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Os melhores hambúrgueres de Lisboa

Os críticos de restaurantes da Time Out e o editor das secções de Música e Noite, Luís Filipe Rodrigues (um dos maiores especialistas mundiais em fast food), elegeram os dez melhores hambúrgueres da cidade

Fotografia: Arlindo Camacho
GroundBurguer

Os melhores hambúrgueres de Lisboa

1

Ground Burger

Escolha dos críticos

Chillicheese, 10,90€
Carne Black Angus, chilli, cheddar, pickles de jalapeño, cebola roxa caramelizada

Pormenores. Centenas e centenas de pormenores. Vá, dezenas. Mas é isso que faz deste hambúrguer o melhor de Lisboa. Por exemplo, o pão: um pão de leite não muito doce, feito no restaurante duas vezes por dia e que vem para a mesa levemente tostado por dentro; ou a carne (100% Black Angus, uma vaca com um tecido mais marmoreado – ou seja, com mais gordura), que resulta num hambúrguer quase no limite do enjoativo mas sem lá chegar, e que na verdade é incrível.

E depois, no caso deste Chillicheese (continuo sem encontrar uma razão lógica para o quanto gosto de comer chilli num hambúrguer, mas a verdade é que adoro), o chilli (maravilhoso, húmido, o feijão com a rigidez necessária, condimentado na perfeição), o Cheddar (óptimo, óptimo, óptimo, derretido por cima da carne), os pickles de jalapeños (o picante e acidez que se impõem para cortar a gordura da carne, do queijo e do chilli) e finalmente a cebola roxa caramelizada. Ou, em menos palavras: perfeito. Manuel Ferreira Gavetão

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São Sebastião
2

B' Perfect Burgers

B’ Toque, 7€
Ovos de codorniz, tomate, alface, molho de alho, mostarda e tomilho

É verdade que há na cidade alternativas mais exuberantes, maiores, com buns mais doces, mais altos, muitas coisas lá dentro, muitos molhos e muitos vegetais. Mas para quem tem a amplitude de maxilares de Manuela Moura Guedes, para quem está atento aos pormenores, é difícil não eleger a pequena hamburgueria da Praça de Londres como estando entre, vá lá, entre as três melhores da cidade.

Uma das coisas de que gosto mais é o pão. Feito especialmente para a marca, a sua função principal é aconchegar o recheio. Não é tão doce como um brioche, é leve como um papo-seco e não se esfarela nem faz bolo na boca. Outro detalhe: o interior é torrado na medida certa, só até ficar ligeiramente dourado.

Quanto à carne, são 150 g de uma mistura fornecida pelas Carnes Belém, onde entram três peças diferentes de vaca. Tem gordura suficiente, tem sabor e é bem cozinhada na chapa até a superfície ficar caramelizada. Neste B’Toque, a rodela leva um banho de molho caseiro feito de manteiga de alho, tomilho, louro e sementes de mostarda. Por cima, dois ovinhos de codorniz, por baixo uma rodela de tomate maduro e uma folha de alface tipo iceberg (uma única, como deve ser). Acompanham sempre umas excelentes batatas em rodelas e, sobretudo no Verão, não dispenso o sumo de morango natural, também feito na casa. Alfredo Lacerda

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Avenidas Novas
3

Sala de Corte

Hambúrguer de Novilho, 12€
Cheddar, barriga de porco fumada, cebola caramelizada e ovo

Do caraças. É este o termo técnico que usaria para descrever este clássico instantâneo. Sem grandes invenções e o único hamburger da carta da Sala de Corte (com um hambúrguer destes, para quê inventar?), a verdade é que há pouco (ou nada) a apontar a esta rodela de novilho: o pão com sementes de sésamo e girassol tostado por dentro e com um pormenor delicioso – uma manteiga verde a derreter sobre as marcas da grelha no interior –, a carne equilibrada (apenas a gordura necessária para não ficar seco), o queijo Cheddar saborosíssimo e derretido na perfeição, e depois a barriga de porco fumada, que é na verdade o melhor bacon que alguma vez comi num hambúrguer (talvez mesmo sem ser num hambúrguer, agora que penso nisso), tão bom que acaba por elevar o conjunto acima de uma boa parte da sua concorrência.

A compor o ramalhete estão a cebola caramelizada (no ponto, sem estar nem queimada nem a achar que é compota), o tomate cereja, a alface iceberg e, a cereja no topo do bolo, um belíssimo ovo estrelado por cima de tudo isto que se desfaz em gema pelo hambúrguer abaixo assim que o apertamos entre as mãos. Manuel Ferreira Gavetão

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Cais do Sodré
4

Carnalentejana Campo de Ourique

Hamburger Paris, 7,50€
Molho de Roquefort e cogumelos na chapa, com batatas fritas

A grande surpresa do conjunto ou, como se diria em linguajar mais desportivo, o rookie do ano. Hambúrguer um pouco mais pequeno do que a maioria (fui logo avisado pela senhora que me atendeu) e com menos pormenores do que os da concorrência, mas é também bom que se farta.

