Izakaya Principe Real
Framekillah
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Restaurantes abertos até tarde em Lisboa

Onde comer em Lisboa depois das 22.00? É fácil, nestes restaurantes abertos até tarde.

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Lisboa nunca teve o andamento gastronómico que tem actualmente, mas ainda assim quando se trata de comer fora de horas as escolhas reduzem-se radicalmente. Não há assim tantos restaurantes abertos até tarde em Lisboa e é normal. Felizmente, ainda há uns quantos onde é possível reservar mesa depois das 22.00, hora em que começam habitualmente as negas. O Galeto, no Saldanha, é um clássico que dispensa apresentações, mas há mais nesta lista de restaurantes abertos até tarde em Lisboa, de cozinha de autor a pizzas e hambúrgueres. É conforme o apetite.

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Restaurantes abertos até tarde em Lisboa

  • Chiado
  • Recomendado

O tempo passa, a família cresce e evolui, mas mantém-se sempre certeiro o Bistro 100 Maneiras, que Ljubomir Stanisic inaugurou em 2010, no Chiado, já depois de ter o 100 Maneiras, estrela Michelin desde 2020, ali ao lado, no Bairro Alto. O nome é mesmo bistro (e não bistrô com sotaque francês). Há uma razão para isso, significa “limpo” em sérvio – no fundo, limpo de preconceitos e de ideias pré-concebidas, à semelhança do seu chef. Na carta, fundem-se as influências do chef em pratos pouco convencionais. De destacar o bar, logo à entrada, que não existe para complementar o restaurante, mas que vale por si com uma aposta forte em cocktails de autor.

Encerra às 02.00

  • Cais do Sodré

O Blade instalou-se no Cais do Sodré com uma ideia simples: servir um único prato bem feito e a bom preço. É um bife de 180 gramas, mal-passado, trinchado e suculento. Custa 10€. E não, não estamos numa tasca. Não há inox à vista e cada detalhe mereceu atenção redobrada – os azulejos e os sofás vermelhos, as madeiras, os tons quentes, a iluminação baixa. Os acompanhamentos têm peso na experiência, sobretudo o arroz de cogumelos, cremoso e que pode ser um prato independente (para os vegetarianos terem lugar à mesa neste restaurante de carne). Há ainda esparregado, puré de trufa e batatas fritas. Para aproveitar as aparas do bife, surge ocasionalmente o Blade Burger, sempre em número limitado. À chegada há pipocas com parmesão e trufa, e no fim um gelado soft de pipoca, ambos oferecidos.

Encerra à meia-noite

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  • Chiado/Cais do Sodré
  • Recomendado

Um clássico é um clássico, mesmo que entretanto até tenha mudado de mãos. Miguel Garcia, que também tem o Bougain em Cascais, comprou o Café de São Bento em 2022, mas fez-lhe apenas umas obras de renovação, não para mudar alguma coisa, mas para substituir o que já estava marcado pelo tempo. A porta mantém-se fechada, a mística do espaço conhecido pela discrição também e o bife de lombo não perdeu nenhuma das características que fez do prato um dos mais badalados da cidade há já quatro décadas.

Encerra à 01.00

  • Chiado
  • Recomendado

Música, arte, copos e boa comida. Assim se resume o Carnal, nascido das mãos dos filhos do 100 Maneiras, de Ljubomir Stanisic. Aqui o chef não entra. São Manuel Maldonado, chef executivo do grupo, que está habitualmente na cozinha do estrelado 100 Maneiras, e Luis Ortiz, chef de cozinha, que tomam conta deste gastrobar mexicano. Há pratos mexicanos clássicos, outros nem tanto. E sempre bons cocktails para acompanhar.

Encerra às 02.00

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  • Pizza
  • São Vicente 

A zona tem mudado, mas o Casanova mantém-se de pedra e cal num cais aonde chegou quando só o Lux existia. As pizzas, essas, mantêm-se motivo de romaria. Hoje não parece nada de extraordinário, mas é sempre bom lembrar que em 2000 quando Maria Paola Porru abriu o Casanova, não era assim tão comum encontrar boas pizzas, de massa fina e estaladiça, feitas em forno de lenha – apesar da massificação, ainda não é. 

