha dos melhores sítios para comer peixe em Lisboa. O peixe é, aliás, a especialidade da casa, domina toda a carta e é ele que vai puxar a sua carroça até uma rua insuspeita de armazéns, meio escondida mas bastante acessível, ali no Prior Velho. O conceito é simples: há uma peixaria no rés-de-chão (que também vende ao público) e um restaurante no primeiro andar. Só se servem almoços, a condizer com o horário de uma peixaria. O peixe escolhe-se e pesa-se cá em baixo, cozinhase e come-se lá em cima. Pode ser grelhado, cozido ou ao sal . Tudo o que ali vimos é de uma frescura de horas, incluindo o Cantaril de quilo que acabou escalado à nossa frente. Chegou acompanhado de umas batatas cozidas de alta qualidade (já lhe falámos da nossa dificuldade de encontrar boas batatas cozidas?) e uma variedade de legumes salteados (couve coração, courgete, beringela, cenoura). O pão é bom, a manteiga de entrada é de cabra e aconselha-se, a carta de vinhos é tímida nos tintos mas tem excelentes opções nos brancos. Não fomos às sobremesas, mas havemos de ir. Resta dizer que o serviço é de uma simpatia irrepreensível.

Rua Mártires de Timor 14, Prior Velho. 

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2. JORGE D’AMÁLIA

Jorge d'Amália

 

“A D.Zé é uma excelente cozinheira. Além do bitoque, faz o melhor pica-pau da cidade.” Rita Sobral

Um bitoque não tem muito que saber, dizem os hereges: é só fritar um bife e atirar um ovo para cima dele. Mas a ciência do bom bitoque é mais complexa do que isso. E o Jorge D’Amália tem a ciência toda. As batatas são incríveis, cortadas de bons tubérculos, no ponto de fritura e com o sal certos; o bife, fino e macio, sem nervos, passou com distinção; o molho, carregado de alho, enche o olho e a barriga; ao ovo nada a apontar, a clara branca e cozinhada, a gema ainda a pingar. Passa com distinção, e a acreditar na Rita Sobral o pica-pau é ainda melhor.

Calçada da Memória, 20A (Ajuda). 216 002 719. Seg-Sex 07.30-22.00, Dom 09.00-22.00. Até 10€.

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3. SUNTORY

"É um dos restaurantes de sushi mais antigos de Lisboa, com qualidade superior e que não estagnou no tempo. Deixou a sua génese em Picoas, e mudou-se de armas e bagagens para Campolide, para um espaço muito mais amplo e convidativo. Peritos em sushi de fusão, têm outros pratos, mas será o primeiro o seu ponto forte." Cátia Marcelino

O sushi de fusão é, de facto, o forte deste restaurante, mas daquilo que provámos não ficámos fãs. Não somos adeptos de queijo creme (também conhecido como Philadelphia), até porque não permite ao peixe brilhar. Sentimos especialmente isso nos temakis, faltou-nos sabor. Não podemos, no entanto, não destacar o carpaccio de salmão e robalo, a prova provada de que o peixe pode mesmo brilhar neste restaurante. Uma maravilha. Mas um aviso: não é uma refeição barata.

Avenida Conselheiro Fernando de Sousa, 23A (Campolide). 21 386 1013. Dom-Qui 12.15- 15.30/19.00-23.30; Sex-Sáb 12.15-15.30/19.00-00.00. Até 35€

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4. CANTINHO DO ALFREDO

 

Cantinho do Alfredo

 

“Das melhores tascas de Lisboa, ementa escrita à mão, preços excelentes, conta feita à mão, bons pratos melhores preços. ” Luís Pape

O Cantinho diz ser de um Alfredo, mas quem está à frente da casa é o Sr. Albino, religiosamente todos os dias, com merecida folga ao domingo. Tem todo o alumínio que a clássica tasca de bairro merece: no balcão e na vitrine dos doces – aqui a direcção mais segura parece-nos ser a da tarte de amêndoa ou ao bolo de bolacha. Confere a conta feita à mão com preços que, por refeição, não deverão ultrapassar os 10 euros. Ao que interessa realmente: a grelha é a rainha, dos choquinhos às entremeadas, e a quarta-feira é dia de cozido.