É talvez o mais caseiro dos hambúrgueres testados (na mais positiva acepção possível do termo) e, talvez por isso mesmo, o mais simples: pão brioche tostado, carne perfeita de sabor (também apenas com a gordura necessária para não secar), e no caso deste Paris um molho elegante de Roquefort e cogumelos fritos na chapa, guloso, saboroso, de lamber os dedos uma e outra vez até chegarmos ao fim (que é num instantinho, acrescente-se).

Sem alfaces, tomates ou outras invenções ou pretensões. Nada a dizer, tudo a comer. E para os lambões que acham que os hambúrgueres têm que ser grandes, deixem-me dizer-vos que a parte melhor destes é que com facilidade e gosto se comem logo dois. Ou, se forem umas bestas (como eu), três ou quatro. Manuel Ferreira Gavetão

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Campo de Ourique
5

Galeto

Hambúrguer em brioche, 4,85€ (antes das 22.00) ou 5,35€ (depois das 22.00)
Carne de vaca, cebola frita, tomate

É injusto comparar o Galeto a uma hamburgueria tradicional. Injusto para as hamburguerias, e por duas razões: o horário e o ambiente. O horário, porque está aberto das 07.30 às 03.30, de segunda a domingo, e na madrugada não concorre com as hamburguerias artesanais que invadiram Lisboa, mas sobretudo com o McDonald’s e rulotes. O ambiente, porque poucos sítios em Lisboa têm a mesma mística e são tão democráticos – do engravatado da KPMG ao vendedor ambulante, todos são bem-vindos e frequentam esta casa (sim, casa) do Saldanha. Claro que estas vantagens não valeriam de grande coisa se não houvesse um hambúrguer à altura. Mas há. Oh, se há. 

O hambúrguer em brioche do Galeto é um monumento à simplicidade, apenas boa carne, robusta, sumarenta e no ponto (médio-mal, mais para o mal), uma caminha de cebola frita, gulosa quanto baste, uma rodela de tomate para cortar a gordura e o tal brioche, coberto de sementes e ligeiramente tostado por dentro. Um sonho. E o melhor é que se o comer antes das dez da noite não custa sequer cinco euros. Luís Filipe Rodrigues

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Avenidas Novas
6

U-Try

Menu Beicone, 9,20€
Queijo Edam, alface, tomate, cebola caramelizada, cogumelos salteados e bacon. Bebida e batatas fritas

Já fui uma, duas, seis vezes ao(s) U-Try e nunca comi outro hambúrguer que não o Beicone. [Quero dar só uma nota sobre as piadolas à volta dos nomes nos menus. Eu percebo que haja 459 hamburguerias, e as pessoas se queiram diferenciar, mas é preferível ir directo ao assunto: o Beicone tem bacon e ponto final. Chamem-no só Bacon]. Dizia eu que nunca comi outro, porque este está perfeito assim. Olhe, não mexa mais, apetece dizer. A carne de vaca, compactada num hambúrguer alto, é tenra, muitíssimo saborosa e pode vir quase em sangue, para embeber a base do pão, docinho, aparentado do brioche, mas mais leve – consta que vem da Tartine, um bom selo de qualidade. O bacon estala, o queijo Edam dá-lhe um travo pouco forte mas a queijo (obrigatório!), a cebola caramelizada não ultrapassa o ponto de doçura, os cogumelos vêm salteados e têm aquele pequeno azedo que se junta bem ao hambúrguer e... pronto, o tomate e a alface são a dupla obrigatória para tornar a refeição menos pesada. Resumindo, longa vida ao Bacon, ups, ao Beicone. Francisco Beltrão

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Campolide
7

Honorato

Capitão Fausto, 9,80€
Carne de vaca, queijo Cheddar, cebola, pickles, agrião, tomate e molho barbecue