Encerra à meia-noite

  • Cervejarias
  • Benfica/Monsanto

É uma das mais conhecidas marisqueiras de Lisboa e é espaçosa, o que dá jeito para aqueles almoços e jantares de família em que vai a criançada toda. Outra das suas vantagens é o facto de servir até tarde (duas da manhã para sermos mais precisos). Há muitos petiscos por onde escolher e há percebes, sapateira, lavagante ou ostras ao quilo. No fim da mariscada, peça um prego no pão.

Encerra às 02.00

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  • Avenidas Novas

Dificilmente haverá na cidade um balcão com mais vida do que este: funciona quase 20 horas por dia (leu bem). Abre às 07.30 e só fecha às 03.00, sendo perfeito para ir jantar quando mais nada está aberto – mas atenção que o preço muda às 22.00. O balcão é único, com cerca de 90 metros de comprimento e 150 lugares. Este clássico da Avenida da República foi inaugurado em 1966 como “snack-bar” moderno nos tempos em que a expressão “snack-bar” era moderna. O projecto é dos arquitectos Victor Palla e Bento de Almeida. No menu há mais de 170 opções, mas o dono do restaurante destaca o bife tártaro.

Encerra às 03.00

  • Bistrôs
  • Alfama

Louise Bourrat, chef do Boubou’s, abriu com o companheiro, o mixologista Marco Cossu, da Sardenha, uma neo-tasca no antigo espaço do Boi Cavalo, em Alfama. É um restaurante descontraído, mas rigoroso na cozinha e no serviço, onde a comida de conforto ganha lugar de destaque. Misturam-se influências portuguesas, francesas e italianas numa carta que muda mensalmente para respeitar os produtos da época. Entre os pratos mais marcantes estão os arancini de cabidela, o tártaro de vaca à Brás e a couve-coração com molho picante. Nas sobremesas, há tiramisù, profiteroles e crème brûlée com CBD. O ambiente é caloroso, com boa música, vinhos de baixa intervenção e uma vontade clara de preservar o espírito do bairro, respeitando a história do lugar e de quem o habita.

Encerra às 02.00

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  • São Vicente 

O espaço é amplo e luminoso, o rio Tejo ao fundo reluz. À entrada, um balcão, onde se destacam as várias torneiras de cerveja – 20 no total. Na sala, dezenas de mesas e uma cozinha aberta numa espécie de aquário. A esplanada, quase em cima do rio, em pleno Cais da Pedra, ali ao lado do Lux. À primeira vista, o novo Ground Burger nem é assim tão diferente da casa-mãe, junto à Gulbenkian. Miguel Lopes, um dos responsáveis da marca, destaca “o ambiente transparente e luminoso” comum aos dois espaços. Porém, há novidades que só em Santa Apolónia se vão poder provar, muito graças às condições que esta morada oferece. 

Encerra à meia-noite

  • Marvila

Diz o crítico Alfredo Lacerda que é o restaurante chinês mais fora da caixa de Lisboa e pode muito bem vir a ser, mais do que um instituto, uma instituição. O nome do restaurante aparece apenas grafado em chinês – 夜宵研究所 –, e isso também diz ao que vem. De acordo com o Google Translate, a tradução directa é Instituto do Lanche Nocturno ou Instituto do Snack Nocturno – e é caso para dizer que o nome não engana, já que o restaurante está aberto todos os dias até às 02.00. A carta é extensa e hermética. Os preços vão desde as espetadinhas a um euro até aos 35 euros pedidos pela sopa de sapo. Ou seja, pode gastar-se pouco ou muito.

Encerra às 02.00

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  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré

Entre as músicas de Dr. Dre, Snoop Dog, Missy Elliot, De la Soul ou Busta Rhymes ouvem-se, ao longo da noite, repetidos “Sim, chef! – em coro, sem falhas. A cozinha aberta é o palco e o espectáculo frenético a que se assiste do balcão com cadeiras altas, sob as luzes vermelhas e azuis dos neons dinâmicos, convida a bater o pé, a trocar os pauzinhos pelas mãos e a beber mais um cocktail de saké. Reconhecemos o ambiente: também é assim no Izakaya original, em Cascais. Sorte a de Lisboa, que ganhou o seu próprio Izakaya, que transformou uma antiga fábrica de cerâmicas no Príncipe Real numa autêntica taberna japonesa. Maior – quer em área, quer em número de lugares sentados ou de cozinheiros em acção –, o projecto de Tiago Penão mantém o ADN intacto, apesar de ter algumas novidades para apresentar, como as mesas viradas para o balcão, a grelha a lenha e pratos como as teba gyosas, asas de frango recheadas ou a gyutan sando, uma sandes de pão brioche com língua de wagyu, pickles e maionese kimchi. 