Rua General Taborda, 44 (Campolide). 21 388 2662. Seg-Sáb 12.00-15.00/19.00-22.00. Até 10€

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5. O EURICO

O Eurico

 

“Come-se muito bem a um preço justo. O destaque são os peixes na brasa, meu preferido é o “Bacalhau à Casa”. Apesar das filas à porta, vale a pena a espera. ” Julia Mercante

Ultrapassámos a fila de espera com uma decisão simples: "não há problema, ficamos lá dentro". A casa de pasto O Eurico, ou O Velho Eurico, como está escrito à entrada, tem umas quantas mesas à entrada, debaixo das copas de umas árvores – cenário preferencial do turista que vai ao polvo ou ao peixe grelhado ignorando as maravilhas do prato do dia: umas bonitas favas com entrecosto e enchidos às segundas ou postas de bacalhau assado com batatas a murro à sexta. Também à sexta a chanfana é de considerar.

Largo São Cristóvão, 4 (Mouraria). 21 886 1815. Seg-Sáb 9.00-16.00/ 19.00-24.00. Até 15€.

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6. O COCAS

 

O Cocas

 

 

 

 

 

“Serve comida portuguesa honesta a bons preços e com uma simpatia e rapidez como não vemos na Baixa há quase uma década. Tem os típicos mini-pratos, sinal de que estamos num local de corrupio, e nunca está apinhado de turistas. ” Miguel Ângelo

Do galão matutino à imperial de fim da tarde, não há de facto turistas n’ O Cocas, talvez porque neste snack-bar sob a égide do sapo Cocas não há um empregado de ementa na mão, a aliciar quem passa. Ignorámos a ementa que se dedica às pizas Milaneza, vimos logo que não era por ali. O caminho é mais pelo mini-prato do dia que não chega aos quatro euros ou o prato – é dar uma hipótese às petingas fritas.

Rua dos Correeiros, 177 (Baixa). 21 346 0544. Seg-Sáb 7.30-20.00. Até 10€.

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7. DAVITO

 

Davito

 

 

 

 

 

“As pizzas em forno de lenha são excelentes e não poupam nos ingredientes dos recheios. Fora estas têm um spaghetti de camarão e tinta de choco, excelente. ” Paulo Jorge Morgado

Eis um homem com bom gosto. E não, não é só em termos de leituras. Interrogado sobre um restaurante ao qual a Time Out nunca tinha dado a atenção devida, retorquiu com o Davito. Escrevemos sobre as pizzas da casa há uns anos, a propósito do serviço de entrega, o chamado Pizzamóvel Party Service, mas o Davito merece mais. Afinal, é uma das razões pelas quais o redactor Luís Filipe Rodrigues ainda não morreu à fome. Belas pizzas em forno de lenha, generosas nos ingredientes e a preços muito conta. Com cerveja artesanal para acompanhar.

Mercado de Sapadores. Rua da Penha de França, Loja 15. 218 155 592. Ter-Qui 12.00-15.00, 18.00-22.30, Sex-Sáb 12.00-15.00, 18.00-23.00,Dom 18.00- 22.30. Até 15€.