O Honorato é um caso singular. Uns, talvez por terem apenas outras cadeias como ponto de comparação, dizem que é subvalorizado; outros, que conhecem bem o panorama hamburguês lisboeta, dizem que é sobrevalorizado (pelos primeiros, supõe-se). Têm ambos razão: o Honorato é de facto sobrevalorizado por quem não conhece mais sítios, e subvalorizado pela maior parte das pessoas capazes de elencar os dez melhores hambúrgueres de Lisboa num ápice. Feita a ressalva, os hambúrgueres do Honorato são mesmo bons. É verdade que, devido talvez à dimensão da cadeia (há oito lojas só em Lisboa), a qualidade oscila, mas num dia bom, têm entrada directa para qualquer top 3. Veja-se este Capitão Fausto, sem dúvida o ponto alto da carreira da banda homónima, com uma carne suculenta e devidamente salgada, queijo Cheddar, cebola, pickles no andar de cima, e em baixo, separada por uma fatia de pão que ajuda a preservar a frescura dos habitantes do piso térreo, um casal de agrião e tomate que corta com a gordura dos vizinhos de cima. Além disso, o Honorato do Chiado tem uma carta de cervejas artesanais que reafirma o seu lugar entre os melhores. Luís Filipe Rodrigues

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
8
To.B

To.B

To.B Burger, 7,80€
Bacon crocante, queijo Cheddar, molho To.B, cebola caramelizada, alface e tomate

Muito francamente, a mais shakespeariana das questões não abona nada a favor do To.B. É bacoca, presunçosa, e assume que a “ser” um hambúrguer, é aquele. Ora, é muito bom, mas nem tanto. Testou-se a profundidade do To.B Burger, o espécime que dá nome à casa, e não é nenhum DiCaprio – o melhor elogio que lhe podíamos fazer. É, isso sim, uma mistura adequada de carnes picadas, que assegura o núcleo duro, húmido q.b. A cama é garantida por uma folha de alface que, qual halterofilista de Leste, ergue um seguríssimo par de rodelas de tomate. A cobrir este trio provável, encontra se uma competente fatia de queijo (Cheddar?) e um molho “da casa” a trazer memórias de um certo produto bandeira de uma determinada cadeia de fast-food (essa mesmo, essa mesmo). A abraçar tudo isto, a estrela da companhia: o pão, leve, aparentemente desproporcional, que assegura uma área de segurança em torno da carne e seus apêndices, tornando-o um dos burgers com maior índice de apanhabilidade da cidade (o que já não é dizer pouco). To.B or not To.B? Sim, senhores, sim. Manuel F. Caldeira

9

Hard Rock Cafe

Original Legendary Burger, 15,75€
Mistura de carne de vaca e entrecosto fumado, Cheddar, bacon, aro de cebola frita, alface estaladi
ça e tomate

Não há como escapar ao comentário óbvio depois de pedir este hambúrguer ao empregado. Vai ser legen (wait for it) dary. Feito à moda dos Estados Unidos, numa dose cavalar, não é fácil de acabar com ele. O bun é adocicado, leve e vem bem torrado no interior, como se quer; a carne, uma mistura de vaca e entrecosto fumado, é macia, mas chega sempre bem passada, mesmo quando se pede médio-mal – e isso corta-lhe algum daquele sabor e gordura essenciais num hambúrguer. Pena. O queijo é uma dupla fatia de Cheddar do bom, assim como o bacon, que não se faz de tímido e vem em doses generosas; o onion ring tende a escorregar para fora se não for apertado mas, quando se consegue encaixar, dá um bom equilíbrio ao conjunto; a alface e o tomate trazem a frescura que é precisa. E pouco me importa que seja de cadeia, que para comê-lo seja quase preciso entrar naquela (irritante) excitação dos empregados ou tenha um preço acima da média... depois dos memes sobre o Trump, é o mais perto que se pode estar da América do Norte. Francisco Beltrão

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
10
A Cultura do Hambúrguer

A Cultura do Hambúrguer

Hambúrguer Salgadeiras, 6,90€
Carne de vaca, queijo Manchego, bacon, cebola caramelizada, tomate e maionese de manjericão

Na Cultura do Hambúrguer há hambúrgueres para toda a gente. Há, mais concretamente, estruturas de carne picada rodeadas de tudo e mais alguma coisa, enquanto os sucos do bicho fluem livremente e se entranham no pão. (Se esta descrição moderadamente gráfica não vos arregalar os olhos nunca vamos poder ser amigos, desculpem.) Mas repita-se: há hambúrgueres para toda a gente. Há a inevitável opção vegetariana, os mutantes com recheio de sapateira ou chouriço ou malagueta, os clássicos com queijo americano e alface iceberg. E depois há o Hambúrguer Salgadeiras. Com um pão fofo coberto de sementes, bacon crocante, uma dose generosa de cebola caramelizada, um pedaço sucoso de bovídeo triturado. E um queijo Manchego que pode soar a heresia hamburgueira, mas acaba por complementar os demais ingredientes. O resultado é uma buchinha que não envergonha em nada a rua que lhe dá o nome. Luís Filipe Rodrigues

Comentários

1 comments
Lília N
Lília N

Opinião pessoal, mas falta aí a melhor hamburgeria de lisboa: hamburgueria 21. E o honorato.. bem nem na minha lista top20.