Encerra à meia-noite (Sex e Sáb à 01.00)

  • Avenida da Liberdade

Não será exagero dizer que há um antes e um depois do JNcQUOI em Lisboa. Se hoje são muitos os restaurantes bonitos, cheios de onda, com balcões vistosos, em 2017 não era bem assim. E é preciso acrescentar a qualidade da comida porque com o Amorim Luxury Group não há nada deixado ao acaso e investe-se o que tiver que se investir para se proporcionar a melhor experiência. António Bóia, chef executivo do grupo, é um zelador da cozinha tradicional, mas nem por isso deixa de acrescentar à carta propostas internacionais. Entre o restaurante, onde se destaca o esqueleto de um velociraptor, o Delibar com um balcão com 48 lugares e a esplanada, há menus distintos, mas uma das mais-valias é o facto de tudo poder ser pedido em todo o lado.

Encerra à meia-noite

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  • Parque das Nações

Ao fim de 27 anos a servir a melhor comida cantonesa da Linha, o Mandarim abriu um segundo restaurante, dentro do Casino Lisboa. A carta inclui alguns dim sum clássicos, sopas, mariscos e especialidades de barbecue chinês. As sopas de noodles, ou massas ensopadas, segundo reza o menu, – nas versões com carne de vaca, porco, marisco picante e wonton de camarão são novas entradas. O dim sum também têm uma secção própria, embora incomparável ao rol de opções de quem almoça no Estoril. Há fritos, como o trio de bolinhos de carne de porco e camarão seco, e ao vapor, caso do Xiu Long Bao, ou bolinhos de porco.

Encerra às 02.30

  • Português
  • Chiado

Passando a agitação habitual do Bairro do Avillez, escondida naquela que parece uma simples estante fica a porta que dá acesso ao Mini Bar, que se mudou para aqui vindo do teatro São Luiz – e só isso é já motivo para se marcar um jantar. A comida é o que se espera de um restaurante de José Avillez, embora longe do que faz no Belcanto, com duas estrelas Michelin. No Mini Bar fica-se a conhecer a comida do chef, de forma mais descontraída, mas ainda assim com toda a técnica. O ambiente é festivo (há DJ e animação ao vivo) e até às 23.30 é sempre possível marcar mesa. 

Encerra às 02.00 (Qui-Sáb às 03.00)

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  • Lisboa

Entre a Lapa e a Estrela está o Outro Tempo Bar, que há muito se estabeleceu como um lugar seguro, daqueles em quem podemos confiar. A decoração é clássica, com toalhas de mesa vermelhas e sofás acolchoados em azul. Tem aquela legião de clientes habituais que são garantia de casa sempre composta. Sobretudo pela noite, já que no Outro Tempo Bar a cozinha funciona até tarde.

Encerra à 01.00 

  • Pizza
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Maria Paola Porru, dona dos gigantes Casanostra e Casanova, atirou-se, em 2010, para um estilo de pizza pouco comum entre os lisboetas, mas muito apreciado em Itália: a pizza al taglio. Isto é, em fatias rectangulares ou quadradas, do tamanho que o cliente quiser, vendidas a peso. Entre as nossas favoritas estão a de batata com alecrim, a caprese, com mozzarella de búfala, e a de ricotta com salsicha napolitana. Pode comer ali ou pedi-las em formato take-away até às 02.00.

Encerra às 02.00

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  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré
  • Recomendado

“Omakase is Dead”. A provocação está num néon na parede e ganha especial força e graça quando do outro lado, atrás do balcão, está Lucas Azevedo, que não há tanto tempo assim punha meia cidade a falar da barra japonesa do Praia no Parque com uma experiência… Omakase. A música está alta qb, há burburinho, um balcão cheio de vida e mesas cheias. Não é preciso muito mais para se perceber que o Ryoshi, onde o chef se apresenta agora, na Rua da Boavista, é o oposto absoluto do que Lucas fazia anteriormente. De tal forma, que é (propositadamente) difícil de rotular.  