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8. O TAPAS

“É como comer em casa. É um conforto para a alma. Tem um bife à portuguesa perfeito. Falem da casa, que a casa merece. Mas falem baixinho a ver se não fica cheia todos os dias.” José Mourão

Aqui na Time Out, há alguém, não interessa quem, que conhece a casa há muito, mas guardou segredo. Ora nós, que não somos de guardar rancores, não diremos que o João Pedro Oliveira foi egoísta. Mas foi. O Tapas é um segredo que merece ser destapado e agradecemos ao José Mourão por isso. Fica ali mesmo junto ao Rato, tem lugar aconchegado para vinte e uma ementa curta mas certeira. Recomendamos vivamente o bife à portuguesa de que o José fala. Como o nome indica – o do bife, não o do José - é farto, frito, fino, tenro, temperado com alho e louro e acompanha com umas batatas fritas caseiras perfeitas, no ponto de fritura e de sal, enxutas e firmes (8€). Se vir por lá o bife de atum de cebolada também não hesite. Vai lindamente com umas batatas cozidas cheias de sabor (nota mental: perguntar ao senhor Pereira onde raio compra ele as batatas).

Rua de São Filipe Neri, 37B (Rato). 21 3832998. Seg-Sex 12.00-22.00. Encerra fim-de-semana. Até 10€.

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9. PAÇO DE CARNIDE

“Destaco o equilíbrio qualidade/preço, atendimento, a (muita) variedade da ementa e espaço para as crianças brincarem enquanto os pais comem com (mais) calma ;). Nos “comes” nomeio a linguiça com cogumelos frescos, o salmão com molho de coentrada ou os secretos de porco na brasa.” Nair Domingues

O espaço para as crianças de que Nair fala é uma espécie de pátio interior arejado que é, de facto, uma longa pista de sprint. No prato, a especialidade são os nacos na pedra – porco preto, rosbife ou picanha ou novinho. Tudo quanto é grelha se serve no Paço de Carnide com dignidade, isto depois de entradinhas como os enchidos vendidos à unidade, os queijos da Serra e de Borba ou os ovos com farinheira. Não passe ao lado do bolo folhado com doce de ovos.

Rua do Norte, 11 (Carnide). 21 716 1144. Seg a Sáb, 12.00-22.00. Até 20€

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10. A TASCA DO MIGUEL

Tasca do Miguel

 

“Pode passar despercebido mas depois de experimentarem voltam com certeza e com muito mais gente. O chef Miguel cozinha super bem e é super simpático, trabalha com excelentes carnes e com preços acessíveis.” Leila Nogueira

Um almoço chegou para dar razão a Leila. Como ela elogiou as carnes, fomos para o peixe. A uma segunda-feira, bacalhau cozido com grão, posta generosa a lascar a preceito (8€), e uma açorda de gambas, fofa e bem temperada, a saber a marisco e sem rasto de congelação (7,5€). De saída, um leite de creme a saber a antigamente. Os queijos de cabra de entrada não são para evitar e o pão podia melhorar – mas é pecado menor. É aquele restaurante onde facilmente almoçávamos todos os dias. E não há muitos elogios maiores que esse.

Rua Egas Moniz, 45A (Areeiro). 21 8404657. Seg a Sáb, 11.00-15.30, 18.00-22.30. Até 10€.

 

11. O MARQUES

 

O Marques

 

 

 

 

“O Marques é o local perfeito no que à relação qualidade/preço diz respeito, sobretudo se dissermos que está no centro de Lisboa. O Bife à Marques é fantástico. ” Rafael Santos

Confissão: o Marques alimenta um número considerável de jornalistas da Time Out Lisboa. Há várias razões para isso. Em primeiro lugar, porque fica perto da redacção. Em segundo, porque os preços são amigos do trabalhador. E, em terceiro, porque a comida é boa e servida em doses substanciais, sem serem exageradas. Recomenda-se quase sempre a aposta nos pratos do dia. Ainda há pouco serviram um rolo de carne misto que encheu o estômago e o coração deste que vos escreve. Só há um problema: se as filas já eram grandes, depois deste texto nem queremos imaginar.

Travessa do Forno, 11 (Rossio). 213 468 070. Seg-Sáb 09.00-23.00. Até 15€.

 

+ A Time Out desta semana foi feita pelos leitores 

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