Encerra às 02.00

  • Cais do Sodré

São mais de 100 lugares, entre sala, balcão e uma esplanada interior. O restaurante especializado em carne maturada, que conta com Luís Gaspar nos comandos da cozinha, é uma referência nacional para os apreciadores de carne, mas mais do que isso é uma das melhores steakhouses do mundo – falamos do World's Best Steak Restaurants que em 2024 colocou a Sala de Corte em 53.º lugar. A justificação? “No menu, é possível encontrar diferentes cortes tentadores, oriundos principalmente da Península Ibérica, que são maturados na câmara de maturação do restaurante e depois cozinhados profissionalmente em carvão num forno Josper. Um endereço altamente recomendado”, defendem. E não estão errados. 

Encerra à meia-noite (Qui e Sex à 01.00)

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  • Chiado/Cais do Sodré

Os clientes habituais que fazem o espaço há décadas já sabiam que Albino Oliveira de 77 anos não ficaria muito mais tempo à frente do Snob. Por isso, quando foi notícia que o histórico bar e restaurante da Rua do Século tinha sido vendido, multiplicaram-se as histórias e o receio de que fosse o fim de uma era. Três meses depois do anúncio da compra do Snob pelo grupo São Bento, os ânimos serenaram. O Snob reabriu e não perdeu a alma. Ainda na rua, a mudança é visível. Entrando, tudo é familiar, embora claramente renovado. A madeira que cobre o espaço reluz, a alcatifa no chão é de um vermelho vivo. Cheira a novo e é palpável o início de um novo ciclo, 60 anos depois. Na carta, foi Albino que apontou e ensinou os pratos essenciais: o bife, os croquetes, os pregos e a mousse de manga.

Encerra às 02.00

  • Português
  • Alcântara

De portas abertas desde 1988, o restaurante deve o nome (e a fama) à família Nunes, de origem alentejana. Não é de estranhar por isso a fama de pratos como a perdiz estufada ou a açorda de bacalhau. Há uma secção inteira dedicada aos pratos de caça, e as sobremesas, que aqui se chamam lambarices, incluem sericaia com ameixa de Elvas, encharcada de Mourão e fidalgo real. Não terá sido por acaso que Madonna escolheu o Solar dos Nunes para jantar quando se decidiu mudar para Lisboa.

Encerra à 01.00 

À mesa em Lisboa

Já tínhamos visto muita coisa – as bifanas são um clássico lisboeta, os cachorrinhos desceram do Porto até Lisboa há quatro anos e a febre dos hambúrgueres esmagados prolifera na cidade –, mas nunca uma vontade tão partilhada de elevar a sanduíche clássica a refeição de elite (em alguns casos, até é obra de chef). Falamos de seis sítios para comer sandes em Lisboa, alguns deles inaugurados nos últimos meses, que se dedicam em exclusivo a esta iguaria. E há para todos os gostos: pastrami às camadas, cachorros de polvo, guarnições de beterraba, pickles caseiros, carnes picantes e molhos de perder a conta. Por cima e por baixo está sempre o pão, mas no meio os ingredientes mudam ao sabor da criatividade. 

São uma instituição da cidade, por vezes ameaçada pela especulação imobiliária ou simplesmente pelo cansaço de famílias que depois de tantos anos dedicadas a fazer-nos felizes optam pela reforma, sem ter quem lhes siga as pisadas. Felizmente, ainda temos boas tascas em Lisboa que resistem – daquelas onde nos decoram o nome e os hábitos, onde as doses são sempre fartas e a comida sabe a casa. Nestas tascas, nunca faltam os pratos do dia (cabidela, cozido à portuguesa, mão de vaca, massada de peixe...), nem os doces da casa para acabar. No final, poucas serão as contas tão em conta.

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Não são moda de agora – ainda nos lembramos de ver mimosas e mesas fartas em séries como O Sexo e a Cidade –, mas continuam a ser uma tendência em Lisboa. Um maravilhoso mundo de possibilidades que tanto serve de pequeno-almoço reforçado como almoço ou refeição para qualquer hora. Se começaram por ser uma opção de fim-de-semana, são cada vez mais os sítios com cartas para qualquer dia, afinal um prato de ovos ou panquecas sabe sempre bem. Mas nem só disso se faz o brunch. À carta ou em menus faustosos, são cada vez mais e melhores os brunches em Lisboa, alguns até com dedo de chef. 

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